Monsenhor Marcos José será o primeiro bispo oriundo do clero da Arquidiocese de Londrina. Aqui ele nasceu, estudou, se ordenou e exerceu seu ministério presbiteral. Parte, agora, para uma nova missão: pastorear a Diocese de Cornélio Procópio (PR).

Quinto filho de Alvina e José Francisco (in memorian), monsenhor Marcos nasceu em 1974, em Lupionópolis (PR), onde participava com a família da Paróquia Cristo Rei. Entrou para o seminário em 1993 e foi ordenado sacerdote em 12 de fevereiro de 2000.

Nos seus mais de 20 anos de padre, foi animador vocacional, reitor do seminário propedêutico, coordenador da Ação Evangelizadora, vigário geral da arquidiocese, coordenador do 14º Intereclesial das Cebs, pároco da Paróquia São João Paulo II, em Londrina, pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Centenário do Sul, membro do Conselho dos presbíteros e do Colégio dos Consultores.

Monsenhor Marcos José dos Santos será ordenado bispo no dia 13 de agosto na Catedral de Londrina, às 15h. Na semana seguinte, ele inicia seu pastoreio na Diocese de Cornélio Procópio, em uma celebração na Catedral Cristo Rei, às 15h.

Conosco ele partilha sua caminhada, as expectativas para o ministério e os nomes que marcaram sua vocação.

Produção: Pascom – Arquidiocese de Londrina;
Repórter: Juliana Mastelini Moyses;
Imagens: César Vilela Costa, Lúcia de Almeida Santos Daudt e Tiago Queiroz;
Edição: Tiago Queiroz.

Neste mês de agosto, a reunião ordinária da Coordenação Arquidiocesana da Catequese, no dia primeiro, abriu um espaço para tratar sobre uma realidade enfrentada também no dia a dia do trabalho catequético: o problema da violência e da automutilação. Para a conversa, a equipe contou com a presença do psicólogo da Defensoria Pública, Fábio Sato, e da Conselheira Tutelar e membro do Comitê de Gestão Colegiada da Rede de Cuidados e de Proteção Social das Crianças Vítimas ou Testemunhas de Violência, Elen Luz.
Os palestrantes trataram sobre o fluxo de casos no município e do importante papel de todo cidadão em relação à proteção das crianças e adolescentes, especialmente no que diz respeito a como agir diante dessas realidades.

Os palestrantes destacaram que diante de uma suspeita de violência deve-se informar a rede de proteção para que medidas sejam tomadas. Uma criança ou um adolescente abusado é uma pessoa com direitos violados, que precisa da intervenção do Estado ou de qualquer segmento da sociedade civil para romper o ciclo desta violação. Quando crianças e adolescentes vítimas de abuso ou exploração sexual encontram uma rede de proteção atuante, destacaram, elas encontram um caminho possível para ressignificarem a própria vida.

Por isso o papel da Igreja no enfrentamento conjunto com a sociedade, com as políticas públicas, universidades e demais instituições a todas as formas de violências contra crianças e adolescentes.

O encontro foi organizado pela irmã Angela Soldera, coordenadora da Catequese, e pelo padre José Cristiano Bento dos Santos, pároco da Quase-Paróquia Nossa Senhora de Fátima

PASCOM Arquidiocesana

Nesta terça-feira, dia 2 de agosto, os padres da Arquidiocese de Londrina se reuniram na Chácara Recanto das Águas em confraternização pelo Dia do Padre, celebrado em 4 de agosto, festa de São João Maria Vianney. Os seminaristas também estiveram presentes.

De manhã, eles celebraram juntos a Santa Missa, seguida de um almoço festivo. Na ocasião, o neossacerdote Glauber Gualberto, ordenado no dia 31 de julho, foi acolhido ao grupo de presbíteros da arquidiocese.
Essa foi a última missa do monsenhor Marcos José dos Santos junto ao clero arquidiocesano antes de sua ordenação episcopal, no próximo dia 13 de agosto. Ele agradeceu a dom Geremias Steinmetz e aos padres pela parceria na família presbiteral da arquidiocese.

Ao final, padre Joel Ribeiro Medeiros, coordenador da Pastoral Presbiteral, deAo final, padre Joel Ribeiro Medeiros, coordenador da Pastoral Presbiteral, destacou a importância união entre os padres no seu ministério.

PASCOM Arquidiocesana

Fotos Tiago Queiroz

Durante 31 dias, de todos os cantos do Paraná, serão elevadas orações pelas vocações 

O mês de agosto, na Igreja, é dedicado às vocações. É um tempo em que, de forma mais intensa, as vocações são celebradas e promovidas. Diversas iniciativas celebrativas, orantes e eventos dão visibilidade às vocações específicas: ao ministério ordenado, ao matrimônio, à vida consagrada religiosa e à vida laical.   

Dentro desse contexto, neste ano, o Serviço de Animação Vocacional (SAV) e a Pastoral Vocacional (PV) do Paraná, prepararam a “1ª Jornada de Oração pelas Vocações”. Durante os 31 dias do mês de agosto, o terço vocacional será rezado nas paróquias, comunidades, seminários e casas religiosas. Cada uma das 18 dioceses do Paraná e as duas Eparquias Ucranianas comprometeram-se em criar uma escala, de modo que, em cada dia um grupo fique responsável pela oração.   

A iniciativa está em sintonia com o caminho sinodal, proposto pelo Papa Francisco à Igreja. As mais de 900 paróquias em todo Paraná vão estar unidas, em oração, na mesma intenção que brota do Evangelho: “Enviai, Senhor, operários para a vossa messe” (cf. Mt 9,37).  

Para dinamizar a realização dessa Jornada, a equipe do SAV/PV Regional preparou um subsídio com meditações vocacionais para todos os mistérios do terço. O subsídio está disponível para download no site do Regional Sul 2 da CNBB (clique aqui para acessar). No vídeo abaixo, o assessor regional do SAV/PV no Paraná, padre Marcelo Ribeiro da Silva, conta como será realizada a Jornada.  

O bispo de Foz do Iguaçu (PR) e referencial para o SAV/PV no Paraná, gravou um vídeo para motivar o Regional a participar da Jornada de Oração pelas vocações. “Desse modo nós estaremos todos os dias do mês, nas dioceses e nas comunidades, rezando, pedindo ao Senhor que envie operários para a sua messe. Essa messe tão bela que precisa de santos e santas, operários e operárias para anunciar o Reino e proclamar a beleza da Salvação. Vamos juntos nos colocar em oração!”, disse o bispo.

A preparação das dioceses

A diocese de Jacarezinho já divulgou nas redes sociais o cronograma para os 31 dias de oração, distribuídos entre todas as suas paróquias e instituições. Também na diocese de Apucarana, já foi preparada uma escala para a oração nas paróquias, comunidades, pastorais e movimentos. Com um vídeo, o assessor regional, padre Leandro, motivou todos a participarem (clique aqui para assistir).  A diocese de Umuarama também já divulgou a escala das paróquias responsáveis pela oração a cada dia.

Esses são alguns exemplos do que está acontecendo em todas as dioceses do Paraná, na preparação e articulação para viver esse mês vocacional. “É sentido o empenho das dioceses no processo de preparação da “1ª Jornada Regional de Oração pelas Vocações”. Além das paróquias, também haverá uma articulação entre os seminários diocesanos e a Vida Religiosa. Tudo isso demonstra o interesse, o amor e o ânimo que motiva o trabalho de oração, de promoção e de acompanhamento das vocações no Paraná”, disse o padre Marcelo.

O SAV/PV também está motivando os grupos que participarem da Jornada de oração a compartilharem fotos e postarem nas redes sociais, marcando o perfil @cnbbsul2 ou enviando para o e-mail: imprensa@cnbbs2.org.br . As fotos serão compartilhadas numa galeria no site da CNBB Sul 2 (clique aqui para acessar).  

(Karina de Carvalho – Assessora de Comunicação da CNBB Sul 2)

Programação de três dias destacou a participação da comunidade e a presença na sociedade civil

O arcebispo dom Geremias Steinmetz, nos dias 21, 22 e 23 de julho, fez visita pastoral à Paróquia Cristo Rei, na cidade de Lupionópolis. Acompanhado do pároco, padre Jorge Arias, o arcebispo conheceu o território paroquial, conversou e abençoou lideranças, doentes e idosos, conversou com representantes da sociedade civil, esteve no hospital, prefeitura, câmara de vereadores, associação comercial, rádio, encontrou-se com o atual prefeito, com ex-prefeitos, com famílias e celebrou a Santa Missa com as comunidades. “Foi um trabalho muito interessante, bonito, profundo”, destacou dom Geremias. “E mais uma vez louvar a Deus porque as visitas pastorais são capazes de produzir muitos e bons frutos para a Igreja, para o trabalho de evangelização.”

Segundo o padre Jorge, foram dias em que a ação do Espírito Santo foi fortemente sentida, pela experiência de Igreja que a comunidade pode fazer, com momentos de oração e partilha entre o bispo, o padre e a comunidade. “Ele foi visitar famílias, visitou doentes, aqueles que estavam na programação e aqueles que não estavam. Teve a oportunidade de ir também em casas de famílias que são boas mas pouco próximas da vida litúrgica da Igreja. E a sua presença reforçou a fé que eles têm, motivou também a se aproximarem de Deus e esperar o tempo de Deus. E por último, as celebrações que eu vi que o pessoal dos distintos ministérios se prepararam com carinho, com fé, com alegria…”

Vários cartazes de boas-vindas foram colocados na cidade (Foto Tiago Queiroz)

Foi um trabalho intenso, que contou com encontros com pastorais, movimentos, com as comunidades e com a sociedade civil, administração pública, pessoas ligadas à educação, à saúde, destaca o arcebispo. “O trabalho todo feito pelo padre Jorge fez com que a gente pudesse entrar um pouquinho mais no conhecimento desta pequena cidade, mas que tem muitos valores, muitas coisas bonitas acontecendo no dia a dia, para o cuidado e o bem estar do povo.”

Para a catequista Camila Daiane da Silva Martins, a visita do arcebispo reforça a unidade da comunidade como Igreja, trazendo uma palavra de ânimo para os fiéis continuarem firmes na caminhada. “É sempre muito bom ouvir a voz do nosso pastor e é muito bom recebê-lo na nossa paróquia”, fala Camila.

“As pessoas têm uma imagem muitas vezes que a Igreja é um círculo fechado, que o padre, o bispo são pessoas inacessíveis, e hoje o bispo nos mostrou que não é assim, ele é uma pessoa do povo, ele é uma pessoa presente, pessoa simples, que nos dá respostas simples que a gente consegue entender. Então para nós foi muito bom escutar a palavra dele, a partilha. As respostas dele nos instruíram muito bem e nos deixaram animados para continuar firmes e fortes”, finaliza.

A catequista Camila Daiane agradece ao arcebispo pelo encontro com os catequizandos. (Foto Tiago Queiroz)

Vivência inédita

Padre Jorge destacou que nos seus 37 anos de padre, nunca tinha vivenciado uma visita pastoral com as características da visita pastoral de dom Geremias. “Então já é uma coisa inédita pra mim”, observa o padre. Ele conta que uma comissão ficou responsável por organizar a visita, entrar em contato com as entidades visitadas, sempre com a participação das lideranças paroquiais e iluminados pela presença do Espírito Santo. “Uma vez que a programação oficial estava pronta, veio a programação espiritual, com missas, terços, veio a parte da divulgação, várias pessoas ajudaram, as famílias que estiveram disponíveis para acolher em suas casas nas refeições, abriram seu coração.

Padre Jorge comparou a acolhida das pessoas ao arcebispo à passagem de Gênesis da liturgia do domingo 17 de julho, em que Abraão acolhe os três forasteiros: prepara a melhor farinha para fazer pão e o carneiro mais novo e sadio para oferecer o assado. “Isso que eu vi nas famílias: quer aqueles que acolheram em casa, como nas comunidades, na Capela do Mairá, nos grupos. Sempre havia algo para partilhar, então ofereceram o melhor. E isso só se pode fazer quando você tem fé, e você enxerga que ele é nosso pastor, ele é Jesus aqui entre nós e vamos nos deixar conduzir.”

Ao final da missa o Pe. Jorge pediu um abraço do arcebispo (Foto Tiago Queiroz)

Berço de vocações

Entre os compromissos do primeiro dia de visita pastoral, dom Geremias esteve na Capela São João Batista, do distrito de Mairá, região onde nasceu o monsenhor Marcos José dos Santos, que será ordenado bispo no próximo dia 13 de agosto. O localidade também já ofereceu outras vocações sacerdotais para a Igreja. “De fato ali é uma dessas comunidades de interior, que tem um comércio relativamente bom, uma comunidade não muito grande, mas que mantém a alegria de se reunir pela força da Palavra de Deus, da Eucaristia, pela catequese, por todo trabalho constituído ali que continua fazendo com que aquela comunidade persevere. Agora a notícia do padre Marcos vem trazer alegria, muita satisfação para a maioria daquela comunidade que o conhece muito bem.”

Dom Geremias celebra Santa Missa na capela São João Batista do Distrito Mairá, berço do monsenhor Marcos José dos Santos, bispo eleito pra Cornélio Procópio PR. (Foto Tiago Queiroz)

Encontro com profissionais da educação

No segundo dia em Lupionópolis, dom Geremias teve um encontro com professores e profissionais da educação, que reuniu quase 300 pessoas. No encontro, o arcebispo pode perceber e conversar sobre as grandes questões da educação do município. “Inclusive discutindo um pouquinho a Campanha da Fraternidade [que trata da educação], sobre aqueles problemas que todos sabemos que foram potencializados pela pandemia do coronavírus e que agora exigem muito trabalho das prefeituras, das secretarias para que as sequelas que vão aparecer sejam as menores possíveis”, destaca o arcebispo.

Quase 300 professores e profissionais da educação participaram do encontro com arcebispo (Foto Tiago Queiroz)

Participação ativa da comunidade

No encontro com lideranças paroquiais, o que surpreendeu o arcebispo foi a participação dos leigos. “Eu esperava a participação, mas as pessoas participaram de verdade, provavelmente pela convivência nesses dias e eu também procurei motivar a conversa sugerindo assuntos, sugerindo uma pauta um pouco mais avançada, mais profunda sobre a catequese, sobre a organização da Igreja, a importância das pastorais, dos movimentos. E depois disso eles tiveram de fato muita oportunidade para perguntar, e perguntaram! Perguntas dos mais diferentes assuntos e que fizeram com que de fato a conversa pudesse ser aprofundada”, conta.

“O que a gente vê é exatamente uma comunidade que está se recuperando, que está avançando e que está prezando muito pela clareza de tudo: das contas, pela clareza da pastoral, a clareza e a boa preparação da liturgia, dos cantos, e a gente vê muitas pessoas envolvidas, homens, mulheres, jovens, muitos jovens envolvidos, e, sobretudo, buscando sempre mais respostas que eles vão percebendo no seu grupo de trabalho, no seu grupo de reflexão”, finaliza dom Geremias.

Juliana Mastelini Moyses e Tiago Queiroz
Pascom Arquidiocesana

Fotos: César Vilela Costa e Tiago Queiroz

Londrina, 15 de julho de 2022.

Sinodalidade é corresponsabilidade, tarefa de todos, é o novo modo de ser Igreja.
Após um belo período de reflexão, no qual nos dedicamos a responder o questionário para o Sínodo dos Bispos nas paróquias, nos decanatos e, por fim, na arquidiocese, encerramos esse momento com a Síntese Arquidiocesana que será encaminhada ao Regional para compor essa caminhada sinodal da Igreja.

E para Celebrarmos conjuntamente esse momento, convidamos todos os Presbíteros, Religiosos e Religiosas, Diáconos Permanentes, Coordenadores e Coordenadoras Arquidiocesanos, Decanais, Paroquiais e Comunitários das Pastorais, Movimentos, Organismos e Serviços de nossa Arquidiocese, para celebração de Encerramento da Fase Arquidiocesana do Sínodo dos Bispos, no dia 29 de Julho (Sexta feira), às 19h30, na Catedral Metropolitana de Londrina.


Em Cristo, caminhamos juntos.


Pe. Alexandre Alves dos Anjos Filho
Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Londrina

Confirmar na fé em Jesus Cristo, a serviço e em diálogo

Entre os dias 7 e 9 de julho, o arcebispo dom Geremias Steinmetz realizou mais uma de suas visitas pastorais a paróquia da arquidiocese. Durante esses dias, o arcebispo percorreu o território da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, da cidade de Porecatu (PR), a cerca de 90 km de Londrina, acompanhado do pároco padre Isaac Aguiar Luz.

Nos encontros com os diversos grupos paroquiais e sociais que o arcebispo foi tendo ao logo desses dias, ele explicou o objetivo da visita pastoral: confirmar o povo na fé em Jesus, tanto para os que estão dentro da Igreja como para os que estão fora, se colocando a serviço e em diálogo com a sociedade. “Igreja em diálogo, por isso falamos com juiz, promotores, Conselho Tutelar… Nos momentos de diálogo pude falar do Evangelho, pude falar da Doutrina Social dea Igreja. À tarde, encontro com prefeito, vereadores, secretários, professores. Momento de entender melhor a cidade de Porecatu”, explicou dom Geremias aos jovens reunidos na paróquia no sábado, dia 9.

O arcebispo explicou as duas dimensões da visita: ad intra (para dentro da Igreja)e ad extra (para fora da Igreja). “Olhando para nós mesmos, como está a Igreja de Porecatu, como vai o relacionamento com o padre, com os grupos entre si, como vai a catequese, liturgia… Ad intra, olhando para dentro da Igreja”, explicou.

E ad extra, um olhar para fora da Igreja, para a sociedade. “O Concílio Vaticano II diz que a Igreja está sempre a serviço e em diálogo. A serviço: quais as atitudes privilegiadas que a Igreja tem com a sociedade que é próprio da Igreja? … Catequese é um serviço. A liturgia bem feita, bem celebrada, bem cantada, em que as pessoas possam se encontrar, isso é um serviço. O padre também coloca-se a serviço.”

Para estar em diálogo com a sociedade, dom Geremias destacou que é preciso conhecer bem o evangelho, o argumento central de quem evangeliza. “Então é preciso entender bem a fé,ter clareza de ideias e saber o que vai falar para evangelizar e dialogar.”

Programação

O primeiro compromisso em Porecatu foi um encontro e café da manhã com funcionários da paróquia. Em seguida, dom Geremias conheceu as estruturas da paróquia, templo, secretaria e o Colégio Diocesano João Paulo I, localizado ao lado da Igreja. O colégio foi fundado em 1952 pelo padre Calógero Gaziano, missionário do PIME e primeiro pároco de Porecatu.  Segundo a direção da escola, dom Geremias foi o primeiro bispo a visitar o colégio, que conta com quase 200 alunos dos ensinos fundamental e médio. No colégio, o arcebispo visitou a capela construída pelo padre Calógero. A capela é toda em madeira e o piso feito de sobras de carteira.

No dia 7, dom Geremias também conheceu as capelas urbanas de Porecatu: São José Operário, Imaculado Coração de Maria e Nossa Senhora Auxiliadora, esta última está em reforma para manutenção do telhado.

Visita ao asilo

A primeira missa de dom Geremias em Porecatu durante a visita pastoral foi com os idosos do Lar Padre Calógero. A celebração foi transmitida pelas redes sociais da paróquia e pode ser acessada pelo link: https://fb.watch/ednOneCAzv/.

O arcebispo explicou aos internos, funcionários e voluntários a sua presença ali em visita pastoral e o seu objetivo de estar em contato com o povo, não só de dentro da Igreja, mas da sociedade, e confirmá-lo na fé. “Nosso agradecimento não só ao padre Isaac, aos seus colaboradores, mas também às pessoas de Porecatu, nos seus diferentes credos, modos de ver, mas que se colocam em unidade, a serviço, para que nossos idosos possam ser acolhidos…, para que assim as pessoas possam entender o quanto Deus continua a fazer pelo seu povo. Que mais uma vez possamos ser gratos a Deus pelo trabalho que aqui se desenvolve e que Deus continue derramando suas bênçãos”, falou dom Geremias.

À noite, dom Geremias conduziu o Dia da Palavra com os Grupos Bíblicos de Reflexão (GBR) na paróquia. A transmissão pode ser acessada no link: https://fb.watch/edoqakI7Mz/. Em seguida se reuniu com os membros do Conselho Econômico.

Segundo dia de visita

Na sexta-feira, 8 de julho, dom Geremias começou o dia de visitas com um encontro com os representantes do poder Judiciário de Porecatu e do Conselho Comunitário no Projeto Crescendo em Cidadania, onde apenados do regime semiaberto e menores infratores pagam parte da pena na horta comunitária, cuja produção de verduras e legumes é destinada a atender instituições assistenciais e famílias carentes do município. Parte da produção é vendida para a manutenção do projeto. Dom Geremias também conheceu o prédio do Conselho Tutelar e os funcionários que ali trabalham e o Núcleo de Educação, dando a bênção aos professores e funcionários.

Ainda pela manhã, o arcebispo visitou o acampamento Herdeiros da Luta de Porecatu, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), localizado no território atendido pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Ali, dom Geremias conheceu o trabalho realizado na escola Itinerante, assim como os projetos escolares desenvolvidos por crianças e adolescentes. Dom Geremias conheceu também as lavouras agroecológicas e orgânicas onde foram produzidos alimentos doados para famílias carentes de Londrina e região durante a pandemia.

Escolas

À tarde, dom Geremias foi recebido em uma sessão solene no Centro Social pelos representantes dos poderes executivo e legislativo de Porecatu, também membros do Núcleo de Educação, diretores de escolas municipais, estaduais e particulares, Secretaria de Saúde, Conselho e Associação Comercial. Com direito a Hino Nacional Brasileiro e Hino de Porecatu, a reunião contou com apresentações das crianças de diversas escolas e discurso de autoridades civis.

À noite, dom Geremias celebrou a Santa Missa com as participantes do Terço das Mulheres e se reuniu com os representantes das pastorais da Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Cada coordenador apresentou ao arcebispo as atividades desenvolvidas pela pastoral, especialmente no tempo de pandemia e as perspectivas futuras. Dom Geremias também respondeu as dúvidas dos fiéis sobre questões pastorais.

Último dia de visita

A programação do sábado, último dia de visita pastoral começou cedo, às 6h20 da manhã dom Geremias participou do Terço dos Homens, em frente à imagem de Nossa Senhora Aparecida, na praça da igreja, seguido do famoso cafezinho. Dom Geremias também levou sua mensagem e sua bênção aos catequistas reunidos na paróquia e depois falou aos ouvintes da Rádio Atlântica FM, acompanhado do padre Isaac e do coordenador do Conselho de Pastoral Paroquial, Benedito Maurício Agostinho. A transmissão ao vivo da entrevista pode ser acessada pelo link: https://www.facebook.com/atlantica.locucao.9/videos/874190243539160

Porto das Águas e reunião com os jovens

A tarde do sábado começou com visita e bênção à Capela Ecumênica do Condomínio Porto das Águas. Em seguida, dom Geremias se reuniu com jovens e adolescentes dos grupos de oração da paróquia.

Diante dos desafios que os jovens apresentaram, dom Geremias destacou a importância de se zelar por boas relações. Pois às vezes o grupo faz ações bacanas, mas descuida das relações entre as pessoas. “O ser humano não é só corpo e alma, o ser humano é corpo, alma e relação”, falou.

Citando os vários locais por onde esteve, o arcebispo falou da alegria em estar com os jovens e adolescentes de Porecatu e falou da importância da atuação. “O Papa Francisco diz que hoje, nem mesmo nos ambientes eclesiais, a gente pode supor o conhecimento de Jesus Cristo. O que ele diz é que muitos católicos, frequentadores, não conhecem Jesus e, portanto, não o seguem.” Diante desse cenário, aponta dom Geremias, a missão é fazê-Lo conhecido.

Depois da sua fala, o arcebispo respondeu às perguntas dos jovens, que se colocaram à disposição do arcebispo e da Igreja para aquilo que for necessário.

Encerramento

A última atividade da visita pastoral foi a Santa Missa com toda a comunidade. A missa foi transmitida ao vivo pela pascom paroquial: https://www.facebook.com/arquidiocesedelondrina/videos/718834012558736

Juliana Mastelini Moyses
Pascom Arquidiocese

Fotos Tiago Queiroz

CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA DE ORDENAÇÃO EPISCOPAL • Monsenhor Marcos José dos Santos
Com grande alegria, a Arquidiocese de Londrina convida para a ordenação episcopal do monsenhor Marcos José dos Santos, o primeiro bispo genuinamente londrinense: nascido e formado nesta terra. A celebração eucarística será no dia 13 de agosto, às 15h na Catedral Metropolitana de Londrina.


Monsenhor Marcos José será ordenado bispo pela imposição das mãos do arcebispo dom Geremias Steinmetz. Os bispos coordenantes serão dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida (SP), e dom Manoel João Francisco, bispo emérito de Cornélio Procópio (PR).

Dom Marcos José dos Santos iniciará seu ministério episcopal no dia 20 de agosto na Catedral Cristo Rei de Cornélio Procópio (PR), em Celebração Eucarística às 15h.
“Eu vos escolhi” (Jo 15,16)

Novos padres falam das experiências, alegrias e desafios do trabalho pastoral após receberem o sacramento da Ordem

O quanto o padre está presente no dia a dia da comunidade? O quanto isso é gratificante na vida do sacerdote e dos fiéis? Agora, imagina esses sentimentos para quem foi ordenado padre há poucos meses e semanas. Alegria, satisfação, crescimento pessoal e espiritual. Estas são apenas algumas das vivências experimentadas pelos novos sacerdotes da Arquidiocese de Londrina, que receberam o sacramento da ordem em 2022 e já estão atuando nas paróquias.

É o caso do padre Elizeu Bonfim de Souza, ordenado no final de março na sua cidade natal, Corumbataí do Sul (PR), numa cerimônia que contou com a presença de dom Geremias Steinmetz e parte do clero londrinense. “Estar presente na vida das pessoas é muito bom. Em cada momento feliz, de conquista, de celebrar a vida, os sacramentos. É perceptível como a presença do padre torna o momento mais significativo para as pessoas. Assim como os momentos de perdas, luto e doença”, resume o novo presbítero, que desde o início de 2021 trabalha na Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Km 9.

É perceptível como a presença do padre torna o momento mais significativo para as pessoas. Assim como os momentos de perdas, luto e doença

Souza teve o desejo de ser padre ainda criança, fortalecido pelos exemplos da família e da comunidade onde vivia. “O processo foi longo e rico de oportunidades para o amadurecimento. Iniciei o processo na Diocese de Campo Mourão e concluí na Arquidiocese de Londrina, num período de aproximadamente 11 anos. Tive oportunidade de conhecer muita gente e partilhar experiências enriquecedoras na faculdade, pastoral, na vida comunitária, seminário, missões. Ao mesmo tempo nunca deixei de estar próximo da família, que sempre acompanhou cada passo”, valoriza.

Depois que concluiu os estudos filosóficos e teológicos, fez o ano de síntese na própria Paróquia Nossa Senhora Aparecida. “Após a conclusão do tempo de seminário fiz uma rica experiência de inserção numa comunidade Quilombola no Vale de Ribeira, na cidade de Adrianópolis (PR). Apesar de ter sido uma curta experiência de 15 dias, considero que esse tempo facilitou para ter uma melhor convivência com o padre (Dirceu Fumagalli) que convivo até o presente momento. Temos a oportunidade de estar sempre partilhando experiências religiosas e sociais”, destaca.

Primeira missa do padre Elizeu Bondim na Arquidiocese de Londrina foi na Paroquia Sagrados Corações, Decanato Centro (Foto Terumi Sakai)

ADMINISTRADOR PAROQUIAL

O padre Rodrigo Nunes foi ordenado mais recentemente, em maio de 2022. Ele já era religioso da congregação Pequena Missão para Surdos e há três anos entrou para o seminário da Arquidiocese de Londrina, terminando a formação. “Fiz o ano de síntese pastoral na Paróquia São João Batista, em Bela Vista do Paraíso, onde aprendi o cotidiano da vida paroquial, serviços administrativos e pastorais. Tendo recebido o primeiro grau da Ordem em 30 de outubro de 2021, exerci o diaconato em Bela Vista até meados de janeiro deste ano quando fui transferido para a Paróquia da Ressurreição, em Rolândia”, relembra.

Desde então está na Paróquia da Ressurreição como administrador paroquial, função que lhe foi confiada ainda durante o diaconato. “Foi uma vivência muito intensa e também difícil. Administrar uma paróquia como diácono exige um esforço maior que o esperado tendo em vista a inexperiência e uma compreensível desconfiança dos paroquianos por não ser uma situação corriqueira. Além disso, tive que organizar a minha própria ordenação presbiteral enquanto administrava a paróquia, o que tornou tudo muito mais desafiador”, elenca.

Padre Rodrigo preparou a própria ordenação enquanto admnistrava a paróquia, o que tornou tudo muito mais desafiador (Foto Flábia de Paula)

DESAFIOS

Desafio, aliás, é que permeia a caminhada do sacerdote, ainda mais na fase inicial. “O principal desafio certamente é conciliar a administração do tempo entre trabalhos pastorais, administrativos e espirituais e ainda encontrar tempo para os afazeres pessoais”, comenta o padre Rodrigo Nunes.

Foto Flávia de Paula

Mesmo em meio a tanta correria, os dois sacerdotes dizem certos de terem ouvido o chamado de Deus e falado sim. “Fazendo dois meses de padre posso dizer que tenho sido muito feliz. Tem sido cada dia melhor. Mais do que isso é pensar que se não fosse padre, não sei como seria ou se de fato seria feliz como sou hoje. É uma graça inexplicável”, resume o padre Elizeu Bonfim de Souza.

‘Estou fazendo aquilo que eu nasci para fazer’

Padre Renato Aparecido Pelisson recebeu a ordenação presbiteral no dia 23 de abril na Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ibiporã, uma cerimônia, segundo ele, pensada e organizada há muito tempo. Desde então o trabalho não para: atuou na Paróquia São José, em Rolândia, onde já trabalhava como diácono, e, no final de maio, assumiu a função de vigário na Paróquia Santa Terezinha, de Sertanópolis.

Exercer o ministério junto ao povo de Deus é, para ele, uma experiência bonita, motivo de grande alegria. “Você quer ser melhor, porque vê o quanto o povo confia em você. Mesmo sendo tão novo perto de outras pessoas, o respeito, o carinho que as pessoas têm… Tem sido uma felicidade mesmo, aquela sensação: ‘eu encontrei de fato a minha vocação, eu estou fazendo aquilo que eu nasci para fazer’”, revela. Em Sertanópolis, pretende exercer o ministério com o mesmo carinho.

Logo na sua primeira missa na Paróquia São José, de Rolândia, no dia 24 de abril, padre Reanato celebrou um batizado (Foto Pascom Paroquial)

Sobre a diferença entre o trabalho antes e depois de ser ordenado, padre Renato conta que algo interiormente mudou. “Agora a gente conversa com as pessoas, mas a gente leva o sacramento do perdão na vida delas, estar na celebração da Eucaristia é a presença do próprio Cristo Ressuscitado no nosso meio, nós vamos celebrar o batismo, como diácono já fazíamos isso, mas agora de modo muito mais completo porque nós trazemos as pessoas cada vez mais para perto de Cristo. Então, esse mergulho no interior cada vez mais da  vida em Jesus, do Coração de Jesus. Isso muda e muda muito na vida da gente, é interessante”, finaliza.

Trabalho com as famílias e com a juventude

Assim também no ministério do padre Paulo Ricardo Batista. Ele foi ordenado no dia 19 de março, no dia 20 celebrou sua primeira missa e no dia 21 assumiu a função de pároco na Nossa Senhora das Graças de Ibiporã, onde desde dezembro do ano passado, ainda diácono, já trabalhava como administrador paroquial. Mesmo com pouco tempo de trabalho naquela comunidade, padre Paulo já identifica duas frentes de trabalho que merecem atenção: as famílias e a juventude.

Padre Paulo recebe a bênção de sua mãe no dia da ordenação (Foto Guto Honjo)

Digo isso em função do atual e generalizado estado de desestruturação familiar pela qual passa a nossa sociedade, fato esse que se verifica de maneira ainda mais latente em meio as suas camadas mais carentes”, destaca. Sobre o trabalho com a juventude, ele fala do grande número de jovens que residem na região, comprovado pela quantidade de creches, escolas e colégios na localidade. Nesse sentido, padre Paulo vê seu ministério ali como uma contribuição ao trabalho dos padres que o antecederam: padre Antônio Acir Squarcini e padre Josias Romero.

Tão importante quanto a missão de guiar a comunidade é, para ele, a missão de ser um sinal da graça de Deus junto ao povo a ele confiado. “O ministério sacerdotal perpetua no tempo e na história o sacrifício de Cristo. Por isso, sinto-me convidado nesse ministério e nessa missão a cultivar os mesmos sentimentos de Cristo, Jesus.” Sendo assim, ensinar, santificar e governar os fiéis em favor do povo de Deus”, conclui.

Padre Paulo, à esquerda, durante a Visita Pastoral do arcebispo dom Geremias Steinmetz às paróquias de Ibiporã (Foto Tiago Queiroz)

 Presença na comunidade

Padre Alex Aparecido Barboza foi o primeiro diácono transitório ordenado neste ano. Recebeu o presbiterato no dia 26 de fevereiro na Paróquia São Francisco Xavier, em Cambé, comunidade de origem de Alex. Ele presidiu a sua primeira missa no dia 27 de fevereiro, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Cambé e a partir dali iniciou seu trabalho como vigário da Paróquia Santa Terezinha de Sertanópolis, onde já atuava como diácono. Função que exerceu até o final de maio, quando foi transferido para a Paróquia São Tiago, em Londrina, como pároco.

Padre Alex iniciou seu ministério presbiteral na Paróquia Santa Terezinha, Sertanópolis (Foto Paroquial)

Padre Alex destaca que trabalhar pela primeira vez numa comunidade torna necessário aprender tudo de novo sob um outro olhar  e uma outra perspectiva. Ele fala da profunda gratidão que sente pela Paróquia Santa Terezinha, onde exerceu suas primeiras funções como sacerdote. “O novo sempre nos tira do comodismo, principalmente o novo de Deus, pois somos surpreendidos com o Seu amor misericordioso. Percebi que a minha presença, mesmo inexperiente, junto deles, é o que faz a comunidade acontecer”, finaliza padre Alex.

Pedro Marconi
(colaboração: Flávia de Paula, Juliana Mastelini Moyses e Henrique Reis)

Foto Destaque: Marilene Maria de Souza

Revista Comunidade edição maio de 2022.
DESTAQUE é a matéria principal mensal da Revista Comunidade, a revista oficial da Arquidiocese de Londrina, que tem como patrocinadores:

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