Entre 14 e 16 de maio, tivemos a oportunidade de participar em Brasília, padre Vandemir Alberto Araujo e eu, padre Marcelo Cruz, do Seminário para Ecônomos. Nesse encontro, tivemos a oportunidade de atualizar e aprofundar nossos conhecimentos sobre gestão de pessoas e como administrar bem a economia das nossas igrejas.

Gostaria de destacar três palestras que me proporcionaram grande aprendizado, que foram particularmente enriquecedoras”.

 A primeira, do advogado dr. Hugo José Sarubbi Cysneiros, enfatizou a importância crucial da segurança jurídica na gestão das paróquias com foco nas questões trabalhistas e a importância do cuidado legal em nossas contratações e da gestão de colaboradores para prevenir litígios. Ele alertou para a necessidade de garantirmos a segurança jurídica para evitarmos consequências negativas, como processos trabalhistas onerosos e, consequentemente, grandes prejuízos financeiros para as paróquias.

A segunda palestra, que complementava a primeira, foi proferida pelo padre Vanderlei Bock, ecônomo da Arquidiocese de Porto Alegre. A palestra foi particularmente marcante por dois motivos principais: primeiro, pela comoção popular em todo o Brasil em decorrência das enchentes que assolaram sua região, fez questão de estar presente conosco, segundo, pelas valiosas reflexões que ele compartilhou, das quais destaco três pontos: primeiro, contar com uma equipe de gestão qualificada incluindo engenheiros para obras e reformas, além de um setor administrativo eficiente e uma assessoria para mitigar riscos de futuros processos.

O segundo ponto se refere às contratações no que se refere à prestação de serviço nas obras de nossas Igrejas, principalmente as exigências que precisamos fazer como: notas fiscais para prestação de serviços, exigir que as pessoas que trabalham em altura tenham o treinamento adequado e principalmente os (EPI) equipamentos de proteção individual, não basta adquirir, é preciso certificar que estão usando.

Por fim, a palestra de dom Edson Oriolo orientou que devemos estar atentos aos riscos de desvio de função por parte de funcionários e a boa vontade de paroquianos que desejam colaborar e se colocam em situações de risco. Também abordou a questão do voluntariado, deixando claro que a boa vontade, por si só, não é suficiente. É preciso nos certificar de que isso não gere futuros prejuízos financeiros e morais para as paróquias, por isso, a prudência não é um mero detalhe, mas sim uma ferramenta essencial para prevenirmos futuros danos e prejuízos.

Por fim, dentre as muitas colocações quero destacar a de dom Edson Oriolo, bispo de Leopoldina (MG). Ele nos proporcionou uma visão pastoral, mas também enfatizou que o principal responsável pela economia da Igreja é o bispo, nomear um ecônomo não isenta o bispo da responsabilidade pela gestão financeira de sua diocese.

Outro ponto crucial da fala de dom Oriolo, também destacado por outros palestrantes, é que não basta afirmar que a administração de uma Igreja está correta, é preciso demonstrar e comprovar essa afirmação. O bispo e seu ecônomo precisam se comprometer com as finanças da Igreja particular, sem deixar de lado o cuidado pastoral.

Sei que tem muitos outros assuntos que poderíamos dar destaque, mas esses conseguem nos dar um norte para perceber quão complexa e exigente é a administração de nossa arquidiocese, porque não é só a administração das finanças da Igreja, mas envolve a questão jurídica, moral e pastoral, que merecem dedicação e empenho.

Padre Marcelo Cruz
Ecônomo da Arquidiocese de Londrina e pároco da Paróquia Santana

Foto: CNBB

A 61ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acaba de divulgar a “Mensagem aos Cristãos Católicos do Brasil”. Pela primeira vez se faz uma mensagem da assembleia às comunidades católicas, enfatizou o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, que trata da vida das comunidades. A mensagem inicia agradecendo “por tudo aquilo que de bom e belo existe para a missão”, por tudo o que é vivido e realizado nas comunidades. Igualmente o texto ressalta a santidade, com um número de “processos de beatificação e canonização como nunca houve antes”.

A carta dirige uma palavra de encorajamento sobre algumas questões, tendo como pano de fundo a sinodalidade: o diálogo, o respeito pelos outros, saber divergir sem brigar, insistindo em que “nossa fé não deve dividir, mas deve ser um elemento que ajuda a criar comunidade”.

A mensagem ressalta a necessária comunhão com o Papa e com os bispos e faz um convite a não desanimar diante das dificuldades presentes e à participação ativa na vida das comunidades e da sociedade. Finalmente, um chamado à preparação ao Jubileu 2025. De acordo com dom Odilo, trata-se de uma carta que pretende “encorajar, orientar, apoiar, respaldar a nosso povo católico”.

Acesse a Mensagem aos cristãos católicos do Brasil 

Foto: Thiago Leon – Santuário Nacional

Após um dia de descanso das sessões de trabalho, a 61ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), retoma as reflexões com o tema da Inteligência Artificial na segunda-feira, 15 de abril. O evento segue até o dia 19 deste mês. A apresentação foi feita pelo presidente da Sociedade Brasileira de Cientistas Católicos (SBCC), doutor Everthon de Souza Oliveira, e pelo secretário do Instituto Nacional de Pastoral Pe. Alberto Antoniazzi (Inapaz) da CNBB e sócio-fundador da SBCC, Pe. Danilo Pinto dos Santos.

A temática adquire relevância para o atual contexto, uma vez que as inteligências artificiais (IAs) configuram-se como um paradigma tecnológico em desenvolvimento, com potencial para gerar mudanças socioculturais significativas.

Desenvolvimento com ética

O professor Everthon explica a IA. | Fotos: Victória Holzbach – Comunicação 61ª AG CNBB.

O professor Everthon explicou brevemente o desenvolvimento da IA e a sua capacidade de gerar conteúdos sem a intervenção humana. “A Inteligência artificial é capaz de executar múltiplas tarefas de forma autônoma e coordenada, adaptando-se a diferentes cenários e contextos em tempo real”, destacou.

Conforme abordou o especialista, o algoritmo vai construindo algo com sentido e contexto, resultando em uma pseudosemântica da máquina, com a construção de conceitos próprios, interpretando autonomamente a realidade de modo oculto aos operadores da ferramenta.

Everthon alertou que há possibilidades de cognição equivalente ou maior que a humana e questiona se a IA será capaz de nos desumanizar. “O risco que a gente corre agora é de não haver a formação moral, a base ética, num potencial tão grande que está distribuído”

Alguns dos pontos de atenção destacados pelo presidente dos cientistas católicos é a necessidade de uma regulação orientadora que não limite o desenvolvimento, mas que coloque os limites éticos em todas as etapas, desde o desenvolvimento até a comercialização. Outra necessidade no processo de evolução das Ias é a transparência na coleta de dados, na informação e na computação.

Perspectiva pastoral

Padre Danilo Pinto contribuiu na reflexão abordando as questões pastorais. Evocando a mitologia grega, o sacerdote questionou os limites da técnica recorrendo à tragédia do Prometeu Acorrentado. “É permitido para nós fazer o fogo?”

O texto de apoio apresentado aos bispos, aborda, a partir da categoria do regime da informação apresentada pelo filósofo Byung-Chul Han, o impacto das inteligências artificiais em âmbitos pastorais específicos, a partir de alterações no ethos religioso católico.

A personalização da experiência social foi um dos destaques feitos pelo secretário do Inapaz. “Quanto mais geramos dados, mais são consolidadas as informações acerca dos gostos e experiências pessoais sobre nós. A lógica algorítmica exclui o outro, fragmenta a percepção da realidade, determinando decisivamente processos pastorais.”

Realidades como as bolhas de informação, radicalização das ideias, polarização e desinformação também foram apresentadas como alertas para a realidade cada vez mais avançada da IA.

Na conclusão, o professor Everthon afirmou que a IA vai permear nossos âmbitos cada vez mais, inclusive o pastoral. “É a possibilidade termos uma pastoral mais inteligente, mas não corrermos o risco de ter uma evangelização artificial.”

Comunhão e partilha

Ao fim da sessão, um tempo foi reservado para os informes da Comissão Episcopal para a Comunhão e Partilha, projeto que contribui com a formação de seminaristas nas dioceses mais pobres do país.

A apresentação do relato foi feita pelo bispo de Primavera do Leste – Paranatinga (MT) e presidente da Comissão, dom João Aparecido Bergamasco (no meio na foto), pelo bispo de Formosa (GO), dom Adair José Guimarães e pelo bispo de São José dos Campos (SP), dom José Walmor Cesar Teixeira (à direita, na foto).

Em 2023, foram atendidos 323 seminaristas de 42 dioceses em 2023, com total mensal de R$ 381.096,25 por mês. O valor é obtido por meio da oferta de 1% da renda ordinária fixa por parte de todas as arquidioceses, dioceses e prelazias do Brasil. O projeto assumido pelo episcopado em Assembleia prevê reajuste de 20% no percentual de arrecadação em 2024.

Ao final da exposição, o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers agradeceu a Dom Cesar que desde o início participa da comissão, seja como presidente ou membro, e está deixando a função nesta assembleia. O prelado classificou sua participação como trabalho evangélico e de testemunho.

Com colaboração Marcus Tullius (Pascom-Brasil) – Comunicação da 61ª AG CNB

Fotos: CNBB

Neste sábado, 13 de abril de 2024, o arcebispo de Santa Maria, presidente da Comissão Episcopal Bíblico-Catequética da CNBB, dom Leomar Brustolin, presidiu a Celebração de Instituição do Ministério do Catequista, durante a 61ª Assembleia Geral da CNBB. A celebração foi a primeira missa no Brasil na qual foram instituídos no ministério 19 catequistas representando todos os regionais da CNBB.

Dom Leomar em sua homilia apresentou a importância do ministério do Catequista na atualidade e seu papel fundamental para a propagação da Palavra de Deus. Durante a reflexão, ele destacou a necessidade de fortalecer o anúncio do Evangelho e o acompanhamento das pessoas na comunidade cristã, citando a exortação apostólica Evangelii Gaudium do Papa Francisco. Ele ressaltou a importância de reconhecer a presença de Jesus em meio às adversidades da vida, fazendo referência ao relato bíblico da travessia do Mar da Galileia.

Ainda na homilia, também, enfatizou o papel fundamental dos catequistas na evangelização, mencionando a instituição desse ministério pelo Papa Francisco através do Motu próprio Antiquum Ministerium. Dom Leomar expressou sua gratidão aos 19 catequistas presentes na celebração, representantes dos 19 regionais da CNBB e reconheceu a diversidade de contextos em que atuam, desde comunidades indígenas até o trabalho com pessoas com deficiência.

Veja a homilia completa de dom Leonardo:

Símbolos entregues durante o ritual

A Cruz

Foto: Jaison Alves – Comunicação 61ª AG CNBB.

Para o catequista, a cruz representa não apenas um símbolo de fé, mas também um profundo compromisso com a missão de transmitir os ensinamentos de Cristo. A cruz é um lembrete constante do sacrifício supremo de Jesus e do amor redentor que ele demonstrou por toda a humanidade.

Para o catequista, carregar a cruz significa seguir o exemplo de Cristo, dedicando-se ao serviço aos outros, à educação na fé e ao testemunho do Evangelho. Assim, a cruz na vida do catequista é um símbolo de renúncia pessoal, de entrega total a Deus e de uma jornada de fé e serviço ao próximo.

A Bíblia

Na cerimônia, bispos entregam as bíblias ao catequistas. | Foto: Victória Holzbach – Comunicação 61ª AG CNBB.

A Bíblia é mais do que um livro sagrado; é uma fonte inesgotável de sabedoria, inspiração e orientação. Ela não apenas instrui sobre a fé e os ensinamentos cristãos, mas também nutre e fortalece a sua própria jornada espiritual. A Bíblia é o mapa que guia o catequista em sua missão de transmitir os ensinamentos de Cristo aos outros, servindo como um manual vivo de amor, compaixão e justiça. Ao mergulhar nas palavras sagradas, o catequista encontra respostas para as perguntas mais profundas da vida e descobre uma fonte de esperança e consolo em tempos de desafio. Assim, a Bíblia se torna não apenas um livro, mas um companheiro essencial em sua caminhada de fé e serviço.

A celebração foi um momento fecundo para os novos ministros da catequese. Todos sentiram-se abençoados sabendo do significado que é receber este Ministério como um serviço e de grande responsabilidade, que se traduz em amor a igreja e missão.

Testemunhos:

Para Maria Lúcia Pagliari Maciel, da diocese de Umuarama (PR), representando a CNBB Sul 2: “a catequese é permanente e tudo que o que eu rezo, falo e prego é aquilo que eu vivo. Vivo a catequese com a vida. Cristo vive e permanece em nós! As pessoas precisam sentir Jesus no seu olhar, na sua fala e no seu viver de cada dia.”

Flávio Souza dos Santos, da diocese de Eunápolis (BA) representante da CNBB Nordeste 3 diz que “a instituição recebida representa o coroamento dessa caminhada de evangelização que realizamos através do serviço à Catequese, levando as pessoas ao mergulho no grande mistério do encontro e do conhecimento de Jesus Cristo.”

A representante do Leste 2, da arquidiocese de Mariana (MG), Sueli de Fátima da Silva expressa que esse momento “foi o reavivamento e fortalecimento da vocação. Catequese é vocação, é dom Deus! O compromisso com o Reino de Deus e fazer com que Jesus Cristo se torne cada dia mais conhecido.”

“Como Ministra da Catequese estou sentindo a graça de viver este dom. E receber a Cruz, me parece muito pesada, mas seu propósito foi por amor, amor por mim, amor a Deus… Receber a Palavra de Deus, também tem um grande peso, pois traz consigo experiências de uma verdadeira Fé e um verdadeiro Testemunho. Mas o Senhor me chamou e eu respondi: Eis me aqui… Toma-me Senhor segundo Teu propósito”, são as palavras de Anamar Ferreira Arrais Silva, da diocese de Goiás, representante da CNBB Centro-Oeste.

Com colaboração de Jaison Alves (Sul 4) | Comunicação 61ª AG CNBB

Fotos: CNBB

“‘O ensinamento dos bispos falecidos são parte do patrimônio testemunhal da Igreja”, destacou o arcebispo na homilia

A Missa com Laudes da sexta-feira, 12 de abril, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, durante a 61ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fez memória dos bispos falecidos desde a última assembleia geral de 2023. A celebração foi presidida pelo arcebispo de Londrina (PR) e presidente do Regional Sul 2, dom Geremias Steinmetz, e concelebrada pelo arcebispo de Mariana (MG), dom Airton José dos Santos, e o bispo de Duque de Caxias (RJ), dom Tarcísio Nascentes dos Santos.

Refletindo sobre a importância de lembrar aqueles que contribuíram significativamente para a missão da Igreja, dom Geremias ressaltou: “É um dever para nós, mas é também uma honra, uma alegria, pois são pessoas que até a Assembleia Geral de 2023 caminhavam conosco.” Ele enfatizou ainda que os ensinamentos e obras dos bispos falecidos continuam a ser parte do patrimônio testemunhal, metodológico, espiritual, profético e espiritual da Igreja.

Dom Geremias faz memória dos bispos falecidos desde a 60ª AG CNBB, em 2023

Dom Geremias, na homilia, destacou a passagem do Evangelho de São João (Jo 6,1-15), na qual Jesus multiplica os pães para alimentar a multidão faminta e enfatizou a importância de “refletir sobre a força dos pequenos, do pouco de cada um para que não falte nada para ninguém” seguindo o exemplo do Reino de Deus.

Em memória dos bispos falecidos, o arcebispo citou os nomes e relembrou suas contribuições pastorais e pediu que, do lugar onde estão, intercedam para que a Igreja no Brasil seja fiel aos ensinamentos do Senhor Ressuscitado:

Dom Ricardo Guerrino Brusati, arcebispo emérito de Janaúba (MG), em 14 de maio de 2023.

Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo emérito de Mariana (MG), em 26 de julho de 2023.

Dom Fernando Legal, SDB, bispo emérito de São Miguel Paulista (SP), em 22 de agosto de 2023.

Cardeal Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de São Salvador da Bahia (BA), em 26 de agosto de 2023.

Dom Eurico dos Santos Veloso, arcebispo emérito de Juiz de Fora (MG), em 30 de setembro de 2023.

Dom Mauro Morelli, bispo emérito de Duque de Caxias (RJ), em 09 de outubro de 2023.

Dom José Haring, OFM, bispo emérito de Limoeiro do Norte (CE), 24 de dezembro de 2023.

Dom Walter Ivan de Azevedo, bispo emérito de São Gabriel da Cachoeira (AM), em 28 de janeiro de 2024.

Dom Antônio Fernando Brochini, CSS, bispo emérito de Itumbiara (GO), em 16 de março de 2024.

Destacando a vida e obra do cardeal dom Geraldo Majella Agnello, dom Geremias ressaltou seu papel na criação da Pastoral da Criança no Brasil, em 1983, ao lado da médica Zilda Arns. “Certamente um projeto inspirado pelo espírito”, afirmou o arcebispo, ressaltando a importância de projetos que unem o Evangelho à prática social.

“Imagino que estava numa situação como a de Jesus no Evangelho que ouvimos. Viu aquela multidão de famílias, com extremas dificuldades para sobreviver, numa cidade pequena do Norte Paranaense, onde tinha uma das maiores taxas de mortalidade infantil da época. Com esta percepção e com a ajuda das muitas pessoas certas, salvou milhares de vidas de crianças. Um Projeto que se espalhou por todo o país e por outros países para salvar vidas. Certamente um projeto inspirado pelo espírito. Bem ao estilo da Gaudium et Spes, que provoca para um diálogo fecundo entre o Evangelho e o mundo, a sociedade, a ciência, a tecnologia. Sempre objetivando a construção do Reino. Hoje temos mais presente a questão da sinodalidade. Pois estamos falando disso mesmo: precisamos iluminar a nossa pastoral com novas metodologias, novas criatividades”, descreveu dom Geremias.

Ao finalizar a homilia, dom Geremias conclamou os fiéis a seguirem os passos dos bispos falecidos, trabalhando incansavelmente pela vida e pela justiça. “Que eles, do lugar onde se encontram, intercedam para que nós sejamos sempre mais fiéis discípulos do Senhor Ressuscitado”, concluiu o arcebispo.

Assista à homilia completa:

CNBB

Fotos: CNBB

A 61ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) terá um momento especial durante sua realização, entre os dias 10 e 19 de abril, em Aparecida (SP). No dia 13 de abril, sábado, a missa do encontro dos bispos contará com o rito de instituição do ministério de catequistas, no qual catequistas de todos os 19 regionais da conferência receberão a designação desse ofício.

Catequistas de 19 regionais já estão confirmados para a celebração, que será realizada no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), a partir das 7h da manhã.

Na preparação para este momento da 61ª assembleia, a CNBB realizou ontem, 3 de abril, uma live para partilhas com os catequistas que serão instituídos ministros durante assembleia dos bispos. Assista a seguir:

O ministério de catequistas

Instituído pelo Papa Francisco com o motu proprio Antiquum Ministerium, do dia 10 de maio do ano de 2021, o ministério de catequista “é um serviço estável prestado à Igreja local de acordo com as exigências pastorais identificadas” pelo bispo, e que devem ser desempenhadas de acordo com a condição de cristãos leigos e leigas que recebem este ministério.

O Papa Francisco destacou que o ministério instituído de Catequista seja conferido a “homens e mulheres de fé profunda e maturidade humana, que tenham uma participação ativa na vida da comunidade cristã, sejam capazes de acolhimento, generosidade e vida de comunhão fraterna”. O pontífice também orientou que esses fiéis devem receber a devida formação bíblica, teológica, pastoral e pedagógica, “para ser solícitos comunicadores da verdade da fé, e tenham já maturado uma prévia experiência de catequese”. Outro requisito é que “sejam colaboradores fiéis dos presbíteros e diáconos, disponíveis para exercer o ministério onde for necessário e animados por verdadeiro entusiasmo apostólico”.

O trabalho da Conferência Episcopal

No Motu Proprio que instituiu o ministério de catequista, o Papa Francisco confiou às conferências episcopais a indicação dos critérios e o itinerário formativo para que seja concedido o ministério. Assim, a Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB preparou um documento que atende a esse pedido do Papa, em vista da aplicação na Igreja no Brasil. O texto foi aprovado durante a 59ª Assembleia Geral da CNBB, em 2022.

Publicado sob o número 112, o documento “Critérios e Itinerários para a Instituição do Ministério de Catequista” contém a  proposta de formação imediata para aqueles que já atuam como catequistas, como também uma formação mais prolongada para os que desejam ser catequistas.

Outra tarefa da CNBB no processo de implementação do ministério de catequista foi a tradução do “Rito da Instituição de Catequistas”, produzido pelo Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Dessa forma, o ritual está disponível para que os bispos e as Comissões Diocesanas de Liturgia utilizem, como expressão do reconhecimento da Igreja a tantos leigos e leigas que, há tempos, dedicam suas vidas à transmissão da fé e ao anúncio do Evangelho. O material pode ser adquirido nas Edições CNBB.

CNBB

Os membros do Conselho Permanente da CNBB, reunidos nos dias 12 a 14 de março, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), parabenizaram o Papa Francisco pelos 11 anos de seu pontificado, completados nesta quarta-feira, 13 de março. Por meio de uma carta endereçada ao Papa, eles também agradeceram o seu testemunho e magistério.

Na carta, os membros do Conselho Permanente, em sintonia com os constantes apelos do Papa pela fraternidade universal, desejaram que a Igreja seja, sempre mais, casa e escola de comunhão. “Expressamos nossa sincera gratidão pelo caminho sinodal que estamos percorrendo, incentivados e orientados por Vossa Santidade, procurando viver e atualizar o mistério da Igreja em missão”.

“Estamos solidários com seus insistentes apelos pela paz mundial, que tem sofrido graves ameaças, e também com o seu empenho pela reconciliação dos países em conflito”.

Os bispos se uniram em oração, especialmente pela saúde do Papa.  “Pedimos orações pelo êxito dos nossos trabalhos, para que estejamos, cada vez mais, a serviço da Igreja no Brasil, fiéis a Cristo e em unidade com o pastoreio de Vossa Santidade, em vista da santificação do povo de Deus”, finalizaram.

A carta é assinada pela presidência da CNBB.

Leia (aqui) a carta na íntegra.

CNBB

Fotos: CNBB

Na Casa Dom Luciano, em Brasília (DF), pulsa o coração da Igreja no Brasil em preparação para o Jubileu 2025. São aproximadamente 300 pessoas de todos os regionais e dioceses que responderam ao chamado da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para o Encontro Nacional “Preparando o Jubileu 2025”. O arcebispo dom Geremias Steinmetz participa do encontro representando a Arquidiocese de Londrina. Na manhã desta segunda-feira, 29, a mesa de abertura com a presença de autoridades eclesiais deu início ao evento.

Ajuda na preparação ao Jubileu

Dom Rino Fisichela

Convidado especial para assessorar o evento, dom Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização e coordenador do Jubileu 2025, destacou a sua felicidade em participar deste momento organizado pela conferência episcopal do Brasil e o seu encontro com o Papa Francisco antes de viajar. Segundo dom Fisichella, o Papa pediu-lhe que trouxesse a sua saudação e bênção a todos os brasileiros.

“Agradeço de coração a presidência da conferência episcopal por ter organizado este encontro em preparação ao jubileu. Estou grato por encontrar grande ajuda na cansativa preparação do jubileu, que será um momento de graça para toda a igreja.”

Núncio Apostólico dom Giambattista Diquattro

O Núncio Apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro, manifestou a alegria de acolher a dom Fisichella no Brasil e destacou que sua presença é um sinal de motivação para a Igreja no Brasil nesta preparação para o Jubileu.

“A Igreja do Brasil e a sua pessoa se confirmam mutuamente no ardor da expectativa do entusiasmo e da motivação no seguimento do único caminho que é Cristo Jesus.”

Participantes na manhã do 1º dia do encontro. | Fotos: Osnilda Lima – Comunicação do Encontro “Preparando o Jubileu 2025”

Missionários e peregrinos da esperança

O arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cézar Costa, em sua saudação aos presentes, como bispo da igreja local, destacou o tema do jubileu e o pedido do Papa Francisco para que a Igreja se prepare para este jubileu primeiramente com a oração.

“Estamos vivendo numa sociedade que vai perdendo a esperança. Esperança é o tema fundamental para a sociedade. O ser humano não vive sem esperança. A fé cristã para nós nasce da esperança em Cristo morto e ressuscitado. É nele que se fundamenta a nossa esperança”, afirmou o arcebispo.

Dom Paulo ainda destacou que o jubileu será um momento bonito, especialmente porque cada cristão é chamado a ser missionário da esperança em uma sociedade que está minando sua capacidade de esperar. “Só tem capacidade de irradiar esperança quem espera. Se nós, cristãos, não somos mulheres e homens de esperança, como vamos contagiar o mundo com esperança?”

O cardeal refletiu que devemos olhar para Aquele que é o autor da esperança e exortou que este encontro nacional seja um momento rico de motivação para a Igreja no Brasil. “Saiamos daqui verdadeiramente motivados para levar o jubileu para as nossas dioceses, paróquias e comunidades. Que seja um momento bonito de reavivamento dAquele que é o centro da nossa esperança, que possamos levar a grande esperança da fé a um mundo que está carente de esperança.”

Representatividade da Igreja no Brasil

O arcebispo de Goiânia e primeiro vice-presidente da CNBB, dom João Justino de Medeiros Silva, concluiu as saudações da mesa de abertura e destacou a representatividade de todas as regiões do Brasil no encontro nacional. “Queremos acolher os irmãos e irmãs que atenderam o nosso convite de participar deste encontro nacional. Temos representação de todas as regiões do Brasil.”

Dom Justino partilhou com os presentes que a CNBB, tão logo o Papa Francisco fez o anúncio do Jubileu, constituiu uma comissão para animar o processo preparatório, manifestando a adesão ao chamado do pontífice. O primeiro vice-presidente apresentou a comissão que é formada por bispos, assessores das comissões e representantes de organismos ligados à CNBB. Outro ponto destacado pelo arcebispo foi o empenho das Edições CNBB em traduzir e publicar os cadernos preparatórios do Jubileu.

“A iniciativa deste encontro nacional obteve uma resposta muito positiva do nosso episcopado, por isso temos a representação de tantas dioceses. Desejamos que estes dois dias sejam muito fecundos. Trago a saudação do nosso presidente, dom Jaime Spengler”, concluiu o primeiro vice-presidente da entidade.

A mesa de abertura foi precedida pela oração de Laudes, que foi conduzida por dom Valdir José de Castro, bispo de Campo Limpo (SP) e presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB.

CNBB
Com colaboração de Marcus Tullius / Pascom Brasil
Equipe de Comunicação do Encontro “Preparando o Jubileu 2025”

Fotos: Divulgação