Na última terça-feira (19) o Seminário Dom Albano Cavallin, casa dos estudos de filosofia dos candidatos ao sacerdócio da Arquidiocese de Londrina, localizada em Maringá (PR), completou 10 anos de fundação. Reitores, diretores espirituais, padres e seminaristas que já passaram ou estão ainda no processo formativo estiveram presentes para uma Missa em Ação de Graças presidida pelo reitor em exercício padre Paulo Martins, já designado para a Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Centenário do Sul.

Durante a missa, padre Valdomiro Rodrigues da Silva foi o escolhido para realizar a homília, pois foi o primeiro reitor da casa formativa e é o diretor espiritual dos seminários da arquidiocese. Padre Valdomiro contou com entusiasmo e saudades que chegou ali com alguns seminaristas e a casa ainda não era mobiliada, improvisando cadeiras para celebrar as missas e se ajeitavam também para comer nas refeições, visto que a mobília demorou um tempo para chegar. Salientou a importância dos seminários, que tem sua origem na semeadura, tempo de plantar, adubar e discernir a vocação de cada candidato no seguimento de Jesus como discípulo. Também esteve presente o padre José Luís Primão, atual pároco da Paróquia Rainha da Paz de Ibiporã, que foi reitor por maior tempo daquela casa formativa até o presente.

Após a Missa em Ação de Graças por todos os sacerdotes e também seminaristas que por ali passaram e já são sacerdotes ou aqueles que discerniram por outra vocação, os presentes foram acolhidos para um delicioso almoço preparado com carinho pelas funcionárias do seminário, Maria Aparecida e Mari, que lá estão há vários anos ajudando no processo formativo dos candidatos. O arcebispo dom Geremias Steinmetz esteve presente no almoço fazendo a oração inicial e confraternizando com os presentes. Momentos seguidos de recordação de boas histórias, jogo de pingpong e risadas deram o tom desse momento de agradecimento pelas bênçãos de Deus derramadas sobre aquele seminário nestes 10 anos.

Jefferson Bassetto
Seminarista em ano de Síntese da Arquidiocese de Londrina

Fotos: Arquivo Pessoal

No último domingo, dia 26, aconteceu no Seminário Arquidiocesano Propedêutico São José, mais uma Experiência Vocacional. Este encontro acontece todos os meses, no último domingo, e tem por objetivo ajudar os jovens acima de 15 anos a discernirem o chamado vocacional para o ministério presbiteral.

Neste último domingo, o seminarista Jefferson Basseto, em ano de síntese pastoral na Paróquia Sant’Ana, conversou com os meninos sobre ser sacerdote segundo o coração de Jesus, ressaltando a importância do sacerdote que precisa ser configurado ao Cristo bom pastor, que é manso e humilde de coração.

Também estiveram presentes seminaristas da etapa do discipulado (filosofia), que partilharam sobre o dia a dia do seminário, para que o discernimento possa ser feito com maior clareza e os meninos se sintam integrados desde já em todo o processo. Padre Elizeu Bonfim de Souza, vigário da Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Km9, presidiu a Santa Missa compartilhando também sua experiência com os rapazes.

O próximo encontro será em agosto em uma modalidade diferente. A ideia é fazer o encontro mais itinerante, ou seja, em alguma paróquia da arquidiocese para que os meninos tenham contato com a riqueza humana e espiritual que existe em nossa Igreja particular.

Para saber mais, basta acompanhar as redes sociais do SAV Londrina (facebook e instagram) e também pelas redes sociais da arquidiocese que serão divulgados mais informações. Os interessados podem também entrar em contato diretamente com o Seminário São José, pelo telefone (43)3154-1022.

Continuemos rezando pelas vocações, para que o Senhor da messe continue a chamar e os jovens tenham a coragem de responder ao chamado.

Equipe arquidiocesana do SAV Londrina

Fotos: Divulgação

No próximo sábado, dia 30 de outubro, os seminaristas Alex Aparecido Barboza, Elizeu Bonfim de Souza, Paulo Ricardo Batista, Renato Pelisson e Rodrigo Nunes dos Santos serão ordenados diáconos transitórios da Igreja de Londrina. Para se prepararem para a ordenação, na semana passada, eles participaram de um retiro de espiritualidade, conduzido por dom Luiz Soares Vieira, arcebispo emérito de Manaus.

 

 

 

Acesse a matéria para entender as etapas de formação dos seminaristas rumo ao sacerdócio: http://arquidioceselondrina.com.br/2021/10/26/atendendo-ao-chamado/

Pascom Arquidiocesana

Foto destaque Tiago Queiroz

No final de outubro, cinco seminaristas serão ordenados diáconos transitórios e avançam mais um passo para se tornarem sacerdotes; dom Geremias exalta crescimento das vocações e reitor do Seminário Paulo VI explica etapas de formação

 

No final do mês de outubro, a Arquidiocese de Londrina se prepara para ordenar como diáconos transitórios cinco seminaristas: Alex Aparecido Barbosa, Elizeu Bonfim de Souza, Paulo Ricardo Batista, Renato Aparecido Ferraz Pelisson e Rodrigo Nunes dos Santos. Com idades entre 27 a 35 anos, de cidades da região de Londrina e também de outros Estados, eles estão próximos de receberem o primeiro grau da ordem, no qual ficarão em um período de seis meses a um ano, antes da ordenação sacerdotal, para assumirem a função de padre, como a população em geral assim conhece.

 

Para chegar a esta etapa, os cinco passaram por um processo de formação, de amadurecimento e discernimento pela vocação em servir o Povo de Deus. Segundo o padre Paulo Rorato, Reitor do Seminário Teológico Paulo VI, parafraseando o Papa Francisco, “as vocações constituem um ‘diamante bruto’, que deve ser trabalhado com habilidade, respeito pela consciência das pessoas e paciência, para que resplandeçam no meio do Povo de Deus”. Ele completa dizendo que, para a comunidade ter presbíteros servidores e santos, são necessárias “normas e orientações que favoreçam a formação de pessoas íntegras, cristãos maduros e consagrados fiéis a Deus para servir o povo”.

 

Dom Geremias Steinmetz, Arcebispo Metropolitano de Londrina, destacou a quantidade de seminaristas que serão ordenados em uma mesma cerimônia. “De fato, são cinco ordenações numa única celebração, isso de fato já fazia alguns anos que não acontecia aqui na Arquidiocese de Londrina. Com a graça de Deus nossas vocações estão crescendo, estão se desenvolvendo, sobretudo, estão perseverando. E nós então temos que dar possibilidade para que elas possam de fato continuar se desenvolvendo e daqui um pouquinho se colocarem a serviço de maneira mais profunda no trabalho de evangelização da nossa diocese”.

 

Quatro etapas compõem o tempo de formação para o sacerdório ministerial: a etapa Propedêutica; a etapa dos estudos filosóficos (ou do Discipulado); etapa dos estudos teológicos (ou de Configuração) e a etapa pastoral (ou de Síntese vocacional). “A passagem de uma etapa para outra tem como critério a maturação integral do candidato e não simplesmente a obtenção das metas formativas correspondentes a cada etapa”, acrescentou o padre Paulo Rorato.

 

Com duração de um ano, não podendo ser superior a dois, a Etapa Propedêutica tem como objetivo dar solidez à vida espiritual e abrir portas para um maior autoconhecimento em favor do crescimento pessoal. “Esta fase pode ser utilizada para um eventual complemento da formação cultural”, explicou o reitor.

 

No Discipulado – etapa dos estudos filosóficos -, é dada uma maior atenção à dimensão humana, em consonância com o crescimento espiritual. Se caracteriza pela formação do discípulo de Jesus destinado a ser pastor. Nesta fase, é feito um trabalho em cima da personalidade dos seminaristas. Nas palavras do Padre Paulo Rorato, “a falta de uma personalidade bem estruturada e equilibrada constitui um impedimento para a continuação da formação ao sacerdócio”.

 

Pela terceira etapa, a Configuração, ou etapa dos Estudos Teológicos, é uma fase de aprendizado da vida pastoral. O padre comenta que neste período o seminarista deve “fazer da própria vida um dom de si aos outros”. É onde deve suscitar na vida do discípulo os próprios sentimentos e comportamento do Filho de Deus.

 

E, de preferência fora das instalações do seminário, a quarta etapa: de síntese vocacional (ou pastoral) é um período que deve ser vivenciado a uma comunidade, oferecendo ao seminarista uma introdução à vida pastoral, junto com determinadas responsabilidades. “É também uma etapa que visa favorecer uma adequada preparação ao presbiterado, por meio de um acompanhamento específico, cabendo ao pároco ou a outro responsável que acolhe o seminarista, esta tarefa formativa”, explicou Rorato.

 

PREPARAÇÃO ÀS VOCAÇÕES

 

Publicada em 1992 pelo então Papa São João Paulo II, a exortação apostólica pós-sinodal “Pastores dabo vois” (“Dou-vos pastores”, em português), diz respeito à formação dos sacerdotes, e tem como público-alvo tanto o clero quanto aos fiéis leigos. O padre Paulo Rorato comenta que “a formação inicial e permanente deve ser integral, isto é, abranger a pessoa num todo”. O documento elenca quatro dimensões que dão identidade ao seminarista e ao presbítero. A primeira dimensão é a humana. “O chamado ao sacerdócio envolve o ser humano concreto. Portanto, é necessário que a formação ofereça os meios adequados para facilitar o seu amadurecimento, tendo em vista o exercício autêntico do ministério. O seminarista é chamado a desenvolver a sua personalidade tendo por modelo e fonte Cristo, o Homem perfeito”.

 

Já a dimensão espiritual tem como foco estreitar os laços de amizade com Jesus, por meio da oração silenciosa e prolongada. “Nesta relação de intimidade, forma-se o coração para aquele amor generoso e oblativo que torna fecunda a vida pastoral”. Rorato acrescenta que pela dimensão intelecual, o foco está na formação acadêmica e cultural do seminarista, para que ele possa compreender e assimilar a sua missão de pastor, e também transmitir o conteúdo da fé de modo adequado.

 

Deixando-se “conduzir pelo Espírito de Deus”, está a dimensão pastoral, onde é necessária a qualificação específica para o ministério. O reitor do seminário Paulo VI coloca que “Uma sólida formação pastoral requer não somente a prática de uma atividade de caráter apostólico, mas também de uma volta constante às fontes da teologia pastoral, que evidencia sempre o contributo das ciências humanas, especialmente da psicologia, da pedagogia e da sociologia”, explicou.

 

A Arquidiocese de Londrina conta atualmente com 26 seminaristas: dois no Seminário Propedêutico, oito na Etapa do Discipulado, dez na Etapa da Configuração e seis na Síntese vocacional. “Peçamos à Virgem Maria, Mãe das Vocações, que interceda pela perseverança desses nossos seminaristas e ajude a muitos de nossos jovens a dar o seu sim ao chamado que Deus lhes faz”, disse o padre Paulo Rorato. Já Dom Geremias espera que as ordenações envolvam a comunidade em geral. “Será um trabalho muito bom, muito bonito, vai chamar a atenção da nossa arquidiocese, visto que os meninos a serem ordenados são de várias regiões da diocese, portanto vai envolver a Arquidiocese como um todo, isso certamente será um momento de uma campanha vocacional, de uma conscientização vocacional e mostrar que Deus mesmo no meio de tantas dificuldades da cultura moderna, contemporânea, nessa cultura urbana que nós vivemos, que Deus continua chamando e tendo corações generosos, Deus de fato chama.”, concluiu.

 

Edson Neves
Pascom Arquidiocesana

Fotos: Terumi Sakai

Reportagem publicada na edição de outubro da Revista Comunidade. Acesse a edição completa clicando no <link>.

A 6ª Semana Social Brasileira, MUTIRÃO PELA VIDA: POR TERRA, TETO E TRABALHO, nos interpela a aprofundarmos as questões os desafios da Terra e Territórios.

 

A Articulação da 6ª SSB convoca a Província Eclesiástica de Londrina (Dioceses de Jacarezinho, Cornélio Procópio, Apucarana e Londrina), Paróquias, Pastorais e Movimentos Sociais do Campo e da Cidade, a participarem do Seminário sobre Desafios da Terra e Território no Norte do Paraná. O modelo de exploração e seus impactos e desafios na produção familiar camponesa, dos assentamentos, acampamentos, comunidades e povos tradicionais. Desafios esses impostos pelo agro e hidronegócio com o uso abusivo de agrotóxico, construção de barragens, grandes projetos de infraestrutura e tantas outras formas de violência e exploração.

 

Convidamos você para participar conosco!

Dia 29 de maio de 2021
Das 14h às 16h
Link de Inscrição: https://forms.gle/U86W3UnnQvP8gwbr5

O link de participação será enviado após a inscrição.

É a primeira vez que o curso é oferecido na Arquidiocese de Londrina. Serão dez módulos de estudo em que os futuros padres trabalharão questões práticas ligadas à administração das paróquias

 

“Bem vindo à sua primeira paróquia”. Esta foi a proposta apresentada aos seminaristas do ano de síntese da Arquidiocese de Londrina na primeira aula do curso em gestão eclesial, iniciado no dia 29 de março. O curso, voltado aos seminaristas que estão no último ano da formação para o sacerdócio, tem duração de  dez meses e aborda temas como liderança e gestão de pessoas, planejamento estratégico, gestão financeira e patrimonial, e oficina sobre o sistema de administração paroquial.

 

Ao final do curso, os jovens farão uma semana de estágio na Mitra Arquidiocesana de Londrina, centro administrativo da arquidiocese, conhecendo todos os departamentos. A ideia é que, depois de ordenados, quando assumirem suas próprias paróquias, tenham mais tranquilidade para lidar com as questões administrativas que terão que resolver.

O curso é voltado aos seminaristas que estão no último ano da formação para o sacerdócio e terá duração de dez meses (Foto Tiago Queiroz)

Na primeira aula, os jovens foram apresentados a situações reais presentes em diversas paróquias da arquidiocese e convidados a pensar na solução de problemas. “A ideia é propiciar para eles aqui em sala de aula, formação, temas que eles vão se deparar nas paróquias, e, usando da boa gestão, como eles podem resolver esses problemas e intermediar conflitos”, explica Bruno Paz, administrador da Mitra Arquidiocese de Londrina e idealizador do curso.

 

O objetivo é possibilitar que os futuros padres tenham uma experiência que até então se apresenta insuficiente na formação. Padre Vandemir Araújo, ecônomo da arquidiocese, explica que na maioria dos casos, os seminaristas iniciam a formação logo após terminarem o ensino médio, sem experiência prática no contexto de trabalho. No seminário, a formação dos futuros padres destaca a questão pastoral e espiritual, não trazendo muitas experiências no âmbito administrativo.

 

Realidades pastorais

Padre Vandemir destaca que apesar da grande diversidade de paróquias da arquidiocese no âmbito pastoral, no que diz respeito à administração as realidades se assemelham, pois todas seguem a mesma legislação e estão inseridas num contexto que é semelhante. “Nós temos paróquias que estão na região central, temos paróquias que estão nas periferias, paróquias dentro de Londrina, paróquias em área rural, paróquias em cidades menores, e cada uma tem uma forma diferente de fazer o trabalho no sentido pastoral. Mas quando falamos em nível administrativo, existe todo um contexto que é igual em toda arquidiocese.”

 

Primeira aula

O primeiro módulo do curso no dia 29 foi ministrado pelo professor Ricardo Ribas da Costa, associado da consultoria brasileira Falconi e professor convidado do MBA Executivo da Fundação Getúlio Vargas. Especialista em Gestão e Design Organizacional, já atuou em empresas como Petrobras, TAM e Seguradora J. Malucelli. Ribas abordou o conceito de gestão, suas origens e o método PDCA para resolução de problemas: Planejar, Desenvolver, Checar e Agir.

 

Segundo ele, esse método pode ser aplicado em diversos contextos práticos, inclusive para a gestão de paróquias. “Eu preciso carregar as pessoas de conceitos, de entendimento, de algumas práticas, para que isso seja executado no contexto em que eles operam. Os problemas que vão precisar ser resolvidos neste âmbito, muitas vezes se assemelham a qualquer outra organização”, explica.

O primeiro dia de curso ficou a cargo do professor Ricardo Ribas, que abordou o conceito de gestão, suas origens e o método PDCA para resolução de problemas (Foto Tiago Queiroz)

O professor conta que encontrou um grupo disposto e aberto às propostas que ele apresentou. “O que eu acho fantástico de realçar é o interesse que eles demonstraram em primeiro entender bem aquilo que estava sendo proposto como instrumentalização para a solução de problemas e, segundo, a abertura que todos ali mostraram no sentido de buscar empregar e endereçar problemas (…).”

 

O professor também destaca que, do ponto de vista prático, este é um campo de formação que toda Igreja pode se utilizar para ser mais efetiva na solução dos problemas, já que na maioria das vezes lida com recursos escassos, que precisam ser aplicados de uma maneira bem pensada e otimizada para que possa render o máximo de frutos.

 

Feedback

O seminarista Rodrigo Nunes dos Santos, que faz o ano de síntese na Paróquia São João Batista, em Bela Vista do Paraíso, tem grandes expectativas. Segundo ele, a bagagem adquirida com o curso ajudará a buscar soluções nos lugares adequados e da maneira correta. “Otimizando os recursos, evitando o desgaste desnecessário das relações pessoais e, com isso, ter mais tempo de qualidade para dedicar à evangelização e ao trabalho pessoal”, destaca.

 

á o seminarista Alex Aparecido Barboza, que faz síntese pastoral na Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ibiporã, espera, com o curso, ter contato com situações administrativas que futuramente vai encontrar nas paróquias que trabalhar. “Saber que existem técnicas e ferramentas que podem auxiliar na gestão de uma paróquia dá uma certa segurança para tentar evitar erros”, explica.

Juliana Mastelini Moyses
Pascom Arquidiocesana

 

 

Fotos: Tiago Queiroz/PASCOM

 

Estamos no Ano de São José e, por isso, torna-se ainda mais especial a comemoração do patrono universal da Igreja, que é também padroeiro do Seminário Propedêutico de nossa Arquidiocese de Londrina, localizado na cidade de Cambé.

 

Para celebrar com intensidade a solenidade do castíssimo Esposo da Virgem Maria, convidamos a todos o arquidiocesanos a participarem das Santas Missas do tríduo de 16 a 18 de março e da solenidade no dia 19 de março, às 19h, com transmissão ao vivo pelo Facebook da Paróquia São Francisco Xavier, Decanato Cambé: https://www.facebook.com/PSFXCAMBE/

 

Para ajudar nas despesas do seminário, a instituição promove também a venda de pães de queijo (vendidos com antecedência e retirados presencialmente no dia 20 de março). Pessoas de outras paróquias podem fazer a compra e pagamento via depósito bancário e enviar foto do comprovante pelo WhatsApp: (43) 98462-0911 (informações na imagem). A retirada será no salão paroquial da Paróquia São Francisco Xavier, de Cambé. 

 

O seminário também solicita doações de materiais de limpeza e higiene pessoal.

 

Contamos com a participação de todos!

 

Seminário Propedêutico

Neste 2º Domingo Quaresma, dia 28 de fevereiro, a Santa Missa presidida pelo reitor padre Oscar Londoño marcou a abertura das atividades no Seminário São José, em Cambé. 

 

O Seminário Propedêutico tem a duração de um ano e tem como objetivo preparar os vocacionados para as próximas fases da formação. Todos os meios empregados de espiritualidade, formação doutrinária, humana e acadêmica os levarão a aprofundar o chamado vocacional em vista da ordenação presbiteral.

 

Rezemos por estes seminaristas, a fim de que sejam perseverantes no discernimento vocacional e dóceis à ação do Espírito Santo. 

 

Continuemos suplicando ao Pastor do Rebanho que envie mais operários para a Sua Messe. E que os convidados ouçam e aceitem com generosidade o chamado recebido de Deus. Rezemos pelas famílias para que sejam ambientes onde o matrimônio vivido plenamente segundo a fé da Igreja favoreça que a Voz do Altíssimo seja ouvida pelos vocacionados e vocacionadas.

Seminário Propedêutico São José

 

 

Bispos das dioceses que fazem parte da Província Eclesiástica de Londrina e da Província Eclesiástica de Maringá se reuniram na manhã desta quinta-feira (25), em Maringá, para avaliar as consequências do encerramento das atividades presenciais da PUCPR Câmpus Maringá. Representantes da PUC participaram do encontro.
Esta semana a PUC divulgou que as atividades presenciais no Câmpus Maringá serão encerradas a partir de agosto deste ano, permanecendo apenas com a modalidade EAD. A decisão, recebida com surpresa por vários setores da sociedade maringaense, também afeta a própria Igreja Católica.
Os representantes da PUC ouviram dos bispos o pedido de esclarecimento das decisões tomadas pela universidade. Os seminaristas da etapa da filosofia das dioceses de Umuarama, Paranavaí, Campo Mourão, Maringá, Londrina e Cornélio Procópio estudam no Câmpus Maringá, e a retirada dos cursos presenciais, incluindo o de filosofia, afeta diretamente a estrutura montada pelas dioceses para manter os seminaristas morando em Maringá.
O Arcebispo de Londrina, Dom Geremias Steinmetz, que também preside a Associação Paulo VI – composta pelas oito dioceses que fazem parte das Províncias de Londrina e Maringá, disse que este é um momento delicado e que os bispos estudam soluções para que os estudantes não sejam prejudicados.
“As dioceses fizeram investimentos aqui em Maringá, pois construímos casas para a formação dos seminaristas. A PUC precisa dar algumas respostas para que possamos encaminhar essa situação. O desejo dos bispos é que a filosofia permaneça em Maringá”, disse Dom Geremias.
Arquidiocese de Maringá

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Vivemos uma nova realidade: a pandemia do Covid-19. Há mais de seis meses uma necessidade surgiu: o distanciamento físico entre as pessoas para a preservação da vida. Com isso, novos formatos de celebrações e eventos foram sendo implementados, como as missas on-line, formações e momentos de oração pela internet. Alguns sacramentos e a catequese foram postergados, sonhos foram adiados, planos foram mudados. Mas, é ainda possível ser missionário neste momento tão desafiante de isolamento social?

 

Outubro é o mês missionário por excelência. Missão é sempre sair de si e ir em direção ao outro, anunciando Jesus Cristo. Papa Francisco nos chama a atenção constantemente para que sejamos uma Igreja em Saída. Mas como sair, quando somos chamados a ficar em casa? A alternativa é o areópago digital, espaço agora das “lives” no Facebook e Instagram, das reuniões no Google Meet, no Zoom e outras ferramentas que eram prioritariamente usadas no mundo dos negócios ou da educação e que passaram a ser território também de bispos, padres, leigos e leigas, portanto, território de missão!

 

Neste tempo pandêmico, as pessoas ficam muito mais tempo em casa e, portanto, têm mais tempo livre para acessar os meios de comunicação disponíveis em suas residências, seja TV, rádio ou internet. Assim como as formas de consumo de bens em geral estão mudando consideravelmente nesses últimos meses, a mudança no consumo de informação não poderia ser diferente e precisamos estar atentos a esta oportunidade de evangelização. Ainda que nenhum dos sacramentos possam efetivamente ser recebidos de forma virtual e, na medida do possível, respeitando todas as medidas sanitárias, eles precisam ser buscados fisicamente. Porém, há uma dificuldade para a preparação presencial do povo de Deus para o recebimento dos mesmos. Há ainda impossibilidade para visitação de famílias, idosos, crianças e adolescentes para realizar essa missão presencial. Assim, a internet continua sendo apontada como uma alternativa viável!

 

Sempre muito pastoral, em sua nova Encíclica “Fratelli Tutti”, “Todos Irmãos” lançada no último dia 4 de outubro, em Assis, Itália, Papa Francisco nos exorta pela busca da fraternidade e da amizade social. Transcrevemos aqui o primeiro ponto do documento:“‘FRATELLI TUTTI’: escrevia São Francisco de Assis, dirigindo-se a seus irmãos e irmãs para lhes propor uma forma de vida com sabor a Evangelho. Destes conselhos, quero destacar o convite a um amor que ultrapassa as barreiras da geografia e do espaço; nele declara feliz quem ama o outro, ‘o seu irmão, tanto quando está longe, como quando está junto de si’. Com poucas e simples palavras, explicou o essencial duma fraternidade aberta, que permite reconhecer, valorizar e amar todas as pessoas independentemente da sua proximidade física, do ponto da terra onde cada uma nasceu ou habita”. Com esta exortação, o Papa Francisco nos convida a buscarmos a criatividade por meio do Espírito Santo para amar o irmão de perto ou de longe em tempos de pandemia e assim realizarmos a missão de encontrar Jesus no próximo!

 

Com a trágica crise dos últimos meses, a economia, jogos políticos e interesses escusos têm estado acima da dignidade humana.  Com a correria histérica que vivíamos, a pandemia do COVID-19 fez-nos parar um pouco. Por vezes já estávamos bastante insensíveis com o sofrimento do outro, tomando como corriqueiro os fatos degradantes de nossa sociedade.  Muitas pessoas isoladas pela pandemia estão confinadas em suas casas ou outros que nem casa têm, sofrem mais ainda nas ruas. Um bonito trabalho unindo a Arquidiocese de Londrina por meio da Cáritas e a Secretaria de Assistência Social de Londrina está sendo realizado desde o início da pandemia, acolhendo moradores em situação de rua nas diversas casas de retiro da arquidiocese, dando dignidade a esses irmãos e irmãs já fragilizados. Isso é um ato concreto de missão.

 

No que tange ainda à internet, de forma muito lúcida, o Sumo Pontífice, nos alerta para os perigos da onda digital no número 71 da Fratelli Tutti: “Entretanto os movimentos digitais de ódio e destruição não constituem – como alguns pretendem fazer crer – uma ótima forma de mútua ajuda, mas meras associações contra um inimigo. Além disso, ‘os meios de comunicação digitais podem expor ao risco de dependência, isolamento e perda progressiva de contato com a realidade concreta, dificultando o desenvolvimento de relações interpessoais autênticas’. Fazem falta gestos físicos, expressões do rosto, silêncios, linguagem corpórea e até o perfume, o tremor das mãos, o rubor, a transpiração, porque tudo isso fala e faz parte da comunicação humana. As relações digitais, que dispensam da fadiga de cultivar uma amizade, uma reciprocidade estável e até um consenso que amadurece com o tempo, têm aparência de sociabilidade, mas não constroem verdadeiramente um ‘nós’; na verdade, habitualmente dissimulam e ampliam o mesmo individualismo que se manifesta na xenofobia e no desprezo dos frágeis. A conexão digital não basta para lançar pontes, não é capaz de unir a humanidade”. Sendo assim, na medida do possível, respeitando as leis impostas para a preservação da saúde, precisamos, pouco a pouco, retomar o contato missionário físico, participar dos sacramentos, insistir no olho-no-olho, afinal o ser humano é relacional, e precisa disso para alcançar sua sanidade mental, física e espiritual.

 

Com equilíbrio, em tempos de pandemia, não podemos deixar de ser missionários. Um telefonema (tão raro hoje em tempos de WhatsApp), uma mensagem de conforto, um pão feito em casa, um pedaço de bolo, uma oração feita de coração, enfim, tudo que estiver ao nosso alcance, pode ser feito pelo nosso próximo e com certeza agradará o coração de Deus. Portanto, invoquemos o Espírito Santo para que sejamos: irmãos todos missionários.

Jefferson Bassetto
Seminarista da teologia da Arquidiocese de Londrina