Regional Sul 2 é o único do Brasil com um torneio nesse estilo. Em sua 14ª edição, evento reúne mais de 170 sacerdotes

Padres das dioceses do Paraná estão reunidos em Londrina, nestes dias 23 e 24 de maio (segunda e terça-feira) para o Torneio dos Presbíteros do Regional Sul 2 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do brasil), neste ano organizado pela Arquidiocese de Londrina. Os padres estão disputando entre si as categorias: futebol, ping pong, truco, canastra e outros jogos de cartas. O arcebispo de Londrina, dom Geremias Steinmetz, e os bispos de Guarapuava, dom Amilton Manoel da Silva, e de Campo Mourão, dom Bruno Elizeu Versari, também estão presentes.

Segundo o secretário executivo do Regional Sul 2, padre Valdecir Badzinski, o Torneio dos Presbíteros do Paraná é um evento único no Brasil. “O Regional Sul 2 é o único regional que tem o torneio nesse estilo, envolvendo mais de 170 sacerdotes em dois dias. Na América Latina parece ser também [o único] desse porte e dessa magnitude, por isso nos alegramos com cada um dos presbíteros que participaram, da Pastoral Presbiteral e das dioceses que cuidam de seus presbíteros, seus pais espirituais, que Deus ajude sempre.”

Na segunda-feira à noite os padres iniciaram com o torneio de carta e tênis de mesa


Na segunda-feira, o evento iniciou com um momento celebrativo na Capela da Casa de Retiros Emaús, que recordou os 24 padres do Paraná vítimas da COVID-19 e depois os padres participaram dos torneios de canastra, baralho e tênis de mesa. Em seguida, um momento de confraternização entre eles.


Hoje está sendo disputado o torneio de futebol no Seminário Paulo VI. Cada diocese montou o seu time, inclusive a Arquidiocese de Londrina. “Estamos nesse momento de confraternização, de comunhão e de convivência entre nós. É bom esse momento, também com os bispos, vivendo esse momento de confraternização, de partilha e de convivência entre nós”, falou padre Joel Ribeiro Medeiros, coordenador do clero.


Padre Joel também faz um pedido aos fiéis: “Reze por nós, para que possamos de fato viver esse momento de alegria e isso com certeza gera aquela palavra que o Papa Francisco tanto tem dito: a sinodalidade, ou seja, caminharmos juntos, partilhar a nossa vida, isso é muito importante.”

Pascom Arquidiocesana

Fotos: Guto Honjo

O último dia de encontro dos padres coordenadores diocesanos da Ação Evangelizadora do Paraná, neste 11 de maio, começou com a missa presidida pelo bispo de Guarapuava (PR) e secretário do Regional Sul 2 da CNBB, dom Amilton Manoel da Silva, ladeado pelo padre Érico Gabriel Gurkowski, da Diocese de Guarapuava, e pelo padre Paulo Alves Martins, da Diocese de Paranavaí (PR). A Arquidiocese de Londrina foi representada pelo padre Alexandre Alves Filho e o arcebispo dom Geremias Steinmetz participou com uma palestra sobre a Assembleia Eclesial Latino-Americana.

Ao longo da última manhã de trabalhos, os padres trataram sobre Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), a Pastoral da Escuta, a Cartilha de Orientação Política 2022, a capelania hospitalar e a Pastoral Catequética com foco na Iniciação à Vida Cristã.

De forma geral, a avaliação final dos padres sobre o encontro foi muito positiva. Eles destacaram a volta do encontro presencial como um dos fatores mais importantes para ajudar a refletir sobre a evangelização.

Para o padre Anderson Ulatoski, da Diocese de Paranaguá (PR), que participa pela primeira vez do encontro, o mais importante foi a experiência da fraternidade. “Houve muita participação, com um clima leve e de respeito mútuo. Também, evidentemente, trabalhamos muito discorrendo em todos os temas da pauta. Sendo a primeira vez que participo, me senti muito bem e acolhido e, principalmente, senti que somos um grupo que tem coesão no trabalho pastoral, temos sonhos e projetos em comum”, disse padre Anderson.

Para o padre Alexandre dos Anjos Filho, da Arquidiocese de Londrina (PR), que está na coordenação diocesana da ação evangelizadora desde 2019, o encontro teve o anseio de reconstruir. “Nós viemos de um período em que as nossas lideranças ainda não voltaram totalmente para a pastoral e estão surgindo lideranças novas. Mas nós não vamos começar do zero, temos que dar continuidade nos trabalhos que foram interrompidos por conta da pandemia, porém, agregando as pessoas que estão chegando para que elas tenham essa cidadania eclesial e estejam conosco para dar continuidade aos projetos”, disse padre Alexandre. Quanto aos temas abordados no encontro, o sacerdote afirmou que também foram temas de reconstrução daquilo que já existia e daquilo que precisa ser fortalecido.

O secretário executivo da CNBB Sul 2, padre Valdecir Badzinski, que coordenou o encontro junto com dom Amilton, disse que foi ocasião para fortalecer a convivência, o conhecimento e os direcionamentos para a ação evangelizadora em cada uma das dioceses. “Esse encontro tem uma importância muito grande para estudos, avaliações, atualizações de temas relevantes nas ações da Igreja em cada uma das dioceses do Paraná. Especialmente nesse tempo, que podemos chamar de pós pandemia, muita coisa precisa se adaptar e se renovar para atender as demandas e as necessidades das comunidades. Dessa forma, tratamos de temas atuais, à luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da CNBB 2019-2023, em vista do fortalecimento da ação evangelizadora em nossas dioceses”, disse padre Valdecir.

Encontro dos Padres Coordenadores da Ação Evangelizadora

Os padres coordenadores diocesanos da Ação Evangelizadora no Paraná estiveram reunidos do dia 9 ao dia 11 de maio, no Seminário Santo Agostinho, em Maringá (PR), para um encontro de estudos e encaminhamentos. O encontro contou com a participação de 23 padres e foi coordenado pelo bispo de Guarapuava (PR) e secretário da CNBB Sul 2, dom Amilton Manoel da Silva, e pelo secretário executivo da CNBB Sul 2, padre Valdecir Badzinski.

Após dois anos de restrições devido à pandemia, nos quais foram possíveis somente encontros remotos, o grupo se reuniu presencialmente, colocando como primeiro trabalho da pauta uma partilha pessoal e pastoral. Dom Amilton afirmou que, depois desse tempo sem a proximidade do encontro, foi muito importante dedicar essa tarde para ouvir como cada padre está se sentindo pessoalmente e com relação à evangelização.

“Percebemos que há um esforço grande dos padres nesse retorno da pandemia, assim como há uma resposta bonita do nosso povo. O povo não está voltando apenas à forma presencial, o povo está voltando com muita expectativa, com muito desejo do novo nesse período que podemos chamar de pós pandemia, e há uma esperança estampada em cada ação e em cada gesto que eles têm feito. Isso está motivando os padres”, disse dom Amilton.

Karina de Carvalho
Assessora de Comunicação da CNBB Sul 2

Entre os dias 13 a 15 de março, os bispos do Regional Sul 2 da CNBB estiveram reunidos em Assembleia

A Assembleia dos Bispos do Paraná, que iniciou na noite do domingo, 13 de março, conclui-se ao meio dia dessa terça-feira, 15 de março, com uma missa na comunidade São Pedro, que pertence à Paróquia São Sebastião, na Diocese de São José dos Pinhais (PR).

Os bispos iniciaram o dia com a oração das Laudes na capela da Casa Nossa Senhora do Amparo, onde estavam hospedados. Após o café, deram prosseguimento aos trabalhos previstos na pauta. Um dos temas de grande relevância nos debates, estudos e encaminhamentos foi a “6ª Semana Social Brasileira”, que é uma nomenclatura para falar de um grande trabalho que iniciou em 2019 e perdura até 2023. O secretário executivo da CNBB Sul 2, padre Valdecir Badzinski, relatou que “os bispos fizeram uma análise, reconheceram a grandeza dos trabalhos desenvolvidos e adentraram aos trabalhos que serão desenvolvidos em 2022, como o contato com os padres, religiosos (as), pastorais, movimentos e reuniões com as dioceses”.

Outro tema importante de estudo, realizado pelos bispos, foi sobre o serviço da Pastoral da Sobriedade. Os bispos estudaram sobre a incidência dos entorpecentes na vida das pessoas e das famílias. Foram analisados números, gráficos e refletido sobre as clínicas de recuperação que existem no Paraná. “A Pastoral da Sobriedade é uma ação concreta da Igreja na prevenção e na recuperação dos dependentes químicos e busca a integração de todas as pastorais, movimentos, comunidades terapêuticas, parcerias, casas de recuperação, a fim de mitigar o sofrimento de tantas famílias”, disse padre Valdecir.

A Pastoral Familiar, especialmente neste tempo de pandemia, também foi um dos assuntos sobre os quais os bispos dedicaram um bom tempo de trabalho. “Sabemos o quanto é importante o trabalho da Igreja junto às famílias, dando um suporte, gerando esperança, abrindo perspectivas e ajudando a solucionar problemas internos, quer seja de relacionamentos, de educação na fé, de moral ou relacional”, afirmou padre Valdecir.

Às 11 horas, os bispos seguiram até a comunidade São Pedro para a celebração da missa de conclusão, que foi presidida pelo bispo de São José dos Pinhais, dom Celso Antônio Marchiori, ladeado pelo bispo de Palmas-Francisco Beltrão, dom Edgar Xavier Ertl, e pelo bispo de Cornélio Procópio, dom Manoel João Francisco. A missa teve a participação expressiva da comunidade local e também contou com a presença da prefeita da cidade de São José dos Pinhais (PR), Nina Singer.

Para dom Volodemer Koubetch, arcebispo da Metropolia Católica Ucraniana São João Batista, responsável por acolher a assembleia, o evento foi uma conquista e um grande ganho, do qual toda a Igreja Católica Ucraniana vai lembrar por muito tempo.

“O grande ganho desse evento foi exatamente esse ponto mais alto da convivência entre os bispos da Igreja Católica Ucraniana e da Igreja Católica Latina. Algo que já vem acontecendo há muitos anos e nessa assembleia, aqui na Colônia Marcelino, chegou no seu ponto mais alto. Depois, tivemos vários ganhos secundários, como o fato dos bispos ficarem hospedados na Casa Nossa Senhora do Amparo, que antes foi uma casa de recuperação de idosos, e agora tem uma nova destinação para retiros e encontros. Esse evento, certamente, é o maior e mais importante que essa casa terá. Além disso, percebo que, com essa Assembleia, a união entre essas duas comunidades, católica do rito latino e do rito ucraniano, se fortaleceu muito”, disse dom Volodemer.

Após a missa, os bispos foram recepcionados com um almoço, preparado pela comunidade São Pedro.

Karina de Carvalho
Assessora de Comunicação da CNBB Sul 2

Fotos: Karina de Carvalho

Começou nesta sexta-feira (6 de março) o 10º Encontro Regional dos Coordenadores da Pascom, na Casa de Retiros Emaús, em Londrina. Estão participando representantes de 17 arquidioceses e dioceses do Regional Sul 2 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

 

Na abertura do evento, que segue até domingo, o arcebispo de Londrina, dom Geremias Steinmetz, acolheu os participantes. Ele comentou que há uma “questão quase afetiva da Pascom do Paraná com Londrina”, pois a cidade é uma das primeiras dioceses a iniciar um trabalho na Pastoral da Comunicação.

 

“Esse encontro em Londrina vem fortalecer que a Igreja de Londrina é observada e oferece elementos de crescimento e análise que fazem a gente pensar e repensar metodologicamente a questão da evangelização”, afirmou dom Geremias.

 

O coordenador da Pascom Regional Sul 2, Antônio Kayser, falou do momento que a Pascom do Paraná está vivendo e ressaltou que “estes são os frutos plantados pelas equipes de coordenadores anteriores”, enaltecendo o trabalho realizado pelo ex-coordenador Jorge Teles e de dom Antônio Wagner da Silva, bispo de Guarapuava. A edição deste ano é o encontro com maior representatividade. Das 18 dioceses do Paraná, apenas Foz do Iguaçu, não está presente.

 

O Encontro Regional dos Coordenadores é um momento para se dialogar a comunicação dentro da Igreja. “É uma ocasião para avaliarmos a caminhada, ver o que está dando certo e projetar o futuro. Temos muito o que festejar. Estamos caminhando, mas temos bem claro que podemos crescer muito. Os passos que foram dados são substanciosos”, afirmou dom Mário Spaki, bispo referencial da Pascom do Regional Sul 2 da CNBB.

 

VISITA AD LIMINA

Na palestra de abertura, dom Geremias Steinmetz apresentou um resumo da Visita Ad Limina Apostolorum, que os bispos do Paraná realizaram em fevereiro ao Papa Francisco e aos túmulos dos Apóstolos Paulo e Pedro, as principais basílicas e dicastérios da Cúria Romana.

Foram 10 dias de visitas em que os bispos paranaenses puderam conhecer e trocar experiências com os padres que trabalham nos dicastérios e rezar diante dos túmulos dos apóstolos escolhidos por Cristo para conduzir a Igreja.

No encontro com o Papa, foram abordados assuntos como a mudança de época, missão, juventude, as missas extraordinárias, casais de segunda união, rezar pelas vocações, ação social, a vida e o descanso dos bispos. “Foi uma experiência rica. Uma verdadeira graça de Deus”, comentou dom Geremias.

Durante a visita ao Dicastério da Comunicação, dom Mário Spaki, fez um panorama da comunicação no Paraná. “Falei do padre Reginaldo Manzotti, que temos 33 emissoras de rádio na mão da Igreja, que todas as dioceses têm site, facebook, e que as comunidades se comunicam muito pelas redes sociais”, contou o bispo referencial.
“Mas também disse que estamos atrasados na comunicação. Temos que ter a humildade de sentar na sala de aula e aprender a comunicar. Mudou tudo de uma hora para outra e a Igreja não conseguiu acompanhar essas mudanças”, disse dom Mário.

 

Ele ressaltou que na cultura digital todo jovem tem um celular e a comunicação precisa chegar pelo aparelho. “Ainda estamos tímidos na cultura digital. O espaço é gigantesco”, afirmou.

 

Durante a Visita Ad Limina os bispos fizeram a experiência de gravar vídeos sobre a visita. “Foi para incentivar os bispos e para que eles se entusiasmem e façam acontecer na diocese [referindo-se a comunicação digital]”, explicou dom Mário.

 

O Dicastério da Comunicação é o único que tem um leigo como prefeito.

 

Aline Machado Parodi
Pascom Arquidiocesana

Foto: Terumi Sakai