A Comunidade São José, que pertence à Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ibiporã, recebeu um presente neste início de ano. Nas últimas semanas a reforma da igreja foi finalizada e a reinauguração contou com a dedicação do templo ao padroeiro e a consagração do altar. A Missa foi celebrada pelo arcebispo metropolitano, dom Geremias Steinmetz, e também reuniu padres e diáconos da arquidiocese.

A reconstrução da igreja começou em novembro de 2020 e foi possível graças a doações da comunidade, empresários locais e agricultores, além de promoções e do próprio dízimo. A maior parte da reforma foi feita ao longo de 2021, ano de São José, instituído pelo Papa Francisco.

Pascom Paroquial

Fotos: Divulgação

No dia 14 de agosto, festa da Assunção de Maria, o arcebispo dom Geremias Steinmetz celebrou a Santa Missa de Dedicação da Igreja e Consagração do Altar da Paróquia Nossa Senhora da Paz, Decanato Leste. A missa foi concelebrada pelo pároco, padre Alessandro Bobinton, padre Romão Antônio Martini Martins, figura importante na história da paróquia pelas importantes reformas que realizou enquanto pároco, padre Emanuel José de Paula, que foi pároco por duas vezes, e padre Joel Ribeiro Medeiros, cerimoniário. Também esteve presente o diácono Joaquim Batista Santos.

 

Dom Geremias explicou que esse é um dos ritos solenes mais bonitos da Igreja Católica, quando os fiéis são convidados a perseverarem na fé e na esperança. A celebração manifesta a dignidade da construção e mostra o mistério do Povo de Deus que é a Igreja.

 

Na festa da assunção de Nossa Senhora, data escolhida para a dedicação da igreja que leva o nome de Nossa Senhora Rainha da Paz, o arcebispo comparou a Mãe de Deus à Igreja. “Olhando para Maria é possível entender o que é a Igreja. Quando olhamos para Maria e todas as dádivas que ela recebeu, podemos atribuir tudo isso à Igreja. Por exemplo, a assistência do Espírito, a fecundidade que vem do Espírito Santo, e, mais ainda, o modo como Maria se colocou a caminho da busca de uma pessoa necessitada, que também coloca a Igreja sempre a caminho, sempre em saída”, destaca.

 

A celebração de dedicação e consagração do altar da Paróquia Nossa Senhora da Paz integra as comemorações do Jubileu de Diamante, da comunidade, que completou 61 anos de fundação no dia 15 de agosto de 2021.

 

Pascom Paróquia Nossa Senhora da Paz

Foto de Destaque: Guto Honjo

Fotos: Guto Honjo e Terumi Sakai

 

 

 

Aos 31 anos, com quatro filhos pequenos, a então costureira Marlene Fulchini Petrachin (hoje com 79 anos), moradora de Londrina, viu-se sozinha e desamparada após a morte do marido. Além disso, um dos filhos era surdo. Em vez de se retrair, mudou de profissão e ajudou a criar 23 surdos acolhidos em sua casa.

 

Eder Petrachin tinha seis meses quando ficou surdo. Faleceu em julho de 2019. Marlene atribui à existência dele a inspiração que norteou toda a sua vida. Ela perdeu o marido em um acidente automobilístico em 1972.

 

Sozinha e assoberbada com os afazes da casa e com as encomendas da costura, ainda cuidava e levava, a pé, os filhos para diferentes escolas – Eder estudava no ILES (Instituto Londrinense de Educação de Surdos). Foi então que teve a ideia de comprar um automóvel e transportar alunos. Aprendeu a dirigir e adquiriu uma Rural Willys (Ford). Hoje tem uma frota de transporte escolar.

 

Na época, o ILES havia recebido aparelhos que auxiliavam no desenvolvimento da fala, oriundos da Itália e da Alemanha, fato que chamou a atenção e trouxe surdos de outras localidades para Londrina. Alguns deles, além do desafio da surdez, não tinham condições financeiras para bancar a estadia. “A irmã Tonina me dizia ‘vai lá que ela dá jeito’”, conta Marlene emocionada. Acolheu 23 surdos de uma só vez.

 

Chegou a dormir num colchonete debaixo da mesa por falta de espaço: “tinha um pequenininho que veio de um sítio de São João do Caiuá (PR) e eu dormia com ele no braço. Dormi cinco anos debaixo da mesa”.

 

As histórias são muitas. Marlene conta que um dos surdos ficou dezenove anos com ela. Outros vinham com sérios problemas de saúde. Um deles, com nove anos de idade, brincava catando bitucas de cigarro no ponto de ônibus: “Era sempre uma preocupação. Tinha que deixar o serviço e correr atrás dele”. Ficou alguns anos com ela e depois foi embora. Anos depois veio a notícia que ele havia falecido.

 

Mandou até rezar missa de sétimo dia. Alguns meses depois estacionou um caminhão na frente de sua casa: “Fui ver quem era e nem reconheci no primeiro momento. De repente desceram do caminhão uma mulher, duas crianças e ele. Foi uma mistura de susto e alegria ao mesmo tempo!” – recorda Marlene.

 

Outra história que faz questão de contar foi quando adotou a pequena Cleide. Ela vivia com a família na periferia de Londrina: “Eu passava pela pedreira, e via aquela criancinha comendo bagaço de laranja, roendo ossos de frango e sempre procurava a mãe e não encontrava, até que um dia me disseram que a menina era ‘muda’ e por isso era rejeitada”. Marlene, com a cara e a coragem, pediu para adotá-la. A mãe concordou e Cleide foi acolhida: “Quando cheguei com ela, foi a maior festa que já aconteceu em casa. Os surdos até hoje a chamam de ‘nenê’”.

 

Hoje, aos 79 anos, Marlene continua na ativa. Transporta alunos para várias instituições educacionais de Londrina. Há dez meses faleceu o seu filho surdo: “perda difícil de superar” como ela diz. Avaliando toda a sua trajetória, Marlene conclui: “Valeu a pena ter sido mãe de todos eles. Devo tudo isso ao meu filho surdo, porque se não fosse ele, não teria conhecido os outros e nada disso teria sido feito”.

Pe. Heriberto Mossato PMS
Paróquia Nossa Senhora do Rocio – Decanato Leste
Pequena Missão para Surdos

 

 

Recordações: Marlene olha a foto do filho surdo falecido em 2019 e na mesa os outros surdos que acolheu. (Foto Pe. Heriberto Mossato PMS)

 

Acolhimento: A mesa preparada para o café da tarde. Marlene segura a bolsa que veio junto com a pequena Cleide. (Foto Pe. Heriberto Mossato PMS)

 

A vida que segue: Aos 79 anos, Marlene continua trabalhando. (Foto Pe. Heriberto Mossato PMS)

 

 

 

 

Santa Missa solene presidida pelo arcebispo dom Geremias Steinmetz comemorou os 34 anos da dedicação e o aniversário de 84 anos de Londrina

 

A Catedral de Londrina celebrou no domingo, 9 de dezembro, os 34 anos da cerimônia de sua dedicação e o aniversário de 84 anos da cidade de Londrina, este último comemorado no dia 10 de dezembro.  “É todo um processo histórico, litúrgico, celebrativo, onde encontramos grandes oportunidades para mais uma vez sustentar a nossa filiação com Deus, porque nós somos as pedras vivas do seu templo”, explica padre Rafael Solano, pároco da Catedral.

A Santa Missa foi presidida pelo arcebispo dom Geremias Steinmetz e concelebrada pelos padres da Catedral, padre Rafael Solano e padre Dirceu Júnior dos Reis. Na homilia, dom Geremias destacou o significado de se comemorar o aniversário da dedicação de uma igreja. “A Catedral, essa igreja física, tem que ser sinal de uma igreja concreta, no dia a dia, onde somos tijolo nesta construção, cada um de nós, todos nós batizados. Sempre gosto de repetir com que orgulho olha-se para a Catedral no centro da cidade, no alto da colina, mostrando que o povo fez sim uma experiência muito concreta, uma experiência da fé para construir esta cidade.”

O arcebispo parabenizou a cidade e pediu a Deus que abençoe os londrinenses. “Que Deus continue nos abençoando, nos faça ter muito trabalho, mas que seja um trabalho abençoado, para que possamos crescer e ser uma cidade cada vez melhor. E a Catedral do Coração seja um espaço de cultivo de santidade, de cultivo do seguimento de Jesus Cristo, do discipulado, e assim uma igreja santa, que se dedica à evangelização, possa ser um sinal para esta cidade”, conclui dom Geremias.

Em homenagem a Londrina, os fiéis cantaram, junto com o Coral Santa Cecília, o hino da cidade. Na procissão das oferendas, o pão e o vinho foram conduzidos até o altar pelas irmãs Maria Antonieta e Maria Eugênia Balan, filhas de Olinda e Luiz Balan, família pioneira da cidade. A procissão relembrou também as pessoas de tantas nacionalidades que se instalaram aqui e fazem de Londrina a “cidade do Senhor”.

Celebrar

A dedicação de uma igreja representa o selo, o carimbo que é colocado naquele lugar mostrando que ele pertence a Deus, explica o padre Rafael Solano. “Tudo na igreja está dedicado para Deus, mas o gesto do bispo de vir, abençoar o altar, incensar o altar, abençoar as cruzes, abençoar o sacrário, cada uma das partes da igreja tem um significado realmente sobrenatural para nós, porque assim como somos pedras vivas do templo de Deus, também nós encontramos e percebemos a grandeza de uma vida que através dos sinais, neste caso de uma igreja construída com tijolos materiais, nos representa. Por isso a dedicamos ao Senhor”

A cerimônia de dedicação deve ser celebrada anualmente, assim como se celebra o aniversário de casamento ou de ordenação sacerdotal, por exemplo. “A Catedral é a Igreja mãe de todas as igrejas desta região. Por isso o bispo vem na celebração. A Catedral como um todo se abre para a realidade de acolhida de todas as igrejas”, explica padre Rafael.

Decoração de Natal

Ao final da Missa, padre Rafael explicou aos fiéis sobre a decoração natalidade deste ano. O presépio em arte contemporânea, criado pela artista Márcia Vince com materiais reciclados e reaproveitados, está exposto do lado esquerdo da igreja. Traduz o contraste entre o luxo e a simplicidade, a riqueza e a humildade de onde Jesus nasceu. Os personagens humanos do presépio são todos retangulares, para simbolizar que todos são iguais diante de Deus.

Dentre os materiais utilizados, o lírio de São José, por exemplo, foi feito com guardanapos. As asas do anjo são compostas de 230 latinhas recortadas no formato de penas. A coroa de Nossa Senhora foi feita com uma peneira e utensílios de fritura que a mãe da artista usava na década de 1960. Os retalhos das capas dos reis magos formam uma colcha de retalho. Em meio à simplicidade da estrebaria onde Jesus nasceu, a renda por sobre o telhado expressa a divindade presente ali.

Compondo a decoração de Natal da Catedral de Londrina, junto ao presépio, e por toda lateral da igreja, estão expostas pinturas natalinas de crianças portadoras de Síndrome de Down da APS-DOWN Londrina.

 

Juliana Mastelini Moyses
Pascom Arquidiocesana

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Fotos: Daniel Kanki / Guto Honjo

A construção de uma nova igreja requer a celebração de um rito solene, no qual se implora a bênção de Deus para que o lugar edificado com pedras seja sinal visível para os fiéis de uma casa de adoração ao Senhor. Nesta intenção, dom Geremias Steinmetz, arcebispo da Arquidiocese de Londrina presidiu a celebração do rito da Dedicação da igreja e consagração do altar da Paróquia Santo Antônio do Conjunto Cafezal IV, na noite do dia 19 de agosto de 2018.


De acordo com o pároco, padre Luciano da Paixão, após uma revisão no “Livro de Tombo”, teve-se conhecimento de que a paróquia ainda não havia celebrado o rito, mesmo depois de 16 anos de existência. Ele explicou que essa foi uma oportunidade para também dedicar ao Senhor o novo altar que foi construído e receber a bênção pelas obras realizadas na matriz. 
“Revisamos o “Livro de Tombo” e percebemos que a igreja nunca havia sido dedicada. Por isso, achamos por bem dedicá-la, como um momento especial para a comunidade paroquial. O altar anterior já havia sido abençoado, mas era muito antigo. Fizemos um novo, mais bonito e moderno. Agora, é uma igreja consagrada para sempre”, explicou.


Na acolhida, dom Geremias lembrou o simbolismo da dedicação da igreja e consagração do altar com o povo de Deus, e por ser realizada uma única vez, torna-se uma festa paroquial, que deve ser celebrada todos os anos no dia 19 de agosto.


“O rito tem um simbolismo muito forte com a vida cristã. A aspersão de água benta, a unção do altar e das cruzes, o incenso, a vela, a ornamentação do altar, tudo faz lembrar que somos templos do Senhor, ungidos e iluminados para ser luz no mundo”, lembrou.

Em seguida, o arcebispo dom Geremias abençoou a água e os padres aspergiram na assembleia, como um sinal, como um clamor para que o local fosse purificado, bem como em todos os fiéis que participaram.
Durante a homilia, recordando as duas colunas da Igreja, que através do martírio regaram com sangue os inícios da Igreja na cidade de Roma, dom Geremias convidou os fiéis a serem, como Pedro, testemunha de Cristo, e como Paulo, a vencer as contrariedades da vida para anunciar até o fim e em todos os ambientes do mundo a mensagem do Evangelho.

 

RITO DE DEDICAÇÃO DO TEMPLO E CONSAGRAÇÃO DO ALTAR
Após a homilia, teve início o rito de dedicação e consagração. Primeiro, abençoou a mesa da Palavra (Ambão) e depois o altar foi ungido com os Santos Óleos pelas mãos do arcebispo dom Geremias. Depois, houve a dedicação da igreja, no qual os padres ungiram com o óleo e acenderam velas em todas as cruzes das estações da Via-Sacra, o que significa que o Templo é dedicado exclusivamente e para sempre ao culto cristão.
Em seguida, foi realizada a incensação do altar. A queima do incenso significa o sacrifício de Cristo e também é utilizada para expressar que o sacrifício da Igreja e as orações dos fiéis chegam a Deus. Logo após, ocorreu o revestimento do altar, que indica que aquele local é altar do sacrifício e, ao mesmo tempo, a mesa do Senhor, onde são celebradas a morte e ressurreição de Cristo. Após o rito, o arcebispo prosseguiu com a liturgia eucarística. O arcebispo dom Geremias abençoou o Sacrário vazio aberto e depois fechou e se acendeu a lâmpada ao lado do sacrário que significa é a lâmpada permanentemente que lembra uma verdade de fé fundamental: a presença de Jesus no Santíssimo Sacramento e também foi abençoado a Pia Batismal com a água benta.

Padre Luciano confirmou a alegria dos paroquianos ao celebrarem o rito e terem a oportunidade de experimentar essa etapa.
A celebração foi uma experiência muito bonita para toda comunidade paroquial. Foi maravilhoso ver como se coroou um trabalho de vários anos de toda a comunidade; e também teve a entrada dos jovens trazendo a Imagem de Nossa Senhora Aparecida para o arcebispo colocá-la em destaque ao lado do Altar.
Junto ao padre Luciano estavam presentes na celebração padres de outras paróquias, os diáconos e os fiéis.

Amauri Farias
Capela Nossa Senhora da Esperança

 

Fotos: Amauri Farias

 

Na última terça feira, 27 de junho de 2017, na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Alvorada do Sul, decanato Sertanópolis, foi realizada a Santa Missa e Rito de Dedicação da Igreja. A celebração foi presidida por Dom Manoel João Francisco, administrador apostólico da Arquidiocese de Londrina e concelebrada pelo pároco Pe. Márcio Fernando França, Pe. Jorge Pereira Mello, Pe. Marino Pereira de Toledo.

Essa solene celebração e dedicação fazem parte das comemorações dos 60 anos da comunidade em Alvorada do Sul – PR. A Igreja Matriz, dedicada na celebração, passou por um processo intenso de restauração, pintura e adequações, fazendo da Arte Sacra ainda mais teológica, bela e convidativa à espiritualidade. O rito de dedicação, rico em gestos e significados, é constituído por prece de dedicação do templo e sua finalidade, o depósito de relíquias de dois santos abaixo sob o altar central (Santa Maria Madalena e São Maximini), a unção do altar e das paredes do templo feita pelo bispo, assim como incensação do altar e de toda igreja e, por fim, a iluminação do altar e da igreja feita pelo diácono Dirceu Júnior dos Reis.

Centenas de fiéis, pastorais e demais convidados participaram do rito seguido de uma apresentação da fanfarra municipal e a grande queima de fogos em honra à padroeira da Igreja e do município de Alvorada do Sul, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

PASCOM Arquidiocesana

Fotos:

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Fotógrafos: 
Wellington Ferrugem, Douglas Estevam
PASCOM Arquidiocesana