Rua Dom Bosco, nº 145, Jd Dom Bosco - Londrina PR
Arquidiocese de Londrina
Arquidiocese de Londrina

Arquidiocese de Londrina

29 novembro, 2024
#Compartilhe

Foi a partir de um exame de rotina no urologista, que José Moreno Alda Filho, aos 49 anos de idade, descobriu um câncer de próstata. Com o exame PSA (Antígeno Prostático Específico) alterado, o exame de toque constatou a presença de um tumor. Começaria ali uma história de fé e confiança na providência de Deus e na intercessão de Nossa Senhora.

Foi para o hospital para se preparar para a cirurgia no dia da final da Copa do Mundo de 2002, que rendeu o pentacampeonato ao Brasil. Lá, lendo um livro entregue pela filha, fez um pedido a Nossa Senhora: “Mãe, se a senhora fez tudo isso aqui que está nesse livro e muito mais, eu queria uma provação ainda hoje, se eu vou sair dessa.”

Dentro de pouco tempo, viu um homem chegar à procura de uma pessoa. Era o padre Geraldo, então pároco da Paróquia São Francisco Xavier, de Cambé. José falou ao padre do seu pedido a Nossa Senhora. Então “ele colocou a estola, foi lá, fez toda a oração, me deu a comunhão e graças a Deus eu passei por tudo muito bem”, conta.

Depois da cirurgia, José ainda passou por 40 sessões de radioterapia. O câncer foi curado, mas o tratamento ocasionou um estreitamento da uretra, chamado estenose, e ele teve que passar por uma nova cirurgia para reconstruir o caminho da ureta. A cirurgia trouxe outro contratempo: a incontinência urinária.  

Em 2014 se submeteu a um implante de um esfíncter artificial, dispositivo que restabelece o controle da bexiga. Porém seu organismo rejeitou o aparelho e José teve que se submeter a uma nova cirurgia por conta de uma ruptura na bexiga, que o levou ao coma.

Durante os cinco ou seis dias em que esteve em coma, a família permaneceu constantemente em oração. “Um filho chegou em mim e falou: ‘pai, lá no fundo do túnel tem uma luz, se o senhor tem fé e acredita, luta, se não é melhor o senhor se entregar’”.

Em pouco tempo, José abriu os olhos e foi se reestabelecendo. “E de lá para cá, vida que segue! Estou aí, na vontade de Deus, o que Ele preparou eu estou à disposição. Quero curtir minha família. Quando casou a última filha, falei: ‘já estou livre do compromisso’, mas que seja feita a Sua vontade.”

Segundo o médico, o que fez a diferença para enfrentar todos as dificuldades foi a postura de não se entregar, erguer a cabeça e ter fé. “Só tenho a agradecer a Deus e a Nossa Senhora. Graças a Deus tudo se resolveu logo e nunca mais tive nada”, conta José, que periodicamente faz acompanhamento no Hospital das Clínicas (HC).

Para ele, o primeiro remédio de qualquer tratamento vem “lá em cima”: Deus e Nossa Senhora. Depois sim a medicina. “Não pode ficar desacreditado. Não pode perder a esperança. E vida que segue!”, finaliza o pai de quatro filhos, avô de sete netos, hoje com 71 anos, que se prepara para o casamento do primeiro neto, em maio do ano que vem.

Juliana Mastelini Moyses
Arquidiocese de Londrina

Foto: Juliana Mastelini Moyses

Testemunho publicado na edição de novembro e dezembro da Revista Comunidade, publicação bimestral da Arquidiocese de Londrina (desde 1989)

Faça um comentário

Categorias

top