Neste quarto domingo da Páscoa celebramos em nossa liturgia o domingo do Bom Pastor. Em cada ano, Jesus o enviado do Pai, nos convida a estarmos atentos à sua voz para segui-lo às verdes pastagens que Ele preparou para cada um de nós. Por isso, no evangelho de João diz: “As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem” (Jo 10, 27). Este é o verdadeiro chamado que todos somos convocados: seguir a voz do Senhor e conhecê-lo cada dia mais, para assim viver a vida plena que Ele mesmo nos dá. Todos os anos o Papa Francisco sempre traz uma mensagem, nos animando a essa escuta da palavra do Senhor. Por isso, neste ano, o tema para o 59º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, é “Chamados para construir a família humana”, tema este ligado profundamente ao processo de sinodalidade que estamos vivendo.

O Papa nos chama a atenção para os quatros “tipos de chamados” que precisamos colocar em prática em nossa vida: Chamados à sinodalidade, ao cuidado, a olhar as potencialidades dos outros e principalmente a deixar-se olhar pelo amor misericordioso do Senhor. Sim, somos primeiramente chamados a viver o imenso amor misericordioso do Senhor, e assim, vivendo à sinodalidade, sempre descobrir e valorizar as mais variadas formas de realizar nossa vocação na Igreja e no mundo. Tudo isso se dá porque, a partir do batismo, todos somos membros do corpo de Cristo e, portanto, discípulos missionários do Senhor. Ser batizado nos torna os sujeitos ativos da evangelização, logo, sacerdotes e leigos formam um único povo de Deus, cada um exercendo seu ministério próprio, mas sempre unidos, para que o Reino de Deus se manifeste cada vez mais no mundo.

A partir da unidade, da sinodalidade, somos convidados a sermos guardiões uns dos outros, isto porque todos somos criaturas queridas e amadas por Deus, chamados a desenvolver a centelha divina existente em cada um de nós, contribuindo sempre para o desenvolvimento humano e o cuidando de nossa casa comum. Por isso, olhar para as potencialidades existentes em cada pessoa é um chamado importante a despertar em nós. Como bem nos recorda o Papa, fazemos isso inspirados no próprio Senhor que na “jovem de Nazaré viu a mãe de Deus; no pescador Simão, filho de Jonas, viu Pedro, a rocha sobre a qual podia construir sua Igreja; no publicano Levi, entreviu o apóstolo e evangelista; em Saulo, cruel perseguidor dos cristãos, viu Paulo, o apóstolo dos gentios”.

Como vocacionados do Pai e desejosos de ouvir e cumprir sua Palavra em nossa vida, precisamos nos questionar: Deus tem um olhar que sempre alcança a todos, vendo as potencialidades que todos têm, e nós, o que observamos nos irmãos e irmãs que estão ao nosso lado? O que vejo em mim? Será que me deixo alcançar pelo olhar de Deus que sempre nos chama? Estas e outras inquietações são suscitadas em nosso coração para que possamos deixa-lo ser cada vez mais moldado segundo o coração de Jesus, manso e humilde. Portanto, somos todos chamados a deixar-se olhar pelo Senhor e permitir fazer parte do mosaico que Ele mesmo monta com cada um de nós.

Cada um de nós, sendo parte deste mosaico de Deus, temos nosso brilho próprio, somos fundamentais para a construção de algo. Sabemos que cada peça do mosaico é de uma forma diferente, mas quando colocados juntos, podemos vislumbrar a imagem que surge dele. Assim sendo, a imagem que deve surgir da nossa união é justamente a imagem do Cristo, o nosso Bom Pastor. Deixar-se conduzir por Jesus é permitir que o Espírito Santo nos faça um com Ele, é permitir que a brisa suave do Senhor nos una sempre mais. Como bem nos recordou o Papa Francisco: a vocação se realiza, quando cada um de nós, olhados pelo amor misericordioso de Deus, realizamos com nossas vidas um diálogo vivido com profundidade, tornando nossa Igreja cada vez mais ministerial, mais humana e mais parecida com aquilo que o próprio Jesus, por meio do Espírito Santo desejou; temos vários dons, mas um só Espírito. Neste dia mundial de oração pelas vocações, rezemos cada vez mais para que sejamos um e permitamos que o Senhor, Bom Pastor, transforme sempre nossas vidas.

Padre Renato Aparecido Pelisson

O Santuário de Nossa Senhora Aparecida do Norte do Paraná, na Vila Nova em Londrina, fará uma consagração especial da Ucrânia e da Rússia a Nossa Senhora, de modo particular ao Imaculado Coração de Maria. A oração é um pedido do Papa Francisco que, por meio da Santa Sé, enviou ofício pedindo que as dioceses pelo mundo consagrem à Mãe de Cristo os dois países, em guerra no leste europeu. A oração de consagração também foi enviada pelo Vaticano e será realizada na próxima sexta-feira (25), durante todo o dia. A oração do Santo Padre será às 17h locais (13h pelo horário de Brasília).

O padre Rodolfo Trisltz, pároco e reitor do Santuário, ao atender o pedido do Papa Francisco, realizará a oração de consagração no final da missa penitencial, que tem início às 5h30, na sexta-feira (25). “Os esforços do Papa têm sido no sentido de pedir paz no mundo, além de consagrar os países em guerra a Nossa Senhora, para que as pessoas e populações deixem de sofrer, de serem forçadas a sair de casa e deixem de morrer”, ressalta o sacerdote. O Santuário realiza a missa penitencial durante o período da Quaresma e, logo após a celebração, procissão e oração do terço.

Aparição de Fátima

A mesma consagração que o Papa Francisco e o mundo farão também será realizada em Fátima, Portugal, pelo cardeal Konrad Krajewski. É que o pedido está diretamente relacionado a essa aparição mariana, no dia 13 de julho de 1917. Um dos pedidos de Nossa Senhora era a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração, dizendo que, se este pedido não fosse atendido, a Rússia espalharia “seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. (…) Os bons serão martirizados, o Santo Padre sofrerá muito, várias nações serão destruídas”.

Depois da aparição de Nossa Senhora de Fátima, várias consagrações da Rússia foram realizadas. Entre elas, pelo Papa Pio XII, em 31 de outubro de 1942 e em 7 de julho de 1952; por Paulo VI, em 21 de novembro de 1964; e pelo Papa João Paulo II, em 7 de junho de 1981, repetido em Fátima em 13 de maio de 1982 e em 25 de março de 1984, na Praça São Pedro. O último segredo de Fátima só foi revelado no ano 2000 e, na ocasião, a Santa Sé confirmou que a última consagração, em 1984, havia, de fato, sido confirmada pela própria irmã Lúcia, a quem a Virgem apareceu, como um ato de consagração solene e universal que correspondia ao que Nossa Senhora pedia.

CNBB

Já a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Nunciatura Apostólica realizarão uma missa às 7h, na Capela Nossa Senhora Aparecida, na sede da entidade em Brasília (DF). Quem presidirá a celebração será o bispo auxiliar do Rio Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado. A celebração eucarística será transmitida por emissoras católicas de televisão como Rede Vida de Televisão, TV Aparecida, TV Horizonte, TV Pai Eterno, TV Imaculada, TV Nazaré, TV Evangelizar e pelas redes socais da CNBB.

Santuário Nossa Senhora Aparecida de Londrina

Diante das ameaças de invasão militar que a Ucrânia vem sofrendo por parte da Rússia, o arcebispo da Metropolia Católica Ucraniana São João Batista em Curitiba, dom Volodemer Koubetch, faz um apelo para que as Igrejas Católicas do Brasil – do rito latino e dos ritos orientais – se unam em oração pela paz no Leste Europeu, especialmente na Ucrânia. 

 

Desde 2014, a Ucrânia vive uma situação conflituosa com a Rússia, o que já resultou em mais de 14 mil mortos. O arcebispo recorda que mais de meio milhão de brasileiros são descendentes ucranianos e muitos têm família na Ucrânia, por isso essa é uma questão que também diz respeito ao Brasil, como país e como Igreja.

 

Dom Volodemer Koubetch

Dado que dia 22 de janeiro se comemora o “Dia da Unificação da Ucrânia”, dom Volodemer sugere que nos dias 22 e 23 de janeiro, nas celebrações da Santa Missa, seja colocada a intenção de um fervoroso pedido de unidade, prosperidade e paz, em apoio à independência da Ucrânia e para impedir uma nova invasão russa. A carta do arcebispo foi enviada para todas as paróquias da Arquidiocese de Londrina. Abaixo, segue a carta na íntegra:

 


Às Igrejas Católicas no Brasil: do rito latino e dos ritos orientais
PEDIDO DE ORAÇÃO PELA PAZ NA UCRÂNIA

 

Em solidariedade ao povo e nação ucraniana e à Igreja que sofre na Ucrânia, tanto a Latina quanto a Bizantina, em nome da Metropolia Católica Ucraniana São João Batista, com sede em Curitiba (PR), e também da Representação Central Ucraniano Brasileira, encabeçada pelo Dr. Vitório Sorotiuk, venho humildemente solicitar a todas as Igrejas Católicas no Brasil – a latina e as orientais melquita, maronita, armena e a própria Igreja Católica Ucraniana – congregadas na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a orarem pela paz no Leste Europeu e, principalmente, na Ucrânia.

 

Desde 2014, a Ucrânia padece com a ocupação ilegal da Crimeia e com a guerra de agressão nas províncias do leste ucraniano de Donetsk e Luhansk. Esta guerra já custou à Ucrânia mais de 14.000 mortos, mais de 30.000 feridos e 1,5 milhão de deslocados internos. Há vários meses, a Rússia está novamente ameaçando uma nova invasão do território soberano ucraniano para restabelecer seu antigo império de dominação, escravidão e morte.

 

Os ucranianos fazem parte da nação brasileira. Mais de meio milhão de brasileiros são descendentes de ucranianos e tem suas famílias na Ucrânia, sob a ameaça russa. A questão ucraniana é também um assunto do Brasil, como país e como Igreja. O Brasil é uma nação democrática, hospitaleira, multicultural, solidária e cristã, cujo povo sempre demonstrou enorme solidariedade diante dos sofredores e atuou exemplarmente em frentes humanitárias.

 

22 de janeiro é o Dia da Unificação da Ucrânia, uma ocasião apropriada para intensificar o humanismo e a solidariedade. Diante da situação dramática vivida pelos nossos irmãos e irmãs ucranianos, peço que nos dias 22 e 23 de janeiro, nas celebrações da Santa Missa, seja colocada a intenção de um fervoroso pedido de unidade, prosperidade e paz, em apoio à independência da Ucrânia e para impedir uma nova invasão russa.

 

Confiante na força da oração, agradeço e peço que a bênção e a paz de Deus alcancem os vossos corações.

 

Dom Volodemer Koubetch
(Arcebispo da Metropolia Católica Ucraniana São João Batista)

 

Padre Valdecir Badzinski
(Secretário executivo da CNBB Sul 2)

O Santuário Nacional de Aparecida vai representar o Brasil na “maratona” de oração convocada pelo Papa Francisco pelo fim de pandemia durante o mês de maio. Esta jornada de oração envolverá 30 santuários marianos do mundo. Hoje, dia 6 de maio, a partir das 11h, a oração do terço será rezada nesta intenção na Basílica de Aparecida (SP). A iniciativa está sendo realizada à luz da expressão bíblica: “De toda a Igreja subia incessantemente a oração a Deus” (At 12,5). “Rezar com o Papa Francisco é rezar com a Igreja. Num gesto de eclesialidade e comunhão com o Santo Padre, o Santuário Nacional se une às famílias enlutadas. Só existe luto onde houve amor. Com esperança e fé recorremos à proteção da Santa Mãe de Deus, pelo fim da pandemia”, afirma o reitor da Basílica de Aparecida, padre Eduardo Catalfo.

 

O momento oracional será transmitido ao vivo pelas redes sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pelas redes sociais do Santuário Nacional (Facebook e YouTube), TV Aparecida, TV ao Vivo no A12 e Aplicativo Aparecida. Os canais oficiais da Santa Sé vão exibir a celebração às 13h, com tradução ao português, no horário de Brasília, 18h de Roma.

 

O templo que abriga a Imagem da Padroeira do Brasil vai se unir a um conjunto de 30 santuários dedicados à Virgem Maria em todo o mundo, que ao longo do mês de maio, elevarão preces pelo “término do contágio da Covid-19 e pela retomada das atividades sociais e do trabalho”, conforme destaca a nota emitida pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, organizador do evento a nível mundial. A jornada de orações tem como tema em todos os santuários a expressão bíblica: “De toda a Igreja subia incessantemente a oração a Deus” (At 12,5).

 

Além das intenções gerais, a celebração em Aparecida também rezará pelos jovens. Eles terão participação ativa na cerimônia, realizando as orações que compõem o terço. A cerimônia será presidida pelo arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes. As canções serão executadas por músicos do Projeto de Educação Musical do Santuário de Aparecida (PEMSA), um dos projetos sociais mantidos pelo Santuário Nacional.

 

Por orientação do Vaticano, a celebração será aberta aos fiéis que desejarem participar de forma presencial no interior da Basílica. Porém, as vagas no interior do templo serão restritas a capacidade atual do local, limitada a apenas dois fiéis por banco.

 

O ingresso será feito próximo à Capela da Ressurreição, na Esplanada São João Paulo II. No local, é realizada uma triagem com aferição de temperatura corporal e higienização das mãos. Só é permitida a entrada com uso de máscara, que deve ser utilizada durante todo o rito e em todo o complexo de acolhida.

 

Início da Jornada de Oração em Roma

O próprio Papa quem abriu o calendário de orações no último sábado, 1º de maio. O pontífice rezou na Capela Gregoriana da Basílica de São Pedro, diante de um ícone da Virgem Maria, venerado na Basílica Vaticana desde o século VII.

 

No final do Terço o Santo Padre proferiu uma oração da qual transcrevemos um trecho: “Sob vossa proteção buscamos refúgio, Santa Mãe de Deus, na dramática situação atual, carregada de sofrimentos e angústias que oprimem o mundo inteiro, recorremos a Vós, Mãe de Deus e nossa Mãe, refugiando-nos sob a vossa proteção. Ó Virgem Maria, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos nesta pandemia do coronavírus e confortai a quantos se sentem perdidos e choram pelos seus familiares mortos e, por vezes, sepultados de uma maneira que fere a alma”.

 

Na ocasião, Francisco abençoou terços que serão enviados aos trinta santuários diretamente envolvidos na ação. Sendo que uma parcela deles será destinada ao Santuário de Aparecida, como presente do chefe da Igreja Católica ao maior centro de peregrinação do Brasil. Bergoglio também encerrará o calendário de preces rezando nos Jardins do Vaticano no dia 31 de maio. Os detalhes desta cerimônia ainda serão definidos e informados pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

 

CNBB

Dia Mundial de Oração pelas Vocações tem como lema: ‘E prostrando-se o adoraram… e lhe ofereceram presentes” (Mt 1,11-12)

 

A Igreja celebra no quarto Domingo da Páscoa, próximo dia 25 de abril, o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, quando as comunidades paroquiais e diocesanas do mundo todo se unem para suplicar a Deus o dom de santas vocações. “Este significativo encontro anual tem por objetivo favorecer a construção de uma cultura vocacional tanto na ação pastoral como na vida de oração dos fiéis, sentindo com a Igreja a necessidade de uma resposta urgente ao Senhor da Messe”, explica o seminarista Emanuel Pereira Rosa, assessor do Serviço de Animação Vocacional (SAV).

 

Com o lema retirado da passagem do Evangelho de Mateus quando os Magos visitam o Menino Jesus em Belém: “E prostrando-se o adoraram … e lhe ofereceram presentes” (1,11-12), neste ano de São José, os fiéis são convidados a oferecer aquilo que de graça receberam: sua vocação. “Veio de Deus e para Ele deve retornar. Teremos sempre, assim como Nosso Senhor, seu pai adotivo ao nosso lado, guardando nossa vocação, destaca Emanuel.

 

Por meio da oração, continua o seminarista citando a mensagem do Papa Francisco para este dia, somos orientados a Cristo, “nosso ‘ouvido interior’ é aguçado para, assim como o guardião da Sagrada Família, sair de nós mesmos e viver as aventuras da vocação.”

 

A programação arquidiocesana do Dia Mundial de Oração pelas Vocações será na Catedral de Londrina, a partir das 14h. Até as 17h vários grupos (padres, diáconos, famílias, religiosos e seminaristas) farão Adoração Eucarística. Às 18h a Santa Missa encerra as atividades. Devido aos protocolos sanitários vigentes, a participação presencial será limitada. A programação é uma parceria do SAV, Conferência dos Religiosos do Brasil (CBR) Núcleo de Londrina e Setor Família.

 

Nas comunidades, padres, lideranças e fiéis são convidados a rezar uma dezena do Terço pelas vocações antes da missa dominical.

 

Dia de Oração

O quarto Domingo da Páscoa foi instituído pelo Papa São Paulo VI como o Dia Mundial de Oração pelas Vocações em 1964. A Igreja de Cristo reza nesta data litúrgica pelas vocações sacerdotais e religiosas, sem esquecer da sua nascente biológica: a família. “A palavra dirigida aos Gálatas – conclui o seminarista – é atualizada entre nós: ‘Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher, pois todos vós sois um só em Cristo Jesus’ (Gl 3,28)”.

 

Juliana Mastelini Moyses
Pascom Arquidiocesana

No próximo sábado (17), a partir das 17h30, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, na Vila Nova em Londrina, vai rezar pelas vocações, em especial as sacerdotais. No local, o Serviço de Animação Vocacional da arquidiocese realizará a oração do terço e, em seguida, participará da missa, às 18h30. O objetivo é incentivar a cultura vocacional. A participação é aberta à comunidade, que deverá respeitas os protocolos de saúde: uso obrigatório de máscaras, distanciamento social e álcool em gel.

 

“Será um momento de oração por todas as vocações: matrimonial, religiosa e sacerdotal. Rezaremos o Santo Terço nesta intenção. De forma especial, pelas vocações sacerdotais, por isso que os seminaristas da etapa inicial estarão presentes”, explica Emanuel Pereira Rosa, seminarista do primeiro ano de Teologia e Assessor do Serviço de Animação Vocacional na Arquidiocese. De acordo com ele, é preciso atender a um pedido do papa Francisco e dos bispos do Brasil: fomentar a cultura vocacional.

 

“Essa cultura vocacional deve começar da oração e se encarnar na realidade pastoral de nossas paróquias”, diz Emanuel. O santuário foi escolhido por ser mariano. “Queremos confiar à Santa Mãe de Deus nossas súplicas, para que, como ela, em nossa Arquidiocese, haja um povo que diga sim ao chamado que o próprio Cristo lhes faz”, ressalta. Segundo o seminarista, é muito importante rezar pelas vocações e realizar atividades como essa. “Rezar pelas vocações sempre terá a máxima importância, pois, o próprio Jesus nos disse: ‘Pedi ao Senhor da Messe’. Portanto, pedimos, desta vez com a comunidade do santuário, para que nesta comunidade também haja corações disponíveis ao Senhor.”

 

Se alguém hoje quiser ser padre deve entrar em contato com o Serviço de Animação Vocacional (SAV), diretamente, pelas redes sociais (<Facebook> e <Instagram>)ou por meio do encaminhamento do pároco. Os jovens que desejarem participar das experiências vocacionais podem entrar em contato pelo telefone: (43) 3341-1080, no Seminário Paulo VI.

 

Santuário Nossa Senhora Aparecida

Foto: cathopic

Prezados irmãos presbíteros, diáconos permanentes, religiosas e religiosos, leigos e leigas da nossa Igreja Particular de Londrina.

 

O arcebispo Dom Geremias Steinmetz realizou, ontem (21/12), um procedimento de cateterismo, que acusou a obstrução de 70% de uma de suas artérias coronárias. Por esta razão, ele ficou na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de ontem para hoje. E hoje (22/12), às 11h30 da manhã, realizou um segundo procedimento e colocou um stent no seu coração.

 

Dom Geremias está internado no Hospital Araucária, consciente e bem. Agradece as orações e pede a sua oração para que a sua recuperação seja pronta.

 

Por ordem médica, ele ficará uma semana de repouso na residência dele. Ali, o padre Alexandre Alves Filho será a nossa ponte de comunicação. Vamos dar esses dias para que o bispo descanse mesmo. Se alguém precisar de alguma coisa urgente pode contar comigo, ou se precisar de alguma outra comunicação ou saber como o bispo está, pode comunicar-se com o padre Alexandre.

 

O padre Humberto Lisboa, responsável pelo Lar Sacerdotal, amanhã irá até o hospital para levá-lo para casa.

 

Um grande abraço e qualquer coisa entrarei em contato com vocês.

Padre Rafael Solano
Vigário Geral da Arquidiocese de Londrina

 

Escute o áudio do Pe. Rafael Solano

 

 

Download App Arquidiocese de Londrina

O Papa Francisco reza nesta sexta-feira, às 18h de Roma, 14h pelo horário de Brasília, elevando orações a Deus diante das ameaças da pandemia causada pelo novo coronavírus. A intenção é responder à pandemia com a universalidade da oração, da compaixão e da ternura.

 

“Permaneçamos unidos. Façamos com que as pessoas mais sozinhas e em maiores provações sintam a nossa proximidade”, disse Francisco. O momento poderá ser acompanhado pelas redes sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e emissoras de rádio e televisão de inspiração católica e será oportunidade de receber indulgência plenária concedida pelo Papa.

 

De acordo com comunicado da sala de imprensa da Santa Sé, a oração do Santo Padre será concluída com a Bênção Eucarística que será concedida “Urbi et orbi” (à cidade e ao mundo) através dos meios de comunicação. “A todos aqueles que se unirão espiritualmente a este momento de oração através da mídia será concedida a indulgência plenária de acordo com as condições estabelecidas no recente decreto da Penitenciária Apostólica”.

 

“Ouviremos a Palavra de Deus, elevaremos a nossa súplica, adoraremos o Santíssimo Sacramento, com o qual ao término darei a Bênção Urbi et Orbi (à cidade de Roma e ao mundo), a qual será acompanhada a possibilidade de receber a indulgência plenária”, disse Francisco no último domingo durante a oração do Angelus.

 

Sobre a indulgência plenária, o texto da Penitenciária Apostólica, publicado no dia 20 de março, prevê, entre outras indicações, que fiéis enfermos com coronavírus, profissionais de saúde, familiares e ‘todos aqueles que, a qualquer título, cuidam deles, até mesmo com a oração” poderão lucrar a indulgência ao recitar o Credo, o Pai-Nosso e uma oração a Maria.

 

Além de elevar a súplica a Deus, Francisco faz um chamado à unidade e à proximidade aos médicos, profissionais da saúde, enfermeiros e enfermeiras, voluntários, às autoridades “que devem tomar medidas duras, mas para o nosso bem”. Também aos policiais e aos soldados. “Proximidade a todos”.

 

O Decreto da Penitenciária Apostólica sobre Indulgência Plenária em tempo de coronavírus

 

 

CNBB

Fiéis do mundo todo acompanharam a missa presidida pelo Papa Francisco nesta manhã na Capela da Casa Santa Marta, ao vivo pelo Facebook do Vaticannews. Foto: Divulgação

Vivemos tempos que exigem cuidado e recolhimento. Igrejas fechadas, missas, celebrações e encontros cancelados. Precauções tomadas em todo país e no mundo para se evitar que o Covid-19 se alastre ainda mais. Por outro lado, é também momento de redobrar as orações. E nesse sentido a internet se tornou uma forte aliada.

 

Inúmeras paróquias da arquidiocese estão transmitindo suas missas privadas ao vivo diariamente pelos meios de comunicação (confira os horários aqui). Nesta manhã de sexta-feira, 20 de março, o Santíssimo ficou exposto para adoração na Catedral Metropolitana de Londrina, os fiéis puderam fazer a oração e acompanhar pelo Facebook da Catedral. 

 

Na quinta-feira, 19, dia de São José, o Papa Francisco convidou o mundo todo a rezar junto o Santo Terço, às 21h, horário de Roma, 17h horário do Brasil. No dia anterior, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convocou os brasileiros para rezarem o Terço da Solidariedade e da Esperança, às 15h30, com transmissão ao vivo por todas as emissoras de rádio e de TV de inspiração católica do país.

 

Iniciativas como estas continuam a se multiplicar diariamente e, em tempos de distanciamento social, unir os fiéis. Em proporções menores, membros de grupos, pastorais, serviços e

Reunião do Grupo Bíblico de Reflexão online através do aplicativo Zoom. / Foto: Divulgação

movimentos também estão se adaptando para que suas atividades não parem. Trazemos aqui alguns exemplos.

 

O Grupo Bíblico de Reflexão (GBR) da Capela São Domingos Sávio, Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, Decanato Centro, fez sua reunião on line. O grupo é composto por quatro famílias que se reúnem todas as quartas-feiras na casa de alguém. “Ficamos pensando como faríamos a partir desta semana e surgiu a ideia de fazer pelo aplicativo Zoom. Fizemos o encontro 7 do livrinho dos profetas. Foi um experiência muito bacana. Todo mundo até prestou mais atenção na reunião, todo mundo estava cada um no seu lugar, com as crianças no ambiente delas mesmo, as crianças ficaram até mais à vontade e os pais também”, conta a participante, Luciene Alves Vieira Ribeiro.

 

Luciene conta que o grupo continuará com as reuniões on-line e recomenda aos que puderem. Além do aplicativo Zoom, existem outras possibilidades, como o Skype, o FaceTime, Google Hangout.

 

 

 

Camila faz a catequese com os filhos em casa a partir dos materiais indicados pela catequista. / Foto: Divulgação

Catequese domiciliar

Com a suspensão da catequese, Camila Ziober Raymundi, da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, seguiu as orientações da catequista e fez a catequese com o filho em casa. Camila, que tem dois filhos, já tem o costume de fazer atividades junto com eles em casa.  “A [catequista] Raissa passou as atividades, isso ajudou bastante para orientar o que veriam nesta semana. Sentei com ele, avisei que vamos ter essa rotina, ele adorou. Acho muito importante ter uma rotina [neste momento] para a criança não estranhar”, destaca Camila.

 

Segundo a mãe, é uma caminhada dia a dia de acompanhamento e leitura da Palavra de Deus com as crianças. “A gente está passando por um momento que ninguém esperava, tudo está acontecendo muito de repente. É uma angústia, mas a gente tem que ter fé e passar isso para as crianças. A gente tem que dar o primeiro passo, é a nossa realidade agora, mas não podemos deixar de fazer as coisas”, conclui Camila.

 

Grupo de Oração à distância 

Nos grupos de oração Yahweh Shammah, da Paróquia Imaculada Conceição, Poço de Jacó, da Capela São José Marello, e Paz na Terra, da Catedral, a tradicional reunião desta semana foi transmitida exclusivamente pela internet, com participação apenas de um pregador, músico e uma pessoa para operar a transmissão pela internet.

O grupo Yahweh Shammah fez a reunião sem a participação de pública e transmitiu pelo facebook. / Foto: Divulgação

 “São três servos no total, um da pregação, um da música e uma pessoa para gravar. Fazemos todo ciclo carismático, respeitando nosso movimento. Os servos estão também de suas casas intercedendo e partilhando nas mídias o que estão sentindo durante o momento da oração”, contou Amanda Poliane Silva, do Grupo Yahweh Shammah. Transmissões pelo link: facebook.com/go.yahwehshammah/.

 

Para Rafael Constâncio Farias, do ministério de Comunicação do Grupo Poço de Jacó, foi uma alegria, mesmo sem a reunião presencial, atingir tantos lares. “Como o Papa Francisco indica, podemos usar as mídias sociais como aliadas para a evangelização, principalmente num período tão importante como o que estamos vivendo. Estamos certos que, com o poder da oração, enfrentaremos e venceremos mais esta batalha. E logo retornaremos a nossas atividades normais”, conclui Rafael. Transmissões do Grupo Poço de Jacó pelo link: https://www.facebook.com/pocodejaco.londrina.1.

 

A transmissão ao vivo do grupo Paz na Terra, da Catedral, já era uma vontade antiga,

Grupo Paz na Terra da Catedral fez sua primeira transmissão ao vivo. / Foto: Divulgação

 mas que ainda não tinha sido colocada em prática. “Diante dessa situação veio a necessidade de fazer de forma diferenciada. O nosso grupo conseguiu uma capela e de acordo com a escala foi feita a transmissão ao vivo. Tivemos mais de mil visualizações, com pessoas de outras cidades e estados assistindo e compartilhando. Os membros do nosso grupo estavam todos em suas casas acompanhando e convidando outras pessoas”, conta Oscar Filla. 

 

 

Reflexões por e-mail

Os casais das Equipes de Nossa Senhora costumam fazer, todos os meses, o estudo de um capítulo de um livro escolhido pelo movimento, responder um questionário e discutirem em grupo as reflexões a partir do livro. “Como neste mês não foi possível fazer a reunião, optamos por mandar as respostas por e-mail para todos os casais. É diferente, quando você está junto existe mais diálogo, o olhar, um complementa o que o outro falou, esclarece dúvidas. Mas o momento exige isso e foi uma boa alternativa. Todos temos que seguir as orientações, agora não é hora de se reunir, depois que esse período passar voltamos ao normal”, contou Lucimara Lima Ruffini, das Equipes de Nossa Senhora.

 

Juliana Mastelini Moyses
Pascom Arquidiocesana

Os novos desafios exigem de nós cristãos novas formas de vivenciar nossa fé como corpo de Cristo, como Igreja e participar do Senhor Jesus com novas formas adaptadas à realidade presente. Nossa história de fé já passou por momentos críticos e respostas foram dadas em períodos conturbados, não é a primeira vez em que a comunhão espiritual se faz necessária.

(Clique aqui para acessar Manual sobre a Comunhão Espiritual).

 

Vale à pena lembrar que as celebrações eucarísticas não foram suprimidas, ao contrário, foram intensificadas! Os sacerdotes estão celebrando diariamente por todos e cada um dos cristãos garantindo assim a comunhão sacramental no corpo de Cristo. Renovando a vitalidade e a força da presença de Cristo no mundo. Por outro lado, configurados com Cristo Bom Pastor atualizam sua vocação e participam mais intimamente do sacerdócio de Cristo.

 

O jejum eucarístico imposto pelas circunstâncias nos remete ao deserto, praticamente uma quaresma para todos, sem exceção. O Senhor Jesus foi guiado pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo demônio, pela falta de pão, nos diz a Sagrada Escritura. Nesta travessia seu espírito foi fortalecido e descobriu forças em si mesmo que futuramente o auxiliariam no seu ministério.

 

O jejum eucarístico nos ajuda a vencer demônios acomodados e nutridos em nós, enraizados, a começar pelo famoso e idolatrado egoísmo, a mentalidade egoísta, a autossuficiência com os quais levamos nossas vidas acreditando estar ganhando o mundo, vitoriosos, mas sem perceber estamos percorrendo um caminho contrário ao Evangelho. Às vezes somos individualistas inclusive na nossa maneira de orar, de cultuar Deus, de nos relacionar com Ele, de viver nossa espiritualidade, mas não foi isso que Jesus nos ensinou.

 

Este tempo é um chamado para a quarentena no deserto pessoal, um chamado para a comunhão espiritual como uma verdadeira forma de encontro com o Senhor. A comunhão espiritual é uma graça recebida por aquele que a deseja de coração sincero e que se encontra impossibilitado de participar sacramentalmente da eucaristia.

 

Pela comunhão espiritual eu permito a entrada de Cristo em meu coração, abrindo meu ser inteiro à sua presença e ação transformadora, restaurando minha saúde espiritual, permitindo o Bom Pastor cuidar de mim, das minhas feridas, mágoas, permitindo o Espírito Santo penetrar em todos os cantos do meu ser.

 

Importante ter consciência de que existem várias maneiras de comunhão com Deus. A comunhão espiritual é uma forma de antecipação da comunhão sacramental. Participar da missa pelos meios de comunicação me fazem estar em comunhão com a Igreja orante. Na Exortação Apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, sobre o amor na família n. 297 o Sumo Pontífice dirigindo-se àqueles impedidos de comungar: “… compete à Igreja revelar-lhes a pedagogia divina da graça nas suas vidas e ajudá-las a alcançar a plenitude do desígnio que Deus tem para elas, sempre possível com a força do Espírito Santo.”

 

Nesta mensagem extraordinariamente pastoral o Papa contempla situações nas quais as pessoas por circunstâncias diversas se encontram em situação de contingência. Na esperança de um dia participar da plenitude dos sacramentos na Igreja. Prevendo fatores que podem limitar a capacidade da decisão, impedindo a pessoa por motivos alheios à sua vontade de aceder ao sacramento. Esforço este por ajudar a cada um a encontrar a sua própria maneira de participar na comunidade eclesial para que se sinta objeto de uma misericórdia ‘imerecida, incondicional e gratuita’. Como membros vivos do Corpo de Cristo, sentem a Igreja como uma mãe que cuida de cada um dos seus filhos com carinho e os anima no caminho da vida e do Evangelho.

 

Vários santos fizeram uso e recomendaram a comunhão espiritual: Santo Tomás de Aquino, São João Maria Vianney, Santo Afonso Maria de Ligório, Santo Antonio Maria Claret, Santa Teresa de Jesus, São Maximiliano Kolbe, São João Paulo II entre outros, esclarecendo sua natureza: falar para Jesus Cristo o quanto queremos recebê-lo em nossas vidas, fazer em nós um sacrário de amor. É diferente da comunhão sacramental na que consumimos seu corpo; tem mais a ver com um ato de desejo, que efetivamente contribui para alimentar a fome de Deus em nós, que nos prepara na esperança de celebrar e comungar Cristo vivo e presente na Eucaristia já que acreditamos na sua Palavra: “Isto é o meu Corpo”.

 

O convite do Papa Francisco

A todos os que estão longe e acompanham a Missa pela internet, pelas redes sociais e pela televisão, o Papa Francisco convidou a fazer a comunhão espiritual. Reze com o Papa esta oração:

 

Pe. Oscar A. Londoño 
Paróquia São João Batista – Guaravera
Paróquia São Luiz Gonzaga – São Luiz