A Revista Comunidade deste mês de dezembro fala da alegria do Natal vivido em comunidade. Nossas paróquias e capelas estarão com as portas abertas para receber seus fiéis. Viver em comunidade é um dos fundamentos da vida cristã. E, por isso, viver o Natal assim reforça a alegria da Boa Nova de Cristo. Na matéria de destaque “Juntos Novamente”, frei Wainer dá dicas para viver bem a chegada do Menino Jesus. Conheça também a experiência da novena na praça na Paróquia Rainha do Universo. Esse e outros assuntos você lê na Revista Comunidade, acesse o link: https://online.fliphtml5.com/kwrbk/hnet/#p=1

 

Boa leitura e feliz Natal!

 

Símbolos utilizados na religião católica transmitem significados universais. Conheça os significados dos símbolos do Advento

 

No domingo, a Igreja deu início ao primeiro tempo do Ano Litúrgico, o Advento. Esse período é reservado para que os cristãos se preparem para acolher o Menino Jesus na grande festa do Natal e, mais do que isso, para que estejam atentos e vigilantes para a segunda vinda de Jesus Cristo, no juízo final. Para isso, as paróquias preparam o ambiente e os rituais de forma com que a comunidade consiga aproveitar o momento da melhor maneira.

 

Para contribuir com a construção desse ambiente, os símbolos são muito utilizados, pois são representações cheias de significados, e que transmitem convicções e valores, fortalecendo a identidade de um povo sem, necessariamente, utilizar a linguagem verbal. É muito comum, por exemplo, que a cruz tenha um mesmo significado para cristãos de diferentes lugares.

 

O diácono e professor da História da Igreja, Geraldo Luiz de Souza, explica que a palavra símbolo significa “aquilo que une, aquilo que dá sentido”, contrariando a palavra diábolo que é o que divide.

 

Você já deve ter percebido que as cores, símbolos e até mesmo as músicas que compõem as celebrações mudam ao longo do ano, de acordo com cada tempo e, nas celebrações do Advento não é diferente, e cada elemento é inserido propositalmente, cada um com um significado e intenção. Mas quais são os símbolos e ações simbólicas desse tempo de preparação e qual a importância deles?

 

Os símbolos no Advento

O diácono Geraldo divide os símbolos em três categorias: os litúrgicos, os religiosos e os antropológicos e define como litúrgicos os que são indispensáveis para a realização da celebração; os religiosos, os que não são necessários, mas agregam na produção de sentidos e significados; já os antropológicos são símbolos que não pertencem apenas ao cristianismo. 

 

No Advento, assim como em todos os tempos do Ano Litúrgico, os elementos são mais do que uma composição de decoração, eles favorecem a criação do clima que o momento exige, além de carregarem diversos significados. Os principais desse tempo são a ausência do hino do Glória, cor roxa, ornamentação simples (símbolos litúrgicos) e a coroa com seus elementos (símbolo religioso). 

 

 

No Advento, as paróquias preparam o ambiente e os rituais de forma com que a comunidade consiga aproveitar da melhor forma / Foto: Guto Honjo

Ausência do hino do Glória, cor roxa e ornamentação simples

Adota-se essas medidas por ser um tempo de expectativa e vigilância e, por isso, o momento é de discrição, sobriedade e atenção. Com exceção do 3º Domingo do Advento, em que se usa a cor rosa, pois representa a alegria da espera. 

 

 

 

 

A Coroa

A coroa do Advento tem uma vela para cada domingo deste tempo litúrgico / Foto: Terumi Sakai

 

Com origem na religião Luterana, era formada por várias velas pequenas – que simbolizavam os dias da semana – e quatro velas maiores, para os domingos. Foi adotada pela Igreja Católica e usada pela primeira vez no ano de 1925. É envolvida com ramos verdes, uma fita vermelha e, hoje, apenas as velas que simbolizam os domingos permanecem.

 

 

  • Forma circular: simboliza a aliança de Deus com a humanidade e a eternidade;
  • Ramos verdes: formados por galhos de pinheiro, o verde traz o significado de esperança, pois mesmo cortados, os ramos de pinheiros, permanecem verdes por semanas;
  • Velas: Quatro velas são acesas, uma a cada domingo, relembrando que Jesus é a Luz do mundo. Sendo três delas coloridas – podendo ser todas roxas – e para a vela do 3º domingo, também chamado de Gaudete (que significa alegrar-se), usa-se a vela da cor rosa claro por ser um dia de alegria;
  • Fita vermelha: a cor da fita simboliza o fogo, o sangue, a vida e o amor.

 

Outros símbolos podem fazer parte das celebrações ou casas nesse tempo litúrgico como o presépio, as luzes, árvores e ceia de Natal. 

 

Os símbolos para a Igreja 

Na liturgia tudo tem um significado: os gestos do padre, as roupas, os objetos litúrgicos… / Foto: Marcio Eduardo Vendrametro

Para a Igreja Católica, como um todo, os símbolos e ações simbólicas têm papel fundamental e em todas as celebrações é possível perceber a presença deles.  Diácono Geraldo Luiz de Souza, explica que não há liturgia sem símbolos, pois Deus não se revela apenas por meio das palavras. “Os gestos feitos pelo padre, as roupas que ele utiliza, os objetos litúrgicos, todos eles têm um significado”, afirma. 

 

O professor explica ainda que a civilização ocidental é muito focada nos aspectos racionais, mas outras linguagens também podem auxiliar na criação de sentidos e, além de ser mais comum ler com os olhos “nós também ‘lemos’ com o olfato, nós também ‘lemos’ com o nosso paladar, nós ‘lemos’ com a nossa audição, não só de palavras, mas também de sons e música.”

 

Dessa maneira, os símbolos contribuem para que os católicos sejam direcionados para um mesmo sentido, unindo-se em comunidade, com o mesmo propósito, independentemente do local ou idioma que se fale. 

 

O Advento

Celebrado nos quatro domingos que antecedem o Natal, o tempo de preparação e vigilância é também um tempo de espera, da chegada da boa nova. Nas duas primeiras semanas, a liturgia e preparação são direcionadas para a vinda definitiva de Jesus e nas duas semanas seguintes, prepara-se diretamente para a festa do Natal. O diácono Geraldo Luiz de Souza, explica que no século IV o Cristianismo passou a ser uma religião mais aceita no Império Romano e a Festa do Sol, que acontecia no dia 25 de dezembro e era muito popular na cidade de Roma, passou a ser também a festa do nascimento de Jesus, sendo Ele a Luz do mundo. No entanto, a preparação para esse tempo, da maneira que é realizada hoje (quatro semanas se preparando para as duas vindas de Jesus), teve início com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II.

 

Amanda França

Pascom Arquidiocesana

Foto de destaque: Cathopic

Fotos: Guto Honjo, Marcio Eduardo Vendrametro, Terumi Sakai, Pexels

 

Reportagem publicada na edição de Novembro da Revista Comunidade, informativo mensal da Arquidiocese de Londrina. A edição completa pode ser acessada no <link>.

 

Apresentamos a nova edição da Revista Comunidade. Neste mês destacamos os 20 anos da ordenação da primeira turma de diáconos permanentes da Arquidiocese de Londrina, forças essenciais da nossa Igreja.

 

Confira os assuntos desta edição:

•Palavra do Pastor: Festa de Cristo Rei

•Coluna Serva de Deus: O coração da nova missão

•Especial: Diaconato permanente celebra 20 anos na arquidiocese

•Reportagem: Quando a expressão dos sentidos vai além das palavras

•Reportagem: Arquidiocese de Londrina terá hinário litúrgico

•Reportagem: Conscientização é aliada no combate ao câncer de próstata

•Cotidiano: Igreja de Londrina tem cinco novos diáconos transitórios

•Cotidiano: Comunidade de Londrina leva imagem de Nossa Senhora do Rocio a Paranaguá

•Pergunta do Mês: O que significa dizer no Creio: “Desceu à mansão dos mortos?”

 

Boa leitura!

A solenidade de Cristo Rei é uma data muito recente. Foi instituída em 1925 por Pio XI, que a estabeleceu para o último domingo de outubro. Na encíclica Quas primas, o Pontífice declara que esta festividade quer afirmar a soberana autoridade de Cristo sobre os homens e sobre as instituições diante do progresso do laicismo na sociedade moderna. Um texto litúrgico da época o deixava transparecer nestes termos: “a grande família das nações, desagregada pelas feridas do pecado, se submeta ao seu suave império”. Atualmente esta solenidade é interpretada em sentido mais espiritual e escatológico. O mesmo título “Cristo Rei do Universo” alarga a prospectiva do primado de Cristo, registrado no Hino Cristológico de Colossenses 1,12-20.

 

A Reforma Litúrgica pós-conciliar mudou a sua comemoração para o último domingo do Ano Litúrgico e assim a coloca no sentido escatológico que é próprio deste domingo. A Oração Collecta assim expressa: “Faça que cada criatura, livre da escravidão do pecado, te sirva e te louve sem fim”. Apesar de termos esta solenidade em um dia determinado, cada domingo, Dia do Senhor, é uma celebração da realeza de Cristo e proclama sua soberania. Neste sentido, o último domingo do Ano Litúrgico celebra de maneira orgânica aquilo que constitui o núcleo de todas as  celebrações dominicais. Deixa claro também que o Senhor exaltado é o destino final do ano litúrgico e também da peregrinação terrena da Igreja e de seus membros.

 

A centralidade de Jesus Cristo no Mistério de Deus se acentua e se fortalece, com reflexos totalmente próprios e peculiares na liturgia de tal forma que ela é chamada de cristocêntrica. O cristocentrismo da liturgia encontra seu fundamento primeiramente no fato de que Cristo é o sujeito principal do culto que é prestado a Deus. O Mistério de Cristo está particularmente presente e é especialmente operante na Liturgia. Cristo é a primeira realidade litúrgica. A Cristo estão ligadas, para Cristo convergem, de Cristo dependem e recebem eficácia todas as outras realidades litúrgicas.

 

Particular ênfase dessa realidade provém do fato de que Cristo é termo do culto, além de ser sujeito do culto elevado a Deus pela Igreja também é o seu alvo e objetivo. Ele rezou por nós como nosso sacerdote, reza em nós como nosso chefe e nossa cabeça, rezou em nosso lugar como nosso Deus. Desde a mais remota antiguidade a Igreja dirigiu a sua oração a Cristo. Na Santa Missa, inclusive, rezamos: Por Cristo, com Cristo e em Cristo.

 

Jesus Cristo é o centro do Ano Litúrgico. Basta pensar no destaque que se confere neste último à Páscoa semanal, todo domingo, e à Páscoa anual, no sagrado Tríduo Pascal. A grande realidade central da cristologia, a Páscoa de Cristo, recebe assim a máxima evidência na estruturação do Ano Litúrgico. A celebração da Páscoa continua sendo sempre o centro da atenção da Igreja no decorrer do Ano Litúrgico, durante o qual distribui a celebração dos outros mistérios de Cristo, intimamente ligados à sua Páscoa. Todos estes outros mistérios recordam, fazem memória e celebram o único Mistério Pascal de Jesus Cristo. A Ele converge toda a realidade. Por isso, exatamente, a Igreja quis instituir a Festa de Jesus Cristo Rei do Universo.

Dom Geremias Steinmetz
Arcebispo de Londrina

Artigo publicado na Revista Comunidade edição novembro 2021
Foto destaque: Pe. Lawrence Lew

 

Apresentamos a nova edição da Revista Comunidade. Neste mês fazemos um percurso histórico sobre a devoção a Nossa Senhora do Rocio, padroeira do Paraná, cuja imagem está em peregrinação pela arquidiocese. Desde as origens, quando foi encontrada nas redes de pesca de um escravo em 1648, em Paranaguá, até os dias de hoje, quando reúne a maior festa religiosa do sul do país.

 

Confira os assuntos desta edição:

 

•Palavra do Pastor: Festa de Nossa Senhora Aparecida

•Coluna Serva de Deus: Deus escolheu Londrina

•Especial: Do coração de um escravo para o coração de todo Paraná

•Reportagem: Gesto concreto missionário

•Reportagem: Remédio espiritual em tempos de aflição

•Reportagem: Atendendo ao chamado: as etapas de formação de um seminarista

•Pergunta do Mês: Por que Santa Teresinha é considerada padroeira das missões?

 

Boa leitura!

 

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Apresentamos a nova edição da Revista Comunidade. Neste mês destacamos o tema do Mês da Bíblia de 2021: a Carta de São Paulo aos Gálatas.

 

Confira os assuntos desta edição:

 

•Palavra do Pastor: Minha visita ao santuário do Padre Pio

•Coluna Serva de Deus: Senhor, que queres que eu faça?

•Especial: Carta aos Gálatas: Todos vós sois um só corpo

•Reportagem: Perseverança, determinação e compromisso

•Reportagem: Equipes de biossegurança: um cuidado necessário

•Reportagem: Arquidiocese ampara milhares de necessitados na pandemia

•Pergunta do Mês: Maria é mesmo mãe de toda a humanidade?

 

Boa leitura!

 

 

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Lançamos hoje a nova edição da Revista Comunidade, com uma matéria especial sobre a Vocação do Catequista, celebrada no último domingo, dia 29 de agosto. 

 

Confira os assuntos desta edição:

 

  • Palavra do Pastor: A família
  • Coluna Serva de Deus: Madre Leônia e sua opção de vida
  • Especial: Mais que vocação, uma missão
  • Reportagem: Cáritas assume Economia Solidária
  • Reportagem: Os Papas dos últimos tempos
  • Reportagem: Evangelização na América Latina e Caribe
  • Pergunta do Mês: Quando a dor é caso de psicólogo ou de direção espiritual?

Boa leitura!

 

 

Com o avanço da vacinação e do combate à COVID-19 aumenta a expectativa da retomada dos trabalhos pastorais em todas as instâncias da Igreja, especialmente nas paróquias e comunidades, ou seja, na base. Há muitas discussões sobre as características do “novo normal” que está por vir. Como será? O que precisaremos fazer? O povo voltará às Igrejas? Como será a participação? As festas poderão ser realizadas? O que é prioritário no trabalho pastoral? etc. 

No meu modo de ver, deveremos procurar ser sintéticos e apostar mais em trabalhos que sejam, realmente, evangelizadores. A retomada exigirá ousadia e criatividade apostólica. Será preciso planejar para ter clareza e certeza do que deve ser eliminado ou mantido. É necessário ter presente que toda a nossa reflexão pastoral parte da compreensão de que todos respiramos e vivemos a CULTURA URBANA. Ela envolve todos os sujeitos e protagonistas neste tempo pandêmico e pós-pandêmico.

 

No meu modo de ver, deveremos procurar ser sintéticos e apostar mais em trabalhos que sejam, realmente, evangelizadores.

 

Ainda no ano passado, fizemos encontros em que discutimos a atualidade e continuidade do XVII Plano Arquidiocesano da Ação Evangelizadora. A conclusão é que o nosso plano continua com alta porcentagem de validade. Humildemente, diante de realidade tão complexa, digo o que penso e me povoa o coração:

 

1. Cultivo da Iniciação à Vida Cristã – Além da valorização dela na catequese de crianças, adolescentes, jovens, com suas etapas bem definidas, é preciso valorizar a Iniciação à Vida Cristã nas pastorais e nos movimentos, especialmente com os adultos. No anúncio da Palavra é preciso recomeçar com o ensino bíblico simples e profundo, com várias metodologias a fim de proporcionar um encontro pessoal com Jesus Cristo, através da sua Palavra.

Valorizar a experiência do Povo de Deus na Sagrada Escritura com uma boa exegese (o método histórico-crítico, especialmente o Método do CEBI – Centro de Estudos Bíblicos) e ligando o estudo da Palavra, da realidade e a Oração com a Palavra através da Leitura Orante ou a Lectio Divina

O Documento Estudo da CNBB nº 114 alerta: “Em nossos dias, torna-se indispensável estabelecer e fortalecer, em pessoas e comunidades, o vínculo entre a Palavra de Deus e a vida, tornando a ação pastoral cada vez mais alicerçada no contato fecundo com a Sagrada Escritura. É o encontro com o Senhor Ressuscitado que, na força do Espírito, conduz a Igreja, comunidade de discípulos e discípulas, e torna essa grande comunidade sempre mais missionária na vivência e no anúncio da Palavra de Deus” (Introdução).

 A Catequese em Família e a Catequese on-line são expressões de uma novidade nesta área da catequese. O nosso XVII Plano explica o que é a Animação Bíblica de toda a pastoral: é um caminho de conhecimento e interpretação da Palavra, um caminho de comunhão e oração com a Palavra e um caminho de evangelização e proclamação da Palavra. O contato interpretativo, orante e vivencial com a Palavra de Deus não forma necessariamente intelectuais mas forma santos (pg 43).

 

Em nossos dias, torna-se indispensável estabelecer e fortalecer, em pessoas e comunidades, o vínculo entre a Palavra de Deus e a vida, tornando a ação pastoral cada vez mais alicerçada no contato fecundo com a Sagrada Escritura

 

2. Aproveitar as novidades que a pandemia nos trouxe: Este tempo de pandemia nos fez estar presentes nas casas e na vida das pessoas de uma forma nova: por meio das mídias sociais. Já as usávamos como meio de comunicação, de evangelização, de missão e de solidariedade. 

Este tempo acelerou o processo de uso das mídias sociais para reuniões, trabalhos, aulas, missas, etc., tudo on-line. Este caminho deve continuar a ser trilhado.  A Pascom (Pastoral da Comunicação) tornou-se uma pastoral fundamental na vida das dioceses, paróquias e comunidades. É um passo que foi dado e que não poderá retroceder. 

Porém, nossas celebrações voltarão a ser presenciais. Jesus, com seus gestos e palavras, com sua morte e ressurreição, convocou a assembleia do Novo Israel, a Igreja. A Igreja, desde o Novo Testamento, reúne-se em assembleia litúrgica, a cada domingo, para celebrar a memória da morte e ressurreição do Senhor, a Eucaristia.

 O tempo de pandemia vai passar e as nossas assembléias litúrgicas serão centrais para a retomada da vida da Igreja e das comunidades. A valorização do Domingo, com todas as suas características e potencialidades, é um ótimo elemento de evangelização neste tempo em que precisamos reconstruir relações, comunidades e projetos de pastoral.

 

O tempo de pandemia vai passar e as nossas assembléias litúrgicas serão centrais para a retomada da vida da Igreja e das comunidades

 

3. Repensar a questão da Missão, especialmente a necessidade do Querigma: Em muitas situações da evangelização deveremos, realmente, voltar à base e fazer um primeiro anúncio do Evangelho. Reconvocar o povo para a participação nas celebrações, cursos, pastorais, movimentos e Grupos Bíblicos de Reflexão. A boa nova da Ressurreição de Jesus deverá voltar a ecoar em todos os cantos para que as pessoas voltem a se apaixonar por este Mistério da Fé. Jesus Cristo é o grande missionário do Pai, envia, pela força do Espírito, seus discípulos em constante atitude de missão (Mc 16,15), por meio do testemunho e do anúncio explícito de sua pessoa e mensagem. A Igreja é missionária por natureza. 

A missão é o paradigma de toda a obra da Igreja. Penso que somos especialmente convocados neste momento histórico da Igreja e do nosso povo. Talvez esteja readquirindo força a diretriz que estabelecemos: “Estar atento às situações existenciais, psicológicas e de fé das pessoas, em vista da superação do comodismo e individualismo, motivando para a Ação Missionária” (XVII Plano, 39). Os Grupos Bíblicos de Reflexão são um patrimônio histórico da Arquidiocese de Londrina. Mostraram a sua validade como método neste tempo de pandemia e a sua capacidade de se refazer, mesmo que on-line. É preciso continuar investindo neles.

 

A boa nova da Ressurreição de Jesus deverá voltar a ecoar em todos os cantos para que as pessoas voltem a se apaixonar por este Mistério da Fé

 

4. Cuidado com as pessoas e o Serviço de Caridade: Primeiramente precisamos lembrar que devemos “revisitar a opção pelos pobres”.  Viver a solidariedade nova e antiga, porque ela é o coração do evangelho. É tempo de recordar o que nos diz a diretriz do XVII Plano Arquidiocesano: Despertar a consciência crítica das pessoas para que tenham capacidade de discernir e intervir em sua realidade local. Ser comunidades proféticas e comprometidas com a vida da comunidade. 

No tempo da pandemia, consequência da pandemia e da sua má gestão, aumentou muito o número de pobres: famintos, desempregados, sem teto, etc. As comunidades são chamadas a serem uma presença muito concreta no meio destes desafios. 

O XVII Plano Arquidiocesano usa termos próprios, tais como, organização, participação, acompanhamento, motivação, capacitação, etc. Sugere fortemente um conhecimento mais profundo da Doutrina Social da Igreja. 

Como conclusão, podemos repetir a necessidade de fortalecer as pastorais sociais, organismos e serviços aos pobres e vulneráveis. Contudo, é preciso partir para a concretude da ajuda e auxílio aos pobres. A solidariedade pode se expressar na organização das próprias comunidades em vista do auxílio dos pobres e suas iniciativas específicas.

 

As comunidades são chamadas a serem uma presença muito concreta no meio destes desafios. 

 

5. Continuar o trabalho de reestruturação econômica/pastoral da arquidiocese. A boa gestão dos recursos é a bola da vez. Não é apenas questão de economia, mas deve atingir várias áreas da nossa vida: gestão econômica, gestão patrimonial, gestão do tempo, gestão das capacidades das lideranças e colaboradores, gestão dos espaços, etc. 

É um TODO que precisamos repensar. Especialmente cada um precisa repensar como está usando o seu tempo e suas capacidades a serviço do nosso povo e a resposta que está dando aos desafios enormes que se nos apresentam. Uma Igreja em saída começa, justamente, por esta pergunta. De nada adianta termos ótimos Planos se a disposição e entrega pessoal de cada um não é a melhor possível.

 Temos que continuar estudando três pontos que não estão diretamente no XVII Plano Arquidiocesano, mas que foram definidos como básicos para o bom andamento da pastoral: reordenamento geográfico (decanatos, paróquias, etc); gestão financeiro-administrativa; o reordenamento dos instrumentos de participação e deliberação. Continua atualíssimo o nosso Plano de Ação Evangelizadora!

Dom Geremias Steinmetz
Arcebispo de Londrina

 

Artigo publicado na Revista Comunidade edição julho 2021
Foto destaque: Tiago Queiroz

Apresentamos a edição de julho da Revista Comunidade, com uma matéria especial sobre a Serva de Deus Madre Leônia Milito.

 

Confira os assuntos desta edição:

Palavra do Pastor: O 17º plano de pastoral e o pós-pandemia

•Coluna Serva de Deus: A aliança de amor com Jesus

•Reportagem: A alegria de ver os filhos dos seus filhos

•Especial: Madre Leônia, intercedei por nós

•Reportagem: Uma calamidade social chamada desemprego

• Pergunta do Mês: O que significa dizer: Creio na ressureição da carne?

Boa leitura!

 

Confira a nova edição da Revista Comunidade. Neste mês, a matéria de capa traz o testemunho de fiéis que encontraram refúgio no Coração de Jesus e expressam o grande amor ao padroeiro da arquidiocese por meio do Apostolado da Oração.

Artigo do Dom Geremias: Ano “Família Amoris Laetitia”

Coluna Serva de Deus: Por que me escolheu?

Especial: Histórias de devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Reportagem: Chamado às mulheres e aos homens de boa vontade

Entrevista: Evangelização e comunicação

• Pergunta do Mês: O que é e para quê serve o Óbolo de São Pedro?

Boa leitura!

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