
Jovens da Arquidiocese de Londrina buscam viver na prática e a partir dos simples gestos as virtudes que levam a Jesus
É possível buscar e viver a santidade a partir da juventude? Jovens da Arquidiocese de Londrina têm demonstrado com atitudes diárias que sim, que as virtudes, piedade e pureza que levam a Deus podem ser praticadas e irradiadas dos pequenos aos grandes feitos. Um exemplo é Fagner Rodrigues. Foi ainda na infância, motivado pela mãe, que passou a participar da Santa Missa e desde então não parou mais, assumindo responsabilidades na Igreja com o tempo.
“Quando tinha uns 12 para 13 anos entrei para o grupo de adolescentes na paróquia, o Servidores de Cristo, e comecei a participar. Com 15 anos fui chamado para participar do ministério de música. Depois fui para o grupo de jovens no qual fiquei quatro anos, o Arcanjos, coordenei e , na sequência, participei de várias outras frentes relacionadas aos jovens. Fui o primeiro coordenador do Decanato Oeste quando o Setor Juvenil nasceu. Depois veio o grupo Serafins, onde fiquei oito anos”, relembra.
Há dois anos está no projeto Ávido Amor, em que os participantes trabalham a afetividade e sexualidade com base na Teologia do Corpo de São João Paulo II. “Também faço parte da Fraternidade de São João Paulo II, sou consagrado há um ano. Sou casado e participo com a minha esposa e minhas filhas da Comunidade Sara e Tobias, aqui de Londrina. Minha caminhada começou com 12 anos e não pretendo parar até ir para a eternidade”, projeta.
Coordenador do Grupo de Jovens São Francisco de Assis, em Ibiporã, Gustavo Rubim Duarte também teve o incentivo da família para iniciar a caminhada de fé. “Minha avó Rosalina serviu como ministra da eucaristia e minhas tias eram catequistas. Meus pais sempre estiveram na coordenação da capela que fica próxima de casa e estava em todos os eventos que aconteciam. Servi no altar como coroinha nessa capela”, conta.
Mas foi na adolescência que teve um contato mais íntimo com Jesus, tendo uma verdadeira experiência. “Conforme fui crescendo e ficando mais ‘curioso’ tive vontade de querer experimentar o extraordinário. Desde então tenho buscado no ordinário me santificar e tentar que as pessoas ao meu redor queiram o mesmo. Foi por meio do grupo de jovens que despertou essa curiosidade, essa paixão pelo amor que nos amou antes mesmo de nos conhecer”, valoriza o jovem, que está no grupo há seis anos.
MATURIDADE ESPIRITUAL
Nos dois casos, a caminhada nos respectivos grupos de jovens fez diferença para alcançarem a maturidade espiritual que têm hoje. “No começo fui meio obrigado pela minha mãe. Hoje entendo e agradeço o que ela fez por mim. Meu temperamento me faz muitas vezes ser uma pessoa mais fechada e muito introvertida. No grupo aprendi a quebrar essa barreira, ter opinião e defender a fé que vivo”, cita Gustavo. “Tudo que faço na Igreja me ajuda no caminho de santidade e apesar de ser intenso e ocupar boa parte do meu tempo é uma alegria servir e me doar inteiramente a Deus”, frisa Fagner.
Ambos enxergam a santidade como um estilo de vida leve e feliz. “Não há uma pressão interior e sofrimento em deixar as coisas do mundo para viver uma vida casta e sem apegos mundanos. Os jovens de hoje realmente estão querendo ser santos. Claro, aqueles que sinceramente tiveram um encontro extraordinário com Cristo. Muitos estão entregando a vida”, ressalta Fagner, que se prepara para lançar um podcast dedicado a falar sobre a santidade, o Santo Comum, e um clube de camisetas católicas para as pessoas “exalarem” a escolha por Jesus.
“Quando falamos em santidade pensamos em algo impossível de alcançar, pois, quando olhamos a vida dos santos, por exemplo, São Francisco, que abandonou família, riquezas, sentimos que isso é impossível nos dias de hoje. No entanto, vejo muitos jovens dispostos ao serviço da Igreja e sei que a santidade é possível. Nosso maior exemplo é o Beato Carlo Acutis, que vivia anunciando o evangelho e buscando a santidade usando as redes sociais”, cita Gustavo.
CONQUISTA DIÁRIA
Eles lembram que a santidade é uma conquista diária. “Busco a santidade no meu trabalho, na vida cotidiana tentando dar o meu testemunho, lutando contra o pecado todos os dias, buscando os sacramentos, conhecendo mais a nossa Igreja e fortalecendo a fé. Tudo isso com muita oração. Além disso, busco amar as pessoas e respeitar cada uma”, elenca Fagner.
“Busco trazer Deus para o meu cotidiano. Em meu relacionamento busco o namoro santo, tentando fazer com que minha parceira chegue também onde almejo um dia estar, que é o céu. Sempre busco entender mais sobre a nossa fé por meio do catecismo ou de pregações, participo das Missas aos domingos e quando sobra um tempo em outros dias da semana, me confesso”, elenca Gustavo.
Pedro Marconi
Pascom Arquidiocesana
Matéria publicada na Revista Comunidade – edição de janeiro/fevereiro de 2025