Memória litúrgica do santo padroeiro dos jornalistas e escritores, é nessa data que o Papa divulga mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado na Solenidade da Ascensão do Senhor

Na quarta-feira, 24 de janeiro, a Pastoral da Comunicação (Pascom) reúne jornalistas e agentes de pastoral da Arquidiocese de Londrina para celebrar o dia de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas e escritores. A Santa Missa será presidida pelo assessor da Pascom, padre Dirceu Junior dos Reis, às 19h30 na Paróquia Nossa Senhora da Piedade (Rua Pedro Nolasco da Silva, 178 – Jd. Tókio).

A celebração marca o início das atividades do ano da Pascom e as consagra a Deus, bem como pede a intercessão de São Francisco de Sales para todos os agentes de pastoral, jornalistas e escritores da arquidiocese. A missa é realizada anualmente como forma de valorizar a missão dos comunicadores, explica Pedro Marconi, vice-coordenador arquidiocesano da Pascom. “É também um momento de espiritualidade nessa caminhada, já que há muita ação [na Pastoral da Comunicação], mas a espiritualidade também é muito importante”.

No dia de São Francisco de Sales, tradicionalmente o Papa divulga a mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado na Solenidade da Ascensão do Senhor, neste ano em 12 de maio. Na mensagem deste ano, o Papa irá refletir sobre a inteligência artificial e sua aplicação no desenvolvimento humano, com o tema: “Inteligência artificial e sabedoria do coração: por uma comunicação plenamente humana”.

São Francisco de Sales

São Francisco de Sales é um bispo e doutor da Igreja que nasceu na França em 1567, considerado um exemplo de mansidão e amabilidade. Foi declarado padroeiro dos jornalistas e dos escritores pelo Papa Pio XI por seu grande trabalho dedicado à arte da escrita. Tanto que seus livros “Tratado do Amor de Deus” e “Filoteia” ainda hoje influenciam os fiéis católicos e a Igreja. Em sua época, se utilizou de folhetos e todos os meios possíveis para conscientizar os fiéis sobre a doutrina católica. Morreu em 1622.

Indulgência do Presépio na Paróquia Nossa Senhora da Piedade

Dirigindo-se à Paróquia Nossa Senhora da Piedade as pessoas também poderão obter, até o dia 2 de fevereiro, a indulgência plenária por ocasião dos 800 anos da criação do presépio por São Francisco de Assis. Para isso, é necessário seguir as circunstâncias habituais e visitar a paróquia, que é uma das três igrejas de Londrina confiadas a freis franciscanos, e rezar diante do presépio.


Indulgência é a remissão diante de Deus da pena temporal (tempo de purgatório), ainda devida a pecados já confessados e perdoados. Pode-se lucrá-las em benefício próprio ou em favor de falecidos. Para alcançar a indulgência se deve: – Realizar o sacramento da confissão; receber a Eucaristia; rezar nas intenções do Papa; visitar uma igreja sob o cuidado dos franciscanos e rezar diante do presépio.

Serviço:

Missa em honra a São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, comunicadores e escritores

Local: Paróquia Nossa Senhora da Piedade – Rua Pedro Nolasco da Silva, 178 – Jd. Tókio

Data: Quarta-feira, 24/1, às 19h30

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O LIII DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
(2 DE JUNHO DE 2019)

« “Somos membros uns dos outros” (Ef 4, 25):
das comunidades de redes sociais à comunidade humana »

 

Queridos irmãos e irmãs!

Desde quando se tornou possível dispor da internet, a Igreja tem sempre procurado que o seu uso sirva o encontro das pessoas e a solidariedade entre todos. Com esta Mensagem, gostaria de vos convidar uma vez mais a refletir sobre o fundamento e a importância do nosso ser-em-relação e descobrir, nos vastos desafios do atual panorama comunicativo, o desejo que o homem tem de não ficar encerrado na própria solidão.

As metáforas da «rede» e da «comunidade»

Hoje, o ambiente dos mass-media é tão invasivo que já não se consegue separar do círculo da vida quotidiana. A rede é um recurso do nosso tempo: uma fonte de conhecimentos e relações outrora impensáveis. Mas numerosos especialistas, a propósito das profundas transformações impressas pela tecnologia às lógicas da produção, circulação e fruição dos conteúdos, destacam também os riscos que ameaçam a busca e a partilha duma informação autêntica à escala global. Se é verdade que a internet constitui uma possibilidade extraordinária de acesso ao saber, verdade é também que se revelou como um dos locais mais expostos à desinformação e à distorção consciente e pilotada dos factos e relações interpessoais, a ponto de muitas vezes cair no descrédito.

É necessário reconhecer que se, por um lado, as redes sociais servem para nos conectarmos melhor, fazendo-nos encontrar e ajudar uns aos outros, por outro, prestam-se também a um uso manipulador dos dados pessoais, visando obter vantagens no plano político ou económico, sem o devido respeito pela pessoa e seus direitos. As estatísticas relativas aos mais jovens revelam que um em cada quatro adolescentes está envolvido em episódios de cyberbullying.[1]

Na complexidade deste cenário, pode ser útil voltar a refletir sobre a metáfora da rede, colocada inicialmente como fundamento da internet para ajudar a descobrir as suas potencialidades positivas. A figura da rede convida-nos a refletir sobre a multiplicidade de percursos e nós que, na falta de um centro, uma estrutura de tipo hierárquico, uma organização de tipo vertical, asseguram a sua consistência. A rede funciona graças à comparticipação de todos os elementos.

Reconduzida à dimensão antropológica, a metáfora da rede lembra outra figura densa de significados: a comunidade. Uma comunidade é tanto mais forte quando mais for coesa e solidária, animada por sentimentos de confiança e empenhada em objetivos compartilháveis. Como rede solidária, a comunidade requer a escuta recíproca e o diálogo, baseado no uso responsável da linguagem.

No cenário atual, salta aos olhos de todos como a comunidade de redes sociais não seja, automaticamente, sinónimo de comunidade. No melhor dos casos, tais comunidades conseguem dar provas de coesão e solidariedade, mas frequentemente permanecem agregados apenas indivíduos que se reconhecem em torno de interesses ou argumentos caraterizados por vínculos frágeis. Além disso, na social web, muitas vezes a identidade funda-se na contraposição ao outro, à pessoa estranha ao grupo: define-se mais a partir daquilo que divide do que daquilo que une, dando espaço à suspeita e à explosão de todo o tipo de preconceito (étnico, sexual, religioso, e outros). Esta tendência alimenta grupos que excluem a heterogeneidade, alimentam no próprio ambiente digital um individualismo desenfreado, acabando às vezes por fomentar espirais de ódio. E, assim, aquela que deveria ser uma janela aberta para o mundo, torna-se uma vitrine onde se exibe o próprio narcisismo.

A rede é uma oportunidade para promover o encontro com os outros, mas pode também agravar o nosso autoisolamento, como uma teia de aranha capaz de capturar. Os adolescentes é que estão mais expostos à ilusão de que a social web possa satisfazê-los completamente a nível relacional, até se chegar ao perigoso fenómeno dos jovens «eremitas sociais», que correm o risco de se alhear totalmente da sociedade. Esta dinâmica dramática manifesta uma grave rutura no tecido relacional da sociedade, uma laceração que não podemos ignorar.

Esta realidade multiforme e insidiosa coloca várias questões de caráter ético, social, jurídico, político, económico, e interpela também a Igreja. Enquanto cabe aos governos buscar as vias de regulamentação legal para salvar a visão originária duma rede livre, aberta e segura, é responsabilidade ao alcance de todos nós promover um uso positivo da mesma.

Naturalmente não basta multiplicar as conexões, para ver crescer também a compreensão recíproca. Então, como reencontrar a verdadeira identidade comunitária na consciência da responsabilidade que temos uns para com os outros inclusive na rede on-line?

«Somos membros uns dos outros»

Pode-se esboçar uma resposta a partir duma terceira metáfora – o corpo e os membros – usada por São Paulo para falar da relação de reciprocidade entre as pessoas, fundada num organismo que as une. «Por isso, despi-vos da mentira e diga cada um a verdade ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros» (Ef 4, 25). O facto de sermos membros uns dos outros é a motivação profunda a que recorre o Apóstolo para exortar a despir-se da mentira e dizer a verdade: a obrigação de preservar a verdade nasce da exigência de não negar a mútua relação de comunhão. Com efeito, a verdade revela-se na comunhão; ao contrário, a mentira é recusa egoísta de reconhecer a própria pertença ao corpo; é recusa de se dar aos outros, perdendo assim o único caminho para se reencontrar a si mesmo.

A metáfora do corpo e dos membros leva-nos a refletir sobre a nossa identidade, que se funda sobre a comunhão e a alteridade. Como cristãos, todos nos reconhecemos como membros do único corpo cuja cabeça é Cristo. Isto ajuda-nos a não ver as pessoas como potenciais concorrentes, considerando os próprios inimigos como pessoas. Já não tenho necessidade do adversário para me autodefinir, porque o olhar de inclusão, que aprendemos de Cristo, faz-nos descobrir a alteridade de modo novo, ou seja, como parte integrante e condição da relação e da proximidade.

Uma tal capacidade de compreensão e comunicação entre as pessoas humanas tem o seu fundamento na comunhão de amor entre as Pessoas divinas. Deus não é Solidão, mas Comunhão; é Amor e, consequentemente, comunicação, porque o amor sempre comunica; antes, comunica-se a si mesmo para encontrar o outro. Para comunicar connosco e Se comunicar a nós, Deus adapta-Se à nossa linguagem, estabelecendo na história um verdadeiro e próprio diálogo com a humanidade (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Dei Verbum, 2).

Em virtude de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus, que é comunhão e comunicação-de-Si, trazemos sempre no coração a nostalgia de viver em comunhão, de pertencer a uma comunidade. Como afirma São Basílio, «nada é tão específico da nossa natureza como entrar em relação uns com os outros, ter necessidade uns dos outros».[2]

O panorama atual convida-nos, a todos nós, a investir nas relações, a afirmar – também na rede e através da rede – o caráter interpessoal da nossa humanidade. Por maior força de razão nós, cristãos, somos chamados a manifestar aquela comunhão que marca a nossa identidade de crentes. De facto, a própria fé é uma relação, um encontro; e nós, sob o impulso do amor de Deus, podemos comunicar, acolher e compreender o dom do outro e corresponder-lhe.

É precisamente a comunhão à imagem da Trindade que distingue a pessoa do indivíduo. Da fé num Deus que é Trindade, segue-se que, para ser eu mesmo, preciso do outro. Só sou verdadeiramente humano, verdadeiramente pessoal, se me relacionar com os outros. Com efeito, o termo pessoa conota o ser humano como «rosto», voltado para o outro, comprometido com os outros. A nossa vida cresce em humanidade passando do caráter individual ao caráter pessoal; o caminho autêntico de humanização vai do indivíduo que sente o outro como rival para a pessoa que nele reconhece um companheiro de viagem.

Do «like» ao «amen»

A imagem do corpo e dos membros recorda-nos que o uso da social web é complementar do encontro em carne e osso, vivido através do corpo, do coração, dos olhos, da contemplação, da respiração do outro. Se a rede for usada como prolongamento ou expetação de tal encontro, então não se atraiçoa a si mesma e permanece um recurso para a comunhão. Se uma família utiliza a rede para estar mais conectada, para depois se encontrar à mesa e olhar-se olhos nos olhos, então é um recurso. Se uma comunidade eclesial coordena a sua atividade através da rede, para depois celebrar juntos a Eucaristia, então é um recurso. Se a rede é uma oportunidade para me aproximar de casos e experiências de bondade ou de sofrimento distantes fisicamente de mim, para rezar juntos e, juntos, buscar o bem na descoberta daquilo que nos une, então é um recurso.

Assim, podemos passar do diagnóstico à terapia: abrir o caminho ao diálogo, ao encontro, ao sorriso, ao carinho… Esta é a rede que queremos: uma rede feita, não para capturar, mas para libertar, para preservar uma comunhão de pessoas livres. A própria Igreja é uma rede tecida pela Comunhão Eucarística, onde a união não se baseia nos gostos [«like»], mas na verdade, no «amen» com que cada um adere ao Corpo de Cristo, acolhendo os outros.

Vaticano, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2019.

Franciscus


[1] Para circunscrever o fenómeno, será instituído um Observatório internacional sobre cyberbullying, com sede no Vaticano.

[2] Grandes Regras, III, 1: PG 31, 917. Cf. Bento XVI, Mensagem para o XLIII Dia Mundial das Comunicações Sociais (2009).

 

No dia 28 de maio (domingo) celebramos o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Uma grande oportunidade de celebrar nossa convicção em comunicar esperança e confiança em nosso tempo. Nesse sentido, a Pastoral da Comunicação (PASCOM) da Arquidiocese de Londrina convida com carinho todos os padres, religiosos e religiosas e agentes da Pastoral da Comunicação e demais comunicadores para a Missa em Ação de Graças pelo Dia Mundial das Comunicações Sociais neste domingo (28/05) às 18h00 na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora em Londrina.

Nessa celebração também iremos lançar e apresentar o livro: “Homilias de Dom Albano” para que todos possam adquirir.

A presença de todos será motivo de muita alegria e fraternidade.

São Francisco de Sales, rogai por nós e por todos os comunicadores.

Atenciosamente,
Diácono Dirceu Júnior dos Reis
Assessor da PASCOM – Arquidiocese de Londrina

“A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da Boa Notícia.O Espírito Santo semeia em nós o desejo do Reino, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança”. Papa Francisco

Veja na íntegra a  mensagem do Papa Francisco para o 51º dia Mundial das Comunicações Sociais: clique aqui

cartaz albano