O padre Elizeu Bonfim, vigário da Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Km9, e o aspirante ao diaconato permanente, Aldemir Faleiros, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Jd. Igapó, participaram, nos dias 13 e 14 de abril, do 1º Encontro da Pastoral da Ecologia Integral do Regional Sul 2 da CNBB. O evento foi em Guarapuava e contou com a participação de cerca de 60 pessoas de 15 dioceses do Paraná.

Pascom Arquidiocesana

Fotos: Divulgação

“Chamados a semear a esperança e a paz” é o tema proposto pelo Papa Francisco para este ano

No 4º Domingo da Páscoa, neste ano dia 21 de abril, Domingo do Bom Pastor, a Igreja celebra o 61º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Neste ano, o tema proposto pelo Papa Francisco é: “Chamados a semear a esperança e a construir a paz”. Todos os fiéis são convidados a rezar pelas vocações, “de modo particular à oração para implorar do Pai o dom de santas vocações para a edificação do seu Reino: «Rogai ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Lc 10, 2)”, escreve o Papa Francisco.

Por outro lado, Francisco lembra que a oração é feita mais de escuta que de palavras dirigidas a Deus. “O Senhor fala ao nosso coração e quer encontrá-lo aberto, sincero e generoso. A sua Palavra fez-Se carne em Jesus Cristo, que nos revela e comunica toda a vontade do Pai. Neste ano de 2024, dedicado precisamente à oração como preparação para o Jubileu, somos chamados a descobrir o dom inestimável de poder dialogar com o Senhor, de coração a coração, tornando-nos assim peregrinos de esperança, porque «a oração é a primeira força da esperança. Tu rezas e a esperança cresce, avança. Diria que a oração abre a porta à esperança. A esperança existe, mas com a minha oração abro a porta»”.

Na Arquidiocese de Londrina, o Serviço de Animação Vocacional (SAV) preparou um roteiro para a Hora Santa Vocacional a ser celebrada nas paróquias e comunidades. Acesse o roteiro <aqui>.

Peregrinos da esperança

Vivendo a preparação para o Ano Jubilar de 2025, o Papa convida a refletir sobre o tema do jubileu: a esperança. “Caminhamos como peregrinos de esperança rumo ao Ano Santo, para, na descoberta da própria vocação e pondo em relação os diversos dons do Espírito, podermos ser no mundo portadores e testemunhas do sonho de Jesus: formar uma só família, unida no amor de Deus e interligada pelo vínculo da caridade, da partilha e da fraternidade”, escreve Francisco.

Esta é, em última análise, a finalidade da vocação, escreve o Papa: tornar-nos homens e mulheres de esperança. “Como indivíduos e como comunidade, na variedade dos carismas e ministérios, todos somos chamados a «dar corpo e coração» à esperança do Evangelho neste mundo marcado por desafios epocais”.

Por fim, o Papa convoca cada cristãos a se levantar, despertar do sono, sair da indiferença e abrir as grades da prisão “para que possa cada um de nós descobrir a própria vocação na Igreja e no mundo e tornar-se peregrino de esperança e artífice de paz! Apaixonemo-nos pela vida e comprometamo-nos no cuidado amoroso daqueles que vivem ao nosso lado e do ambiente que habitamos. Repito-vos: tende a coragem de vos envolver!”

“Levantemo-nos, pois, e ponhamo-nos a caminho como peregrinos de esperança, para que também nós, como fez Maria com Santa Isabel, possamos comunicar boas-novas de alegria, gerar vida nova e ser artesãos de fraternidade e de paz”, conclui o Papa.

A mensagem completa para o 61º Dia Mundial de Oração pelas Vocações pode ser acessada no <link>.

Juliana Mastelini Moyses
Pascom Arquidiocesana

Foto: Marta Duarte

Após um dia de descanso das sessões de trabalho, a 61ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), retoma as reflexões com o tema da Inteligência Artificial na segunda-feira, 15 de abril. O evento segue até o dia 19 deste mês. A apresentação foi feita pelo presidente da Sociedade Brasileira de Cientistas Católicos (SBCC), doutor Everthon de Souza Oliveira, e pelo secretário do Instituto Nacional de Pastoral Pe. Alberto Antoniazzi (Inapaz) da CNBB e sócio-fundador da SBCC, Pe. Danilo Pinto dos Santos.

A temática adquire relevância para o atual contexto, uma vez que as inteligências artificiais (IAs) configuram-se como um paradigma tecnológico em desenvolvimento, com potencial para gerar mudanças socioculturais significativas.

Desenvolvimento com ética

O professor Everthon explica a IA. | Fotos: Victória Holzbach – Comunicação 61ª AG CNBB.

O professor Everthon explicou brevemente o desenvolvimento da IA e a sua capacidade de gerar conteúdos sem a intervenção humana. “A Inteligência artificial é capaz de executar múltiplas tarefas de forma autônoma e coordenada, adaptando-se a diferentes cenários e contextos em tempo real”, destacou.

Conforme abordou o especialista, o algoritmo vai construindo algo com sentido e contexto, resultando em uma pseudosemântica da máquina, com a construção de conceitos próprios, interpretando autonomamente a realidade de modo oculto aos operadores da ferramenta.

Everthon alertou que há possibilidades de cognição equivalente ou maior que a humana e questiona se a IA será capaz de nos desumanizar. “O risco que a gente corre agora é de não haver a formação moral, a base ética, num potencial tão grande que está distribuído”

Alguns dos pontos de atenção destacados pelo presidente dos cientistas católicos é a necessidade de uma regulação orientadora que não limite o desenvolvimento, mas que coloque os limites éticos em todas as etapas, desde o desenvolvimento até a comercialização. Outra necessidade no processo de evolução das Ias é a transparência na coleta de dados, na informação e na computação.

Perspectiva pastoral

Padre Danilo Pinto contribuiu na reflexão abordando as questões pastorais. Evocando a mitologia grega, o sacerdote questionou os limites da técnica recorrendo à tragédia do Prometeu Acorrentado. “É permitido para nós fazer o fogo?”

O texto de apoio apresentado aos bispos, aborda, a partir da categoria do regime da informação apresentada pelo filósofo Byung-Chul Han, o impacto das inteligências artificiais em âmbitos pastorais específicos, a partir de alterações no ethos religioso católico.

A personalização da experiência social foi um dos destaques feitos pelo secretário do Inapaz. “Quanto mais geramos dados, mais são consolidadas as informações acerca dos gostos e experiências pessoais sobre nós. A lógica algorítmica exclui o outro, fragmenta a percepção da realidade, determinando decisivamente processos pastorais.”

Realidades como as bolhas de informação, radicalização das ideias, polarização e desinformação também foram apresentadas como alertas para a realidade cada vez mais avançada da IA.

Na conclusão, o professor Everthon afirmou que a IA vai permear nossos âmbitos cada vez mais, inclusive o pastoral. “É a possibilidade termos uma pastoral mais inteligente, mas não corrermos o risco de ter uma evangelização artificial.”

Comunhão e partilha

Ao fim da sessão, um tempo foi reservado para os informes da Comissão Episcopal para a Comunhão e Partilha, projeto que contribui com a formação de seminaristas nas dioceses mais pobres do país.

A apresentação do relato foi feita pelo bispo de Primavera do Leste – Paranatinga (MT) e presidente da Comissão, dom João Aparecido Bergamasco (no meio na foto), pelo bispo de Formosa (GO), dom Adair José Guimarães e pelo bispo de São José dos Campos (SP), dom José Walmor Cesar Teixeira (à direita, na foto).

Em 2023, foram atendidos 323 seminaristas de 42 dioceses em 2023, com total mensal de R$ 381.096,25 por mês. O valor é obtido por meio da oferta de 1% da renda ordinária fixa por parte de todas as arquidioceses, dioceses e prelazias do Brasil. O projeto assumido pelo episcopado em Assembleia prevê reajuste de 20% no percentual de arrecadação em 2024.

Ao final da exposição, o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers agradeceu a Dom Cesar que desde o início participa da comissão, seja como presidente ou membro, e está deixando a função nesta assembleia. O prelado classificou sua participação como trabalho evangélico e de testemunho.

Com colaboração Marcus Tullius (Pascom-Brasil) – Comunicação da 61ª AG CNB

Fotos: CNBB

Na Oitava da Páscoa, 7 de abril, celebramos a Festa da Divina Misericórdia, instituída no ano 2000 por São João Paulo II. Na Arquidiocese de Londrina, a data é celebrada há 22 anos. Nos primeiros anos foi celebrada somente na Catedral, mas com o passar do tempo, foi sendo cada vez mais conhecida e atualmente a celebração está em muitas capelas e paróquias.

Na Festa da Misericórdia são distribuídas as estampas de Jesus Misericordioso para que se realize o que Ele mesmo pediu a Santa Faustina: “Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja abençoada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia” (Diário, 49).

            O elemento mais importante da devoção à Divina Misericórdia presente nas revelações de Nosso Senhor a Santa Faustina é a Festa da Misericórdia. Em 22 de fevereiro de 1931, uma das primeiras revelações de Jesus a Santa Faustina diz respeito exatamente à Festa da Misericórdia: “Na Minha Festa – na Festa da Misericórdia – percorrerás o mundo inteiro e trarás as almas que desfalecem para a fonte da Minha misericórdia. Eu as curarei e fortalecerei” (Diário 206).

            A devoção à Divina Misericórdia pede uma novena em preparação à Festa da Divina Misericórdia, que coincide com parte do Tríduo Pascal (começa na Sexta-Feira Santa) e acompanha toda a Oitava Pascal (até o sábado). Com sabedoria pastoral sempre foi possível organizar tudo de tal modo que, de um lado, não se obscureça a centralidade das solenidades litúrgicas pascais e, de outro, não se “extinga o Espírito” ao se condenar a priori expressões da piedade (neste caso, mais do que popular) que brotam da mesma fé e esperança.       

            Como em anos anteriores, muitas paróquias realizaram a novena e o Tríduo da Misericórdia para que na festa nosso coração estivesse bem preparado para receber as graças que Jesus prometeu para esse dia. No sábado, 6, tivemos a vigília para a Festa da Misericórdia na Catedral, uma noite especial, com as orações especificas em Louvor à Divina Misericórdia, o terço e a Adoração ao Santíssimo Sacramento. Com o tema “O meu Coração está inflamado de Amor pelas almas” (Diário 186), vivenciamos que, mais uma vez somos sempre envolvidos com a graça da Ressurreição de Cristo que faz nova todas as coisas e derrama sobre nós o Seu Amor.

            No domingo, 7 de abril, em várias comunidades a Festa da Misericórdia foi celebrada com a Santa Missa e adoração, proporcionando a todos experimentar uma espiritualidade cujo fundamento é a confiança em Jesus,  nos levando a ter acesso livre ao Seu Coração que acolhe a todos e restaura toda a nossa vida com o Seu Infinito Amor, cumprindo-se assim o desejo e a promessa de Jesus:

“Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. (Diário 1190)

“Jesus, eu confio em vós!

Viviane Ulbrich
Apostolado Eucarístico da Divina Misericórdia – Londrina

Fotos: Angela Maria da Silva, Edna Vieira, Ernani Roberto, Guto Honjo, José Faria, Marcio Eduardo Vendrametro, Rosilene Neves, Teca Bonfim

Catedral Metropolitana de Londrina. Foto: Angela Silva

Catedral Metropolitana de Londrina. Foto: Angela Silva

Catedral Metropolitana de Londrina. Foto: Angela Silva

Catedral Metropolitana de Londrina. Foto: Ernani Roberto

Catedral Metropolitana de Londrina. Foto: Ernani Roberto

Paróquia São José Operário. Foto: Márcio Eduardo Vendrametro
Paróquia São José Operário.Foto: Márcio Eduardo Vendrametro
Paróquia São José Operário.Foto: Márcio Eduardo Vendrametro
Paróquia Nossa Senhora da Luz. Foto: Teca Bonfim

Paróquia Nossa Senhora da Luz
Paróquia Nossa Senhora da Luz. Foto: Teca Bonfim

Paróquia Nossa Senhora da Luz. Foto: Teca Bonfim

Paróquia Nossa Senhora da Luz. Foto: Teca Bonfim

Paróquia Nossa Senhora da Luz. Foto: Teca Bonfim

Paróquia Nossa Senhora da Luz. Foto: Teca Bonfim

Paróquia Santo Antônio, de Cambé. Foto: Edna Vieira

Paróquia Santo Antônio, de Cambé. Foto: Edna Vieira

Paróquia Santo Antônio, de Cambé. Foto: Edna Vieira

Paróquia Nossa Senhora das Graças. Foto: José Faria

Paróquia Nossa Senhora das Graças. Foto: José Faria

Paróquia Nossa Senhora da Luz. Foto: Teca Bonfim
Paróquia Nossa Senhora da Luz. Foto: Teca Bonfim
Paróquia Nossa Senhora da Luz. Foto: Teca Bonfim
Paróquia Nossa Senhora da Luz.Foto: Teca Bonfim
Paróquia Nossa Senhora da Luz.Foto: Teca Bonfim

Paróquia Nossa Senhora da Luz.Foto: Teca Bonfim
Paróquia Nossa Senhora da Luz. Foto: Teca Bonfim
Paróquia Nossa Senhora da Luz. Foto: Teca Bonfim
Paróquia Nossa Senhora da Luz. Foto: Teca Bonfim
Paróquia Nipo-brasileira Imaculada Conceição. Foto: Guto Honjo
Paróquia Nipo-brasileira Imaculada Conceição. Foto: Guto Honjo
Paróquia Nipo-brasileira Imaculada Conceição. Foto: Guto Honjo
Paróquia Nipo-brasileira Imaculada Conceição. Foto: Guto Honjo
Capela São Clemente Maria, Paróquia São Luiz Gonzaga. Foto: Roselene Neves

Capela São Clemente Maria, Paróquia São Luiz Gonzaga. Foto: Roselene Neves

Capela São Clemente Maria, Paróquia São Luiz Gonzaga. Foto: Roselene Neves
Paróquia São Judas Tadeu
Paróquia São Judas Tadeu
Paróquia Nossa Senhora da Piedade

Paróquia Nossa Senhora da Piedade
Paróquia Nossa Senhora da Glória

Paróquia Nossa Senhora da Glória
Capela São Francisco de Assis, da Paróquia nossa Senhora da Boa Viagem
Santuário nossa Senhora Aparecida. Fotos: Ernani Roberto
Capela Santa Teresinha, Paróquia Santo Antônio, de Cambé
Capela Santa Teresinha, Paróquia Santo Antônio, de Cambé
Capela Santa Teresinha, Paróquia Santo Antônio, de Cambé
Capela Santa Teresinha, Paróquia Santo Antônio, de Cambé

Mais de mil membros do Apostolado da Oração (AO) da Arquidiocese de Londrina participaram, no dia 7 de abril, Domingo da Misericórdia, da 88ª Concentração Anual do Apostolado da Oração, Rede Mundial de Oração do Papa, na Catedral Metropolitana de Londrina. Um encontro de formação, comunhão e louvor assessorado pelo diretor nacional do apostolado, padre Eliomar Ribeiro, SJ.

O evento recebeu caravanas dos diversos grupos do Apostolado da Oração provenientes das 84 paróquias, 16 municípios e 11 decanatos da arquidiocese. As cores do apostolado e a alegria vibrante das caravanas encheram a Catedral com bandeiras, cantos e louvores. Homens, mulheres, crianças, adolescentes e jovens do MEJ – Movimento Eucarístico Jovem, todos muito apaixonados pelo Sagrado Coração de Jesus, encontraram-se numa grande manifestação de fé e amor.

Padre Eliomar Ribeiro, SJ, conduziu a formação e a apresentação do MEJ durante toda a tarde, que contou também com momentos para o café e cantos que animaram o dia festivo. Destaque para a acolhida das relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque e a entrada das crianças do MEJ com as 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus.

O pároco da Catedral, padre Joel Ribeiro Medeiros; o assessor do AO, padre Paulo Henrique Alencar; e a coordenadora arquidiocese, Eunice Tironi, também estiveram presentes no encontro, que encerrou-se com a Santa Missa presidida pelo padre Eliomar, seguida de despedida com bênção das caravanas e retorno para as paróquias.

O diretor nacional destacou o tamanho do evento, que recebeu mais de mil membros do Apostolado da Oração de toda a arquidiocese, em especial no compromisso com a juventude e na estruturação do Movimento Eucarístico Jovem – MEJ na arquidiocese. “É um momento de agradecer a Deus por tanta coisa boa que está acontecendo na arquidiocese e, ao mesmo tempo, comprometer com o acompanhamento dos adolescentes, dos jovens, que querem, que começam a caminhar com o Movimento Eucarístico Jovem. Deus continue abençoando, fortalecendo, animando a vida de todos os membros do Apostolado na Arquidiocese de Londrina”, concluiu padre Eliomar.

Apostolado da Oração

Fotos: Flavia de Paula

Neste sábado, 13 de abril de 2024, o arcebispo de Santa Maria, presidente da Comissão Episcopal Bíblico-Catequética da CNBB, dom Leomar Brustolin, presidiu a Celebração de Instituição do Ministério do Catequista, durante a 61ª Assembleia Geral da CNBB. A celebração foi a primeira missa no Brasil na qual foram instituídos no ministério 19 catequistas representando todos os regionais da CNBB.

Dom Leomar em sua homilia apresentou a importância do ministério do Catequista na atualidade e seu papel fundamental para a propagação da Palavra de Deus. Durante a reflexão, ele destacou a necessidade de fortalecer o anúncio do Evangelho e o acompanhamento das pessoas na comunidade cristã, citando a exortação apostólica Evangelii Gaudium do Papa Francisco. Ele ressaltou a importância de reconhecer a presença de Jesus em meio às adversidades da vida, fazendo referência ao relato bíblico da travessia do Mar da Galileia.

Ainda na homilia, também, enfatizou o papel fundamental dos catequistas na evangelização, mencionando a instituição desse ministério pelo Papa Francisco através do Motu próprio Antiquum Ministerium. Dom Leomar expressou sua gratidão aos 19 catequistas presentes na celebração, representantes dos 19 regionais da CNBB e reconheceu a diversidade de contextos em que atuam, desde comunidades indígenas até o trabalho com pessoas com deficiência.

Veja a homilia completa de dom Leonardo:

Símbolos entregues durante o ritual

A Cruz

Foto: Jaison Alves – Comunicação 61ª AG CNBB.

Para o catequista, a cruz representa não apenas um símbolo de fé, mas também um profundo compromisso com a missão de transmitir os ensinamentos de Cristo. A cruz é um lembrete constante do sacrifício supremo de Jesus e do amor redentor que ele demonstrou por toda a humanidade.

Para o catequista, carregar a cruz significa seguir o exemplo de Cristo, dedicando-se ao serviço aos outros, à educação na fé e ao testemunho do Evangelho. Assim, a cruz na vida do catequista é um símbolo de renúncia pessoal, de entrega total a Deus e de uma jornada de fé e serviço ao próximo.

A Bíblia

Na cerimônia, bispos entregam as bíblias ao catequistas. | Foto: Victória Holzbach – Comunicação 61ª AG CNBB.

A Bíblia é mais do que um livro sagrado; é uma fonte inesgotável de sabedoria, inspiração e orientação. Ela não apenas instrui sobre a fé e os ensinamentos cristãos, mas também nutre e fortalece a sua própria jornada espiritual. A Bíblia é o mapa que guia o catequista em sua missão de transmitir os ensinamentos de Cristo aos outros, servindo como um manual vivo de amor, compaixão e justiça. Ao mergulhar nas palavras sagradas, o catequista encontra respostas para as perguntas mais profundas da vida e descobre uma fonte de esperança e consolo em tempos de desafio. Assim, a Bíblia se torna não apenas um livro, mas um companheiro essencial em sua caminhada de fé e serviço.

A celebração foi um momento fecundo para os novos ministros da catequese. Todos sentiram-se abençoados sabendo do significado que é receber este Ministério como um serviço e de grande responsabilidade, que se traduz em amor a igreja e missão.

Testemunhos:

Para Maria Lúcia Pagliari Maciel, da diocese de Umuarama (PR), representando a CNBB Sul 2: “a catequese é permanente e tudo que o que eu rezo, falo e prego é aquilo que eu vivo. Vivo a catequese com a vida. Cristo vive e permanece em nós! As pessoas precisam sentir Jesus no seu olhar, na sua fala e no seu viver de cada dia.”

Flávio Souza dos Santos, da diocese de Eunápolis (BA) representante da CNBB Nordeste 3 diz que “a instituição recebida representa o coroamento dessa caminhada de evangelização que realizamos através do serviço à Catequese, levando as pessoas ao mergulho no grande mistério do encontro e do conhecimento de Jesus Cristo.”

A representante do Leste 2, da arquidiocese de Mariana (MG), Sueli de Fátima da Silva expressa que esse momento “foi o reavivamento e fortalecimento da vocação. Catequese é vocação, é dom Deus! O compromisso com o Reino de Deus e fazer com que Jesus Cristo se torne cada dia mais conhecido.”

“Como Ministra da Catequese estou sentindo a graça de viver este dom. E receber a Cruz, me parece muito pesada, mas seu propósito foi por amor, amor por mim, amor a Deus… Receber a Palavra de Deus, também tem um grande peso, pois traz consigo experiências de uma verdadeira Fé e um verdadeiro Testemunho. Mas o Senhor me chamou e eu respondi: Eis me aqui… Toma-me Senhor segundo Teu propósito”, são as palavras de Anamar Ferreira Arrais Silva, da diocese de Goiás, representante da CNBB Centro-Oeste.

Com colaboração de Jaison Alves (Sul 4) | Comunicação 61ª AG CNBB

Fotos: CNBB

Nesta sexta-feira, 12 de abril, quatro jovens seminaristas do Seminário Propedêutico São José, de Cambé, estiveram no Centro de Pastoral Jesus Bom Pastor, onde está localizada a mitra e a cúria diocesana, para sua formação sobre Liturgia, com a irmã Angela Soldera, coordenadora arquidiocesana da catequese. Esta formação é realizada semanalmente no seminário, mas, eventualmente, os seminaristas terão aulas no centro de pastoral, oportunidade para conhecer os espaço da mitra e as atividades.

Pascom Arquidiocesana

Fotos: Juliana Mastelini Moyses

“‘O ensinamento dos bispos falecidos são parte do patrimônio testemunhal da Igreja”, destacou o arcebispo na homilia

A Missa com Laudes da sexta-feira, 12 de abril, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, durante a 61ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fez memória dos bispos falecidos desde a última assembleia geral de 2023. A celebração foi presidida pelo arcebispo de Londrina (PR) e presidente do Regional Sul 2, dom Geremias Steinmetz, e concelebrada pelo arcebispo de Mariana (MG), dom Airton José dos Santos, e o bispo de Duque de Caxias (RJ), dom Tarcísio Nascentes dos Santos.

Refletindo sobre a importância de lembrar aqueles que contribuíram significativamente para a missão da Igreja, dom Geremias ressaltou: “É um dever para nós, mas é também uma honra, uma alegria, pois são pessoas que até a Assembleia Geral de 2023 caminhavam conosco.” Ele enfatizou ainda que os ensinamentos e obras dos bispos falecidos continuam a ser parte do patrimônio testemunhal, metodológico, espiritual, profético e espiritual da Igreja.

Dom Geremias faz memória dos bispos falecidos desde a 60ª AG CNBB, em 2023

Dom Geremias, na homilia, destacou a passagem do Evangelho de São João (Jo 6,1-15), na qual Jesus multiplica os pães para alimentar a multidão faminta e enfatizou a importância de “refletir sobre a força dos pequenos, do pouco de cada um para que não falte nada para ninguém” seguindo o exemplo do Reino de Deus.

Em memória dos bispos falecidos, o arcebispo citou os nomes e relembrou suas contribuições pastorais e pediu que, do lugar onde estão, intercedam para que a Igreja no Brasil seja fiel aos ensinamentos do Senhor Ressuscitado:

Dom Ricardo Guerrino Brusati, arcebispo emérito de Janaúba (MG), em 14 de maio de 2023.

Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo emérito de Mariana (MG), em 26 de julho de 2023.

Dom Fernando Legal, SDB, bispo emérito de São Miguel Paulista (SP), em 22 de agosto de 2023.

Cardeal Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de São Salvador da Bahia (BA), em 26 de agosto de 2023.

Dom Eurico dos Santos Veloso, arcebispo emérito de Juiz de Fora (MG), em 30 de setembro de 2023.

Dom Mauro Morelli, bispo emérito de Duque de Caxias (RJ), em 09 de outubro de 2023.

Dom José Haring, OFM, bispo emérito de Limoeiro do Norte (CE), 24 de dezembro de 2023.

Dom Walter Ivan de Azevedo, bispo emérito de São Gabriel da Cachoeira (AM), em 28 de janeiro de 2024.

Dom Antônio Fernando Brochini, CSS, bispo emérito de Itumbiara (GO), em 16 de março de 2024.

Destacando a vida e obra do cardeal dom Geraldo Majella Agnello, dom Geremias ressaltou seu papel na criação da Pastoral da Criança no Brasil, em 1983, ao lado da médica Zilda Arns. “Certamente um projeto inspirado pelo espírito”, afirmou o arcebispo, ressaltando a importância de projetos que unem o Evangelho à prática social.

“Imagino que estava numa situação como a de Jesus no Evangelho que ouvimos. Viu aquela multidão de famílias, com extremas dificuldades para sobreviver, numa cidade pequena do Norte Paranaense, onde tinha uma das maiores taxas de mortalidade infantil da época. Com esta percepção e com a ajuda das muitas pessoas certas, salvou milhares de vidas de crianças. Um Projeto que se espalhou por todo o país e por outros países para salvar vidas. Certamente um projeto inspirado pelo espírito. Bem ao estilo da Gaudium et Spes, que provoca para um diálogo fecundo entre o Evangelho e o mundo, a sociedade, a ciência, a tecnologia. Sempre objetivando a construção do Reino. Hoje temos mais presente a questão da sinodalidade. Pois estamos falando disso mesmo: precisamos iluminar a nossa pastoral com novas metodologias, novas criatividades”, descreveu dom Geremias.

Ao finalizar a homilia, dom Geremias conclamou os fiéis a seguirem os passos dos bispos falecidos, trabalhando incansavelmente pela vida e pela justiça. “Que eles, do lugar onde se encontram, intercedam para que nós sejamos sempre mais fiéis discípulos do Senhor Ressuscitado”, concluiu o arcebispo.

Assista à homilia completa:

CNBB

Fotos: CNBB