No dia 25 de janeiro a Igreja celebra a conversão de São Paulo, apóstolo que expressou com força e profundidade únicas o mistério da redenção. Sua influência para a Igreja de Cristo detalha a novidade do Evangelho do Senhor

Desde a época do Desterro (séc. VI a.C.), o povo judeu sofreu uma série de acontecimentos que ocasionaram uma grande dispersão de seus membros (conhecido como diáspora). Por este motivo, no século I, haviam comunidades judaicas em quase todas as cidades importantes de todo o Império Romano. Esses judeus nasceram e cresceram longe seu ambiente natural, integraram o modo de pensar dos lugares nos quais estavam,de modo a adquirir uma mentalidade mais tolerante e enriquecida. Na grande maioria dos casos, as comunidades se mantinham fiéis ao seu monoteísmo, reunindo-se ao redor das sinagogas e procurando viver os costumes e falando a sua língua original, ao menos na liturgia. Os judeus sofreram assim forte influência do mundo helenístico sem perder suas tradições e sem renunciar a sua própria fé e cultura.

Foi neste contexto que São Paulo nasceu, entre o 5º e o 10º ano da era cristã, na cidade de Tarso, atual Turquia, morrendo em Roma no ano de 67 d.C. Seus pais eram judeus exilados de Jerusalém a Tarso.Tarso foi a capital da província romana da Cilícia, estando na rota que unia a Síria à Anatólia, importante na atividade comercial da época. Tarso também foi o centro de uma escola filosófica do estoicismo. Saulo foi seu nome judeu e Paulo era seu nome greco-romano. Turco e culturalmente grego, com cidadania romana, foi influenciado pelas culturas grega, judaica e romana.

A Turquia na época havia deixado de ser colônia grega para ser colônia romana. Cidades como Tarso sofreram grande influência do mundo helenístico, tal como a cidade de Alexandria no Egito, que por produzir uma profunda fusão entre a cultura helênica e a mentalidade judaica, gerou como fruto a tradução para o grego da Sagrada Escritura chamada tradução dos “LXX”. São Paulo pertenceu ao grupo dos fariseus, judeus que desfrutavam do favor do povo pelo seu rigor e autoridade quanto à Lei.

Estes judeus procuravam se ater estritamente às prescrições da Lei de Moisés, que o outro grupo contrário, o dos saduceus, interpretavam de modo mais relaxado. A conduta dos fariseus não se ajustava somente à Torá senão também a todos os ensinamentos dos sábios rabinos. Muitos rabinos ou mestres das Escrituras são chamados no Evangelho de “escribas” ou “doutores da Lei”. 

São Paulo afirma ser filho de pais judeus e descendente da tribo de Benjamim:

circuncidado ao oitavo dia, da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu e filho de hebreus. Quanto à Lei, fariseu” (Cfr. Filipenses 3,4-8).

Foi formado para ser um rabino. Na sua adolescência foi enviado a Jerusalém para receber instrução, lugar em que estudou com o famoso rabino Gamaliel[1]: Continuou ele:

‘Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade, instruí-me aos pés de Gamaliel, em toda a observância da lei de nossos pais, partidário entusiasta da causa de Deus como todos vós também o sois no dia de hoje’(Cfr. Atos 22, 3).

Viveu rigorosamente como um fariseu, observante da lei. São Paulo teve uma educação superior em comparação à humilde formação dos apóstolos pescadores. Aprendeu também um oficio manual: Eram fabricantes de tendas (Cfr. Atos 18,3), com o qual podia ganhar a sua vida, como era costume entre os judeus. Costurava lonas para tendas, conheceu o funcionamento do comércio e das redes de transportes de seu tempo.

Assim como São Paulo nasceu e cresceu durante a diáspora, da diáspora também eram os judeus aos quais ele pregou, como por exemplo, os habitantes de Atenas, Corinto, Éfeso e Roma.

Ele possuía uma sólida formação tanto na área filosófica, como teológica, jurídica, mercantil e linguística. Falava grego, latim, hebraico e aramaico, o que facilitou pregar o evangelho com exemplos e comparações comuns aos povos destas culturas. Viajou como missionário pela Grécia, Ásia Menor, Síria e Palestina. Possuiu um grande perfil humano que elevado pela vocação recebida fortaleceu-se pela sua grandiosa personalidade espiritual.

A relação de São Paulo com Jesus

São Paulo não chegou a conhecer Jesus durante a sua vida pública e não pertenceu ao círculo dos doze apóstolos. Bento XVI, em respeito a isso, afirma que só com o coração se conhece verdadeiramente a uma pessoa. É assim que São Paulo conheceu a Cristo, com o coração, e deste modo é que se conhece a pessoa em sua verdade e, em um segundo momento nos seus detalhes.

Tudo o que ele nos transmitiu em seus escritos, não foi fruto do testemunho ocular, senão da transmissão que ele mesmo recebeu:

Eu vos transmiti primeiramente o que eu mesmo havia recebido: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras (Cfr. 1 Cor 15,3).

Como Jesus, São Paulo também pregou a mensagem do Evangelho nas sinagogas: Imediatamente começou a proclamar pelas sinagogas que Jesus é o Filho de Deus (Cfr. Atos 9, 20).

São Paulo até então tinha sido um dos principais perseguidores da dita seita judaica dos seguidores de Jesus, considerada herética pelo judaísmo.

Outro fator importante de sua formação apostólica e espiritual é o fato dele ter recebido diretamente de Cristo uma missão específica, por meio de experiências espirituais e revelações pessoais.

Segundo o livro dos Atos dos Apóstolos o encontro de São Paulo com Cristo foi de repente. Depois de ter recebido poderes do Sumo Sacerdote para perseguir aos cristãos, encontrou-se com Cristo no caminho de Damasco. O relato está escrito em Atos (9, 1-19) e descreve o momento como uma teofania, pois se vê envolvido por uma luz, cai no chão e escuta uma voz do céu com a qual dialoga. Na sua conversão intervém Jesus, seus companheiros e depois Ananias. São Paulo responde com a oração e o jejum, purificação prévia ao seu batismo. A luz de Cristo transformou toda a sua vida e forma de pensar: ficou cego, e como havia permanecido na escuridão, restaurou a visão graças a essa nova iluminação.

O apóstolo se atribui como servo de Cristo e sublinha muitas vezes que é apóstolo “por vontade” de Deus e de Cristo:

Paulo, servo de Jesus Cristo, escolhido para ser apóstolo, reservado para anunciar o Evangelho de Deus (cfr. Rom 1,1).

Ainda que não formasse parte do círculo dos doze apóstolos, foi chamado por Jesus ressuscitado, considerando-se como “o menor dos apóstolos”:

Porque eu sou o menor dos apóstolos, e não sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. (Cfr. 1 Cor 15,9). 

Na carta aos Coríntios é onde São Paulo desenvolve mais detalhadamente seu direito a ser chamado apóstolo, sem desmerecer em nada aos demais:

São ministros de Cristo? Falo como menos sábio: eu, ainda mais. (Cfr. 2 Cor 11, 23).

Ensinamentos

Nos seus ensinamentos São Paulo identifica que todo homem busca a felicidade eterna, a visão beatífica de Deus, porém antes de se unir à Cristo se sente afastado, experimenta os desejos da carne, do corpo de morte, do pecado. Isso se deve ao pecado original feito por Adão, porém Cristo veio nos resgatar, como nos diz:

Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos reviverão (Cfr. 1 Cor 15, 22).

Todos nós cristãos devemos viver pela fé que temos em Cristo, identificarmo-nos inteiramente com Ele:

Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. (Cfr. Gál. 2, 20).

São Paulo sublinha também a importância do amor e da unidade. Por meio do Espírito Santo que nos deu, Deus derramou o seu amor nos nossos corações (Cfr. Rom 5,5). Por definição o amor é aquele que une, o Espírito é quem gera a comunhão na Igreja: é a força da coesão que mantém unidos os fiéis ao Pai por Cristo, e atrai aos que ainda não gozam da plena comunhão. O Espírito Santo guia a Igreja até a unidade.Assim, nós cristãos somos chamados a evitar a divisões:

Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que não haja entre vós divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo sentimento(Cfr. 1 Cor 1, 10), para assim podermos ser um.

A oração do Senhor – para que todos sejam um – é para nós a melhor promessa de união com Deus e unidade entre nós homens. Devemos conservar a unidade do Espírito Santo com o vínculo da paz:

Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. (Cfr. Efe 4, 1-3).

Após o seu encontro com Deus, São Paulo também se encontrou com a sua cruz. Este encontro permitiu a ele, assim como hoje permite a todo cristão, ser convidado a sair do seu próprio eu a entregar-se confiadamente Àquele que se entregou por nós.

São Paulo suportou dificuldades e tribulações por amor à Cristo. Contudo, todo o esforço e sucesso pelos quais atravessou não lhe levaram à ostentação. Sabia que a lógica humana não servia para explicar as realidades da graça. Deus sabe buscar os instrumentos mais frágeis para que apareça com maior evidência que a obra é Dele e não dos homens. Jesus constitui o fundamento e o centro do seu anúncio e pregação, porque em Cristo encontramos o ponto culminante da história da salvação.

Vemos nos escritos de São Paulo que o homem é justificado pela graça de Deus e não por buscar a salvação com as próprias forças. A iniciativa da nossa salvação depende exclusivamente de Deus e não somente dos nossos méritos. Em sua vida vemos que ele era um estrito observante da lei como todo fariseu, cumprindo-a nos mínimos detalhes. Foi no momento do seu encontro pessoal com Deus, ao perseguir os seus seguidores, que se vê como pecador, e é a partir daí que ele passará a abandonar-se na graça dada por meio de Jesus Cristo.

Como perseguidor dos cristãos, participou e consentiu com a lapidação de Santo Estevão:

E Saulo havia aprovado a morte de Estêvão (…); Saulo, porém, devastava a Igreja (…) (Cfr. Atos 8, 1;3),

considerado como o primeiro mártir da Igreja Católica. Teve como médico permanente a São Lucas, que foi evangelista e depois bispo.

Depois de ter saído da comunidade judaica e de ter sido perseguidor dos primeiros cristãos por heresia e apostasia, também foi expulso e perseguido pelos mesmos motivos. Foi considerado herege por sustentar os dogmas e opiniões diferentes à ortodoxia da religião judaica. Seu Deus único passou a ser Uno-e-Trino: Pai, Filho e Espírito Santo. Sua apostasia consistiu em negar as crenças judaicas e declarar-se um converso seguidor de Cristo.

Importância

Sua importância para o cristianismo pode ser referida em dois importantes pontos chaves: pela superação do judaísmo e pela relevância na revelação dada por Cristo da teologia da salvação.

Na mensagem de Jesus a superação do judaísmo já havia resultado claro, como podemos ver com o episódio de Pentecostes. Porém, foi São Paulo quem difundiu a pregação da Palavra de Deus (Cristo) entre os pagãos. Mesmo sabendo outras línguas, escreveu todas as suas cartas em grego, língua mais falada na época, para que todo o mundo civilizado até aquele momento pudesse entendê-lo. A decisão de escrever em grego supôs cortar com a tradição religiosa judaica de que as Sagradas Escrituras só podia ser lida em hebraico. Esse foi o modo que ele encontrou para se dirigir aos gentios, pois tinha a clara convicção de haver sido eleito por Jesus para a missão de anunciar o evangelho ao mundo pagão (helenístico), assim como Pedro havia recebido a missão de anunciar aos judeus. São Paulo supera o judaísmo ao não fazer distinção entre os batizados quanto às suas origens e laços civis:

Já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus. (Cfr. Gál 3, 28).

Um dos seus grandes feitos foi permitir que não somente os judeus, mas também os conversos de outras religiões e povos, tornassem cristãos sem a necessidade da circuncisão e da prática de outros ritos judaicos.

Por outro lado, vemos a relevância na revelação dada por Cristo da teologia da salvação. São Paulo expõe como Cristo é a centralidade da nossa salvação. Cristo é a cabeça, da qual nós cristãos, por meio de Cristo, somos elevados e unidos a Cristo à categoria de filhos do Pai:

A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!’, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus (Cfr. Gál, 4, 6-7).

São Paulo foi um missionário viajante e se destacou também pelos seus discursos. Em uma de suas viagens missionárias pela península grega, na cidade de Atenas, fez o seu famoso discurso no Areópago. Neste lugar ele entrou em contato com os grupos dos maiores intelectuais da época. O areópago naquela época funcionava como um fórum cultural. Ao falar do Deus desconhecido dos filósofos, supôs que os filósofos tinham alguma noção de Deus. Esta ideia foio núcleo que mais tarde afirmaria a doutrina da possibilidade dos homens conhecer racionalmente a existência de Deus:

Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar (Cfr. Rom 1, 20).

Dos 27 livros do Novo Testamento, 14 são atribuídos a São Paulo e desde os primórdios foram transmitidos como uma coleção de catorze cartas ou de treze mais uma, a carta aos Hebreus. Por mais que se apresentem estudos que questionem a autenticidade de São Paulo quanto à autoria direta de suas cartas, todas são consideradas inspiradas e canônicas pela Igreja, ou seja, são textos que o Espírito Santo inspirou, escreveu e reservou como guia para a sua Igreja. Podemos dividi-las em três blocos: as cartas dirigidas a igrejas particulares (Romanos,Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, as duas aos Tessalonicenses e as duas aos Coríntios), depois as dirigidas a pessoas individuais (Tito e Filêmon e as duas a Timóteo) e, por último a carta dirigida aos hebreus. Há possibilidade de dividi-las quanto às suas características literárias (conteúdo ou propriedades similares): as grandes cartas (ROM, 1 COR, 2 COR, GÁL), cartas aos Tessalonicenses (1TES, 2 TES), cartas do cativeiro (FILP, FILM, COL, EFE), cartas pastorais (1 TIM, 2 TIM, TIT) e a carta aos hebreus (HEB).

Vê-se com a múltipla formação étnica, geográfica e cultural, São Paulo conseguiu trabalhar pela unidade e a universalidade, a unidade “católica” dos que creem. O gênero literário das cartas se apresenta como uma novidade absoluta em termos de literatura universal. E ninguém antes que ele, havia conseguido expressar com igual força e profundidade o mistério da redenção. Não podemos esquecer que esta profundidade de doutrina é devida sobretudo à novidade do Evangelho de Cristo, não como algo independente.

[1]Rabino que deu o famoso conselho na reunião do Sanedrim (Atos 5, 33-42) em que se discutia matar os apóstolos para evitar a contaminação com a nova doutrina. Com seu conselho salvou os apóstolos da morte naquele momento. Atualmente seu corpo encontra-se na Catedral de Pisa na Itália.

Rodrigo José Nascimento
Seminarista da Arquidiocese de Londrina

A Cáritas Brasileira e o grupo da Signis Brasil Jovem lançam a campanha #EuMigrante, com o objetivo de mostrar a realidade e o drama vivido pelos migrantes, em especial os venezuelanos, que chegam ao Brasil. A campanha quer também sinalizar caminhos para ajudá-los no processo de integração, como pede o Papa Francisco: “acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e os refugiados”.

A campanha faz parte do Programa Pana, iniciativa desenvolvida pela Cáritas Brasileira, com apoio da Cáritas Suíça e do Departamento de Estado dos Estados Unidos, com o objetivo de sensibilizar e mobilizar pessoas e recursos para a questão migratória no Brasil, com foco para a crise humanitária vivenciada na fronteira Brasil & Venezuela.

A campanha #EuMigrante estrutura-se em três momentos: 1) Sensibilização; 2) Mobilização; e 3) Integração. A proposta é que ao longo do primeiro semestre de 2019, diversas ações sejam dinamizadas pelo país.

Projeto Pana

#EuMigrante pretende visibilizar a realidade migratória no Brasil a partir da ação do Projeto Pana que, ao longo de um ano, visa favorecer mais de 3.500 pessoas, sendo, pelo menos, 1.224 delas migrantes venezuelanas, a partir da integração em sete capitais do Brasil: Boa Vista (RR); Brasília (DF); Curitiba (PR); Florianópolis (SC); Porto Velho (RO); Recife (PE) e São Paulo (SP). Nesse processo, 612 pessoas já estão sendo integrada nessas capitais.

As iniciativas têm como referência as Casas de Direitos, espaços onde são desdobradas as ações do Programa Pana, que estão situadas nas sete capitais. As Casas são ambientes para acolhida e garantia de direitos aos migrantes. Nesse sentido, uma equipe multidisciplinar, formada por assistentes sociais, advogados, educadores e psicólogos, atende e acompanha os migrantes.

Essa não é uma campanha somente da Cáritas Brasileira e da Signis Brasil Jovem, mas de todos os cristãos, que entendem que a vida em plenitude (Jo 10,10) só é possível com amor, acolhida, dignidade e fraternidade. No site da campanha eumigrante.org é possível verificar as diversas maneiras de ajudar, seja com quantias em dinheiro ou doações de móveis, eletrodomésticos, roupas e calçados em bom estado de uso, bem como produtos de limpeza e de higiene pessoal.

Parceria

A Campanha #EuMigrante nasce da parceria entre a Cáritas Brasileira, que é uma instituição com mais de 62 anos de história no país, um organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que atua como uma rede solidária, com mais de 15 mil agentes espalhados por todo o território nacional, sendo uma das 164 organizações membros da Rede Cáritas Internacional; com a SIGNIS Brasil Jovem que tem pouco mais de um ano de existência, um novo setor da Associação Católica de Comunicação – SIGNIS BRASIL, fundada há 10 anos. Formada por jovens comunicadores das cinco regiões do país, o grupo trabalha na perspectiva de formação, articulação e mobilização de jovens para o trabalho com a comunicação na perspectiva da cultura de paz.

Mais informações no site da campanha: http://eumigrante.org

 

Fonte: Cáritas Brasileira

 

 

A Escola de Música da Arquidiocese de Londrina, Cemul, está com inscrições abertas para os cursos de música, com início em 8 de fevereiro de 2019.

 

São duas modalidades de cursos: cursos livres de teclado, técnica vocal e violão (para adultos e crianças); e curso de Música Litúrgica.

As inscrições podem ser feitas on line: <Inscrições clique aqui>

Informações pelo telefone: (43)3371-3141

 

Turmas:

Teclado: 

  • Sexta-feira às 19 h (vagas preenchidas)
  • Sábado às 9 h 

 

Violão:

  • Sábado às 9 h (vagas preenchidas)

 

Técnica vocal:

  • Segunda-feira às 19h10
  • Sexta-feira às 20h
  • Sábado às 9 h (vagas preenchidas)

 

Música Litúrgica

  • Sexta-feira às 19h30.

 

Assim como fizeram os Reis Magos em Belém no nascimento de Jesus, a Paróquia Nossa Senhora da Paz, Decanato Leste, ofereceu seus presentes ao Menino Deus. Foi nesse primeiro domingo do ano, 6 de janeiro, na celebração da Epifania (manifestação) do Senhor.

Os reis apresentaram ao Menino ouro, incenso e mirra, simbolizando a realeza, a divindade e a humanidade de Jesus. Na celebração desse domingo, a paróquia apresentou ao Senhor seu trabalho para 2019. “Colocando sob a luz divina os trabalhos pastorais neste ano”, explicou a paroquiana Maria Oliveira, coordenadora paroquial da Pastoral da Comunicação.

A paróquia conta ao todo com 29 pastorais e movimentos. Na Missa, as ações foram reunidas a partir de sete aspectos: ação missionária, educação na fé, promoção humana caritativa, integração das famílias na comunidade, vida celebrativa, vida fraterna e encontros celebrativos. Para cada aspecto da vida pastoral da paróquia, uma pessoa entrou com vela acesa, representando as obras que iluminam a comunidade com os trabalhos pastorais.

 

Pascom Arquidiocesana

Fotos: Terumi Sakai

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Nesse domingo, dia 6 de janeiro, a Igreja celebrou a Epifania do Senhor, manifestação de Jesus a todos os povos, simbolizada na figura dos Reis Magos. Conhecido como dia de Reis, a solenidade celebra a visita dos Reis Magos ao menino Jesus, guiados pela estrela em Belém. “Desvenda-se, assim, a verdade sublime que Deus veio para todos: todas as nações, línguas e povos são acolhidos e amados por Ele. Símbolo disso é a luz, que tudo alcança e ilumina”, explicou o Papa Francisco na homilia da Solenidade da Epifania.

Na Paróquia Nossa Senhora da Piedade, Decanato Oeste, a celebração foi especial para as crianças. Ao final da Missa das 9h30 presidida pelo pároco frei Wainer Queiroz, FMM, um teatro foi encenado com a participação de adultos e crianças das comunidades do Caminho Neocatecumenal. O teatro contou a história desde o nascimento de Jesus até a chegada dos Reis Magos. Depois do teatro o pároco abençoou os pãezinhos, como de costume, e os Reis distribuíram presentes para mais de 70 crianças.

 

Dia de desmontar o presépio

O Dia de Reis marca a data de retirar os enfeites de Natal das nossas casas e comunidades. Mas, liturgicamente, o Tempo do Natal encerra no domingo que vem, Batismo do Senhor, e inicia o Tempo Comum.

 

Pascom Arquidiocesana

 

Fotos: Cecília Paulino / Pascom Paroquial

O Setor Juvenil convida todos os adolescentes e jovens para uma experiência inédita na Arquidiocese de Londrina. Nos dias 26 e 27 de janeiro ginásio de esportes Moringão teremos a primeira edição do PHN em Londrina, com a participação de pessoas iluminadas como Dunga, Frei Gilson, Leonardo Barbosa e o assessor do Setor Juvenil, o Pe. Dirceu Reis.

Os convites já estão à venda e os lotes já estão se esgotando nos pontos de venda indicados no cartaz. Organize seus amigos, sua família e seu grupo e vamos viver essa essa experiência de fé, alegria e muito crescimento. Você vai se surpreender!

Ingressos: <clique aqui>

#SetorJuvenil #PHN #PHNLondrina 

De 6 a 13 de janeiro a Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, Decanato Centro, realiza o Oitavário da Epifania. A cada dia as celebrações terão uma temática diferente em focando o carisma palotino ou serão em outro idioma. No dia 6, a Missa será em Latim, seguindo o Rito Paulo VI. No dia 9 será em espanhol e no dia 10, em italiano. As missas ocorrem às 19horas, com exceção do dia 12 que será às 18h.

“O Oitavário é a representação do carisma da obra do apostolado católico. Recorda que o Menino Jesus se manifesta a todos, contudo a maneira de se celebrar tal manifestação pode ocorrer de diversas formas”, explica Frater Ivan Battistin, organizador do Oitávario.

O Oitavário da Epifania foi celebrado por mais de cem anos pelos palotinos. “Resgatar essa solene celebração é ir ao encontro da necessidade da Igreja e de Jesus que diz para sermos um só rebanho sob um só pastor,” afirma o Frater.

Programação

Dia 06/01: Missa em latim ( Rito Paulo VI) – Padre Bruno Áthila
Dia 07/01: Tema: Jesus, luz verdadeira para a humanidade
Dia 08/01: Tema: Inquietação dos Magos, onde está o Rei que nasceu?
Dia 09/01: Missa em espanhol
Dia 10/01: Missa em italiano
Dia 11/01: Tema: O presente dos magos ao Rei que acaba de nascer
Dia 12/01: Tema: O espírito de cooperação na Sagrada Família –
Dia 13/01: A unidade cristã e os diversos dons e carimas mas único Espírito

Horário: 19horas, exceto dia 12 (sábado), que será às 18h.
Local: Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos – Avenida Tiradentes, 43 – Shangri-lá – Londrina
Contato: Frater Ivan Battistin – 43/998026247 ou e-mail: battistinivan@gmail.com

 

Pascom Paroquial

O Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica (RCC) do Paraná iniciou na quarta-feira, 26, a 16.ª edição da Missão Jesus no Litoral (JNL). Idealizado no Paraná e espalhado por quase todo o litoral brasileiro, o JNL reúne, desde 2003, jovens das 18 dioceses do Estado.

A Arquidiocese de Londrina está representada por 28 jovens que vivem uma experiência de missão e evangelização. Além das atividades diárias da tenda e da Pastoral de Rua, foi realizada missão em Paranaguá, na Capela São João Batista e na Paróquia São Cristóvão.

Em Matinhos, os “laranjinhas”, como são chamados (foto), evangelizaram em prédios durante o dia e, à noite, todos foram até o calçadão, onde teve roda de viola e apresentação de artes. O Jesus no Litoral se encerra no dia 4 de janeiro.

 

O arcebispo dom Geremias Steinmetz celebrou junto à comunidade a Missa da Noite de Natal na Catedral de Londrina, no dia 24 de dezembro. Concelebraram o pároco, padre Rafael Solano, e o vigário, padre Dirceu Júnior dos Reis. “Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo o Senhor”, proclamou a resposta do Salmo.

Nesta Missa, o Glória, que não foi cantado durante todo Tempo do Advento, voltou a ser entoado ao som de sinos, louvando a Deus pelo maior presente que a humanidade recebe: o menino de Belém. “Ele se fez nosso irmão para nos tornar verdadeiramente filhos de Deus”, falou dom Geremias na homilia. “Há uma verdadeira troca de dons entre o céu e a terra. Assim como Ele vem a nós, traz consigo a divindade.”

As leituras da Missa apresentaram aos fiéis o fato da vinda de Jesus, explica o arcebispo. A primeira leitura, do profeta Isaías, fala da chegada de um menino que traz esperança para um povo que vivia na opressão. “Esse menino é um dom de Deus e, com Ele, Deus residirá no meio do seu povo.”

A segunda leitura, da Carta de São Paulo a Tito, lembra que acolher a salvação trazida por Jesus requer uma atitude. Explica dom Geremias: renunciar aos valores do mundo para assumir as propostas do menino Jesus.

O Evangelho, enfim, narra o acontecimento anunciado pelos profetas, como Isaías na primeira leitura, e ansiosamente aguardado pelo povo de Deus: o nascimento de Jesus. Em Belém, na simplicidade, Deus quer mostrar como Ele é. “O presépio apresenta-nos também a lógica de Deus. A salvação de Deus não se manifesta na força e no poder, mas na fragilidade, na ternura, na simplicidade, na dependência de uma criança recém-nascida.”

Quem não consegue compreender essa dependência que nós, pessoas humanas, temos de Deus ao olharmos para uma frágil criança recém-nascida, que em tudo ainda depende naturalmente da mãe, do pai, daqueles que estão ao seu redor? Foi assim que Deus quis vir a nós.”

 

Anúncio de Natal

Minutos antes de iniciar a Missa, foi proclamado o cântico chamado Kalenda de Natal, ou Anúncio Natalino, que traz uma recapitulação da história do povo de Israel a partir da Encarnação de Jesus. Esse texto é proposto pela Igreja para ser cantado na primeira Missa de Natal, ou seja, no 24 de dezembro à noite.

O canto encontra-se no Martilógio Romano e menciona os grandes acontecimentos da história do povo de Deus e sua relação com o nascimento de Jesus: criação, dilúvio, nascimento de Abraão, êxodo… O texto original é em latim, mas na Missa na Catedral foi entoado em português, como indica o Diretório Litúrgico da CNBB.

 

Juliana Mastelini Moyses
Pascom Arquidiocesana

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Fotos: Daniel Kanki

Dom Ricardo Hoepers, bispo de Rio Grande (RS), fala sobre a importância da criação do Observatório de Bioética pela CNBB  

Promover, defender e difundir a cultura da vida, estes são os objetivos do OB-RS3 (Observatório de Bioética) Regional Sul 3 da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), lançado em novembro, no Rio Grande do Sul. A iniciativa cria uma rede interdisciplinar que integra universidades católicas e instituições de pesquisa que fará um mapeamento dos estudos científicos a partir de três eixos: início da vida, final da vida e políticas públicas. O projeto foi idealizado pelo bispo de Rio Grande (RS), dom Ricardo Hoepers.

Temas como aborto, manipulação genética, esterilização, procriação responsável, eutanásia, cuidados paliativos, terapia intensiva (final da vida) e direito à saúde serão contemplados pelos eixos do OB.  Mais de 50 membros, formados em Medicina, Direito, Enfermagem , Teologia, Psicologia, Filosofia e Pedagogia participarão da iniciativa.

Um segundo passo da organização será expandir a participação e incluir, além das universidades (pesquisa, ensino e extensão), a área social, por meio da Pastoral Familiar, elegendo um casal de cada diocese da região do Estado para organizar uma agenda anual de eventos em promoção e defesa da vida. (Com informações da CNBB).

Qual o objetivo do Observatório de Bioética? 

O objetivo do Observatório de Bioética é promover, defender e difundir a cultura da vida. A palavra observatório significa o local onde se observa. Observar significa examinar, olhar fixamente para algo, alguém ou para si próprio, analisar com cuidado, ver atenciosamente, exprimir um juízo de valor. O OB-RS3 é o olhar fixo, atento e analítico da Igreja do Rio Grande do Sul que examina os dilemas do cuidado com a vida à luz da fé e da razão.

Qual a importância de criar o Observatório?

O OB quer ser um impulso à investigação científica e à organização pastoral das dioceses do Rio Grande do Sul a partir da criação das Comissões de Promoção e Defesa da Vida. O OB visa ser um espaço de investigação que deverá agir com liberdade responsável e transparência mútua, trabalhando em rede para facilitar a mobilidade de seus investigadores. Buscará um pleno diálogo para acompanhar a evolução das tecnologias avançadas, a qualificação dos recursos humanos e programas de integração que unam ao serviço pastoral, como Igreja em saída, “dialogando com as várias ciências ao serviço duma penetração profunda e aplicação da verdade na vida pessoal e social”(VG 5). Por isso, além de atuar nas universidades católicas, também temos a perspectiva de um amplo diálogo e parceria com outras instituições de ensino superior que se interessem pela pesquisa em Bioética e queiram colaborar na construção de uma sociedade mais humana e fraterna.

Como funcionará o Observatório?

O OB criou quatro comissões de Bioética, compostas por profissionais das mais diferentes áreas do conhecimento, uma em cada arquidiocese do Regional (Porto Alegre, Pelotas, Passo Fundo e Santa Maria), de modo que contemplam as quatro Províncias eclesiásticas do Rio Grande do Sul. Num primeiro momento as comissões estão fazendo um levantamento das pesquisas que já estão sendo realizadas dentro das temáticas da bioética. Foram criadas também quatro comissões de Promoção e Defesa da Vida através da Pastoral Familiar de cada Província. Os casais irão organizar a agenda da defesa da vida nas Dioceses promovendo a Semana da Vida e o Dia do Nascituro, do Idoso, da Família e eventos de formação para as comunidades. Na segunda fase do Observatório esses grupos também vão levantar outras demandas que não estão sendo contempladas nas pesquisas acadêmicas ou nos projetos de extensão. Assim haverá um profícuo diálogo entre comunidade e instituições de ensino superior e instituições da área da Saúde. Os encontros entre as comissões serão nos eventos em nível Regional e mensalmente por videoconferência ou redes sociais. Para centralizar os dados foi criado um site: observatoriodebioetica.ucpel.edu.br.

Quais serão os eixos de atuação?

As linhas de atuação estão focadas em três eixos:  início da vida, final da vida e políticas públicas e alocação de recursos. Temos muito trabalho pela frente, mas o mais importante já conquistamos: uma equipe disposta a promover e defender a vida, unindo a ética para uma sociedade mais justa e fraterna. Esse trabalho naturalmente foi impulsionado pelo Papa Francisco que nos pede uma Igreja em Saída.

De que forma a evolução científica, principalmente nas áreas de biotecnologia e saúde, pode caminhar junto com a fé cristã?

Hoje em dia já temos muitas pesquisas mostrando a proximidade e interdependência entre saúde e espiritualidade. O ser humano está conhecendo cada vez mais, através das tecnologias que o seu ser é integral e tudo está conectado dentro e fora de nós. Quanto mais respeitarmos a integralidade do ser humano, mais poderemos garantir um mundo viável para a humanidade. Toda fé cristã está baseada nos passos de Jesus que nos Evangelhos demonstra uma prioridade pelos doentes e pelos vulneráveis. Focar nossa atenção sobre a vulnerabilidade humana é redescobrir o quanto precisamos uns dos outros e o quanto devemos buscar respostas na ciência para qualificar a vida.

“Focar nossa atenção sobre a vulnerabilidade humana é redescobrir o quanto precisamos uns dos outros e o quanto devemos buscar respostas na ciência para qualificar a vida.”

 

Quais os desafios da bioética? 

A bioética apresenta temas de fronteira, polêmicos, desafiantes, pois, ao mesmo tempo em que a ciência avança com a força da biotecnologia, devemos garantir que a mesma seja eticamente utilizadas para o bem da humanidade. A vida humana e a vida de todo planeta são constantemente ameaçadas pela falta de cuidado ou pelo desrespeito à dignidade humana. Tudo o que fere o ser humano e a própria natureza é um desafio que interpela a bioética.

De que maneira os estudos do Observatório irão impactar a vida cotidiana?

Toda vez que a comunidade acadêmica se abre para a realidade e se dispõe a responder às reais necessidades através do conhecimento científico, algo se transforma e muda na vida cotidiana. O conhecimento é fundamental para a transformação da sociedade. Mas, toda vez que a comunidade se sente participante e propõe à vida acadêmica sobre suas demandas no dia a dia, então todos começam a fazer parte da construção de uma sociedade melhor. Nós acreditamos que é preciso trabalharmos em conjunto, juntando as forças, o conhecimento, a razão, a fé e as reais demandas da sociedade para que possamos garantir um acesso maior ao conhecimento científico em prol de uma vida melhor.

 

Aline Machado Parodi
Jornal da Comunidade

Foto: divulgação