Paróquias

Catequizandos indígenas são crismados na Paróquia São Roque, em Tamarana

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A Paróquia São Roque de Tamarana celebrou, no dia 3 de julho, a Crisma de 71 catequizandos da matriz e comunidades rurais. Devido à pandemia, as Crismas foram divididas em quatro celebrações, presididas pelo arcebispo dom Geremias Steinmetz, com pequenos grupos. Do total de crismandos, 12 são indígenas residentes nas comunidades Kaingang: Reserva do Apucaraninha e Aldeia Água Branca. Como o arcebispo mencionou na homilia, “no Reino de Deus não há divisões de cultura, somos um só povo”.

 

O pároco, padre Delcides André de Souza, manifestou que tudo correu bem e, abençoando a todos e todas, agradeceu aos agentes que serviram nas celebrações. Dom Geremias parabenizou a comunidade São Roque e agradeceu aos que participaram e serviram em cada celebração. No encerramento a Comunidade Indígena fez uma bonita homenagem com um canto em agradecimento pelo dia festivo e dedicado ao Espírito Santo.

 

Os indígenas foram preparados para receber o sacramento do Crisma pela catequista Luzinete Alves de Oliveira Pirai, que é enfermeira na comunidade indígena, onde mora há 20 anos. “Foi gratificante participar de toda caminhada de preparação para o Sacramento do Crisma com os catequizandos.”. Segundo ela, “houve muitas dificuldades durante esse período, principalmente por conta da pandemia, sendo assim era difícil fazer com que os catequizandos entendessem o verdadeiro sentido de estar em comunidade, seguir o caminho de Deus e de serem participativos dos encontros”.

 

As reuniões de catequese foram sempre às quartas-feiras, dcom a utilização de figuras e desenhos ilustrativos colados nas paredes para que os catequizandos entendessem os significados. As figuras ficavam visíveis em todos os encontros, assim eles podiam recordar os ensinamentos já passados. “Foi a alternativa para tornar os encontros interessantes, significativos e atrativos”, conta Luzinete

 

Dos 15 catequizandos que iniciaram a formação, 12 foram crismados. “Os catequizandos indígenas gostaram de participar das celebrações realizadas na matriz, das confissões, se sentiram acolhidos e incluídos pela Paróquia São Roque”, destaca.

 

A catequista conta que teve a colaboração das Irmãs de Santa Ana, que ministraram um dos encontros formativos em preparação ao Sacramento do Crisma na capela São Benedito, localizada na Aldeia Apucaraninha. “Agradeço ao padre Delcides, ao diácono Cirço e a toda liderança paroquial pelo apoio no processo de evangelização nas comunidades indígenas”, conclui Luzinete.

 

 

Povos indígenas

Nas comunidades Kaingang de Tamarana, existem dois grupos principais de catequese, montados a partir da solicitação dos próprios indígenas, conta o diácono Cirço Aparecido Nabor, que atua diretamente com as comunidades indígenas do município de Tamarana, auxiliando o padre Delcides André de Souza. Ele conta que são feitas periodicamente visitas com bênçãos e celebrações, além de catequese diretamente com as famílias. Uma vez por mês o padre celebra a Santa Missa.

 

“Eles estão aos poucos sendo integrados aos GBR (Grupos bíblicos de Reflexão). Já foram efetuados vários batismos de crianças e adultos, após preparação nos moldes do catecumenato, bem como primeira comunhão e este ano um grupinho que vai fazer a Crisma”, conta. A Igreja também auxilia na parte social, com organização de campanhas para arrecadação de doações para as comunidades.

 

“O trabalho é incansável sem fraquejar e sem desânimo. Muitas são as forças contrárias, lamentavelmente. Mas, Deus está do lado dos mais pobres e injustiçados. Isso é sentido na luta e no dinamismo de cada visita e de cada encontro. No fato de cada dia conhecer e ser conhecido um pouco mais. Comprometer-se com a vida é um dom que somente Deus pode nos conceder. Três verbos são importantíssimos na missão: VER, SENTIR E CUIDAR (CF 2020)”, conclui diácono Cirço.

 

Pascom Paróquia São Roque

Fotos: Pascom Paróquia São Roque

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