Celebramos hoje a Solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, data que nos ajuda a recordar que Cristo é o centro da Igreja. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento, o povo peregrino foi alimentado com maná, no deserto. Com a instituição da Eucaristia, o povo é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Por isso, saímos às ruas e fazemos a procissão de Corpus Christi, tendo à frente o Santíssimo Sacramento, recordando a “arca da aliança”, que caminhava à frente do povo no deserto rumo à terra prometida, os abençoando e os livrando do perigo.

O povo apresentava as suas intenções e angústias, assim como acontece hoje; o Santíssimo Sacramento vai a nossa frente e apresentamos a ele nossas intenções. Recebemos a visita do Santíssimo pelas ruas de nossa cidade, anunciando a Sua presença na vida do nosso povo. Jesus se dá gratuitamente a nós nas espécies sagradas do pão e do vinho.

De modo especial, pedir ao Santíssimo Sacramento neste dia pela Igreja, pelo Papa, pelos bispos e por todo o clero, que nunca faltem ministros na Igreja para nos trazer a Eucaristia e que a Igreja possa continuar sendo sinal de Deus para o mundo. Rezar, também, pela conversão dos pecadores e que todas as pessoas possam encontrar em Jesus a paz, o amor e a misericórdia.

Graças e louvores sejam dados ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Um dos elementos mais presentes na religiosidade ou devoção popular são as novenas preparatórias para as festas da Igreja ou de algum santo particular de nossa devoção. Em nossa tradição católica as novenas são como que uma espera orante por um acontecimento ou celebração importante.

 

Uma das maiores místicas da espiritualidade cristã soube integrar muito bem liturgia e piedade. Santa Faustina Kowalska alimentava a sua fé, esperança e caridade, sobretudo a partir dos sacramentos. Em seu diário nos deixa uma nova e importante prática de piedade, a novena em preparação à Festa da Divina Misericórdia, que por isso mesmo se encontra em profunda relação com a liturgia da Igreja. É realizada durante o Tríduo Pascal e a Oitava da Páscoa, favorecendo ao fiel uma mais profunda imersão no mistério da misericórdia divina, que plenamente se manifesta na Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

Em três momentos em seu Diário trata desta novena de um modo específico. Em um deles ela relata:

“O Senhor me disse para rezar o Terço da Misericórdia por nove dias antes da Festa da Misericórdia. Devo começar na Sexta-feira Santa…. Através desta novena concederei às almas toda espécie de graças” (Diário n° 796).

 

Desde 2003 fazemos a novena e celebramos a Festa da Misericórdia em nossa arquidiocese. De forma especial neste ano a realizaremos em nossa Igreja doméstica com nossas famílias.

 

Convidamos você a participar acompanhando pelas redes sociais esse tempo de graça e misericórdia que o Senhor nos concede.

 

Iniciaremos a novena dia 10/04 (Sexta-feira Santa) encerrando dia 18/04.

 

Dia 19/04 – Santa Missa no Domingo da Festa Misericórdia às 9h na Catedral de Londrina presidida por nosso arcebispo dom Geremias Steinmetz. Teremos a bênção das estampas e a Consagração das Famílias à Divina Misericórdia.

 

O tema da Festa esse ano será:
Misericórdia Divina, na qual todos somos imersos, eu confio em vós! (Diário n° 949)

Redes sociais:

Instagram: aedm.londrina
YouTube: AEDM Londrina
Facebook: Divina Misericórdia Catedral Londrina

 

A missa será transmitida pelo Facebook, site e Youtube da Catedral de Londrina: 

http://catedrallondrina.com.br/ao-vivo/

https://www.facebook.com/catedrallondrinaPR

https://www.youtube.com/c/CatedralLondrinaPR

 

Voz do que clama no deserto

 

A Igreja celebra o nascimento de João como um acontecimento sagrado. Dentre os nossos antepassados, não há nenhum cujo nascimento seja celebrado solenemente. Celebramos o de João, celebramos também o de Cristo: tal fato tem, sem dúvida, uma explicação. E se não a soubermos dar tão bem, como exige a importância desta solenidade, pelo menos meditemos nela mais frutuosa e profundamente. João nasce de uma anciã estéril; Cristo nasce de uma jovem virgem.

 

O pai de João não acredita que ele possa nascer e fica mudo; Maria acredita, e Cristo é concebido pela fé. Eis o assunto que quisemos meditar e prometemos tratar. E se não formos capazes de perscrutar toda a profundeza de tão grande mistério, por falta de aptidão ou de tempo, aquele que fala dentro de vós, mesmo em nossa ausência, vos ensinará melhor. Nele pensais com amor filial, a ele recebestes no coração, dele vos tornastes templos.

 

João apareceu, pois, como ponto de encontro entre os dois Testamentos, o antigo e o novo. O próprio Senhor o chama de limite quando diz: A lei e os profetas até João Batista (Lc 16,16). Ele representa o antigo e anuncia o novo. Porque representa o Antigo Testamento, nasce de pais idosos; porque anuncia o Novo Testamento, é declarado profeta ainda estando nas entranhas da mãe. Na verdade, antes mesmo de nascer, exultou de alegria no ventre materno, à chegada de Maria. Antes de nascer, já é designado; revela-se de quem seria o precursor, antes de ser visto por ele. Tudo isto são coisas divinas, que ultrapassam a limitação humana. Por fim, nasce. Recebe o nome e solta-se a língua do pai. Relacionemos o acontecido com o simbolismo de todos estes fatos.

 

Zacarias emudece e perde a voz até o nascimento de João, o precursor do Senhor; só então recupera a voz. Que significa o silêncio de Zacarias? Não seria o sentido da profecia que, antes da pregação de Cristo, estava, de certo modo, velado, oculto, fechado? Mas com a vinda daquele a quem elas se referiam, tudo se abre e torna-se claro. O fato de Zacarias recuperar a voz no nascimento de João tem o mesmo significado que o rasgar-se o véu do templo, quando Cristo morreu na cruz. Se João se anunciasse a si mesmo, Zacarias não abriria a boca. Solta-se a língua, porque nasce aquele que é a voz. Com efeito, quando João já anunciava o Senhor, perguntaram-lhe: Quem és tu? (Jo 1,19). E ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto (Jo 1,23). João é a voz; o Senhor, porém, no princípio era a Palavra (Jo 1,1). João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna.

Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
Sermo 293,1-3: PL 38,1327-1328 – Séc.V

 

A Arquidiocese de Londrina tem quatro paróquias dedicadas a São João Batista. Elas estão localizadas no Distrito de Guaravera e nas cidades de  Bela Vista do Paraíso, Florestópolis e Prado Ferreira.

 

 

 

Paróquia São João Batista – Distrito de Guaravera – Decanato Tamarana (Foto arquivo PASCOM)

 

 

 

Paróquia São João Batista – Bela Vista do Paraíso – Decanato Sertanópolis (Foto Tiago Queiroz)

 

 

 

Paróquia São João Batista – Florestópolis – Decanato Porecatu (Foto Google Street View)

 

 

 

Paróquia São João Batista – Prado Ferreira – Decanato Porecatu (Foto arquivo PASCOM)

 

Foto destaque: imagem de São João Batista da paróquia em Bela Vista do Paraíso  (Fotógrafo Tiago Queiroz)

Catedral Metropolitana de Londrina, Paróquia Sagrados Corações e Paróquia Pessoal Nipo-brasileira Imaculada Conceição se uniram nesta quinta-feira, 31, para celebrar a solenidade de Corpus Christi. Cerca de 4 mil pessoas se dirigiram à catedral para celebrar o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fiéis começaram a chegar às ruas ao redor da catedral antes mesmo do dia amanhecer, por volta das 4 horas da manhã, para montar os tapetes. Pó de serra colorido, sal e farinha deram vida aos desenhos preparados pelas comunidades, retratando desde elementos importantes da nossa fé, como a devoção ao Santíssimo Sacramento, até a Ação Evangelizadora: Cada Comunidade uma Nova Vocação.

A missa foi celebrada pelo arcebispo Dom Geremias Steinmetz e concelebrada pelos padres da catedral e das paróquias participantes, além do reitor do Seminário Propedêutico São José.

O Evangelho, tirado do livro de São Marcos, trouxe a narrativa da instituição da eucaristia na véspera da Paixão de Jesus. Na homilia, Dom Geremias destaca os elementos que Jesus escolhe para se tornar presente no meio de nós: pão e vinho, frutos da terra e do trabalho humano. Pão e vinho são dons de Deus nos quais se pode ver aquilo que se dá na morte de Jesus, explica.

“Veja por exemplo, a gente não come o trigo por inteiro, grãozinho por grãozinho, mas o trigo é moído, é transformado em farinha, que é transformada em pão”.

“É para ser um símbolo exatamente de Jesus, que foi como que triturado na cruz. Perdeu todo seu sangue derramado sobre a humanidade. Ali perdeu a sua vida, ali perdeu tudo. A única coisa que sobrou foi a certeza do amor de Deus. Quando a gente toma a eucaristia, come esse pão, é o Cristo triturado pelo pecado da humanidade que agora se faz salvação. Da mesma forma o vinho”.

Depois da comunhão, clero e fiéis saíram em procissão pelas alamedas e retornaram à catedral para adoração ao Santíssimo e bênção final. Como de costume, o arcebispo abençoou os pãezinhos partilhados com a comunidade.

Juliana Mastelini Moyses
PASCOM Arquidiocesana

 

Fotos: Guto Honjo