A Igreja no Brasil vivenciou, dos dias 10 a 15 de novembro, o seu 5º Congresso Missionário Nacional. A organização do congresso contabilizou cerca de 800 participantes, entre os quais: 40 bispos, mais de 120 sacerdotes e centenas de leigos e leigas. Do Regional Sul 2 da CNBB, Paraná, participaram 33 pessoas, entre elas, três da Arquidiocese de Londrina: a coordenadora das Missões, irmã Salette Besen; o coordenador da Infância e Adolescência Missionária (IAM), Bruno de Lima Trindade; e a irmã Diva Souza Costa, da Conselho Missionário Arquidiocesano.

Mensagem do Papa

Durante a celebração, foi lida a mensagem do Papa Francisco enviada para o Congresso Missionário. O pontífice desejou que as Igrejas locais do “imenso Brasil, com o coração ardente pela paixão de evangelizar, ponham os pés a caminho, proclamando alegremente a todos os povos o Cristo Ressuscitado”. E pediu que não deixem “esmorecer o ardor” experimentado durante o evento.

O Papa também saudou as dioceses brasileiras que assumem o mandato missionário com a missão além-fronteiras. “Quantos belos testemunhos de missionários e missionárias que, partindo dessa querida nação, anunciam a Boa nova em outros países, em outras culturas!”.

Francisco recordou, de forma especial a Amazônia, sempre presente em suas orações e em seu coração. “A fé cristã chegou a essas terras como fruto do ardor missionário de homens e mulheres destemidos”. Leia a mensagem na íntegra.

Atividades

Entre as principais atividades de cada dia estavam os painéis temáticos, momentos de aprofundamento das temáticas missionárias. Os participantes também experimentaram a acolhida nas paróquias e nas famílias de Manaus, catequeses com os bispos e atrações culturais.

No domingo, 12, foi realizada a Romaria dos Mártires da Amazônia, que contou com a participação das comunidades, áreas missionárias e paróquias da Arquidiocese de Manaus. O momento recordou quem assumiu as consequências da profecia, sendo um momento para agradecer a Deus por seu compromisso missionário.

A missa da Romaria foi celebrada no mesmo local onde São João Paulo II celebrou a missa em sua visita a Manaus em 1980. Presidiu a Eucaristia o bispo de Rondonópolis-Guiratinga (MT) e presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Maurício da Silva Jardim. Refletindo sobre as leituras apresentadas na Liturgia, ele salientou que “nossas sedes não se reduzem à sede de água e de coisas materiais, mas temos sede de infinito, de transcendência, de interioridade, de beleza”. Uma sede, que citando o cardeal Tolentino, “mostra-se no desejo de ser amado, olhado, cuidado e reconhecido”, que afirma que “a dor de nossa sede é a dor de nossa vulnerabilidade”.

O 5º Congresso Missionário Nacional foi encerrado com Celebração Eucarística de envio missionário e ordenação episcopal do novo bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus (AM), monsenhor Zenildo Lima, e foi presidida pelo Cardeal Leonardo Steiner. 

CNBB Sul 2

Fotos: Divulgação

De 8 a 10 de setembro, a Arquidiocese de Londrina sediou o Congresso Estadual da Renovação Carismática Católica 2023. Realizado no Centro de Eventos, o encontro reuniu cerca de 2,5 mil pessoas das 18 dioceses do Paraná e contou com momentos de oração, louvor, pregação, Santa Missa, música e apresentações artísticas e culturais.

O arcebispo dom Geremias presidiu a missa de abertura do congresso

No início do evento, a equipe do conselho estadual da RCC e os participantes se consagraram ao Sagrado Coração de Jesus, padroeiro de Londrina, e ao Imaculado Coração de Maria. O arcebispo dom Geremias Steinmetz presidiu a Santa Missa da festa da natividade de Nossa Senhora, 8 de setembro e incentivou os fiéis a serem missionários, buscando ser aquilo que Deus quer.

No domingo, os avós de Luan Augusto, jovem que perdeu a vida em um ataque ao Colégio Helena Kolody, em Cambé, em junho deste ano, e a coordenadora do grupo de oração que ele e a namorada Karoline Verri Alves, também assassinada no ataque, eram servos. Ambos eram servos da Renovação Carismática Católica na Arquidiocese de Londrina.

Recebemos nesta manhã os avós de Luan, e a Coordenadora do Grupo de Oração Jovem que Luan e Karol frequentavam, jovens que perderam as suas vidas recentemente em um ataque ao colégio que estudavam na cidade de Cambé/PR. Ambos eram servos da Renovação Carismática Católica, na Arquidiocese de Londrina.

Com as suas vidas, os jovens mostraram que a santidade é alcançável e que devemos estar prontos, pois não sabemos nem dia e nem a hora em que o Senhor irá nos chamar. Mas que possamos lutar para responder, como São Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia”.

No domingo, o evento encerrou-se em Santa Missa, presidida por dom Celso Marchiori, bispo de São José dos Pinhais e referencial da RCC Paraná.

O evento acaba, mas agora a obra começa! Em nossas realidades somos chamados a nos revestir da armadura de Deus e despertarmos para sermos ousados e corajosos no anúncio do Evangelho, propagando aos quatro cantos do mundo que Ele é o rei, Ele é o Senhor, e a Ele toda honra, glória e louvor.

Pascom Arquidiocesana

Fotos: Divulgação

Animados pelo Mês Missionário e pelo Ano Jubilar Missionário, a arquidiocese realizou, nos dias 15 e 16 de outubro, o Congresso Arquidiocesano Missionário, com o tema: “A Igreja é Missão”. O congresso reuniu 500 representantes de diversas comunidades da arquidiocese e representou a retomada do caminho missionário interrompido pela pandemia. Ao todo o evento contou com o trabalho de 36 pastorais e serviços diferentes da arquidiocese, que somaram forças para a realização do congresso. “Isso deixa evidente o comprometimento dos leigos e leigas com a missão da Igreja”, destacou irmã Maria Fernanda Godoy, MC, coordenadora do Conselho Missionário Arquidiocesano de Londrina (COMIDI) e dos Grupos Bíblicos de Reflexão.

Para a irmã, os fiéis vivenciaram um novo Pentecoste missionário. “Com as motivações das celebrações do Ano Jubilar Missionário e iluminados pela mensagem do Papa Francisco, as lideranças fizeram memória da caminhada missionária na arquidiocese, atualizando o convite de ser uma Igreja em saída, sinal profético e comprometida em assumir a missão como vocação batismal.”

O congresso contou com a assessoria do padre Marcondes Barbosa, coordenador da Dimensão Missionária da Arquidiocese de Curitiba, e teve a participação do arcebispo dom Geremias Steinmetz. Mística, encontro, fraternidade, partilha, formação e projeção missionária foram as caraterísticas do congresso, aponta a religiosa. “O encontro foi uma resposta às urgências que temos como Igreja no caminho da sinodalidade: comunhão, participação e missão.”

A partir do congresso, a missão continuará nas bases, motivando as comunidades eclesiais com a paixão missionária expressa no anúncio da palavra e serviço da caridade.

Juliana Mastelini Moyses
Pascom arquidiocesana

Fotógrafos:

Fotógrafos: Ernani Roberto, Flavia de Paula, José Fariah, Marcio Vendrametro e Sandra Patricia Belussi

No final de semana, dias 28 e 29 de julho, cerca de um mil e quatrocentos membros da Renovação Carismática Católica participaram do Congresso Carismático da Arquidiocese de Londrina, na EPESMEL.

O encontro contou com pregadores de todo o estado, inclusive a presidente estadual Maria Ivone, e o assessor eclesiástico de Londrina padre Marcelo Gomes. Dom Geremias Steinmetz também marcou presença no congresso. Segundo os participantes, foi um final de semana de muitas bênçãos para RCC da Arquidiocese de Londrina! 

Ronaldo Adriano Pontes
Comunicação RCC 

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Os participantes do 4º Congresso Missionário Nacional aprovaram no final do evento, na manhã deste domingo, 10, uma mensagem enviada às Comunidades eclesiais do Brasil. Na mensagem, os congressistas reafirmam o compromisso com uma Igreja sinodal, de comunhão e em saída, que leva a alegria do Evangelho a todos os povos.

“Impulsionados pela Santíssima Trindade, viveremos esta nossa vocação na sinodalidade e na comunhão, comprometidos com a Igreja em saída que promove o encontro e anuncia a alegria do Evangelho a todos”, diz um dos trechos da mensagem.

Organizado pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM), em parceria com a Comissão Episcopal Pastoral para Animação Missionária da CNBB e a arquidiocese de Olinda e Recife, o Congresso teve início na quinta-feira, 7, em Recife (PE), e reuniu 700 pessoas de todo o Brasil. Leia, abaixo, a íntegra da mensagem.

confresso nacional pom

 


MENSAGEM DO 4º CONGRESSO MISSIONÁRIO NACIONAL ÀS COMUNIDADES ECLESIAIS DO BRASIL

Vocês serão minhas testemunhas até os confins da terra (cf. At 1,8).

Reunidos no 4º Congresso Missionário Nacional, de 7 a 10 de setembro de 2017, no Colégio Damas, em Recife (PE), nós, os 700 missionários e missionárias, vindos de todas as regiões do Brasil, fomos fortemente desafiados a testemunhar “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”. A Arquidiocese de Olinda e Recife, com calorosa e fraterna acolhida, levou nosso Congresso para as ruas, antes mesmo de ele ser aberto, com a realização da Semana Missionária, nos seus oito vicariatos, atitude pioneira que enriqueceu nosso encontro. Seremos sempre agradecidos a esta Arquidiocese pela generosidade e disponibilidade que nos dispensou, nesses dias, no autêntico espírito de serviço amoroso e gratuito.

Aprendemos com o Papa Francisco que “a alegria é o bilhete de identidade do cristão”. Essa alegria foi o espírito que marcou os quatro dias em que estivemos juntos. Ela nasce do Evangelho que liberta e salva; expressa-se na sinodalidade e na comunhão que impulsionam a vida e a missão da Igreja; anima o testemunho e o profetismo que, a partir da cruz de Cristo, apontam para o nosso compromisso de discípulos missionários e missionárias.

Contemplar a realidade com o olhar de discípulo missionário
O exemplo dos mártires e profetas, como Dom Helder Câmara, ajudou-nos a olhar para o Brasil, mergulhado numa profunda crise que fere, no coração e na alma, a nós e a tantos irmãos e irmãs empobrecidos, excluídos e descartados.

Como se estivesse anestesiada, a população brasileira assiste ao fortalecimento de políticas neoliberais que retiram direitos e agravam a situação dos trabalhadores/as, dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores e dos que vivem em outras periferias geográficas e existenciais. As reformas trabalhista, previdenciária, política e da educação, bem como a retomada das privatizações mostram que o governo e o Congresso Nacional viraram as costas ao povo. A corrupção e a falta de ética, que atingem tanto a classe política, quanto empresarial e outros setores da sociedade, têm levado o desencanto e a desesperança aos brasileiros e brasileiras.

Causam-nos indignação a devastação da Amazônia, a degradação da natureza e a violência que ceifa a vida de lideranças, como o assassinato do casal Terezinha Rios Pedrosa e Aloísio da Silva Lara, ocorrido no Mato Grosso nesta semana, e o massacre de indígenas, em agosto deste ano, no Vale do Javari, Amazonas, divulgado enquanto acontecia o Congresso. O decreto do governo que extingue a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) é um duro golpe nos direitos dos povos indígenas e no bioma amazônico.

Essa realidade, longe de nos desanimar, cobra-nos uma ação missionária vigorosa, transformadora, libertadora. Revigorados pelo espírito da Conferência de Medellín que, há 50 anos, deu à Igreja Latino-americana o rosto de uma Igreja em saída, pobre, missionária e pascal, somos motivados a vencer a tentação da indiferença, do comodismo, do desencanto, do desânimo e do clericalismo presentes em muitas de nossas comunidades. Somos guiados pela fé e pela esperança cristãs capazes de reacender, no coração de todos, a chama do amor pela vida, pela justiça e pela paz.

Discernir os caminhos da missão que gera alegria
A palavra de Deus é luz, sabedoria e força que nos tornam discípulos missionários e missionárias ousados e criativos, mais capazes de colaborar com a transformação de estruturas caducas e a construção de uma nova sociedade, que seja sinal do Reino de Deus em nosso meio. Os documentos da Igreja são também fonte salutar que nos ajudam a compreender melhor a natureza missionária da Igreja. Nesse particular, destacamos as palavras e gestos do Papa Francisco, base do conteúdo deste Congresso. É surpreendente como ele se coloca à nossa frente, a passos largos e rápidos. Ele é, verdadeiramente, um profeta missionário que nos anima na caminhada.

A missão constitui verdadeiro kairòs, tempo propício de salvação na história. Somos provocados a sair de nós mesmos, deixar nossa terra, tirar as sandálias para “pisar” o solo sagrado do outro, como hóspedes, aqui e além-fronteiras. A proximidade e a reciprocidade levam ao encontro com o outro que faz contemplar o horizonte escatológico do Reino de Deus.

Na missão, animam-nos o testemunho e o profetismo de tantas mulheres e homens que encontraram sua alegria no Evangelho e a partilharam com os prediletos de Deus na radicalidade da doação de sua vida. Os profetas e mártires são exemplo de coragem e de fidelidade a Cristo e ao Evangelho até o extremo de entregar a própria vida: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15, 13). Sustentados pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, os missionários e missionárias têm, hoje e sempre, a responsabilidade de não deixar morrer a profecia, lembrando que “o sangue dos mártires é semente de novos cristãos”.

Na missão, Aquele que chama e envia, bem como a mensagem enviada e seu destinatário são maiores que o enviado, isto é, o missionário. Sem este, no entanto, não há quem seja enviado e a mensagem do amor de Deus não chega a seus destinatários. O missionário, porém, só cumpre autenticamente a missão se caminhar junto com outros missionários, vencendo a tentação do monopólio da Boa Nova, reconhecendo a riqueza da unidade na diversidade e ultrapassando os estreitos limites da Igreja particular para lançar-se ao mundo. No cumprimento da missão, os evangelizadores se lembrem de que sua alegria não está nos prodígios que possam realizar, no sucesso que venham a alcançar, mas em saber que seus nomes estarão inscritos na “memória afetiva de Deus” por terem sido fieis mensageiros do Evangelho (cf. Lc 10,17-20).

Comprometer-se com Jesus Cristo e o Reino de Deus para uma Igreja sem saída
O 4º Congresso Missionário Nacional foi o encontro de irmãs e irmãos que partilharam sua fé, suas lutas, suas angústias, seus sonhos, suas esperanças. Durante todo o tempo, sentimos agir em nós o Espírito Santo, protagonista da missão, reforçando nossa convicção de que ser missionário é uma graça e uma responsabilidade. Por isso, renovamos nosso compromisso com a Infância e Adolescência Missionária e com a Juventude Missionária, em união com as demais expressões juvenis, a fim de que crianças, adolescentes e jovens sejam protagonistas da missão onde quer que estejam.

Reafirmamos a vocação dos cristãos leigos e leigas como sujeitos na missão. Confirmamos o testemunho das consagradas e consagrados, dos seminaristas, dos ministros ordenados – diáconos, padres e bispos – que cada vez mais assumem a missão como resposta ao chamado de Deus. Impulsionados pela Santíssima Trindade, viveremos esta nossa vocação na sinodalidade e na comunhão, comprometidos com a Igreja em saída que promove o encontro e anuncia a alegria do Evangelho a todos. Assumimos a tarefa de apostar, cada vez mais, nos espaços que nos ajudam a ser uma Igreja sinodal, fortalecendo os organismos e conselhos missionários em todas as instâncias.

Para a vivência da missionariedade é imprescindível a atitude da escuta. Contribui para isso a formação missionária contínua que alimenta nossa espiritualidade, cria a cultura da missão e contribui para que todos os batizados assumam sua vocação missionária. Assim, onde estivermos iremos ecoar o refrão que ficou gravado em nossos corações: “Tudo com missão, nada sem missão”.

Deixemos arder em nosso peito o apelo do Papa Francisco: “Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo! (…) Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus repete-nos sem cessar: ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’ (Mc 6, 37)” (EG, 49).

Maria, Mãe Aparecida, comunicadora da alegria do Evangelho, caminhe conosco!

Recife, 10 de setembro de 2017 
Participantes do 4º Congresso Missionário Nacional.


A Arquidiocese de Londrina esteve representada pelas delegadas da SMP e Comidi: Ir. Dirce Gomes  Silva, Lucidalva Maria Martiniti, Ir. Maria do Carmo pela Congregação Claretiana e  Ir. Catarina da Silva, Xaveriana convidada pela organização do congresso.

“O 4° Congresso Missionário Nacional teve como objetivo impulsionar os batizados para uma Igreja em Saída no anúncio da alegria do Evangelho, através das conferências e oficinas foi um momento para confirmar e revitalizar nosso seguimento a Jesus Cristo a serviço de uma Igreja em saída. Foi um ensaio sinodal cujo marco foi o Papa Francisco. A comunhão não se esgota ela gera missão. Retorno consciente de que: se o coração não arder os pés não andam, que a missão se faz de forma circular. Por outro lado, inquieta de como ser uma Igreja em estado permanente de missão a partir dos desafios do mundo urbano. Missão na cidade” comenta Ir. Dirce.

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Participantes do Regional sul 2 no 4° Congresso Missionário Nacional.