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Dom Geremias comenta assuntos discutidos na reunião ordinária do Conselho Permanente da CNBB

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Encerrou nesta quinta-feira, 17 de junho, a reunião ordinária do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do qual fazem parte cerca de 40 bispos de todo Brasil, dentre eles dom Geremias . O encontro, realizado virtualmente, discutiu, entre outras questões, uma análise de conjuntura, calendário para o ano que vem e o Sínodo dos Bispos, a ser realizado em 2023.

 

O núncio apostólico no Brasil, dom Giambatistta Diquattro, abriu o evento com uma palavra aos bispos a partir do contexto social e eclesial da atualidade, com forte polarização. Dom Giambatistta fez um convite: “vivamos nossa vocação como filhos de Deus e como operadores de paz”.

 

Um dos temas tratados no primeiro dia foi o Ano Vocacional, que será de novembro de 2022 a novembro de 2023. Dom Geremias explica que este ano vai tentar suscitar mais vocações missionárias, tanto missão ad gentes, como missão no próprio país ou diocese. Segundo ele, é preciso trabalhar o sim para a missão na generosidade. “Aquilo que a gente vê nos Evangelhos e nos missionários que vieram pra cá, [eles] sempre tiveram essa espiritualidade: partir em missão, dar a vida pela missão”, explica.

 

Outro ponto importante levantado por dom Geremias foi a apresentação da diretoria ANEC (Associação Nacional de Educação Católica do Brasil) sobre sua atuação no país. São mais de 1,5 milhão de alunos e mil escolas de primeiro e segundo e 40 instituições de ensino superior afiliadas à ANEC.  A entidade teve um encontro com a Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB e levou ao Conselho Permanente informações sobre sua atuação institucional na defesa de educação de excelência e na incidência política, institucional e internacional. Houve um pedido para unir forças em iniciativas comuns.

 

Na reunião do conselho foi tratado também sobre a Signis Brasil e a comunicação na CNBB. A Signis é uma associação católica que reúne representantes de veículos radiofônicos, televisivos, impressos e digitais de todo país. Tem o papel de articular os meios de comunicação católicos em vista da missão de evangelizar. “Foi uma meia hora de trabalho em que se falou sobre a rádio, programações conjuntas, e foi colocada bastante em pauta a questão da comunicação no país hoje”, destaca dom Geremias.

 

Outro assunto conversado na reunião foi o encontro de parlamentares católicos, que irá acontecer nos dias 16 e 17 de setembro de forma on-line. “Inclusive foi pedido para que a gente sugerisse nomes para que assim esse encontro possa acontecer e quem sabe ter uma consequência positiva na vida nacional, na vida também no nosso continente, na América Latina”, explica. A partir de uma indicação da 5ª Conferência do Episcopado Latino Americano e do Caribe, em 2007, o Conselho Episcopal Latino Americano (Celam) incentiva a realização de encontro com parlamentares católicos. Em âmbito continental, houve uma primeira reunião em Bogotá, na Colômbia, no ano de 2017, e a segunda, no Paraguai, em 2019.

 

O Encontro de Parlamentares Católicos a Serviço do Povo Brasileiro terá representação de lideranças políticas dos vários níveis do Poder Legislativo e todas as regiões do país. Busca-se também a pluralidade partidária. O assessor político da CNBB, padre Paulo Renato Campos, apresentou a programação preparada para o evento e ressaltou o pedido para comissões, organismos e regionais enviarem suas contribuições para o encontro.

 

O próximo Sínodo dos Bispos será realizado em 2023, a partir do tema missão. Em outubro deste ano, será lançada a pesquisa que visa colaborar com a reflexão que vai se desenvolver no sínodo. Até julho do ano que vem, vai ser coletado o material que depois segue para a síntese que irá compor o Instrumento Laboris, os textos de trabalho do sínodo.

Confira outros assuntos tratados na reunião:

 

É tempo de Cuidar

Dom Mário Antônio da Silva, vice-presidente da CNBB, apresentou alguns números da Ação Solidária Emergencial “É tempo de Cuidar”, que chegou em sua segunda fase.  Também convidou dois membros da Cáritas Brasileira, entidade que também ajuda a promover a iniciativa, para falar sobre a perspectiva da Campanha.

 

Irmã Cleusa, da Cáritas, falou sobre a Semana de Mobilização, realizada de 8 a 12 de junho e seus frutos.  Já o Magalhães, da Cáritas Brasileira, apresentou os dados gerais da Campanha. Até o momento já foram mais de 1 milhão e 800 mil itens alimentícios arrecadados.

 

Repam

Também durante a reunião, o Conselho Permanente aprovou a recondução dos membros que farão parte da diretoria da Rede Eclesial Pan-Amazônica, a Repam. São eles: dom Erwin Kräutler, como presidente; dom Roque Paloschi, como secretário e dom Mário Antônio da Silva, como ecônomo.

 

Campanha da Fraternidade 2022

Na sequência da reunião do Conselho Permanente, foram apresentados a oração e o sumário do texto-base da Campanha da Fraternidade 2022, cujo tema é “Fraternidade e Educação”. Os bispos receberam a décima versão do texto que irá conduzir as reflexões da Campanha do ano que vem e poderão identificar ausências, sugerir acréscimos e indicações, até o dia 25 de junho.

 

Novo Estatuto

Outro tema da manhã desta quinta-feira foi o Novo Estatuto da CNBB. O processo de elaboração chega à terceira etapa, com a aprovação de uma Comissão de Peritos e posterior Formulação Jurídico Canônica do Estatuto e do Regimento da Conferência, entre os meses de julho e outubro.

 

A equipe de trabalho indicou uma série de peritos, entre canonistas, especialistas na área jurídica civil, teólogos e pastoralistas. São bispos, padres, leigas e leigos. Junto com a Comissão de Peritos também haverá uma equipe de consultores para auxiliar no processo de formulação do texto. Os membros do Conselho Permanente indicaram outros nomes à lista proposta, os quais serão articulados pela equipe que coordena o processo de elaboração do novo estatuto.

 

Expressões carismáticas

O Conselho Permanente também aprovou na manhã desta quinta-feira, 17, a criação de um grupo de trabalho que irá refletir sobre as expressões carismáticas na Igreja no Brasil. A ideia surgiu partir do contato do bispo de Tocantinópolis (TO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, dom Geovane Pereira de Melo; do secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado; do bispo de Paranavaí (PR), dom Mário Spaki, referencial para o Serviço de Comunhão Charis no Brasil; e do bispo auxiliar de Brasília, dom José Aparecido Gonçalves Almeida.

 

A proposta é refletir sobre as expressões ligadas à Renovação Carismática e aos carismas pentecostais na Igreja no Brasil, tratando de questões relacionadas à doutrina, liturgia e compromisso social, por exemplo. Desses grupos, segundo dom Geovane, nasceram ministérios, serviços e novas comunidades, cujas expressões “têm uma forte presença nos meios de comunicação social e forte influência na forma de pensar de uma grande parte dos fiéis católicos”.

 

Sínodo

As atividades da manhã foram concluídas com um encontro dos bispos com a Secretaria do Sínodo, que falou sobre o processo de preparação para a XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, cujo tema proposto pelo Papa Francisco é “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Direto de Roma, contataram os bispos o secretário geral do Sínodo, cardeal Mario Grech, e os subsecretários monsenhor Luis Marìn de San Martin e irmã Nathalie Becquart. Eles explicaram sobre as motivações para a assembleia sinodal, reconheceram o processo da Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe e incentivaram a contribuição do Brasil. A secretaria do Sínodo ainda deseja que o processo do sínodo ajude também “a sentir toda a Igreja a dar uma resposta nesse momento que estamos vivendo”.

 

Pascom Arquidiocesana
Com informações CNBB

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