De 7 a 13 de setembro, o Decanato Cambé realizou a Semana de Conscientização sobre o Dízimo, com lives diárias abordando o significado, a fundamentação bíblica e a destinação do dízimo nas paróquias. A missa de encerramento no dia 13 de setembro foi presidida pelo arcebispo dom Geremias Steinmetz e concelebrada pelo padre Josenildo Dias SF, na Paróquia Cristo Rei.

 

As lives alcançaram mais de 8 mil visualizações no Facebook e tiveram como convidados o diácono Marcos Noel (Paróquia Nossa Senhora de Fátima), Antônio Edson (Coordenador Pastoral do Dizimo Paróquia Santo Antônio) Padre Rodrigo Favero Celeste (Paróquia São Francisco Xavier) e Leles Alves Ferreira (Paróquia Santo Antônio, Decanato Sul).

 

O evento foi um convite aos fiéis para compreenderem a importância de ser dizimista, possibilitando que a evangelização possa se fortalecer cada dia mais. Foi abordado que o Dízimo é resultado de uma consciência madura e cristã, de quem se sente parte da comunidade da igreja formada por Cristo, para ser nossa família.

 

Também foi abordado o que é o Dízimo na Igreja Católica, dízimo como ato de fé, de gratidão e de confiança em Deus. Todos são chamados a ser dizimistas, sem exceção: ministros ordenados, lideranças, a própria Pastoral do Dízimo, todos os cristão são chamados a manifestar a fé através da devolução da partilha do dízimo.

 

Escrituras

Dentro das escrituras, passando do Antigo Testamento até o Novo Testamento em Jesus, o Dízimo vem dos nossos primeiros pais da fé. No Antigo Testamento, este tema mostra o rigor da lei sobre o Dízimo. Também vemos um povo que não cumpriu com essa lei e Deus vem com seus profetas alertar o povo a ser fiel. Entrando no Novo Testamento, Jesus nos liberta do peso da lei e nos convence que devolver o Dízimo precisa ser de coração: dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus (Mt 22,21). São Paulo na Segunda Carta aos Coríntios (9,7) diz: dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento, Deus ama o que dá com alegria, ou seja, estamos libertos do peso da lei, porém precisamos de um coração convertido para praticar esse gesto de fé.

 

Finalidade         

O Dízimo precisa em tudo ser usado para a evangelização, dentro de todas as suas dimensões religiosa, eclesial, missionária e caritativa. Dentro das finalidades temos as despesas do templo (paróquias e comunidades) como água, luz, o vinho, as partículas, entre outras. Também a formação dos padres e seminaristas, as formações dos leigos dentro dos ministérios de serviço da igreja, a ajuda que a arquidiocese dá a outras dioceses, sendo uma igreja irmã e enviando padres missionários, e a dimensão caritativa, ajudando as pastorais sociais. Padre Rodrigo Favero Celeste, pároco da Paróquia São Francisco Xavier, Decanato Cambé explicou que partilhar o Dízimo é se tornar uma família com a comunidade, pois a partilha maior é dentro de nossas casas. “Quando partilhamos o Dízimo nos tornamos família dentro da Igreja.”

 

Pascom Arquidiocesana

Com informações: Anderson Okada – Coordenador da Pastoral do Dízimo -Decanato Cambé

Nesse vídeo temos a emocionante experiência de generosidade e partilha. A Paróquia São José Operário, Decanato Oeste, mensalmente atende famílias e pessoas em vulnerabilidade social. Essa ação é possível graças a generosidade dos dizimistas e doadores que testemunham a virtude da partilha.

 

Uma missão que se fortalece com o passar da história. Com o testemunho dos vicentinos, das famílias e do padre nossa comunidade é sinal de esperança e alegria a tantos corações. Desde a arrecadação de alimentos até a entrega tudo é realizado com carinho e esperança.

PASCOM Paróquia São José Operário

 

Assista:

 

PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO
R. Ruy Virmond Carnascialli, 486 – Londrina – PR
Tel: (43) 3338 5333 / WhatsApp (43) 98808 4825

Construção do Centro Catequético da Selva recebeu R$ 100 mil (Foto divulgação)

Dinheiro da contribuição mensal com o dízimo e oferta é partilhado com as paróquias e capelas mais necessitadas

 

Criado em 2002, o Fundo Arquidiocesano da Partilha (FAP) conta com 100% de adesão das paróquias da Arquidiocese de Londrina. Desde a menor comunidade, até a maior, colaboram com essa dimensão missionária e social. Com a contribuição de agosto deste ano foram atendidas cerca de 30 paróquias.
A contribuição, administrada por profissionais da Mitra, é destinada mensalmente para projetos e ajuda a comunidades, padres e irmãs. Existe comunidade que contribui com R$ 35 por mês e outras, com melhores condições, que participam até com R$ 10 mil. Um levantamento, feito pela comissão responsável pelo FAP, calcula que a média de arrecadação é de 167 mil reais e o valor partilhado de 2002 a 2019 chega a quase R$ 12 milhões.

 

A coordenadora da comissão do FAP, Marilda Carvalho Dias, explica que o fundo se destina aos auxílios fixos e eventuais. Os auxílios fixos, segundo ela, correspondem a cerca de 25 % da arrecadação mensal. São para as despesas dos párocos, diáconos permanentes, religiosas, que atuam em comunidades da periferia de Londrina.

 

Os auxílios eventuais são para as reformas e construções, projetos que são entregues mensalmente à comissão. São necessidades temporárias de construções e reformas de igrejas, centros comunitários e salas de catequese. O FAP também já atendeu necessidades emergenciais como a casa do Bom Samaritano, várias paróquias das dioceses- irmãs de Oeiras -Floriano, no Piauí; e Macapá, no Amapá.

 

Em 2018, o Fundo ajudou a construir o centro catequético da Selva. Foram cedidos R$ 100 mil distribuídos em dez parcelas. A comunidade é muito antiga e nunca teve espaço para os encontros da catequese. Com a colaboração do FAP foi possível fazer quatro salas, dois banheiros e uma área para acolhida.
Na Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Km 9 (Decanato Sul), duas comunidades já receberam dinheiro do Fundo. Na comunidade São Sebastião foram construídas as salas da catequese e no distrito de Maravilha, o FAP investiu R$ 60 mil na reforma do telhado da capela Nossa Senhora de Fátima.

 

Em Laranjal do Jari, no Amapá, a contribuição ajudou a construir uma sala de pastoral na Paróquia Santo Antônio do Jari. Ela atenderá, ainda, a Paróquia de Vitória do Jari. Ao todo, 40 comunidades na região que utilizarão a sala.

 

Comissão analisa os projetos beneficiados

A comissão do FAP se reúne mensalmente para analisar projetos e solicitações de contribuição do fundo. Faz se uma planilha da arrecadação mensal, divide-se para as contribuições fixas, avaliando as paróquias com o valor mensal do dízimo e ofertas inferior a 30 salários mínimos.

 

Posteriormente, faz se a divisão para as contribuições eventuais, conforme a solicitação dos interessados. Segundo Marilda, para a divisão, leva-se em consideração as comunidades cujo valor de ofertas e dízimo não ultrapassem 49 salários mínimos, tendo prioridade as que possuem o maior número de capelas. “Uma vez dentro dos critérios, o atendimento aos pedidos de auxílio será feito por ordem de chegada das solicitações e da disponibilidade de caixa”, enfatiza Marilda.

 

Além da análise do ponto de vista financeiro, os pedidos devem conter uma carta de solicitação com justificativa e valor pedido, além de anexar três orçamentos e cópia do projeto arquitetônico em caso de reforma ou construção. Para os pedidos de construção, o projeto, antes de ser encaminhado à comissão do FAP, precisa passar por análise da comissão de Arquitetura e Arte Sacra.

 

Na análise dos pedidos, a comissão leva em conta as seguintes prioridades: construção de prédios para capelas ou sedes de paróquias em áreas pobres onde não haja um prédio da arquidiocese para realização de celebrações; reformas de capelas, reparo na estrutura, pinturas e manutenção; construção de salas para pastorais, principalmente salas de catequese; e compra de terrenos para capelas e salas para as pastorais.

 

FAP estipula percentual de contribuição

O Fundo Arquidiocesano da Partilha foi criado no início de 2002 a partir do Plano de Ação Evangelizadora da arquidiocese. O Objetivo era colocar em prática ações efetivas diante de vários desafios apresentados durante a assembleia arquidiocesana.

 

Na época, foi formada uma comissão para discutir a prática do FAP. Participaram do projeto inicial, cinco leigos assessorados pelo padre Sebastião Benedito de Souza e tendo como orientador o frei Adelino Frigo, então secretário de Pastoral da Arquidiocese. A implantação do FAP também contou com o apoio do padre Romão Antonio Martins, ecônomo na época.

 

A comissão recebeu o apoio de dom Albano Cavallin, arcebispo de Londrina na época, e começou a organizar e estudar planilhas de todas as capelas e paróquias da arquidiocese. Como as contribuições com o dízimo e ofertas eram muito diferentes, na época entre de R$ 500 a R$ 35 mil por mês, foi estipulada uma contribuição para o FAP de três, cinco ou sete por cento do valor das ofertas e dízimo de cada comunidade.

 

A primeira arrecadação ocorreu em maio de 2002, das 67 paróquias na época, 28 participaram no primeiro mês, 12 estavam isentas porque já colaboravam com o projeto Igreja Irmãs, bancando comunidades mais pobres da arquidiocese. O valor da primeira arrecadação foi de pouco mais de R$ 7.500.

 

Segundo Marilda Carvalho Dias, coordenadora da comissão, aos poucos a arrecadação das paróquias foi melhorando e o projeto foi se mostrando realmente necessário e ganhando a confiança dos párocos de toda a Igreja de Londrina.

Flora Neves – Pascom Paroquial
Matéria publicada na edição de outubro do Jornal da Comunidade da Arquidiocese de Londrina

 

Sala pastoral em Laranjal do Jari, no Amapá, vai atender 40 comunidade (Foto divulgação)