FotoAs crianças da catequese da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, no Decanato Norte, enviaram 120 cartas aos profissionais da saúde da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Londrina, que abrange os hospitais Santa Casa, Mater Dei e Infantil. As cartas são homenagens das crianças ao importante trabalho que esses profissionais realizam.

 

O pároco, padre Emerson Silva SAC, conta que as crianças produziram as cartas durante todo o mês de maio. “No dia Corpus Christi eu entreguei as cartas para as irmãs de Maria de Schoenstatt, que trabalham na Santa Casa, e agora no mês de julho elas fizeram um mural nos três hospitais para os profissionais”, conta.

 

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Fotos: Divulgação

Papa Francisco se faz presente entre nós

 O fato é inusitado. Nunca se falou tanto em um Papa como se fala agora pelos corredores da Paróquia Nossa Senhora Rainha do Universo, Decanato Centro. Fala-se do Papa Francisco. Mais precisamente, das cartas enviadas aos catequizandos da paróquia. As cartas em papel timbrado são assinadas pelo assessor Monsenhor Paolo Borgia.

 

A história das cartas começou quando a Coordenadora da Catequese, Cileide Marques, ao ler uma informação que em determinada arquidiocese as crianças teriam escrito ao Papa e estavam recebendo respostas, lhe veio a ideia de também realizar essa experiência na paróquia. Conversou com as catequistas e acertaram os detalhes.

 

Cileide soube também que os Correios tinham um Projeto que dava apoio a propostas deste tipo. Entrou em contato com os Correios e alguém da Instituição veio até a Paróquia fazer os esclarecimentos sobre o tipo de apoio que eles dariam à iniciativa. Depois de uma conversa com o pároco, padre Guido Valli, também jesuíta como o Papa, tudo foi acertado.

 

Em seguida, os catequizandos foram informados da proposta pelas suas catequistas e um bom número deles aceitou participar da experiência. As catequistas também escreveram e receberam respostas.

 

Fizemos uma rápida entrevista com algumas crianças e perguntamos qual a sua reação ao receber uma carta do Papa? Uma garota respondeu: “primeiro, tomei um grande susto. Depois é que veio a emoção e a alegria”. Pedimos também que elas falassem sobre o que escreveram nas cartas endereçadas ao Papa. Uns dizem que não lembram o que escreveram, outros pontuam alguns assuntos e, pelo que eles falam, a gente observa que, em primeiro lugar, eles mandaram informações relacionadas ao cotidiano deles na Escola e na Catequese.

 

Depois, fazem algumas perguntas às vezes curiosas, como, por exemplo, para que times ele torce. Às vezes, inteligentes e factuais, como: quantos anos uma pessoa leva para ser Papa. Há quantos anos ele é Papa; houve quem perguntasse o que ele acha da Ideologia de Gênero e também o que acha da Situação do Brasil, entre outras.

 

Eles também falam o que pediram ao Papa. Teve um que, ingenuamente, pediu um celular. Outro pediu orações para fazer boas provas no colégio. Mas a grande maioria pediu orações para os familiares, principalmente os que estão doentes como é o caso do pedido de oração pela saúde de um avô que estava doente.

 

O processo de envio das cartas, em Aerogramas, iniciou-se no final de junho e as respostas começaram a chegar em agosto. De acordo com a secretária da paróquia, Silvia Cristina, já chegaram aproximadamente 40 cartas respostas e até hoje, todo dia chega uma ou duas. O certo é que estamos em setembro e as cartas respostas continuam chegando. E é por isso que ninguém perdeu a esperança. Quem ainda não recebeu resposta continua confiante.

 

As cartas respostas endereçadas aos catequizandos e catequistas, normalmente, seguem um padrão estabelecido. Iniciam-se com um agradecimento pelas correspondências enviadas por ocasião do “Dia do Papa”, 29 de junho. A partir daí, talvez, referindo-se a alguma pergunta feita nas cartas, vêm algumas considerações sobre o que significa “ser santo”, em diferentes situações. Depois, normalmente finaliza com o parágrafo abaixo:

“… Para isso, o Papa Francisco confia as necessidades e intenções do (nome do destinatário) a Nossa Senhora Aparecida e, como penhor de misericórdia e paz divinas sobre a sua pessoa e quantos que lhe são queridos, concede-lhes a Bênção Apostólica, pedindo também que não deixem de rezar por ele. Assinado: Mons. Paolo Borgia. Assessor. Nunciatura Apostólica do Brasil.”

Francisca Sousa Mota e Pinheiro
PASCOM Paróquia Nossa Senhora Rainha do Universo

 

Fotos: Arquivo pessoal