Um dos gestos concretos do Ano Santo da Esperança, celebração única reuniu novos ministros de toda Igreja de Londrina

Na Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo, 23 de novembro, último domingo do Ano Litúrgico e Dia Nacional dos Leigos, a arquidiocese realizou, em uma única celebração, a instituição de novos ministros leigos da Palavra, Extraordinários da Sagrada Comunhão (MESC) e Leitores, para atuarem nas comunidades da nossa Igreja. Esses ministros são geralmente instituídos em celebrações decanais ou paroquiais. Em 2025, porém, celebrando o Jubileu da Esperança e os 60 anos do Concílio Vaticano II, foram todos instituídos em uma única celebração na Catedral, recebendo o ministério das mãos do próprio arcebispo dom Geremias Steinmetz. No mesmo dia, também foram instituídos 89 ministros Catequistas, em celebração pela manhã na Catedral.
O coordenador da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Londrina, padre Alexandre Alves Filho, explica que o objetivo foi homenagear os ministérios leigos, como expressou no documento Lumen Gentiun, do Concílio Vaticano II. “Por isso, então, se juntou esses três grupos para essa grande celebração. E nesse mesmo domingo, de manhã, teve a instituição do Ministério do Catequista. Isso quer colocar em destaque a importância dos ministérios leigos na Igreja. Somos todos iguais, ministros ordenados e não ordenados, pois o batismo nos torna todos iguais e é isso que a gente quis destacar com essa celebração.”
O Concílio Vaticano II deu um impulso aos ministérios leigos, explicou o arcebispo em sua homilia, especialmente com a constituição Lumen Gentium e a Sacrosancto Concilium. Em 1963, a Sacrosancto Concilium, no número 35, orientava que onde não houvesse sacerdote para presidir a celebração sagrada da Palavra de Deus, que esta fosse conduzida pelo diácono ou por outra pessoa delegada pelo bispo.
“62 anos depois, percebam a revolução que essa frase causou na Igreja: quantos são os milhares de ministros e ministras da Eucaristia, Leitores, da Palavra ou até mesmo da Esperança, que anunciam a esperança de Deus, e se prepararam para isso por causa destas poucas frases da constituição Sacrosancto Concilium, uma verdadeira graça de Deus”, destacou o arcebispo.
Segundo dom Geremias, a abertura que o Concílio propiciou, permitindo que os leigos e leigas participem dos ministérios, faz com que, de fato, Jesus chegue a muito mais pessoas do que unicamente pelo trabalho dos sacerdotes, do bispo e dos diáconos. “Assim como estamos aqui hoje, nesta celebração com a Catedral lotada, em vista da ministerialidade, de pessoas querendo se colocar a serviço da Igreja, dos doentes, das comunidades, das celebrações, da distribuição da Eucaristia, da adoração ao Santíssimo Sacramento.”
Os ministérios leigos são oportunidades que a Igreja oferece aos batizados, povo de Deus, para que posam viver concretamente a santidade que brota da cruz de Jesus Cristo, continuou dom Geremias. “Todos nós buscamos através do testemunho a salvação que Jesus prometeu na cruz ao bom ladrão: ‘ainda hoje estarás comigo no paraíso’. Parabéns e muito obrigado pelo vosso testemunho na Igreja, por viverem a fé. Mesmo que isso custe uns meses de preparação, formações, palestras. Tudo isso é importante, mas o mais importante é que a gente busque viver essa santidade que nos é proposta pelo Papa Francisco, aquele testemunho do dia a dia, humilde, mas profundo, porque convence.”
Após a homilia, dom Geremias conduziu o rito de instituição dos ministérios, pedindo as bênçãos de Deus para os novos ministros, que expressaram o desejo de servir e edificar a Igreja através da função a eles designada.
Num gesto bonito que se espalhou por toda Catedral, os padrinhos ergueram as vestes, que indicam, na liturgia, a missão para a qual a pessoa foi constituída. Após a aspersão com água benta, os novos ministros foram revestidos, para servirem a Igreja, sendo sal da Terra e luz do mundo.
Juliana Mastelini Moyses
Arquidiocese de Londrina
Fotos: Daniel Kanki, Guto Honjo e Evelyn Nunomura






















