Escutar com o ouvido do coração” é o título da mensagem do Papa Francisco para o 56º Dia Mundial das Comunicações Sociais. No texto, o Pontífice analisa a dimensão na escuta em tempos de redes sociais e a sua importância no processo sinodal da Igreja.

 

Foi divulgada esta segunda-feira, festa de São Francisco de Sales (padroeiro dos comunicadores), a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que este ano será celebrado em 29 de maio.

Depois de dedicar a mensagem precedente aos verbos “ir e ver”, o Papa escolheu outro verbo decisivo na gramática da comunicação: “escutar”. De que modo? Com o ouvido do coração.

A fé vem da escuta

O avanço da tecnologia comunicativa colocou à disposição podcasts e áudios em aplicativos, que demonstram que a escuta continua sendo essencial para a comunicação humana, condição para um autêntico diálogo. Entre os cinco sentidos, Deus parece privilegiar a audição. São Paulo dizia que “a fé vem da escuta”.

“A escuta corresponde ao estilo humilde de Deus”, escreve o Papa. É essa ação que permite que Deus se revele como Aquele que, ao falar, cria o homem à sua imagem, e ao ouvi-lo, o reconhece como seu interlocutor. “No fundo, ouvir é uma dimensão do amor”, mesmo se às vezes o homem tende a “tapar os ouvidos”.

“Existe de fato uma surdez interior, pior do que a física. Ouvir, com efeito, não diz respeito apenas ao sentido da audição, mas à pessoa toda.”

O verdadeiro órgão da audição, portanto, é o coração, ali sentimos o desejo de estar em relação com os outros e com o Outro. “Não somos feitos para viver como átomos, mas juntos.”

A escuta como condição da boa comunicação

Todavia, Francisco alerta para o oposto da ação de escutar, que é “espreitar”, “bisbilhotar”, sobretudo em tempos de redes sociais. Ao invés de nos escutarmos uns aos outros, “falamos uns sobre os outros”. Ao invés de procurarmos a verdade e o bem, procuramos o consenso, buscamos audiência. Estamos simplesmente à espera que a outra pessoa acabe de falar, a fim de impor o nosso ponto de vista.

“A boa comunicação, ao contrário, não procura impressionar o público com uma piada de impacto, com a finalidade de ridicularizar o interlocutor, mas presta atenção às razões do outro e procura compreender a complexidade da realidade. É triste quando, até na Igreja, se formam alinhamentos ideológicos, a escuta desaparece e dá lugar a uma oposição estéril.”

Na verdadeira comunicação, acrescenta o Papa, o “eu” e o “tu” estão ambos “em saída”, inclinados um para o outro. Portanto, a escuta é o primeiro ingrediente indispensável do diálogo e da boa comunicação. “Não há bom jornalismo sem a capacidade de ouvir.” Aliás, este é um dos aprendizados basilares do jornalista: ouvir várias fontes.

Os perigos da “infodemia”

Na Igreja, esse preceito se transforma em “ouvir várias vozes”, que permite exercer a arte do discernimento e se orientar numa sinfonia de vozes.

Francisco cita o cardeal Agostino Casaroli, que falava de “martírio da paciência” em seu trabalho como diplomata, necessário para ouvir e ser ouvido.

Para o Papa, a capacidade de ouvir é mais valiosa do que nunca. De fato, este tempo “ferido pela longa pandemia” levou à “infodemia”, isto é, ao grande fluxo de informações sobre um tema específico – neste caso sobre a Covid – nem sempre fundadas e críveis, gerando desconfiança na sociedade.

Outro exemplo citado pelo Pontífice sobre a “arte de ouvir” vem do desafio representado pela migração forçada. Ouvir as experiências dos migrantes significa dar um nome e uma história a cada um deles. “Ouçamos estas histórias!”, exclama Francisco, encorajando os jornalistas a contá-las.

O “apostolado do ouvido”

O Papa conclui a mensagem analisando a dimensão da escuta dentro da Igreja. “Quem não sabe escutar o irmão, em breve já não será capaz de ouvir nem sequer Deus.”

Na ação pastoral, a obra mais importante é o “apostolado do ouvido”, aponta Francisco. “Dar gratuitamente um pouco do seu tempo para ouvir as pessoas é o primeiro gesto de caridade.”

A dimensão da escuta é ainda mais essencial no processo sinodal há pouco iniciado. “Rezemos para que seja uma grande oportunidade de escuta recíproca.”

“Na consciência de que participamos numa comunhão que nos precede e nos inclui, possamos redescobrir uma Igreja sinfónica, na qual cada pessoa é capaz de cantar com a própria voz, acolhendo como um dom as dos outros, para manifestar a harmonia do conjunto que o Espírito Santo compõe.”

Bianca Fraccalvieri
Vatican News

 


 

Confira a mensagem na íntegra:

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O LVI DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Escutar com o ouvido do coração

 

Queridos irmãos e irmãs!

 

No ano passado, refletimos sobre a necessidade de «ir e ver» para descobrir a realidade e poder narrá-la a partir da experiência dos acontecimentos e do encontro com as pessoas. Continuando nesta linha, quero agora fixar a atenção noutro verbo, «escutar», que é decisivo na gramática da comunicação e condição para um autêntico diálogo.

 

Com efeito, estamos a perder a capacidade de ouvir a pessoa que temos à nossa frente, tanto na teia normal das relações quotidianas como nos debates sobre os assuntos mais importantes da convivência civil. Ao mesmo tempo, a escuta está a experimentar um novo e importante desenvolvimento em campo comunicativo e informativo, através das várias ofertas de podcast e chat audio, confirmando que a escuta continua essencial para a comunicação humana.

 

A um médico ilustre, habituado a cuidar das feridas da alma, foi-lhe perguntada qual era a maior necessidade dos seres humanos. Respondeu: «O desejo ilimitado de ser ouvidos». Apesar de frequentemente oculto, é um desejo que interpela toda a pessoa chamada a ser educadora, formadora, ou que desempenhe de algum modo o papel de comunicador: os pais e os professores, os pastores e os agentes pastorais, os operadores da informação e quantos prestam um serviço social ou político.

 

Escutar com o ouvido do coração

A partir das páginas bíblicas aprendemos que a escuta não significa apenas uma perceção acústica, mas está essencialmente ligada à relação dialogal entre Deus e a humanidade. O «shema’ Israel – escuta, Israel» (Dt 6, 4) – as palavras iniciais do primeiro mandamento do Decálogo – é continuamente lembrado na Bíblia, a ponto de São Paulo afirmar que «a fé vem da escuta» (Rm 10, 17). De facto, a iniciativa é de Deus, que nos fala, e a ela correspondemos escutando-O; e mesmo este escutar fundamentalmente provém da sua graça, como acontece com o recém-nascido que responde ao olhar e à voz da mãe e do pai. Entre os cinco sentidos, parece que Deus privilegie precisamente o ouvido, talvez por ser menos invasivo, mais discreto do que a vista, deixando consequentemente mais livre o ser humano.

 

A escuta corresponde ao estilo humilde de Deus. Ela permite a Deus revelar-Se como Aquele que, falando, cria o homem à sua imagem e, ouvindo-o, reconhece-o como seu interlocutor. Deus ama o homem: por isso lhe dirige a Palavra, por isso «inclina o ouvido» para o escutar.

 

O homem, ao contrário, tende a fugir da relação, a virar as costas e «fechar os ouvidos» para não ter de escutar. Esta recusa de ouvir acaba muitas vezes por se transformar em agressividade sobre o outro, como aconteceu com os ouvintes do diácono Estêvão que, tapando os ouvidos, atiraram-se todos juntos contra ele (cf. At 7, 57).

 

Assim temos, por um lado, Deus que sempre Se revela comunicando-Se livremente, e, por outro, o homem, a quem é pedido para sintonizar-se, colocar-se à escuta. O Senhor chama explicitamente o homem a uma aliança de amor, para que possa tornar-se plenamente aquilo que é: imagem e semelhança de Deus na sua capacidade de ouvir, acolher, dar espaço ao outro. No fundo, a escuta é uma dimensão do amor.

 

Por isso Jesus convida os seus discípulos a verificar a qualidade da sua escuta. «Vede, pois, como ouvis» (Lc 8, 18): faz-lhes esta exortação depois de ter contado a parábola do semeador, sugerindo assim que não basta ouvir, é preciso fazê-lo bem. Só quem acolhe a Palavra com o coração «bom e virtuoso» e A guarda fielmente é que produz frutos de vida e salvação (cf. Lc 8, 15). Só prestando atenção a quem ouvimos, àquilo que ouvimos e ao modo como ouvimos é que podemos crescer na arte de comunicar, cujo cerne não é uma teoria nem uma técnica, mas a «capacidade do coração que torna possível a proximidade» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 171).

 

Ouvidos, temo-los todos; mas muitas vezes mesmo quem possui um ouvido perfeito, não consegue escutar o outro. Pois existe uma surdez interior, pior do que a física. De facto, a escuta não tem a ver apenas com o sentido do ouvido, mas com a pessoa toda. A verdadeira sede da escuta é o coração. O rei Salomão, apesar de ainda muito jovem, demonstrou-se sábio ao pedir ao Senhor que lhe concedesse «um coração que escuta» (1 Rs 3, 9). E Santo Agostinho convidava a escutar com o coração (corde audire), a acolher as palavras, não exteriormente nos ouvidos, mas espiritualmente nos corações: «Não tenhais o coração nos ouvidos, mas os ouvidos no coração».[1] E São Francisco de Assis exortava os seus irmãos a «inclinar o ouvido do coração».[2]

 

Por isso, a primeira escuta a reaver quando se procura uma comunicação verdadeira é a escuta de si mesmo, das próprias exigências mais autênticas, inscritas no íntimo de cada pessoa. E não se pode recomeçar senão escutando aquilo que nos torna únicos na criação: o desejo de estar em relação com os outros e com o Outro. Não fomos feitos para viver como átomos, mas juntos.

 

A escuta como condição da boa comunicação

Há um uso do ouvido que não é verdadeira escuta, mas o contrário: o espionar. De facto, uma tentação sempre presente, mas que neste tempo da social web parece mais assanhada, é a de procurar saber e espiar, instrumentalizando os outros para os nossos interesses. Ao contrário, aquilo que torna boa e plenamente humana a comunicação é precisamente a escuta de quem está à nossa frente, face a face, a escuta do outro abeirando-nos dele com abertura leal, confiante e honesta.

 

Esta falta de escuta, que tantas vezes experimentamos na vida quotidiana, é real também, infelizmente, na vida pública, onde com frequência, em vez de escutar, «se fala pelos cotovelos». Isto é sintoma de que se procura mais o consenso do que a verdade e o bem; presta-se mais atenção à audience do que à escuta. Ao invés, a boa comunicação não procura prender a atenção do público com a piada foleira visando ridicularizar o interlocutor, mas presta atenção às razões do outro e procura fazer compreender a complexidade da realidade. É triste quando surgem, mesmo na Igreja, partidos ideológicos, desaparecendo a escuta para dar lugar a estéreis contraposições.

 

Na realidade, em muitos diálogos, efetivamente não comunicamos; estamos simplesmente à espera que o outro acabe de falar para impor o nosso ponto de vista. Nestas situações, como observa o filósofo Abraham Kaplan,[3] o diálogo não passa de duólogo, ou seja um monólogo a duas vozes. Ao contrário, na verdadeira comunicação, o eu e o tu encontram-se ambos «em saída», tendendo um para o outro.

 

Portanto, a escuta é o primeiro e indispensável ingrediente do diálogo e da boa comunicação. Não se comunica se primeiro não se escutou, nem se faz bom jornalismo sem a capacidade de escutar. Para fornecer uma informação sólida, equilibrada e completa, é necessário ter escutado prolongadamente. Para narrar um acontecimento ou descrever uma realidade numa reportagem, é essencial ter sabido escutar, prontos mesmo a mudar de ideia, a modificar as próprias hipóteses iniciais.

 

Com efeito, só se sairmos do monólogo é que se pode chegar àquela concordância de vozes que é garantia duma verdadeira comunicação. Ouvir várias fontes, «não parar na primeira locanda» – como ensinam os especialistas do oficio – garante credibilidade e seriedade à informação que transmitimos. Escutar várias vozes, ouvir-se – inclusive na Igreja – entre irmãos e irmãs, permite-nos exercitar a arte do discernimento, que se apresenta sempre como a capacidade de se orientar numa sinfonia de vozes.

 

Entretanto para quê enfrentar este esforço da escuta? Um grande diplomata da Santa Sé, o cardeal Agostinho Casaroli, falava de «martírio da paciência», necessário para escutar e fazer-se escutar nas negociações com os interlocutores mais difíceis a fim de se obter o maior bem possível em condições de liberdade limitada. Mas, mesmo em situações menos difíceis, a escuta requer sempre a virtude da paciência, juntamente com a capacidade de se deixar surpreender pela verdade – mesmo que fosse apenas um fragmento de verdade – na pessoa que estamos a escutar. Só o espanto permite o conhecimento. Penso na curiosidade infinita da criança que olha para o mundo em redor com os olhos arregalados. Escutar com este estado de espírito – o espanto da criança na consciência dum adulto – é sempre um enriquecimento, pois haverá sempre qualquer coisa, por mínima que seja, que poderei aprender do outro e fazer frutificar na minha vida.

 

A capacidade de escutar a sociedade é ainda mais preciosa neste tempo ferido pela longa pandemia. A grande desconfiança que anteriormente se foi acumulando relativamente à «informação oficial», causou também uma espécie de «info-demia» dentro da qual é cada vez mais difícil tornar credível e transparente o mundo da informação. É preciso inclinar o ouvido e escutar em profundidade, sobretudo o mal-estar social agravado pelo abrandamento ou cessação de muitas atividades económicas.

 

A própria realidade das migrações forçadas é uma problemática complexa, e ninguém tem pronta a receita para a resolver. Repito que, para superar os preconceitos acerca dos migrantes e amolecer a dureza dos nossos corações, seria preciso tentar ouvir as suas histórias. Dar um nome e uma história a cada um deles. Há muitos bons jornalistas que já o fazem; e muitos outros gostariam de o fazer, se pudessem. Encorajemo-los! Escutemos estas histórias! Depois cada qual será livre para sustentar as políticas de migração que considerar mais apropriadas para o próprio país. Mas então teremos diante dos olhos, não números nem invasores perigosos, mas rostos e histórias de pessoas concretas, olhares, expetativas, sofrimentos de homens e mulheres para ouvir.

 

Escutar-se na Igreja

Também na Igreja há grande necessidade de escutar e de nos escutarmos. É o dom mais precioso e profícuo que podemos oferecer uns aos outros. Nós, cristãos, esquecemo-nos de que o serviço da escuta nos foi confiado por Aquele que é o ouvinte por excelência e em cuja obra somos chamados a participar. «Devemos escutar através do ouvido de Deus, se queremos poder falar através da sua Palavra».[4] Assim nos lembra o teólogo protestante Dietrich Bonhöffer que o primeiro serviço na comunhão que devemos aos outros é prestar-lhes ouvidos. Quem não sabe escutar o irmão, bem depressa deixará de ser capaz de escutar o próprio Deus.[5]

 

Na ação pastoral, a obra mais importante é o «apostolado do ouvido». Devemos escutar, antes de falar, como exorta o apóstolo Tiago: «cada um seja pronto para ouvir, lento para falar» (1, 19). Oferecer gratuitamente um pouco do próprio tempo para escutar as pessoas é o primeiro gesto de caridade.

 

Recentemente deu-se início a um processo sinodal. Rezemos para que seja uma grande ocasião de escuta recíproca. Com efeito, a comunhão não é o resultado de estratégias e programas, mas edifica-se na escuta mútua entre irmãos e irmãs. Como num coro, a unidade requer, não a uniformidade, a monotonia, mas a pluralidade e variedade das vozes, a polifonia. Ao mesmo tempo, cada voz do coro canta escutando as outras vozes na sua relação com a harmonia do conjunto. Esta harmonia é concebida pelo compositor, mas a sua realização depende da sinfonia de todas e cada uma das vozes.

 

 

Cientes de participar numa comunhão que nos precede e inclui, possamos descobrir uma Igreja sinfónica, na qual cada um é capaz de cantar com a própria voz, acolhendo como dom as dos outros, para manifestar a harmonia do conjunto que o Espírito Santo compõe.

 

Roma, São João de Latrão, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2022.

FRANCISCO

 

[1] «Nolite habere cor in auribus, sed aures in corde» ( Sermo 380, 1: Nova Biblioteca Agostiniana 34, 568).

[2] Carta à Ordem inteiraFontes Franciscanas, 216.

[3] Cf. «The life of dialogue» , in J. D. Roslansky (ed.), Communication. A discussion at the Nobel Conference (North-Holland Publishing Company – Amesterdão 1969), 89-108.

[4] D. Bonhöfffer, La vita comune (Queriniana – Bréscia 2017), 76.

[5] Cf. ibid., 75.

 

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/20220124-messaggio-comunicazioni-sociali.html

Seguindo as formações mensais da Pastoral da Comunicação do Regional Sul 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o encontro da última quinta-feira, 17 de junho, procurou responder às principais dúvidas sobre a produção de conteúdo para redes sociais. Ministrada pelo professor da PUCPR e jornalista Renan Colombo, mestre em Ciência Política doutorando em Ciências da Informação e especialista em Mídias Digitais, a formação dá seguimento ao encontro do mês passado, que abordou o engajamento nas redes sociais. O encontro contou com a participação de mais de 210 agentes das dioceses do Paraná e também de outros Estados do país.

 

O professor trouxe respostas para sete questionamentos: 1) Que redes sociais usar?; 2) Com que frequência postar?; 3) É melhor portar foto ou vídeo?; 4) Como funciona o algoritmo?; 5) Vale a pena impulsionar?; 6) Como interpretar métricas?; e 7) Devo contratar ferramentas?

 

Segundo ele, as repostas a essas dúvidas vão depender de uma análise do público que se quer atingir e o canal que se utiliza. Por exemplo, quais redes sociais utilizar depende de quais redes sociais o público que você quer atingir utiliza. Renan sugeriu observar os canais que mais fazem parte da rotina do público e lembrou que usar muitos canais gera uma demanda grande de trabalho.

 

A frequência das postagens em cada rede social é diferente, explica. Por exemplo, Twitter e Stories do Instagram têm uma necessidade maior de postagens já que têm um tempo de visibilidade menor. Já para o Facebook e o Feed do Instagram, que são postagens mais duradouras, é possível fazer menos postagens.

 

Outra dica importante dada pelo palestrante é sobre o algoritmo das redes sociais, o sistema que analisa o comportamento dos usuários que interagem com a página e determina a visibilidade que cada postagem terá. Segundo ele, estimulando o engajamento, ou seja, a interação do público com suas postagens, tanto curtindo, mas principalmente compartilhando e comentando, o algoritmo interpreta que mais pessoas estão interessadas nos seus conteúdos e, consequentemente, aumenta a sua visibilidade.

 

Testemunho

No testemunho pastoral deste mês, os agentes puderam conhecer a realidade da Pascom da Paróquia São José das Famílias, da Arquidiocese de Curitiba. A paróquia iniciou as transmissões das missas de forma adaptada utilizando celulares e, aos poucos, melhorou seus equipamentos e conhecimentos operacionais. Hoje transmite não só missas, mas também programas de evangelização através do canal do Youtube e de um canal de TV. Confira abaixo o vídeo do testemunho:

 

App

No encontro, foi apresentada também uma novidade no aplicativo da Pascom do Regional Sul 2. Um novo recurso disponível permite enviar notícias e fotos para serem publicadas no site da Pascom. Basta fazer um cadastro na home do aplicativo e enviar sua notícia.

 

Muticom

No encontro, dom Mario Spaki, bispo de Paranavaí e referencial da Pascom no Paraná, motivou os agentes a participarem do Mutirão de Comunicação 2021 – Muticom, que será on-line nos dias 23 e 24 de julho. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no link: https://muticom.com.br/

 

Dom Mario apresentou uma meta para o número de participantes de cada diocese do Estado. Se a meta for cumprida, o Paraná terá, pelo menos, a participação de 1700 agentes no Muticom 2021.

 

Próximo encontro

O próximo encontro da Pascom do Regional Sul 2 será no dia 26 de agosto. Em vez da formação de julho, os agentes são convidados a participarem do Muticom.

 

Juliana Mastelini Moyses
Pascom Arquidiocesana

 

 

No último domingo, 29 de novembro, uma nova coordenação da Pascom (Pastoral da Comunicação) assumiu o trabalho na Arquidiocese de Londrina. Gustavo Bonatti e Marilene Maria de Souza darão continuidade ao trabalho realizado até então por Patrícia Caldana e Aline Machado Parodi, que estiveram à frente da Pascom por quase três anos.

 

“Estar à frente da coordenação da Pascom arquidiocesana foi um grande desafio. Uma nova realidade, com grandes aprendizados. Foram quase três anos conhecendo a nossa arquidiocese, conhecendo muitas pessoas que se dedicam à missão de anunciar o Evangelho às pessoas, usando dos mais diversos meios de comunicação. Que o Espírito Santo ilumine nossos novos coordenadores nessa nova caminhada que se inicia”, destaca Patrícia.

 

Os atuais coordenadores são atuantes na Pascom de suas paróquias, Gustavo na Paróquia Nossa Senhora da Glória, Decanato Norte, e Marilene na Paróquia Cristo Rei, Cambé. Gustavo, relembrando toda caminhada difícil que os fiéis enfrentaram durante este ano por conta da pandemia do novo coronavírus, destaca a esperança que move todos os agentes de comunicação.

 

“Afirma São Pedro Damião: ‘que a esperança da alegria o reanime de tal modo que seu espírito esqueça os sofrimentos exteriores e anseie com entusiasmo pelo que contempla’. O desafio continua sendo imenso (anunciar por sobre os telhados), mas façamos assim, fortalecemos um ao outro, porque ninguém comunica alguma coisa se não se comunica. Boa missão a todos nós!”, conclui o coordenador. 

 

App

Também no domingo  foi lançado o novo aplicativo da Arquidiocese de Londrina, desenvolvido pela Pastoral da Comunicação arquidiocesana como uma nova ferramenta de comunicação da Igreja particular de Londrina. O App está disponível para download para Android (https://bit.ly/3fK4Spt) e iOS (https://apple.co/3m9kipO)

 

Pascom Arquidiocesana

 

Durante três dias, representantes da Pascom (Pastoral da Comunicação) de 17 dioceses do Paraná estiveram reunidos em Londrina para o 10º Encontro Regional dos Coordenadores da Pascom, do Regional Sul 2 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). O encontro encerrou no domingo, dia 8 de março, com a celebração da Santa Missa presidida pelo arcebispo de Londrina, dom Geremias Steinmetz.

 

Com uma programação extensa de palestras, espiritualidade, debates e partilhas, o Encontro também teve o objetivo de traçar metas para o caminhar da Pascom em 2020. Foram formados GTs (grupos de trabalhos) sobre os pilares do Documento 99 (Diretório da Comunicação) da CNBB: espiritualidade, produção, formação e articulação. Estes grupos de trabalho vão discutir e propor ações para aplicação de cada um dos pilares nas dioceses e paróquias do Paraná.

 

O coordenador da Pascom do Regional Sul 2, Antônio Kayser, enfatizou a grande participação das dioceses no encontro e a qualidade das formações. “Entendemos que os nossos agentes de comunicação estão sedentos de informação. Precisam desses encontros e eles vieram aqui absorver. Os feedbacks que recebemos foram que foi um encontro bem organizado. Eles se sentiram em casa, não só em relação à hospedagem e alimentação, mas ao conteúdo das palestras e os momentos de partilha e troca de informação”, disse Kayser.

 

“Volto feliz, porque vi pessoas encantadas com a comunicação”, afirmou dom Mário Spaki, bispo referencial da Pascom do Regional Sul 2. Dom Mário comentou que a Igreja enfrenta, em relação à comunicação, os mesmos desafios que as empresas ou organizações. “O mundo está mudando. As novas tecnologias estão abalando as famílias, quem dirá a Igreja”, ressaltou o bispo.

 

Em sua avaliação, os coordenadores leigos e padres, que estão à frente da pastoral são pessoas entusiasmadas. “Avaliando [o encontro], as pessoas estão entusiasmadas e encorajadas. Talvez não tenhamos os melhores instrumentos para comunicar, mas temos o melhor conteúdo, que é o Evangelho. A vida da Pascom está bem animada”, disse dom Mário.

 

NOVA IDENTIDADE
Foi apresentada a nova identidade visual da Pascom Nacional, que todas as dioceses e paróquias devem utilizar. Londrina, que tinha a sua identidade própria, aproveitou o encontro para lançar a sua nova identidade alinhada com as orientações da Nacional.

 

Também foi falado sobre o cadastro nacional dos agentes da Pascom Nacional. Todos os agentes devem preencher o formulário no site da Pascom Nacional ou acessar por aqui e da #EuSouPascom.

 

Aline Machado Parodi – Pascom Arquidiocesana

 

Foto de destaque: Guto Honjo

Fotos: Guto Honjo, Nivaldo Santos e Terumi Sakai

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A coordenação da Pascom arquidiocesana de Londrina participou, entre os dias 18 e 21 de julho, da 11ª edição do Muticom – Mutirão Brasileiro de Comunicação, em Goiânia (GO). O encontro, que ocorre a cada dois anos, teve como tema Comunicação, Democracia e Responsabilidade Social.

 

Durante quatro dias, o Centro de Pastoral Dom Fernando, da Arquidiocese de Goiânia, se transformou na Cidade da Comunhão para receber os 600 participantes provenientes de 22 estados.

 

Dom Mário Spaki, Pe. Dirceu Júnior dos Reis, Aline Parodi, Juliana Mastelini Moyses, Patrícia Caldana e Tiago Queiroz. (Foto divulgação)

A programação contou com conferências, workshops e trilhas que reuniu jornalistas e pesquisadores gabaritados da comunicação brasileira. A palestra de abertura foi sobre a Midiatização e Responsabilidade na Igreja e no mundo, ministrada pelo jornalista Moisés Sbardelotto, doutor e professor colaborador do Programa de Pós-graduação de Ciências da Comunicação da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos).

 

 Ele também falou na Trilha de Comunicação sobre “Relações midiáticas no interior da Igreja”, onde abordou os desafios da Pastoral da Comunicação. Sbardelotto disse que o primeiro passo para o bom andamento da pastoral é conhecer a realidade da comunidade, da sua paróquia e como elas se comunicam, quais os veículos mais utilizados, as linguagens que mais funcionam. “É importante conhecer esse interlocutor, assim você poderá ser mais fiel com o próprio Evangelho, sem perder a essência da comunicação cristã”, afirmou o professor.

 

Com a clareza desta realidade será possível definir se o caminho da comunicação será por uma rede social, um jornal, via rádio ou até mesmo um jornal-mural. “Nenhum meio de comunicação é melhor ou pior do que outro. Vai depender do público que você quer conversar e engajar. Todas as plataformas, digitais ou não, são importantes para a Igreja”, reforçou Sbardelotto.

 

OS LIKES

O professor falou também sobre os perigos de se ficar refém dos números de curtidas e compartilhamentos. “A comunicação da igreja corre o risco de comunicar para ser visto, para ter audiência, e isso é um desvio do foco”, comentou. Ele usou a frase do Papa Francisco sobre o encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida para fazer uma analogia sobre a questão, para mostrar que não importar ter 1.000 curtidas ou 10, o importante é chegar ao coração das pessoas com esses postes.

 

“As redes não se encheram de peixes, se transformaram em comunidade” (Papa Francisco). Gosto de usar como metáfora da comunicação. Às vezes o nosso jornal não é lido por todo mundo, o canal de TV tem alcance pequeno, as mídias sociais não têm todo aquele engajamento, mas o importante é se os meios estão conseguindo construir comunidade, uma boa relação com os nossos paroquianos, com os membros da diocese, entre o clero e as pastorais. A missão da Pascom é construir comunidade, relação para além dos números”, afirmou o professor.

 

 

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PROFISSIONALIZAÇÃO

A necessidade de profissionais qualificados para atuação nas dioceses e paróquias foi um dos pontos defendidos pelo professor, mas com a integração de pessoas da comunidade na Pastoral da Comunicação.

 

“Do ponto de vista institucional da Igreja é importante ter profissionais da comunicação, bem pagos, remunerados, que façam seu trabalho com  profissionalismo, porque a Igreja lida com uma sociedade diversa e é um diálogo complexo e que precisa de pessoas formadas para isso, que dediquem seu trabalho para uma boa comunicação da Igreja, representando o bispo, o padre. É preciso ter uma postura e uma ética que vem junto com a profissão”, ressaltou.

 

A Pascom, por outro lado, segundo ele, tem o pé no chão da vida da comunidade. É também importante que pessoas que não são profissionais da comunicação possam atuar na pastoral, justamente porque como pastoral ela precisa ser um ambiente acolhedor.

 

“Mesmo na Pascom é importante os profissionais para ajudar na formação que é um dos pilares da pastoral, para produzir bons materiais. Quem trabalha com comunicação vai ter mais conhecimento das linguagens, estilos e formas de comunicar. A Pascom é um importante laboratório, onde todos tem seu espaço e aprendem juntos”, disse Sbardelotto.

 

EXPERIÊNCIA DE COMUNHÃO

O anfitrião do encontro dom Washington Cruz, arcebispo de Goiânia, destacou em sua fala, na solenidade de abertura, o papel do Muticom para a Igreja e para a sociedade. “Um mutirão, como a própria palavra diz. Trata-se de uma experiência de fazer junto, em unidade, em prol de uma causa e nossa causa aqui é construir pontes através da comunicação e o Muticom é uma experiência de Deus e de comunhão entre as pessoas por isso é importante”, afirmou.

 

E disse que a missão da Igreja é universal e a comunicação é imprescindível no processo de ação evangelizadora. “Jesus deve ser anunciado e todas as pessoas devem, pelo menos, ouvir falar dele. Nós podemos propor e oferecer a mensagem do Evangelho em todo o mundo porque é uma mensagem de paz, de misericórdia, que transforma os corações e dar à sociedade um novo rosto e uma nova vida”.

 

Ele enfatizou ainda que a Igreja nasce de uma comunicação que vem de Deus para a humanidade e impulsiona a missão universal. Por isso, a Igreja deve estar atenta a uma comunicação plural.

 

Dom Joaquim Giovani Mol, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB. (Foto divulgação)

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, dom Joaquim Giovani Mol, fez um balanço positivo do mutirão. “Fomos felizes na escolha das pessoas para orientar com suas experiencias, partilhas e teorias da comunicação. Tivemos coisas preciosas e desconcertante”, afirmou dom Joaquim.

 

E completou “reunimos jornalistas, relações públicas, publicitários, bispos, padres, religiosos, agentes da Pascom e fizemos uma experiencia comunicacional”, disse.  Ele espera que “o Muticom e seu espírito chegue a Londrina e a todas as dioceses do país”.

 

Para o bispo não é possível fazer evangelização sem comunicação. “A comunicação e a riqueza do mundo da comunicação são indispensáveis à evangelização. É fundamental que a evangelização se abra à comunicação, por isso os comunicadores têm um papel muito importante para Igreja.”

 

Dom Joaquim deixou um recado de incentivo para todos os comunicadores que enfrentam dificuldades em atuar em suas paróquias e dioceses, em função da resistência do clero. “Tem muita gente do clero que não tem abertura e entendimento das grandes exigências que temos hoje no campo da evangelização da sociedade contemporânea, então fica uma pessoa que entende pouco de comunicação, segurando a atuação de quem entende muito e gostaria de evangelizar”, falou o bispo.

 

Ele lembra que o Papa Francisco e o documento de Aparecida dizem que precisa haver uma conversão pastoral, inclusive para entender que nenhum segmento isolado da Igreja é Igreja. Que leigo sem ministro ordenado não é Igreja, ministro ordenado sem leigo não é Igreja.

 

 “A Igreja é a comunidade dos discípulos de Jesus e no meio dos discípulos cada um exercendo seu ministério, por tanto ninguém manda na comunidade. Ela não é propriedade de nenhuma pessoa. A comunidade de fé é dos seguidores de Jesus. Por isso digo para vocês da Pastoral da Comunicação, insistam, nem tanto para convencer algum membro da hierarquia da Igreja que não entende isso, mas insistam em continuar fazendo da comunicação um excelente instrumento de evangelização”, concluiu.

 

O Muticom 2019 encerrou com uma celebração de Ação de Graças no Santuário-Basílica Pai Eterno, em Trindade, cidade próxima de Goiânia.

Aline Machado Parodi
PASCOM Arquidiocesana

 


Vídeo de encerramento:

 

 


Fotos:

 

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Fotos: Divulgação

No 53º Dia Mundial das Comunicações Sociais, a Paróquia Nossa Senhora das Graças, de Centenário do Sul, lançou oficialmente o trabalho da Pastoral da Comunicação na paróquia. Na ocasião, o pároco, padre Marcos José dos Santos fez o envio dos 13 agentes da pastoral. 

 

O Dia das Comunicações Sociais é celebrado sempre na Ascensão do Senhor, uma semana antes do Pentecostes, neste ano em 2 de junho. Na mensagem para o dia, o Papa Francisco falou sobre a necessidade de relacionar-se com o outro fora das comunidades de redes sociais.

 

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Pascom Arquidiocesana

 

 

 

Fotos PASCOM Paroquial

No domingo, 13/05, festa solene da Ascensão do Senhor a Celebração Eucarística às 10h30 na Catedral Metropolitana de Londrina foi presidida por Dom Geremias Seteinmetz e concelebrada pelo vigário da catedral e assessor da Pastoral da Comunicação (PASCOM) o Pe. Dirceu Júnior dos Reis. A Missa também celebrou o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais.

Para o tema desse ano o Papa Francisco trouxe o evangelho de João 8, 32: “A verdade vos tronará livres” e o lema: “fake news e jornalismo da paz”. Em sua homilia, Dom Geremias, reconheceu o perigo de falsas notícias cada vez mais frequentes no mundo virtual, nas redes sociais, por exemplo. Para o arcebispos esse desafio não pode desanimar o cristão na busca, anúncio e encontro com a Verdade, Jesus Cristo. Além da comunidade da Catedral do Coração também estavam participando vários agentes da Pastoral da Comunicação.

O Arcebispo expressou sua gratidão a todos que trabalham na comunicação da verdade, de forma especial a Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Londrina.

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Fotos: Terumi Sakai/PASCOM Arquidiocesana

Membros da Pastoral da Comunicação (PASCOM) de todas as (arqui) dioceses do Paraná, Regional Sul 2 da CNBB, participaram neste final de semana, 18 e 19 de fevereiro, do 7° Encontro Regional dos Coordenadores Diocesanos da PASCOM. Simultaneamente também se realizou o 3° Encontro de Jornalistas das Dioceses, Pastorais e Organismos, e o 4° Encontro de articulação com as emissoras de Rádios Católicas do Paraná. De Londrina, estiveram presentes quatro agentes da pastoral: Juliana Mastelini, Michael Moreto, Tiago Queiroz e Wellington Ferrugem.

O encontro objetiva reunir e articular os membros das PASCOM’s das (arqui) dioceses para troca de experiências e formações. E assim, que os trabalhos realizados nas diversas paróquias inspirem uns aos outros. Nesta edição do evento, o momento de formação tratou sobre fotografia religiosa.

2° MUTICOM Paranaense
No encontro, foi lançado o 2° MUTICOM Paranaense de Comunicação, um mutirão para articular, motivar e intensificar a comunicação entre as pastorais da Igreja e as comunidades paroquiais. O mutirão vai se realizar entre os dias 7 a 9 de julho, em Curitiba. O MUTICOM é voltado para agentes de pastorais, movimentos, associações, profissionais, professores e estudantes de comunicação, e presbíteros, religiosos e leigos envolvidos com a Comunicação (informações e inscrições no site: muticompr.com.br).

PASCOM Arquidiocesana