Convocado pelo Papa Francisco, processo sinodal começou em 2021 nas dioceses de todo mundo e culminará com assembleia no Vaticano em 2023. Na celebração, dom Geremias lançará carta pastoral destinada aos fiéis da arquidiocese

Na sexta-feira, 29 de julho, padres, diáconos, religiosos e lideranças de todas as paróquias da Arquidiocese de Londrina se reúnem na Catedral para o encerramento da fase arquidiocesana do Sínodo dos Bispos 2021-2023, convocado pelo Papa Francisco. A celebração será presidida pelo arcebispo dom Geremias Steinmetz, com a presença de padres de Londrina e região, às 19h30. A assembleia do Sínodo dos Bispos é realizada desde 1965 pela Igreja Católica, reunindo bispos do mundo todo para discutir juntos os rumos que a Igreja vai tomar a respeito de determinado assunto. Os últimos sínodos trataram sobre a família, os jovens e a evangelização na região amazônica.

Esta é a primeira vez que essa assembleia está sendo realizado de forma descentralizada, não só no Vaticano, mas a partir das dioceses, se dará em três etapas: arquidiocesana, continental e universal. O tema tratado é o modo como a Igreja realiza o seu trabalho expresso na palavra “sinodalidade”, que quer dizer o processo de autoridades eclesiásticas e fiéis leigos caminharem juntos.

A fase arquidiocesana do Sínodo dos Bispos começou em outubro do ano passado e envolveu um grande processo de consulta e discernimento nas 83 paróquias e 16 cidades que compõem a arquidiocese. Os fiéis responderam um questionário enviado pelo papa que resultou numa síntese a ser entregue na sexta-feira e seguirá para as próximas fases que culminarão com a assembleia de 2023 no Vaticano, com o Papa Francisco e os padres sinodais.

Finalizando esse processo arquidiocesano do Sínodo dos Bispos, a Igreja de Londrina vai iniciar também na sexta-feira o processo do Sínodo Arquidiocesano, com o objetivo de escutar todos os fiéis, mas também representantes da sociedade civil, para ser construído o planejamento pastoral para os próximos anos na Igreja de Londrina. Na celebração, o arcebispo dom Geremias lançará uma carta pastoral que fundamentará todo processo, com o tema: “No Caminho, guiados pelo Espírito, nos escutamos e formamos comunidade” e o lema: “Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles” (Lc 24,15).

Serviço:

Missa de encerramento da fase arquidiocesana do Sínodo dos Bispos e abertura do Sínodo Arquidiocesano

Lançamento da Carta Pastoral de dom Geremias Steinmetz sobre o Caminho Sinodal na Arquidiocese de Londrina

Sexta-feira, 29 de julho, às 19h30

Local: Catedral Metropolitana de Londrina

Juliana Mastelini Moyses
Pascom Arquidiocesana

Foto: Ernani Roberto

No último domingo (26), a Pastoral dos Coroinhas de nossa arquidiocese realizou mais uma edição da Missa Anual dos Coroinhas. A celebração, realizada na Catedral Metropolitana, foi presidida pelo assessor, padre Evandro Delfino. Participaram da missa os padres Joubert Luciano Ferrarezi (Paróquia Nossa Senhora de Fátima), Luis Carlos Greco da Silva (Paróquia Nossa Senhora Aparecida), Hernán Del Carmen Diaz Vivero (Paróquia Cristo Rei) , Stephendass Joseph (Paróquia Santa Terezinha) e Padre Augustin Mukamba Basubi (Paróquia São Vicente Pallotti).


Realizada no domingo posterior à solenidade do padroeiro de Londrina, Sagrado Coração de Jesus, a celebração eucarística não era realizada deste 2019, por conta da pandemia. Com o tema: “Coroinhas, vamos caminhar juntos?”, padre Evandro refletiu com os coroinhas sobre a sinodalidade da Igreja, na comunhão e missão.


A Catedral esteve lotada, com a presença de grupos de coroinhas de todos os decanatos de nossa arquidiocese. Como gesto concreto, os coroinhas trouxeram suas ofertas, que serão destinadas para a Missão São Paulo VI, em Guiné-Bissau. Com o objetivo de promover as vocações, uma das metas da pastoral dos coroinhas, os religiosos e seminaristas presentes na missa se apresentaram e deixaram sua mensagem para as crianças e adolescentes.


A Missa Anual dos Coroinhas marca uma retomada das concentrações de coroinhas em nível arquidiocesano e decanal. No segundo semestre, a Pastoral Coroinhas realizará a chamada “Expo Coroinhas”, encontro que reúne três ou mais decanatos em momentos de oração, partilha e integração entre os coroinhas.

Pastoral dos Coroinhas

Fotos: Guto Honjo e Terumi Sakai

Na sexta-feira, dia 24 de junho, a Igreja celebrou a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, padroeiro da arquidiocese, do município e da Catedral de Londrina. Durante todo o dia, cerca de 10 mil fiéis, incluindo padres, diáconos, seminaristas e religiosos de toda arquidiocese, passaram pela Catedral.

A primeira missa do dia, às 8h, foi presidida pelo padre Alexandre Alves Filhos, coordenador da Ação Evangelizadora, e contou com a presença dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão (MESC). Às 10h30, dom Geremias Steinmetz presidiu a Santa Missa pela santificação do clero, com a presença dos nossos padres, diáconos e seminaristas, dentre eles o padre Marcos José dos Santos, eleito bispo da Diocese de Cornélio Procópio. A celebração teve a presença também de autoridades civis de município e do Estado, dentre eles o prefeito Marcelo Belinati.

Na missa, o arcebispo explicou que o coração de Jesus refere-se à totalidade da pessoa de Cristo. “O coração humano e divino de Jesus. Humano por causa dos espinhos, um coração ferido, crucificado, que mesmo com todo sofrimento é um vencedor. Adorar Jesus é ser um vencedor”, destaca.

Um coração próximo ao povo, “que nos ama tanto, que nos dá sua vida, que derrama seu sangue, que nos quer dar todo seu amor, que nos reconcilia com Deus em todas as dimensões”. Por isso, fala dom Geremias, enquanto os fariseus e doutores da lei ensinavam doutrinas rígidas e sem caridade, Jesus convida: “aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis repouso para as vossas almas”.

Relembrando o tempo pandêmico que ainda vivemos, mas em que as atividades estão recomeçando, “o nosso povo novamente recomeçando vibrar com a vida, com a fé, com a esperança, com o desejo de sermos sempre melhores”, o arcebispo acredita que celebrar o Coração de Jesus dá um novo ânimo, faz com que o coração palpite, “porque temos a certeza de que Deus caminha conosco, Deus caminha com a Igreja, levando a Igreja, fazendo com que ela continue cumprindo a sua missão.”

Ao saudar as autoridades civis presentes na missa, dom Geremias destacou que a fé ao Sagrado Coração de Jesus, que é também padroeiro do município de Londrina, tem uma incidência muito forte na vida da sociedade. Por isso, agradeceu aqueles que se colocam a serviço, que se dedicam inclusive em nome da fé. “É o que se pensa e o que se quer. Que o padroeiro de uma cidade, de uma diocese, de uma arquidiocese, possa ter incidência até mesmo sobre aquelas decisões mais simples ou aquelas que de modo especial dizem respeito à vida do nosso povo”, destacou. “Queremos que Deus continue guiando nossas cidades, nossos municípios, nossos governos, para que de fato possa fazer aquilo que é capaz de trazer vida para o nosso povo.”

O arcebispo também louvou ao Sagrado Coração de Jesus pela nomeação do padre Marcos José dos Santos como novo bispo de Cornélio Procópio. “Quanto tempo Londrina espera por uma nomeação episcopal, e essa graça obtivemos nesta semana.”

Dom Geremias também rezou pelos doentes, especialmente pelo padre Sebastião Tavares, que se encontrava hospitalizado e veio a falecer na sexta-feira à noite

Apostolado da Oração

Às 15h, a missa foi com os membros do Apostolado da Oração – Rede Mundial de Oração do Papa, que trouxeram bandeiras e estandartes representando as 83 paróquias da arquidiocese. A missa foi presidida pelo padre Paulo Alencar, assessor do Apostolado da Oração, e concelebrada pelo padre Luciano da Paixão, pároco da São Luiz Gonzaga.

Além da coroação da imagem do Sagrado Coração de Jesus, nessa missa foi apresentado o primeiro grupo do Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) da arquidiocese, da Paróquia São Luiz Gonzaga, distrito de São Luiz. O MEJ é o braço jovem do Apostolado da Oração, composto por crianças, adolescentes e jovens.  Ao fim da missa, padre Paulo e padre Luciano entregaram a cruz aos novos membros do MEJ.

Jovens

A última missa do dia mobilizou os jovens de toda arquidiocese. A Celebração Eucarística foi presidida pelo padre Dirceu Reis, assessor do Setor Juvenil, e contou com a participação de jovens de vários grupos de Londrina. Na homilia o padre expressou uma prece ao Sagrado Coração de Jesus pelos jovens da cidade que perderam a capacidade de sonhar: “Sagrado Coração de Jesus, derrame aos corações dos adolescentes e jovens a virtude cristã da esperança para que com ela possam sonhar e viver sob a vossa luz e assim alimentem a beleza da Igreja e a alegria da Boa Nova”.

Ao fim da celebração, os jovens carregaram o andor com a imagem do padroeiro durante a procissão em torno da Catedral, expressando o amor e devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

Juliana Mastelini Moyses

Pascom Arquidiocesana

Fotos: Daniel Kanki, Juliana Mastelini Moyses e Terumi Sakai

A imigração tem como marco inicial a chegada do navio Kasato Maru ao Porto de Santos em 18 de junho de 1908

O Dia da Imigração Japonesa, comemorado na semana que vem, será celebrado com missa em Ação de Graças na Paróquia Pessoal Nipo-brasileira Imaculada Conceição em Londrina (Rua Belo Horizonte, 795), no domingo, 12/6, às 8h30. A data faz referência ao 18 de junho de 1908, quando chegou ao Porto de Santos o navio Kasato Maru com os primeiros imigrantes japoneses no Brasil.

Padre Emanuel destaca que será um dia para agradecer a Deus pela contribuição que os japoneses deram a Londrina

A Santa Missa, que também comemora a Solenidade da Santíssima Trindade, quer homenagear e agradecer a Deus pela contribuição que os japoneses e descendentes deram à cidade de Londrina e região, onde estima-se a presença de mais de 25 mil descendentes japoneses.

“Agradecer a Deus pelas famílias japonesas que vivem aqui em Londrina, e também em toda região, pela contribuição na fé e também nas mais diversas profissões e ensinamentos culturais, que enobrecem a nossa cultura brasileira e servem de muita inspiração para o nosso dia a dia”, destaca o padre Emanuel José de Paula, pároco da Paróquia Nipo-brasileira de Londrina.

A missa será celebrada em português com algumas inserções em japonês, como a leitura bíblica e os cantos, que serão executados todos em japonês pelo Coral Akatsuki no Hoshi, da Paróquia Nipo-brasileira, além de decoração típica.

O Coral Akatsuki no Hoshi, da Paróquia Nipo-brasileira executará as músicas em japonês

Evangelização japonesa em Londrina

A evangelização católica dos japoneses em Londrina remonta a meados do século XX. Em 1958, o arcebispo da época, dom Geraldo Fernandes Bijos, trouxe do Japão dois padres japoneses (Haruo Sasaki e Pedro Katsumi Miyamoto) para trabalhar com a grande comunidade que se instalou aqui e que por tradição não conhecia o Evangelho e pouco falava do nosso idioma. Antes disso, em 1957, foi criado o Círculo Católico Estrela da Manhã (CCEM), com o objetivo de evangelizar jovens japoneses. O grupo funciona até hoje na paróquia nipo e é considerado o grupo de jovens mais antigo da Arquidiocese de Londrina.

Os dois padres começaram então um trabalho de evangelização, com visitas às colônias para conversar e atrair os japoneses à fé católica. Como ainda não existia o templo da Paróquia Imaculada Conceição, padre Sasaki fez um trabalho de arrecadação para a construção da igreja, a partir de festas, promoções e doações, inclusive de japoneses não batizados, que doavam espontaneamente para ajudarem a comunidade.

Desde o começo, as missas na Paróquia Imaculada eram realizadas em português e em japonês, esta apenas aos domingos, como é até hoje. No centro catequético da comunidade nipo, ao lado da igreja, paroquianos tinham aulas de português.

A partir de 1982 o trabalho com os japoneses foi realizado pelo padre Lino Stahl, SJ, que teve a preocupação de incluir os japoneses na cultura brasileira, sem perder os costumes orientais.

Uma paróquia para os japoneses

Em 1989, foi criada a Paróquia Pessoal Nipo-brasileira, funcionando paralelamente aos trabalhos da Paróquia Imaculada Conceição na Rua Belo Horizonte. A paróquia pessoal atende e reúne os japoneses e descendentes de toda cidade de Londrina e carrega a característica de manter sua personalidade, linguagem, costumes e tradições daqueles que a construíram, explica o padre Emanuel José de Paula.

Serviço

Missa em Ação de Graças pelos 114 anos da Imigração Japonesa no Brasil

Domingo, 12 de junho, às 8h30

Local: Paróquia Pessoal Nipo-brasileira Imaculada Conceição (Rua Belo Horizonte, 795)

Juliana Mastelini Moyses
Pascom Arquidiocesana

Fotos: Daniel Kanki e Guto Honjo

A Missa Crismal, ou Missa dos Santos Óleos, movimentou a Arquidiocese de Londrina na última Terça-feira Santa, 12 de abril, na Catedral. Cerca de 1500 pessoas participaram presencialmente, entre padres, diáconos, religiosos e leigos, e outras 800 através da transmissão pelas redes sociais. Uma celebração com ritos e gestos muito bonitos que encantam os olhos de quem participa.

O que quase ninguém vê são os trabalhos voluntários realizados nos bastidores para que tudo saia da melhor forma. Liturgia, música, ornamentação… E um ainda mais escondido, que entra em ação após o rito da bênção dos Santos Óleos, depois da homilia da missa. É a equipe de leigos responsável por distribuir em pequenos vidros os Santos Óleos que serão levados para as 83 paróquias da arquidiocese.

“Começa-se a missa, aí tem a bênção do óleo, em seguida esse óleo vem num jarro, e a gente tem que colocar nos vidros e preparar os kits para que eles sejam levados até as paróquias para batismo, crisma, unção dos enfermos. No final da missa cada decano leva para as paróquias do seu decanato”, explica Edson Sartori Pereira, que coordena a equipe de 15 voluntários há cerca de 10 anos.

Como a distribuição deve ser feita depois que o arcebispo abençoa os óleos e antes que a missa termine para que cada decano leve os vidrinhos, os leigos fazem esse trabalho durante a missa. Edson conta que a distribuição leva em torno de 45 minutos e exige cuidado. “São vidros quebráveis e, principalmente, são bentos, então não pode ter desperdício, não pode pingar, tem uma série de cuidados”, explica.

Longe da movimentação da missa, os voluntários participam indiretamente da celebração. “Só o fato de você estar ali, limpando aquele vidrinho ou abastecendo aquele vidrinho você está contribuindo com uma coisa muito grande, que é o sacramento que vai ser ministrado para uma outra pessoa. Então, estar fazendo ali um pouquinho, isso pra mim é muito pleno”, conta Selma Zamaia, voluntária pela primeira vez. “Uma gotinha nossa estará nos sacramentos que serão ministrados durante o ano todo [na arquidiocese]”, fala com carinho Selma.

Nos bastidores

Os voluntários ficam fora da movimentação da Santa Missa, mas seu trabalho faz parte do todo, conta João Francisco de Lima, voluntário há cerca de 10 anos junto com a esposa Ivanilda de Andrade Lima. “É um trabalho que estamos em contato direto com Jesus, porque os Santos Óleos fazem parte dos sacramentos de Jesus”, destaca João.

Para Ivanilde, o trabalho na Missa dos Santos Óleos faz parte das suas devoções da Semana Santa. “Eu sempre desfaço de qualquer viagem para na Semana Santa ficar a trabalho do Senhor, nosso Deus (…) É uma parte, uma devoção da Semana Santa, que começa hoje e vai até domingo de Páscoa, a gente vem todo dia na Igreja, cada dia é um trabalho diferente, então é muito bom, é gratificante.”

O trabalho nos bastidores é, para o voluntário Helder Hideaki Hirabara, um verdadeiro ato de caridade. “Eu acho que é a verdadeira caridade, você trabalha, ninguém sabe o que você faz e todos vão usufruir desse trabalho de maneira espiritualizada, porque são os Santos Óleos pros sacramentos. Então acho muito importante, a verdadeira caridade, aquilo que você faz e não aparece, a melhor forma de poder ajudar a comunidade”, conclui.

Juliana Mastelini Moyses

Pascom Arquidiocesana

Foto de Destaque: Divulgação

Fotos: Guto Honjo


Coroinhas das paróquias do Decanato Cambé participaram, no domingo, 20 de março, da missa especialmente celebrada para eles e seus familiares, na Paróquia São Vicente Pallotti, de Cambé. Antes da missa, os grupos foram acolhidos pelo anfitrião, padre Augustin Mukamba Basubi.

A celebração foi presidida pelo coordenador decanal, padre Cristiano de Jesus, SAC, e concelebrada pelos padres Hernan Diaz Vivero, SF (Paróquia Cristo Rei e assistente eclesial para a Pastoral dos Coroinhas do Decanato Cambé), Luiz Carlos Greco da Silva (Paróquia Nossa Senhora Aparecida), Eder Fabiano Lourenço, CM (Paróquia Nossa Senhora de Fátima), Augustin Mukamba Basubi (Paróquia São Vicente Pallotti) e Evandro Delfino (Paróquia São Lourenço), assessor arquidiocesano da Pastoral dos Coroinhas.


O cerimoniário foi feito pelos seminaristas Matheus Manoel, palotino, e Gregory Greco, da Diocese de Campo Mourão. Um coroinha de cada paróquia presente também os auxiliou e outros dois fizeram a procissão do ofertório.


No final da missa, a coordenadora decanal da Pastoral dos Coroinhas, Djeilly Francielle Arrebola, transmitiu mensagens de incentivo e de fé aos coroinhas.


Sérgio Marchese
Pascom Paróquia Santo Antônio de Cambé
Fotos: Douglas Ferreira

A missa do ciclista promovida pela Paróquia Sant´Ana ocorreu no último sábado, 19 de março, dia de São José. Tendo como ponto de partida a Venda do Alto nas imediações do Distrito do Espírito Santo e do Patrimônio Regina, a chuva que caiu a noite toda anterior não foi desculpa para que cerca de 70 ciclistas percorressem o trajeto desde às 6h30 até o Patrimônio do Caramuru, na Capela Santo Antônio e participassem da missa que foi realizada às 8h.

Após a missa presidida pelo padre Marcelo Cruz, pároco, os ciclistas receberam a benção em seus capacetes e bicicletas para que pudessem fazer seu caminho de retorno para diferentes regiões e até cidades do entorno. A missa do ciclista ocorre todo terceiro sábado do mês e excepcionalmente no mês de abril, em virtude da Páscoa, ocorrerá no quarto sábado, 23/4.  Todos são convidados a contemplar o belo caminho em meio à natureza, cuidar do corpo e agradecer a Deus pela saúde e vínculos fraternos que o esporte propicia.

Pascom Paroquial

Fotos: Ernani Roberto

Episcopado paranaense está reunido em assembleia entre os dias 13 a 15 de março

Teve início na tarde desse domingo, 13 de marco, a Assembleia dos Bispos do Paraná com a Divina Liturgia (Missa no Rito Bizantino) na Paróquia Ucraniana Santíssima Trindade da Colônia Marcelino. Presidida pelo arcebispo da Metropolia Católica Ucraniana São João Batista, dom Volodemer Koubetch, ladeado pelo bispo da Eparquia Católica Ucraniana Imaculada Conceição, dom Meron Mazur, e pelo arcebispo de Londrina e presidente da CNBB Sul 2, dom Geremias Steinmetz, a missa foi aberta à comunidade local e transmitida pelas redes sociais da paróquia e do Regional Sul 2 da CNBB.

Participam dessa assembleia os arcebispos e bispos do Paraná, um arcebispo emérito, o secretário executivo da CNBB Sul 2 e o presidente da Comissão Regional de Presbíteros. Pela primeira vez, presencialmente, junto ao episcopado paranaense está participando o arcebispo de Cascavel, dom Adelar Baruffi, que foi nomeado no dia 22 de setembro de 2021 e tomou posse no dia 31 de outubro.

Para o Padre Neomir Doopiat Gasperin, pároco da Paróquia Ucraniana Santíssima Trindade, acolher essa assembleia “é uma grande honra e um fato histórico e inédito para esta comunidade que está iniciando suas atividades paroquiais e nova destinação da Casa Nossa Senhora do Amparo (que antes era uma casa de repouso para idosos). A vinda dos bispos do Paraná significa para nós que o Espírito Santo está a nos abençoar e animar em nossa caminhada”.

Nos ritos iniciais da Divina Liturgia, cada bispo recebeu de uma família da Colônia Marcelino um pão e uma porção de sal. Esse é um costume próprio dos ucranianos de acolher as pessoas, especialmente as autoridades, com o pão e o sal, que simbolizam a delicadeza e a sinceridade dos anfitriões no ato de acolher e de dar as boas-vindas.

Em sua homilia, dom Volodemer recordou a guerra vivida na Ucrânia, a qual classificou como “um absurdo total”. “O sofrimento é muito grande, principalmente para a população civil, que está sendo atacada impiedosamente, tendo suas habitações, hospitais, maternidades, creches e escolas bombardeadas, e para os milhares de refugiados que deixaram suas moradias, familiares e amigos, buscando acolhida em lugares muito distantes de suas terras de origem”, disse dom Volodemer.

Ao comentar a Liturgia da Palavra, o arcebispo ucraniano disse: “Pela nossa fé, acreditamos que, apesar das desgraças históricas, no espaço e no tempo presente Deus aí está e age. Os agentes do mal perecerão e a bondade divina permanecerá para sempre”.

 Ao final da celebração, dom Geremias Steinmetz, fez um pronunciamento de agradecimento, no qual recordou a providência divina por essa assembleia ser acolhida pela Igreja Católica Ucraniana. “Parece que a graça nos acompanha nesses dias, porque quando planejamos essa assembleia não tínhamos ideia de que essa guerra estaria acontecendo. Portanto, nós queremos estar muito unidos, solidários e em oração com vocês nesse momento”, disse o arcebispo. Sobre a celebração que abriu a assembleia, dom Geremias disse: ”Muito obrigado por esse testemunho bonito de fé e de participação de vocês, que faz com que a gente consiga elevar nossa alma a Deus em agradecimento”.

Antes da benção final, dom Volodemer fez uma oração de despedida litúrgica e explicou que isso é algo tradicional nas grandes solenidades. “É algo próximo do ‘shalom’ judaico, que significa paz plena, com tudo aquilo que é necessário para viver bem com Deus, com o próximo e em harmonia com o universo e a natureza”, disse o arcebispo.

Nessa oração, dom Volodemer rezou e agradeceu pelo Papa Francisco, pelo Arcebispo Ucraniano Maior dom Sviatoslav Shevchuk, pelos 70 anos de fundação da CNBB, pelo Jubileu de Ouro de fundação da Eparquia, atualmente Metropolia, pela Cáritas do Paraná, pela equipe da CNBB Sul 2, pela Representação Central Ucraniano Brasileira, por todos que manifestaram solidariedade ao povo ucraniano e aos sacerdotes, religiosos e religiosas e a comunidade ucraniana. Após cada prece era cantado o tradicional Многая літа, pedindo: Сотвори, Господи, многії літа – Conceda, ó Senhor, muitos anos de vida.       

Após a missa, a comunidade ofereceu um jantar aos bispos, com pratos típicos da cultura ucraniana, seguido de uma apresentação cultural e um show.

Nesta segunda-feira, 14 de março, os bispos iniciaram o dia com a celebração da Santa Missa na capela da Casa Nossa Senhora do Amparo, onde estão hospedados. A missa foi presidida por dom Geremias Steinmetz, ladeado pelo arcebispo de Curitiba e vice-presidente da CNBB Sul 2, dom José Antonio Peruzzo, e pelo bispo de Guarapuava e secretário da CNBB Sul 2, dom Amilton Manoel da Silva. 

Texto e fotos: Karina de Carvalho – Assessora de Comunicação da CNBB Sul 2)

O protagonismo dos jovens com síndrome de down marcou a celebração eucarística do último domingo, 13 de fevereiro, no Santuário Nossa Senhora do Silêncio, no Decanato Leste. A primeira missa para pessoas com síndrome de down contou com a participação de cerca de 50 jovens e crianças com a síndrome, além de familiares e a comunidade. “Tudo foi graça”, conta o diácono Glauber Gualberto, um dos organizadores do projeto. “A celebração transcorreu como prevista e tendo como protagonismo os jovens com síndrome de down que encantaram e mostraram que podem sim ser verdadeiros discípulos e missionários numa Igreja cada vez mais inclusiva”, completa.

 

No serviço ao altar, os coroinhas Mateus e Inácio. Dois jovens com síndrome de down que foram muito zelosos no serviço desempenhado, destaca o diácono. “Gostei muito de servir na missa”, disse o Inácio. “Me senti muito feliz e com bastante paz de ter servido na Igreja dos Surdos”, completa o Mateus.

 

Assista o vídeo com o testemunho dos coroinhas Inácio e Mateus:

 

 

Regina, mãe do Inácio, conta que ela e o filho participam da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, onde ele é coroinha. “A gente fica feliz da missão ser estendida para pessoas com outras deficiências, o Inácio gosta muito de servir e é bom ele ter um espaço em que ele possa desenvolver a autonomia dele com respeito, com carinho, como foi hoje aqui. Gostamos bastante”, destaca a mãe.

 

Cleusa, mãe do Mateus, conta que em muitos lugares, as crianças com síndrome de down são excluídas, por isso, ela se sente feliz pela oportunidade de participar da missa. “Com a graça de Deus, ter esse apoio para nós é muito importante… Que Deus abençoe, que dê certo, e que consigamos ir para frente e trazer mais pessoas.”

 

Ao final da celebração, o jovem Daniel tocou uma música “colocando seus dons a serviço da comunidade com sua flauta doce ajudando todos a rezarem com mais fervor através da música muito bem tocada”, destaca diácono Glauber.

 

 

“Poder levar avante um projeto dessa grandeza, possibilitando o protagonismo desses jovens, para mim, é experimentar a doçura do Amor de Deus expresso em puro amor… Que nosso Santuário seja cada dia mais um marco referencial para pessoa com deficiência neste solo vermelho do Norte do Paraná para que Deus possa ser conhecido, amado e experienciado pelas pessoas com deficiência, construindo assim, uma Igreja cada vez mais em saída e que realmente comunica a todos”, finaliza.

 

A missa para pessoas com síndrome de down será celebrada sempre no segundo domingo do mês no Santuário Nossa Senhora do Silêncio (R. Cmte. Carlos Alberto, 222). No primeiro domingo de cada mês é a vez da missa para pessoas com autismo.

 

Ide além dos muros

A Santa Missa para pessoas com síndrome de down faz parte do projeto “Ide além dos muros. Por uma Igreja inclusiva e que comunica a todos”, que prevê uma série de celebrações, conscientização, e sobretudo, possibilidade de inclusão litúrgico-sacramental-pastoral na Arquidiocese de Londrina, para atender diversos grupos de pessoas com deficiência e que se encontram nas nossas “periferias existenciais”.

 

O projeto prevê missas para pessoas com síndrome de down e outras deficiências, além de um trabalho catequético especial para atender os diversos públicos. A princípio as missas serão uma vez por mês, mas conforme a demanda, os serviços serão ampliados.

 

Pascom Arquidiocesana

Fotos: Marilene Maria de Souza

Cerca de 50 pessoas autistas e familiares participaram no domingo, 6 de fevereiro, da primeira missa para pessoas com transtorno do espectro autista de Londrina e região no Santuário Nossa Senhora do Silêncio. A celebração foi presidida pelo padre Nirceu Keri e contou com o auxílio do diácono transitório Glauber Gualberto. A missa também teve a presença da comunidade do santuário e de representantes dos poderes legislativos municipal e estadual. “Esta missa foi de fato um grande marco para a Arquidiocese de Londrina e região. Tudo foi graça. Um domingo emocionante do começo ao fim”, contou o diácono Glauber.

 

A celebração, às 8h30 da manhã, contou com liturgia adaptada à realidade autista, a partir do método TEACCH (Tratamento em Educação para Autista e Crianças com Deficiências Relacionadas à Comunicação), com o uso de recursos visuais para que a comunicação com as pessoas com autismo seja mais eficaz.

 

Ao final da missa, os pais deixaram seus dados e posteriormente receberão informações sobre a liturgia adaptada e uma avaliação para determinar os pontos fortes, de maior interesse e as dificuldades de cada criança e, a partir disso, o santuário irá montar um programa litúrgico individualizado e particularizado.

 

A equipe também prepara um projeto de inclusão catequética para pessoas com deficiência na Arquidiocese de Londrina. O projeto está em fase de finalização, ajustes e correção, e após a aprovação da comissão arquidiocesana de catequese possivelmente será implementado no santuário.

 

“Fica o nosso agradecimento ao arcebispo pela confiança em nossos trabalhos e também a todos que acreditam nessa verdadeira possibilidade de inclusão eclesial. Vamos levantar a bandeira da inclusão em nossa amada arquidiocese e assim fazer o Reino de Deus acontecer em nossas periferias existenciais”, finaliza o diácono.

 

Experiência com o amor de Deus
O coordenador dos MESC e da Pascom do Santuário do Silêncio, Angelo Miguel, foi um dos voluntários que serviu na missa com pessoas autistas. Ele conta que tinha uma grande expectativa com relação à novidade que a missa propunha e a alegria de poder acolher aqueles que precisam ter uma experiência concreta e real com o amor de Deus na Eucaristia.

O que o surpreendeu foi a experiência que ele próprio teve com o amor de Deus através dos olhares, gestos e cada detalhe das pessoas que participaram da celebração. “Ao me deparar com a movimentação das crianças e a paciência e o amor dos pais para com elas, meu coração se encheu de alegria, assim é também o amor de Deus conosco. Ele não desiste de nós porque ‘damos trabalho’ ou somos às vezes muito teimosos e impacientes, Deus nos ama assim como somos. E mais ainda: Deus ama aqueles [que são] mais difíceis e nos chama a fazer o mesmo”, destacou Angelo.

 

Ide além dos muros
A Santa Missa para autistas faz parte do projeto “Ide além dos muros. Por uma Igreja inclusiva e que comunica a todos”, que prevê uma série de celebrações, conscientização, e sobretudo, possibilidade de inclusão litúrgico-sacramental-pastoral na Arquidiocese de Londrina, para atender diversos grupos de pessoas com deficiência e que se encontram nas nossas “periferias existenciais”.

 

O projeto prevê missas para pessoas com síndrome de down e outras deficiências, além de um trabalho catequético especial para atender os diversos públicos. A princípio as missas serão uma vez por mês, mas conforme a demanda, os serviços serão ampliados.

 

Síndrome de down
O próximo domingo, 13 de fevereiro, é o dia da missa com pessoas com síndrome de down, que serão os protagonistas da celebração, com uma liturgia propiciada a eles, bem como as músicas e demais momentos da missa. Eles serão os leitores, acólitos e um grupo vai tocar a canção de ação de graças com flauta e violão com a ajuda dos professores.

 

Voluntários
O projeto também busca voluntários para auxiliar nas celebrações. Os interessados podem obter informações no Santuário do Silêncio ou pelo telefone: (43)3337-6625.

 

Pascom Arquidiocesana

Fotos: Ernani Roberto