Formação sobre a Campanha da Fraternidade 2022:
“Fraternidade e Educação – Fala com a sabedoria, ensina com amor” (Pr 31, 26).

Sexta-feira, 4/2, 19h30.
Assessoria: Pe. Vilmar Serighelli, assessor eclesiástico da Pastoral da Educação do Regional Sul 2 da CNBB.

Realização: Província Eclesiástica de Londrina – Arquidiocese de Londrina, Diocese de Apucarana, Diocese de Cornélio Procópio, Diocese de Jacarezinho.

 

Participe!

 

 

 

 

Coleta nacional será realizada no Domingo de Ramos, próximo dia 28 de março

 

Já se perguntou para onde vai a coleta solidária que é feita em todas as paróquias do Brasil no Domingo de Ramos (domingo antes da Páscoa), durante a Campanha da Fraternidade vigente? Essa arrecadação compõe o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), que desde 1998 promove a sustentação da ação social da Igreja Católica no país, tendo contemplado milhares de projetos. Só em 2019, o fundo apoiou 238 projetos em todo país com a distribuição de R$3.814.139,81, não incluindo o que foi destinado aos fundos diocesanos. A coordenação é da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

 
Do valor arrecadado nas paróquias, 60% permanece na arquidiocese e constitui o Fundo Arquidiocesano de Solidariedade (FAS) para financiar projetos sociais e de geração de trabalho e renda relacionados preferencialmente ao tema da Campanha da Fraternidade ou afins, coordenado por um Conselho Gestor Arquidiocesano. Já os 40% restantes são depositados em uma conta específica que integra o FNS, administrado pelo Conselho Gestor da CNBB em convênio com a Cáritas Brasileira. Em março de 2021, por exemplo, este fundo destinou R$141 mil reais para os Regionais Noroeste e Norte 1 da CNBB para auxiliar no enfrentamento da pandemia e das consequências das enchentes e da crise migratória na região. 
 

Os valores e projetos contemplados pela campanha 2019 em todo o país podem ser consultados no Portal da Transparência CNBB – Projetos apoiados pelo Fundo Nacional de Solidariedade em: https://fns.cnbb.org.br

 

Ações Locais – Doações do fundo contemplam Cambé e Centenário do Sul 

 

A Cáritas Arquidiocesana de Londrina é a gestora do Fundo Arquidiocesano de Solidariedade (FAS). Os projetos locais têm teto máximo de R$5.000 e de R$15.000 para projetos de abrangência arquidiocesana. Em âmbito nacional há valores superiores. O tempo máximo de execução do projeto é de 12 meses. 

 

Na arquidiocese, na última campanha foram quatro projetos contemplados, cada um com R$5 mil: Centro Social e Pastoral Santo Antônio Maria Claret – Paróquia Nossa Senhora da Glória, Decanato Norte; Associação Nossa Senhora das Graças, Paróquia Nossa Senhora das Graças, Centenário do Sul; Lar Santo Antônio de Cambé; Casa de Apoio Madre Maria Gertrudes. 

 

Em Cambé (PR), o recurso de R$5.000 foi para o Lar Santo Antônio e serviu para a instalação de prateleiras de granito na despensa do Abrigo Padre Manoel Coelho, que faz parte da Instituição. A irmã Aparecida Jardine, presidente do Lar, diz que as prateleiras anteriores eram de zinco e estavam empenadas e danificadas. “É uma ajuda de grande importância aos mais carentes porque não teríamos condições de realizar essa obra. Está sendo útil para guardar melhor os alimentos. Instituições como a nossa dependem de doações e muitas vezes ficamos emperrados de realizar alguma benfeitoria por falta de recursos”, explica. 

 

De momento, por exemplo, o abrigo necessita de colchões forrados de courvin para ajudar no atendimento dos 40 moradores fixos e cerca de 80 no geral, entre deficientes físicos e mentais e idosos. “Fora os que vêm de fora pedir marmita e banho. Continuamos atendendo na pandemia, mesmo com as dificuldades”, completa a irmã Jardine.

 

Já em Centenário do Sul (PR), a presidente da Associação Nossa Senhora das Graças, Olga Zaia, conta que o projeto inicial contemplava a reforma da calçada em frente ao asilo, corrimão e rampa de acesso. “Os R$5.000 recebidos na época foram de grande ajuda! A calçada foi feita e o corrimão está pronto e pago, só falta ser colocado. A mão de obra será paga com recurso próprio e não foi possível ainda pois não recebemos mais visitas devido à pandemia. Foi muito bom porque a entrada do asilo estava horrível com risco de alguém tropeçar. As raízes das árvores haviam quebrado a calçada. O corrimão servirá de suporte aos 36 idosos que residem no asilo. Já tem do lado direito, agora será colocado do lado esquerdo. No lugar da rampa, como o valor não era suficiente, pedimos autorização para reparar uma fossa séptica que havia afundado”, detalha Olga.

 

O pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, de Centenário do Sul, padre Marcos José dos Santos, diz que “essas ações fazem com que a campanha da fraternidade tenha um desdobramento concreto e eficaz, unindo fé e vida, oração e ação, pois o gesto concreto, a partilha realizada na coleta da solidariedade, se transforma em apoio e execução de obras a pessoas e instituições necessitadas e que cuidam e promovem a vida humana. Assim, a Quaresma e a campanha da fraternidade nos ajudam à conversão e transformação da vida daqueles que precisam, vivendo as palavras de Jesus: ‘Todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram’ (Mt 25, 40).

 

Luciana Maia Hessel
Pascom Arquidiocesana

 

Matéria publicada na edição de março de 2021 da Revista Comunidade, da Arquidiocese de Londrina

 

 

Durante a sessão on-line da Câmara de Londrina do dia 23 de fevereiro, o arcebispo dom Geremias Steinmetz falou aos vereadores sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021. A participação do arcebispo na 7ª sessão ordinária foi um convite dos vereadores Lenir de Assis (PT), Matheus Thum (PP), Jairo Tamura (PL) e Mara Boca Aberta (Pros). Para assistir a sessão do dia 23, acesse o <Youtube> da câmara.

 

Nesta edição, a campanha é ecumênica e tem como tema a fraternidade e o diálogo. “Refletindo sobre possíveis caminhos para o diálogo e a construção de pontes de amor e paz em lugar dos muros de ódio, queremos explicitar os sinais da nova humanidade nascida em Cristo”, afirmou o arcebispo.

 

Dom Geremias explicou que no tempo da Quaresma, a Igreja indica algumas atitudes para os fiéis se prepararem para vivenciar o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus: o jejum, a esmola e a oração, atitudes que não devem cair no individualismo, mas partir para as dimensões comunitária e social.

 

“Três atitudes a serem cultivadas. Porém, a Igreja, a Campanha da Fraternidade querem nos colocar que não são atitudes individualistas simplesmente, mas que, por exemplo, a esmola tem uma dimensão social. Quer dizer, organizarmos a sociedade de tal forma a não termos injustiças, a não termos essas explorações, essas violências, esse seria o melhor. Não é uma atitude individual, mas uma atitude comunitária e, diga-se de passagem, uma atitude social, da sociedade como um todo que quer construir a paz, que quer construir a esperança, que quer construir sobretudo o amor nas relações”, conclui o arcebispo.

 

Pascom

Foto: Devair Parra/Divulgação

 

Tema: “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”
Lema: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2, 14a)

 

Participação:
Dom Geremias Steinmetz, arcebispo de Londrina;
Reverenda Lucia Dal Pont, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil;
Pastor Telmo Noé Emerich, Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil

 

Local: Paróquia Nossa Senhora Rainha do Universo
Organização: Movimento Ecumênico de Londrina (MEL)

 

Transmissão Pascom Arquidiocesana

O arcebispo dom Geremias Steinmetz presidiu neste domingo, dia primeiro de março, a Santa Missa de abertura da Campanha da Fraternidade (CF) 2020, com o tema: “Fraternidade e vida, dom e compromisso”. A Campanha da Fraternidade iniciou oficialmente em todo Brasil na quarta-feira de cinzas, dia 26 de fevereiro. Porém, como o arcebispo estava em Roma na Visita Ad Limina Apostolorum, a missa de abertura na arquidiocese foi transferida para o domingo, com a presença de dom Geremias.

 

Ativar o dinamismo expansivo da nossa vida. Esta é a ação que a campanha deste ano convida os cristãos, falou o arcebispo na homilia. “A campanha da fraternidade deste ano nos motiva a fazer da vida um grande dom e um profundo compromisso. Ativar o dinamismo expansivo da nossa vida através da solidariedade, do amor e da comunhão”, destacou dom Geremias.

 

O arcebispo também falou que é preciso refletir no tempo quaresmal sobre o que Deus espera de cada cristão. “Qual direção devo dar à minha vida para realizar o plano de Deus? Para saber o que Deus quer, preciso viver mais intimamente com Deus na oração, na escuta da palavra e naqueles três pontos que a Quaresma sugere: jejum, esmola e oração.”

 

A CF é realizada anualmente na Quaresma, tempo que vai da quarta-feira de cinzas à quinta-feira santa, com o objetivo de levar os cristãos à reflexão e ao compromisso concreto com a sociedade em vista do bem comum.

 

Neste ano a campanha visa defender a vida em todas as instâncias, desde o seu princípio até o seu fim natural, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja. Tem como lema a passagem do Evangelho de Lucas: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). O texto do Evangelho que pauta a campanha mostra a misericórdia de Deus, centrada na figura do Bom Samaritano.
Durante a Quaresma, as paróquias, comunidades, pastorais e movimentos são convidados a criar ações concretas de participação e reflexão sobre a valorização da vida na sua realidade local.

PASCOM Arquidiocesana

 

Com a chegada da Quaresma, a Igreja do Brasil inicia a Campanha da Fraternidade (CF), neste ano com o tema: “Fraternidade e Vida: dom e compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34)

 

O texto do Evangelho de São Lucas que pauta a CF 2020 mostra a misericórdia de Deus, centrada na figura do Bom Samaritano, que sentiu compaixão pelo homem ferido à beira da estrada.

 

“O verbo não é ter compaixão. O verbo é sentir compaixão e é aqui que os criadores da Campanha da Fraternidade e da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) vêm insistido muito: o dom da sensibilidade”, disse o padre Rafael Solano, vigário geral da Arquidiocese de Londrina e pároco da Catedral Metropolitana de Londrina durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (26/2).

 

Segundo Solano, as ações da comunidade devem ser centradas em cuidar, ter ternura e se compadecer pela situação dos irmãos, assim como fez Santa Dulce dos Pobres.

 

A Campanha da Fraternidade é realizada anualmente com o objetivo de levar os cristãos à reflexão e ao compromisso concreto com a sociedade em vista do bem comum. Neste ano visa a defesa da vida em todas as instâncias, desde o seu princípio até o seu fim natural, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja.

 

“Vamos resgatar mais uma vez o Estatuto do Nascituro. Ninguém tem o direito de usurpar a vida que está no útero materno. A campanha vai fazer a experiência da ternura”, afirmou padre Solano.

 

A CF também toca na questão dos pacientes terminais e a eutanásia. “A campanha toda é um despertar, um zelar pela vida humana e dos irmãos que estão à beira do caminho”, ressaltou o vigário geral.

 

A Campanha da Fraternidade é realizada sempre na Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa que vai da quarta-feira de cinzas até a quinta-feira santa. Durante a Quaresma, as paróquias, comunidades, pastorais e movimentos são convidados a criar ações concretas de participação e reflexão sobre a valorização da vida na sua realidade local.

 

“Onde está seu irmão? A pergunta que Deus fez a Caim é a mesma que as nossas comunidades devem se fazer. Onde estão os abandonados? A comunidade deve fazer essa radiografia”, instigou padre Alexandre Alves Filho, coordenador da Ação Evangelizadora da arquidiocese. “Deve-se iniciar a revolução do cuidar do nosso irmão. Esse é o grande passo da campanha. Um olhar de solidariedade”, afirmou o coordenador.

 

ARRECADAÇÃO

No dia 5 de abril, Domingo de Ramos, será realizada a coleta da solidariedade que visa arrecadar recursos para obras sociais relacionadas à campanha. A arquidiocese fica com 60% do valor arrecadado para aplicação em projetos sociais com o mote da CF. Em julho, a Cáritas lança o edital para as comunidades apresentarem suas iniciativas.

 

Na Arquidiocese de Londrina, a missa de abertura da Campanha da Fraternidade será domingo, dia 1 de março, às 19h na Catedral Metropolitana, presidida pelo arcebispo dom Geremias Steinmetz.

 

Aline Machado Parodi – Pascom Arquidiocesana

Foto: Tiago Queiroz

 

Cartaz Campanha da Fraternidade 2020

A partir de um olhar atento à realidade dos irmãos que sofrem, a Campanha da Fraternidade (CF) deste ano: “Fraternidade e Vida: dom e compromisso”, quer chamar a atenção para o cuidado com a vida. Todos os anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe um tema para ser refletido e vivenciado na Quaresma. Neste ano, o personagem do Bom Samaritano é o exemplo que a Igreja do Brasil oferece para este tempo penitencial que se inicia no dia 26 de fevereiro, quarta-feira de cinzas.

 

Cada paróquia vai vivenciar a Campanha da Fraternidade a partir da sua própria realidade, identificando situações nas quais a vida ali está fragilidade. Por isso, uma formação no domingo, dia 2 de fevereiro, com o assessor da CF no Regional Sul 2 da CNBB, padre Danilo Vitor Pena, procurou capacitar lideranças paroquiais para a articulação da campanha.

 

A formação foi no Auditório do Centro de Pastoral Jesus Bom Pastor e contou com a participação de cerca de 150 pessoas. “Quem participou se colocou à disposição de ser um multiplicador, para que as paróquias sejam protagonistas deste trabalho e levem para a sociedade, para as escolas, para as muitas instituições que cada território paroquial possui sob sua responsabilidade”, explica padre Danilo.

 

Uma responsabilidade que não é só para a Quaresma. A gerente da Cáritas Arquidiocesana de Londrina, Deusa Fávero, entidade responsável por articular a campanha na arquidiocese, explica que a formação para equipes paroquiais no dia 2 fevereiro tem a intenção de motivar a vivência da CF durante todo o ano. “Para que a gente se compadeça da dor do outro e possa conhecer, como paróquia, quais são os rostos da pobreza das nossas comunidades, seja de uma paróquia de centro, seja de uma paróquia de periferia”, explica a gerente.

 

O Bom Samaritano
São Lucas apresenta o Bom Samaritano como aquele homem que: “Viu, sentiu compaixão e cuidou” (10, 33-34). Por isso, o olhar sensível ao irmão que sofre é uma atitude essencial que a CF quer mostrar para o cuidado com a vida. “Essa talvez seja a escola mais difícil que a campanha queira gerar em nós, educar o nosso olhar à luz de Jesus”, explica o assessor da Campanha da Fraternidade no Regional Sul 2 da CNBB, padre Danilo Vitor Pena, que esteve em Londrina no dia 2 de fevereiro ministrando formação sobre a CF.

 

O termo apresentado no texto-base é “pedagogia da presença”, ou seja, uma atitude do presença, como o do próprio Cristo que não passa adiante quando vê o irmão que sofre. “Quantas vezes nós, enquanto Igreja, percebemos situações institucionalizadas de sofrimento e pensamos que isso não é assunto de Igreja, que isso não é assunto para a nossa evangelização? O que a campanha vem dizer é que é, porque Deus se encarnou em Jesus Cristo e a partir daí assumiu a nossa vida como um todo e por isso tudo o que há na vida é pauta para a evangelização”, continua padre Danilo.

 

Estampada no cartaz da campanha, Santa Dulce dos Pobres, brasileira canonizada em outubro passado, é exemplo de alguém que foi também samaritana. “Com a vida, com a obra, com o testemunho, com a solidariedade nos inspira sendo não só o Anjo Bom da Bahia, mas o Anjo Bom do Brasil. Seguindo seus passos nós queremos também ampliar sua grande sensibilidade com a campanha deste ano”, fala padre Danilo.

Juliana Mastelini Moyses
PASCOM Arquidiocesana

 

 

 

 

Fotos: Guto Honjo