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Em Ibiporã, jovem brasileiro auditor no Sínodo dos Bispos conta experiência

A Arquidiocese de Londrina recebeu no dia 24 de agosto a visita de Lucas Barboza Galhardo. Natural de Caieras, em São Paulo, ele foi o único jovem brasileiro a participar como auditor da 15ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que ocorreu entre 3 e 28 de outubro do ano passado, no Vaticano. Ele proferiu palestra na Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ibiporã, com o tema “A força do coração dos jovens à luz do Sínodo da Juventude”. Cerca de 60 pessoas estiveram presentes no encontro, organizado pelo Movimento Apostólico de Schoenstatt de Ibiporã.

 

Membro da Juventude Masculina de Schoenstatt, Lucas integra a Coordenação Nacional da Pastoral Juvenil. Antes do Sínodo, esteve presente em diversos momentos de preparação, como a reunião pré-sinodal. O tema do Sínodo realizado em 2018 foi “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. “Foi um Sínodo com um processo de consulta e participação muito grande das pessoas antes da assembleia geral em si, que durou um mês. Tiveram iniciativas inéditas, como reunião dos jovens com o Papa Francisco, questionário online”, elencou.
O jovem classificou o último Sínodo como “incrível”, destacando o verdadeiro sentido desta importante assembleia. “A palavra Sínodo vem do grego e significa caminhar juntos. Então, tem este espírito. Foi uma experiência enriquecedora, estar lá com vários bispos, o Papa. Tudo muito positivo”, valorizou. Ao todo, foram 49 auditores de várias partes do mundo, sendo 33 jovens.

 

Estes auditores puderam participar de todos os momentos do Sínodo com os 267 padres sinodais, só não tendo direito a voto nos pontos elencados para a confecção do documento final. “Vimos um ambiente bom, de família. Isso ficou marcado para a maioria de pessoas que participaram”, relatou.

 

Segundo Lucas Galhardo, três mensagens o marcaram e foram as principais do balanço final após esta vivência tão intensa da vida da Igreja: escuta, discernimento e sinodalidade. “A escuta é tudo na vida, principalmente quando se trabalha com jovens. Muitos buscam ser ouvidos, seja para se sentir importante, parte de algo. E no Sínodo tinham realidades do Mundo inteiro. O próprio Papa falou muito sobre isso, de uma escuta que não passa somente pelo ouvido, mas pela cabeça, exige atenção, tempo, empatia”, ressaltou.

 

“O discernimento, porque temos que tomar decisões o tempo inteiro, ainda mais na juventude. Precisamos viver a cultura do discernir e transmitir isto, o que a própria Igreja tem muito. É um exercício da vida”, refletiu. “Já a sinodalidade é o espírito de caminhar juntos. Às vezes pensamos muito na mudança do outro, mas temos que pensar em nós. Se queremos uma Igreja com mudança, temos que pensar no que posso fazer, a contribuição dos dons de cada um, encontrando o ponto de comunhão, com todos dando das mãos: jovens, adultos, idosos, padres. Aí sim conseguiremos encontrar melhores soluções para a realidade que temos.”

 

A 15ª edição do Sínodo dos Bispos resultou no documento final, nomeado “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. “Surgiu de vários bispos a sugestão de usar a passagem dos discípulos de Emaús como linha condutora do documento”, contou. O Papa Francisco ainda escreveu uma exortação com base em toda esta experiência, intitulada “Cristo Vive”.

Pedro Marconi
Pascom Arquidiocesana

 

Fotos: Michael Moreto

 

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