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CNBB chama fiéis a um olhar atento para a situação dos venezuelanos

A Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), reunida em Brasília no final de maio, analisou com preocupação a situação da intensificação do fluxo migratório dos venezuelanos que chegam ao Brasil pelo Estado de Roraima. O conteúdo da discussão foi publicado em carta assinada por Dom Enemésio Lazzaris, Bispo de Balsas (MA), Presidente da Comissão.

Segundo dados do ACNUR e da Polícia Federal do Brasil, estima-se que mais de 52 mil migrantes venezuelanos chegaram ao Brasil, sendo que a maioria ainda permanece em Boa Vista. Diariamente, chegam ao país em média 400 venezuelanos. A estimativa é que o fluxo aumente, apresenta a carta.

Com ações e campanhas, a Igreja do Brasil participa dos esforços da Reposta Humanitária, em Roraima. As ações têm apoio de congregações religiosas, organismos e pastorais sob a coordenação de Dom Mário da Silva, bispo de Roraima. “Não temos deixado essa responsabilidade apenas para as autoridades e organizações de Roraima”, afirmou a carta.

Resposta

A par da situação e da perspectiva de vida dos venezuelanos, a comissão afirma querer responder à urgência com uma ação profética e solidária, enquanto Igreja acolhedora. “Chamamos a atenção que muitos destes migrantes e refugiados são potenciais vítimas das múltiplas explorações, dentre elas, o tráfico humano nas suas diversas modalidades. Por isso, é importante responder com um olhar atento e ações concretas contra estas violações, por exemplo, recebendo e/ou acompanhando alguns desses irmãos que clamam por trabalho, moradia, alimentação e saúde”.

A carta finaliza com um agradecimento, “na certeza de que o bem que fazemos a um desses irmãos e irmãs é ao próprio Cristo que estamos fazendo”. “Que Nossa Senhora interceda junto a Deus por todos/as a fim de que nos empenhemos decididamente nessa missão de ‘acolher, proteger, promover e integrar’ nossos irmãos e irmãs imigrantes e refugiados em nossa pátria”, conclui.

Juliana Mastelini Moyses
PASCOM Arquidiocesana

Foto destaque: CNBB

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