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Os Santos festeiros de Junho

Junho chegou e com ele uma das manifestações mais populares do Brasil: as festas juninas. Comidas e bebidas típicas, brincadeiras, música caipira e quadrilhas animam o mês em comemoração a Santo Antônio, São João e São Pedro. As festas misturam fé e folclore.

A tradição antecede o nascimento de Jesus Cristo. Marcava a chegada do verão no hemisfério norte e o início das colheitas. A data era comemorada com fogueira, dança, música e comida.

No século 6, o catolicismo começou a associar a celebração com o aniversário de São João, filho de Isabel, primo de Jesus. No século 13, os portugueses incluíram São Pedro e Santo Antônio nas festanças.

Ao longo dos séculos, novos elementos foram incluídos nas comemorações como, por exemplo, a quadrilha, que chegou no Brasil no século 19 com a corte real portuguesa. Dançada inicialmente somente pela nobreza, ela se popularizou e chegou à roça.

Populares no interior do País, as festas são comemoradas com novenas, fogueiras, danças típicas em arraiais, brincadeiras como o “casamento caipira”, a “quadrilha da roça”, cadeia, correio elegante e pau-de-sebo, além da culinária popular.

Santo Casamenteiro

No dia 13 de junho, os devotos celebram o dia de Santo Antônio, um doutor da Igreja que viveu na virada dos séculos 12 e 13, em Lisboa. O santo tem fama de ajudar as moças solteiras que querem casar. Há uma infinidade de simpatias ligadas ao santo que dão uma forcinha na hora de encontrar a cara metade. As mais radicais incluem colocar a imagem do santo de castigo de cabeça para baixo até atender o pedido da devota.

Dizem que encontrar uma medalhinha dentro do bolo de Santo Antônio, também garante um casamento.

Batizado como Fernando, foi frade agostiniano no Convento de São Francisco de Fora, em Lisboa. Aprofundou seus estudos religiosos, por meio da leitura da Bíblia, da literatura patrística, científica e clássica.

Em 1222 se tornou franciscano e viajou por Portugal, Itália e França. Com dom de orador, passou a pregar a palavra de Deus. Ficaram célebres os sermões pregados em Forli, Provença, Languedoc e Paris. Foi canonizado pela Igreja logo após seu falecimento.

A devoção à Santo Antônio de Lisboa chegou ao Brasil com os portugueses católicos, em Pernambuco em 1550. O santo familiar, o desvendador de pedidos e protetor de casamento. Em Portugal, aparece também, como o protetor dos taverneiros e  dos varejistas em geral.

O profeta João Batista

João Batista era filho do sacerdote Zacaria e Isabel, prima de Maria, a mãe de Jesus Cristo. Seu nascimento e missão foram anunciados pelo Anjo Gabriel.Nasceu na cidade de Judá. Na circuncisão recebeu, por inspiração divina, o nome de João.  Seis meses mais velho do que Jesus, teve a missão de preparar o caminho para o messias. João Batista se transformou em um grande pregador e profeta. Batizou muitos judeus, no rio Jordão, incluindo o primo Jesus.

É o único santo em que são celebrados o nascimento, em 24 de junho, e o martírio, em 29 de agosto. Iniciou sua pregação pública, à beira do rio Jordão, alguns anos antes de Cristo dar início à sua própria missão.

Segundo os evangelhos, João alertava o povo para aproximação da vinda do Messias e insistia na pregação de arrependimento para essa vinda. Praticava o ritual de purificação que era o batismo por imersão nas águas, significando mudança interior de vida. Sua missão termina com o encarceramento na fortaleza de Maquerunte, onde foi degolado por ordem de Herodes Antipas, a pedido de sua enteada Salomé.

Sua figura está ligada ao sacramento do batismo. Dos três santos festejados no mês de junho, João teve o poder de dar ao mês seu nome e qualificar de “juninas”, as festas realizadas no decorrer dos seus trinta dias.

O apóstolo pescador

Pedro nasceu na Galiléia e trabalhava como pescador em sociedade com o irmão André. Até se juntar a Jesus Cristo como um de seus doze apóstolos. Sabe-se que, certa vez, Jesus viu às margens do lago Genesaré aquele rude pescador queimado do sol, de mãos calejadas e grosseiras, e lhe disse:“Segue-me e farei de ti um pescador de homens.”  Apesar da negação de Jesus, Pedro deixou um grande legado ao Cristianismo.

A sua liderança no início da vida cristã é incontestável. É citado centenas de vezes no Novo Testamento. Quando chefe da comunidade cristã em Jerusalém, após a morte de Cristo, Pedro foi preso e condenado. Foi pregado na cruz, em uma colina, onde hoje está a Basílica de São Pedro no Vaticano. Foi crucificado de cabeça para baixo, pois afirmava não ser digno de morrer como Cristo morreu. A festa de São Pedro é comemorada no dia 29 de junho.

Aline Machado Parodi
Pascom Arquidiocesana

PASCOM Arquidiocesana
Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Londrina

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