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Jesus subiu ao mais altos dos Céus

“E, quando eu for elevado na terra, atrairei todos os homens a mim” (Jo 12,32)

Quarenta dias depois da Páscoa, celebramos a ascensão do Senhor, o Cristo que sobe ao céu levando consigo nossa humanidade para junto do Pai

Depois da crucificação e morte de Jesus, a tristeza tomou conta daquelas pessoas que eram mais próximas do Senhor. Mas, como diziam as escrituras, no terceiro dia, a alegria voltou para junto deles. Cristo ressuscitou. E durante 40 dias esteve com os discípulos, falando sobre o Reino de Deus. Ao final desse período, chegou o momento de voltar para junto do Pai do Céu.

Antes de subir aos céus, Jesus explicou aos discípulos porque Ele precisava ir: para que viesse sobre eles o Espírito Santo Paráclito. Assim, eles não precisavam se preocupar, pois o Espírito Santo os acompanharia até o final dos tempos e com ele, realizariam as mesmas coisas que realizavam com a presença de Jesus. Mas novamente os discípulos se entristeceram, afinal o Mestre iria embora. E então, “o Senhor Jesus, depois de ter-lhes falado, foi arrebatado ao Céu e sentou-se à direita de Deus” (Mc 16,19).

Ao voltar para o Pai, Jesus não se separa de nós, ao contrário, leva consigo a nossa humanidade. “A festa da ascensão é a confirmação de que a nossa humanidade está vinculada a Deus. Então qual é o destino da pessoa humana? É voltar para Deus. A humanidade junto de Deus”, explica o padre Alexandre Alves dos Anjos Filho, pároco da Paróquia Santa Cruz e decano do Decanato Norte. A partir daí, Jesus nos deixa sozinhos?, indaga o padre. “Não, jamais. Deus não nos abandona. A nossa humanidade em Jesus volta ao Pai e Ele nos presenteia com o Espírito Santo, aquele que vai acompanhar a Igreja até o fim dos tempos. Essa é a grande promessa de Deus que se cumpre no Pentecostes, que celebramos no domingo seguinte à celebração da ascensão.”

O Evangelho de João conta que Jesus já havia dito isso aos discípulos: “eu vou para o Pai, e é bom que eu vá, porque se eu não for, o Espírito Santo não virá sobre vocês”. Isso porque a promessa do envio do Espírito Santo depende que Jesus volte para junto de Deus.” Padre Alexandre compara a festa da ascensão como quando estamos a escola e a professora dá um exercício a ser resolvido. Enquanto a professora está perto, é mais fácil, pois os alunos sabem que ela pode ajudar a corrigir qualquer erro.. Mas os alunos só sabem se realmente aprenderam a atividade quando voltam para casa e resolvem o problema sozinhos. “Se Jesus tivesse continuado conosco  talvez a evangelização não tivesse chegado até onde chegou, porque estaríamos ainda dependentes da sua figura conosco. Quando Ele volta para o Pai, aí temos certeza: agora é com a gente, agora é a nossa vez”, explica padre Alexandre.

“Por que olham para o céu?”

A liturgia da celebração da ascensão de Jesus convida os fiéis a meditarem o mistério. Na primeira leitura, retirada dos Atos dos Apóstolos, os discípulos perguntam a Cristo: “Senhor, é agora que vais restaurar o Reino de Deus?”. E Jesus, então, dá um puxão de orelha neles: “Olha, não cabe a vocês saberem os tempos, mas só ao Pai que está nos céus”. Depois disso sobe por entre nuvens, numa grande manifestação de Deus.  E os apóstolos continuam a olhar para o céu. Mas de repente surge uma voz: “Homens da Galileia, por que vocês estão aí parados olhando para o céu? Esse Jesus que foi tirado de vocês e levado para o céu, virá do mesmo modo que o vistes partir para o céu”.

Padre Alexandre explica que a celebração litúrgica da ascensão nos convida a um grande gesto de confiança. Ele subiu aos céus, mas voltará. Quando, só cabe a Deus saber. Mas, enquanto isso, não podemos ficar olhando para o céu. É hora de colocar em prática o que aprendemos com Jesus. “Essa é a nossa vocação cristã. Continuar a missão de Jesus, construindo o Reino de Deus no lugar onde Deus nos colocou. Devemos olhar para frente, rumo à certeza e à esperança. Nesse tempo de Santas Missões Populares, não cabe ficar olhando para o céu achando que vai cair alguma coisa pronta. Temos que confiar no Espírito Santo prometido por Jesus, e que virá no dia de Pentecostes. É esse Espírito que guia a Igreja.”

Celebração

A ascensão de Jesus é comemorada 40 dias após a Páscoa. É sempre na quinta-feira depois do sexto domingo da Páscoa. Este foi o período em que Cristo esteve entre as pessoas após a ressurreição. 

Juliana Mastelini Moyses
PASCOM ARQUIDIOCESANA

 

PASCOM Arquidiocesana
Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Londrina

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