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Laudato Si’ – Por Dom Orlando Brandes

Louvado sejas meu Senhor (Laudato Si’) é o nome da encíclica do Papa Francisco
sobre a
criação o meio ambiente, a ecologia.

Louvado sejas meu Senhor (Laudato Si’) é o nome da encíclica do Papa Francisco sobre a
criação, o meio ambiente, a ecologia. “O amor move o sol e as demais estrelas” (D.
Alighiere). Com esta frase o Papa nos convoca a ver a criação inteira como uma
manifestação do amor de Deus. Ele é o construtor de “nossa casa comum” a mãe e irmã
terra.

A encíclica dirige-se a “cada pessoa que habita neste planeta” (nº 3). Sim, a terra está
oprimida, devastada, saqueada. A deterioração do ambiente é global, mas, “as coisas
podem mudar” (nº 13). O Papa crê na capacidade que a humanidade tem para mudar a
realidade e salvar a criação.

Ele convoca a todos para uma mudança radical. Mudar o estilo de vida, o modelo de
produção, as estruturas de poder. O ser humano tem capacidade para isso, repete o Papa.
Chegou a hora de uma “conversão ecológica global” (nº 5). Quem mais sofre e paga caro
com a depredação das criaturas são os pobres. A grande esperança é que a encíclica
colabore para uma nova solidariedade universal” (nº 14).

O Papa Francisco, cita o Patriarca Bartolomeu que diz: “precisamos nos arrepender do
jeito que maltratamos a terra. Cada um deve reconhecer seus pecados contra a criação”
(nº 8). Quem impede as mudanças na ecologia são os poderosos e os desinteressados. O
Pontífice nos alerta sobre algumas atitudes equivocadas em relação ao meio ambiente.
São elas: atitude negação do problema; atitude de indiferença; atitude de acomodação, de
resignação; atitude de confiança cega nas soluções técnicas; a atitude dos poderosos que
recusam buscar soluções.

Estamos diante de uma “destruição sem precedentes” (nº 24) e de uma “situação inédita
na historia da humanidade” (nº 12). A terra foi transformada num “deposito de lixo” (nº
21). A ordem do Criador é de cuidar do jardim, mas, deixamos de ser cuidadores para ser
proprietários, dominadores, saqueadores, consumidores da criação. “A terra geme e sofre
dores de parto” (Rm 8,22). O solo, a água, o ar estão cheios de chagas, feridas e venenos.
Não podemos esconder estes problemas debaixo do tapete.

Devemos diz o Papa Francisco, reconhecer e apoiar todos os esforços feitos em favor da
ecologia, mas, é ainda muito pouco. “Deve haver a contribuição de cada um” (nº 19). O
Papa sugere: apagar as luzes para não gastar energia; andar de bicicleta ou usar o
transporte público; não desperdiçar a água; fazer a reciclagem do lixo; não ter vários
automóveis numa mesma família; oferecer carona aos colegas do trabalho, aos amigos e
parentes; não jogar comida fora, plantar árvores.

Como vemos, grandes e pequenos, poderosos e humildes, todos podemos colaborar em
favor do meio ambiente. Há uma velocidade humana de destruição ambiental em
contraste com a lentidão da natureza em se recuperar. Os poderes econômicos e políticos
tentam mascarar e ocultar os problemas ecológicos. “O consumismo avança sem limites e
a terra se torna mais cinzenta e limitada” (nº 34). A humanidade, porém, tem ainda
capacidade de recomeçar na construção da nossa casa comum.

Como é importante a reciclagem do lixo até para não morrermos contaminados pela
Dengue. Está crescendo no mundo a sensibilidade ecológica, mas, temos um longo
caminho a percorrer. É urgente fomentar o diálogo, e unir a todos para proteger a criação.
O sistema atual é insustentável porque é depredador da natureza e promotor das
desigualdades sociais. Os dois cuidados mais urgentes que hoje devemos ter é para com
os pobres e a criação. São os irmãos mais frágeis.

A proposta do Papa Francisco é a de “uma conversão ecológica global” que supõe a
educação e a espiritualidade ecológicas. Se cuidamos dos ovos de tartaruga para que elas
não desapareçam, cuidaremos muito mais do embrião humano, desde a fecundação. Eis a
importância da ecologia humana

 

Orlando Brandes

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PASCOM Arquidiocesana
Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Londrina

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